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Eleştirel Düşünme ile Düşünme Türleri Arasındaki İlişki

2.7. Eleştirel Düşünme

2.7.6. Eleştirel Düşünme ile Düşünme Türleri Arasındaki İlişki

Morley propôs a elaboração de um currículo multidimensional para a instrução de pronúncia e da fala no capítulo 5 do livro Pronunciation Pedagogy and Theory (1994)19.

A autora inicia o capítulo com uma discussão a respeito de alguns mitos populares sobre o ensino de pronúncia: pronúncia não é importante; os alunos vão “pegá-la” por eles mesmos; você não pode ensiná-la; você pode não saber como ensiná-la, mesmo que quisesse. Morley admite que pode haver consenso somente no último deles, do que se conclui que o professor que não souber ensinar pronúncia deve passar por um processo de capacitação para estar em condições de fazê-lo.

19 Embora claramente direcionado ao público de alunos de inglês como segunda língua (ISL, de agora em diante), ou seja, aqueles que residem em um país onde se fala inglês como L1, veremos que suas idéias e concepções a respeito do ensino de pronúncia podem ser estendidas à situação brasileira de ensino.

Com relação à elaboração de um programa de ensino de pronúncia, ela propõe quatro elementos básicos que devem estar sempre presentes (Morley, 1994: 69):

a) um cuidadoso diagnóstico das necessidades do aprendiz;

b) a especificação, junto ao aprendiz, de objetivos de curto e longo prazos; c) a preparação de programas de ensino para o grupo e para cada aprendiz;

d) implementação do programa através de uma diversidade de atividades de ensino e tarefas comunicativas apropriadas de pronúncia.

Como se pode ver, Morley acredita que a base do programa reside na consideração das necessidades do aprendiz20. A autora afirma que as necessidades do aprendiz podem se originar de problemas diversos causados por suas dificuldades de pronúncia, variando desde uma incapacidade total de se comunicar até a formação de julgamentos negativos a respeito de suas qualidades pessoais. Ela também destaca a importância da motivação do aprendiz para alcançar resultados positivos. Dessa forma, é defendida a idéia de que o aluno deve ser levado a assumir uma atitude mais positiva e se envolver mais no seu aprendizado.

Em termos de proposta concreta, Morley sugere a adoção de seis características instrucionais para a elaboração e implementação de um programa. Elas seriam:

a) Uma filosofia de enfoque duplo para o programa de pronúncia: O foco seria

dividido em dois níveis: o micro e o macro (ibid: 73, 75). O micro enfocaria basicamente o aspecto segmental, o acento, o ritmo e a entonação, além da velocidade, volume e qualidades vocais. Por sua vez, o macro compreenderia os aspectos globais, ou mais comunicativos, tais como a precisão e clareza do discurso, a habilidade de manter uma conversa, o desenvolvimento de aspectos gerais da inteligibilidade, um domínio comunicativo da gramática cada vez maior, a expansão do vocabulário e a exibição de comportamentos não-verbais apropriados e expressivos.

b) Os objetivos comunicativos do aprendiz: O objetivo principal do ensino de

pronúncia reside, atualmente, no alcance de uma inteligibilidade satisfatória. Segundo a autora, a chave para se atingir esse objetivo se encontra em quatro áreas distintas: a inteligibilidade funcional, a comunicabilidade funcional, a autoconfiança no uso oral da língua e a habilidade de monitorar e modificar padrões da fala.

20 Essa concepção reflete uma abordagem humanista ao ensino de pronúncia, no sentido de que considera a pessoa do

c) Um paradigma de uma abordagem integrada de objetivos de ensino e envolvimento do aprendiz: Este paradigma prega a combinação de três dimensões de

envolvimento do aprendiz: a cognitiva, a afetiva e a de desempenho prático. A área cognitiva se centraria na informação a respeito da língua e dos procedimentos de sala de aula; a área afetiva compreenderia aspectos tais como a responsabilidade, as habilidades de automonitoramento, de modificação do discurso e de reconhecimento das próprias realizações, além do estabelecimento, por parte do professor, de uma atmosfera segura para as tentativas dos alunos; finalmente, os objetivos práticos referem-se à experiência propriamente dita da fala e da compreensão auditiva, assim como das relações entre a ortografia e a pronúncia.

d) Orientações curriculares para o planejamento de ensino: As orientações para o

planejamento de ensino são concernentes à progressão do tipo de atividades que os alunos devem realizar em sala. Para Morley, os alunos devem principiar com uma prática imitativa e passar pelo que ela denomina prática de fala ensaiada até chegar à prática de fala improvisada.

e) O papel do aprendiz: O aluno deve desenvolver um grupo de atitudes que seriam,

de acordo com Morley, benéficas para a melhoria de sua pronúncia. Elas são: uma conscientização a respeito da fala, incluindo as suas características de produção oral; desenvolvimento de habilidades de auto-observação e de uma atitude positiva em relação a processos de automonitoramento; habilidades de modificação da fala; a consciência do seu papel de modificador da própria fala; o desenvolvimento de um senso de responsabilidade e autonomia sobre o próprio aprendizado e um sentimento de orgulho pelas conquistas individuais.

f) O papel do professor: Morley compara o professor a um técnico (coach), o qual

deve monitorar e guiar o desenvolvimento do aluno assumindo as seguintes responsabilidades: analisar e diagnosticar o desempenho do aluno a fim de prescrever ações para a sua modificação; ajudar o aluno a estabelecer objetivos de curto e longo prazo; planejar um programa para o grupo e para cada aluno em particular; desenvolver uma diversidade de atividades que propiciem o uso da fala em situações próximas do real; promover conversas com falantes nativos e não-nativos; planejar tarefas que propiciem a prática fora da sala de aula, em duplas ou grupos; monitorar e avaliar continuamente o progresso dos alunos; sempre apoiar o aluno e elogiar seus esforços, mesmo quando não resultarem em sucesso.

Como conclusão, queremos ponderar que talvez o diferencial da proposta de Morley seja a importância conferida à integração entre os papéis do professor e o do aluno. De maneira

única, ela destaca a atuação crucial do professor, em envolver e conferir poder, responsabilidade e autonomia ao aluno, o qual se torna o operário principal de suas mudanças e progresso. Também merece destaque a exploração minuciosa dos variados aspectos do ensino de pronúncia, a qual oferece aos professores, principalmente os iniciantes, um modelo de estruturação com uma base sólida para que desenvolvam seus próprios programas de ensino.

A proposta, no entanto, carece de uma exploração do aspecto da avaliação da pronúncia e, como já foi exposto, deixa de considerar a situação de aprendizagem de inglês em contextos em que a língua não é utilizada na comunicação cotidiana, tendo como conseqüência uma necessidade de adaptação de sua proposta à realidade brasileira.