VI. DENEME SÜRELİ VE DENEME AMAÇLI İŞ SÖZLEŞMELERİ
2. Deneme Amaçlı İş Sözleşmesi
A avaliação da condição corporal das vacas ao parto e sua variação após o parto tem sido uma das ferramentas mais importantes no manejo de vacas leiteiras no período de transição. O escore da condição corporal reflete a quantidade de reservas corporais. Havendo reservas, estas podem ser mobilizadas durante o período de BEN, sendo recomendado, atualmente, para vacas de alta produção de leite, escores ao parto entre 3 e 3,25, em escala de 1 a 5 (Butler, 2006).
Vacas que apresentam elevada condição corporal ao parto (>4) podem sofrer maior
mobilização de reservas, com acentuada queda na ingestão de matéria seca, o que as predispõe a desenvolverem quadro de cetose ou síndrome do fígado gorduroso, enquanto que vacas que parem magras (<3) necessitam de maior tempo para o retorno à atividade ovariana (Roche, 2006; Butler, 2008). De acordo com Wiltbank et al. (2006), a percentagem de vacas de alta produção em anestro pós%parto aumenta de 8,3%, quando a condição corporal ao parto foi maior ou igual a 3,25, para 83,3%, quando a condição corporal ao parto foi menor que 2,5. Além da condição corporal ao parto, a variação da condição corporal no início da lactação também interfere com a reprodução, uma vez que reflete, de forma indireta, o BEN. A primeira ovulação acontece nos primeiros 30 dias pós%parto em vacas que perderam menos de 0,5 unidade de escore da condição corporal, enquanto que aquelas que perderam mais de uma unidade requereram maior período para a primeira ovulação, de aproximadamente 50 dias (Butler, 2000).
Staples e Thatcher (1990) demonstraram que a perda de condição corporal no pós%parto pode reduzir a fertilidade de vacas em lactação. Animais que perderam mais de um ponto de escore corporal no pós%parto apresentaram maior intervalo parto%primeiro cio, parto%primeiro serviço e menor taxa de concepção ao primeiro serviço em relação às que perderam de 0,5 a 1,0 ou menos de 0,5 ponto de escore de condição corporal, refletindo os efeitos do BEN sobre o retorno à atividade ovariana e fertilidade.
Ao avaliar a incidência de anestro pós%parto, Gümen et al., (2003) verificaram forte correlação negativa entre escore da condição corporal e percentagem de vacas em anestro. Os autores detectaram uma relação linear entre condição corporal e ciclicidade das vacas no pós%parto, entre 47 e 53 dias pós% parto, sendo que 50% das vacas com condição corporal menor ou igual a 2,25 apresentaram%se em anestro. Por outro lado,
não foi detectado anestro em vacas com condição corporal superior a 3,25. Além disso, observaram%se folículos de maior diâmetro naquelas vacas em anestro com melhor condição corporal.
Mee et al. (2000) avaliaram o efeito da condição corporal de vacas da raça Holandês de alto mérito genético, em lactação, sobre o desenvolvimento in vitro de oócitos. As vacas foram divididas de acordo com o escore da condição corporal, baixo (1,5%2,5) ou alto (3,3%4,0). Não houve diferença na taxa de recuperação de oócitos, de 7,00±1,80 e 8,50±1,48, respectivamente, para as vacas de baixo e alto escore da condição corporal. Entretanto, o baixo escore da condição corporal afetou o desenvolvimento in vitro dos oócitos, com menores taxas de clivagem (61,9 versus 75,7%) e de produção de blastocistos (3,0 versus 9,9%), em relação às vacas de alto escore.
López%Gatius et al. (2003) por meio de meta%análise envolvendo diversos estudos publicados, avaliaram os efeitos da condição corporal ao parto e de sua variação no pós% parto sobre a eficiência reprodutiva de vacas de leite. O escore da condição corporal foi classificado em baixo (<2,5), médio (2,5% 3,5) ou alto (>3,5), enquanto que a variação da condição corporal no pós%parto foi classificada como tendo aumento (ganho de escore), perda leve (perda de 0%0,5 ponto de escore), perda moderada (perda de 0,6 a 1,0 ponto de escore) e perda acentuada (acima de um ponto de perda de escore). Com relação ao escore da condição corporal ao parto, observou%se efeito sobre o período de serviço. Animais com alto escore corporal ao parto tornaram%se gestantes mais cedo que os apresentando escores médio ou baixo, sendo essa redução de 5,8 e 11,7 dias, respectivamente. Além disso, as vacas que pariram em pior condição corporal apresentaram taxa de prenhez, à primeira inseminação artificial,10% menor que a observada nas vacas com escore corporal ao parto médio ou alto. Ainda, a perda
acentuada de escore no pós%parto ocasionou aumento de 10,6 dias no período de serviço, em relação às vacas que tiveram aumento de escore ou que apresentaram perdas leve ou moderada.
No mesmo sentido, Roche et al. (2007) avaliaram os efeitos da condição corporal sobre a performance reprodutiva de vacas oriundas de rebanhos apresentando partos sazonais e alimentação baseada em pasto, na Nova Zelândia. A condição corporal ao parto afetou o retorno à atividade ovariana lútea cíclica. Além disso, observou%se aumento da probabilidade de manifestação de cio pela vaca antes da estação de monta, com o aumento de seu escore ao parto. A perda de escore corporal no pós%parto também afetou a probabilidade de prenhez da vaca durante a estação de monta, sendo que as vacas que perderam mais escore corporal apresentaram menor probabilidade de prenhez, ao final da estação de monta. De forma semelhante, também observou%se esse efeito no nadir da condição corporal, ou seja, aquelas vacas que atingiram os menores
escores durante a lactação,
independentemente do escore corporal ao parto ou da perda de escore no pós%parto, apresentaram menor probabilidade de prenhez ao primeiro serviço e na estação de monta. Dessa forma, não só a condição corporal ao parto é importante para a produtividade e fertilidade da vaca no pós% parto, mas também sua variação no pós% parto, que deve ser minimizada (Ingvartsen, 2006). Em vacas mestiças F1 Holandês x Zebu, devido às menores produção de leite e mobilização de reservas corporais, e baixa incidência de problemas metabólicos, foram observados escores da condição ao parto entre 3,5 e 4 (Ruas et al., 2007).
Finalmente, uma importante consideração a ser feita refere%se às diferenças na deposição de gordura, entre raças de leite e corte. Vacas de raças leiteiras, tais como a Holandês e a Jersey apresentam maior deposição de gordura visceral (omental e
peri%renal), quando comparadas às vacas oriundas de raças de corte (Angus e Brahman), que apresentam maior deposição de gordura subcutânea. Ao avaliar%se a exigência nutricional de diferentes raças e seus cruzamentos, observou%se maior exigência de mantença nas raças leiteiras, que apresentaram maior peso visceral, associado, também, a uma maior exigência de mantença da gordura visceral, com valores intermediários em seus cruzamentos. A gordura visceral pode ser mobilizada de forma mais rápida e em maiores quantidades do que a subcutânea, sendo sugerido que menores exigências energéticas em fêmeas da raça Brahman estavam associadas à deposição de gordura subcutânea, ao invés da visceral, bem como ao menor peso visceral (Thompson et al., 1983; Ferrel e Jenkins, 1984; Ferrel e Jenkins, 1985; Solis et al., 1988; Ferrel e Jenkins, 1998).
2.3. Eficiência reprodutiva em gado de