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Davranışa İlişkin Yaptırımlar

ESASLI UNSUR DOKTRİNİNİN FİKRİ MÜLKİYET HAKLARI ALANINDA UYGULANMASI VE HUKUKİ SONUÇLAR

A. Kamu Hukukuna İlişkin Sonuçlar

1. Davranışa İlişkin Yaptırımlar

Nesta etapa vamos mostrar como foi delineada a construção da Política de Educação Ambiental de Suzano. Vamos utilizar como material de base uma publicação feita com a Prefeitura Municipal de Suzano denominada: “Educação Ambiental em Suzano: Relato da Construção da Política e do Sistema de Educação Ambiental do Município” (2012), que reúne diversos materiais de arquivo e o relato da equipe que esteve nesta construção. Além de portfólios, pesquisa em jornais da época, documentos e registros, que serão incorporados ao texto ou inseridos nos anexos, acumulados durante a realização deste campo com materiais disponibilizados pela Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Suzano.

A Política de Educação Ambiental do Município de Suzano (PMEA), instituída e aprovada pela Lei Municipal nº 4.614/12 (anexo), foi uma conquista de todos Educadores Ambientais do município que se articularam fortemente junto à câmara municipal para aprovação da mesma. Nela está criado o Sistema Municipal de Educação Ambiental (SISMEA), uma proposta em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) instituída pela Lei nº 9.795/99, com o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) e o Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, além da base conceitual e metodológica da Educação Popular, animados pelo Movimento Popular e Ambiental no Brasil e América Latina.

A Política Nacional de Educação Ambiental orienta os Estados e Municípios, para que constituam um Órgão Gestor local formado pelas Secretarias de Meio Ambiente e Educação com vistas à construção das políticas, sistemas e programas que se referem à Educação Ambiental. Na Prefeitura de Suzano, as Secretarias de Meio Ambiente (SEMA) e de Educação (SME) assumiram em 2010 o papel de Órgão Gestor (OG) da Política Municipal de Educação Ambiental com o objetivo de formular e implementar a Política, o Sistema e o Programa Municipal de Educação Ambiental, com um processo partilhado, criativo e democrático, com atenção para as questões territoriais do município e o viver urbano.

A partir de um processo integrado que relacionava educação e interpretação socioambiental junto ao território municipal que envolvia o poder público, a sociedade civil organizada e setor privado, a comunidade escolar e a população das regiões da cidade, buscou-se realizar uma proposta formativa que acontecia à medida que se acontecia. Um jeito de (re) descobrir uma cidade coberta por camadas de sedimentos que escondiam o brilho das paisagens e fazia emergir uma cidade caótica, cheia de problemas e desastres ambientais. A intencionalidade da Política era primeiramente educacional ao visualizar nas metodologias da educação ambiental um processo de experiência com o território, que se faz ao caminhar pelos bairros, ao conhecer as pessoas que habitam a cidade, ao fazer estudos do meio e compreender o movimento das águas, do relevo, da problemática do lixo na região urbana e rural, e a partir deste movimento buscar compreender que a cidade é formada por todos nós que aqui moramos ou trabalhamos, que todos nós temos algo a oferecer, algo a dizer sobre nosso lugar, mesmo que estejamos de passagem, mesmo que este não seja a cidade dos nossos desejos, é preciso fazer emergir estes aspectos para pensar a política pública.

A materialização da Política esteve calcada em quatro eixos: Educação Ambiental com os setores da Administração Municipal (CISEA), Educação Ambiental com a Sociedade Civil Organizada (CIMEA), Educação Ambiental com as Escolas, Educação Ambiental com a

População do Município. Vamos descrever os quatro eixos abaixo:

Eixo 01: Comissão Intersetorial de Educação Ambiental (CISEA):

A CISEA é uma comissão do poder público. Coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, é composta por representantes de diversos setores internos com a função de apoiar e assessorar o Órgão Gestor da PMEA e do SISMEA, esta comissão oferecia espaço para pensamentos, discussões e tomada de decisão sobre qualidade de vida, proteção e sustentabilidade socioambiental a partir da gestão pública. Durante o período de 2010 a 2012 a CISEA contou com a participação de representantes de 14 secretarias municipais, do gabinete do Prefeito e da Ouvidoria Geral do Município. A base do processo educador ambientalista desenvolvido pela comissão contou com a realização de um mapeamento socioambiental participativo junto à administração pública representada por funcionários de todas as secretarias e setores internos, um processo de formação e posteriormente a de auto- formação desta comissão.

O processo de formação realizado com os integrantes da CISEA contou com 40 horas de trabalho, período em que foi deflagrada a atividade Mapeamento Socioambiental Participativo, trazendo o aspecto da intersetorialidade como uma novidade, o meio ambiente era o tema transversal que unia os sujeitos das secretarias ali representadas. À medida que os contornos do mapa socioambiental da cidade se revelavam algo acontecia, pois a adesão, a vontade e apresentar o bairro ficava explicita. A política desenvolvida pelas secretarias era a de pensar a cidade como um todo, integrando as estruturas e conectando os sujeitos, o que faltava de fato era um espaço para emergir e focar atitudes do governo local em uma perspectiva socioambiental.

A auto-formação e mapeamento socioambiental tiveram como objetivos:

▪ Mapear a leitura dos trabalhadores sobre o tema socioambiental, os problemas na administração pública e as possíveis alternativas;

▪ Promover a socialização e circulação de informações socioambientais relevantes para os trabalhadores;

▪ Estimular a potência de ação dos trabalhadores para uma gestão ambiental compartilhada e articulada com os preceitos da administração pública;

▪ Incluir no debate da administração pública os referenciais sustentáveis com novas formas de produção e consumo;

▪ Subsidiar ciclos formativos sob a temática socioambiental no contexto da administração pública municipal, como parte de um processo educador

ambientalista.

Os objetivos se materializaram com as seguintes ações:

▪ A3P – Agenda Ambiental na Administração Publica – Política instituída e coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, voltada às administrações públicas de todo país com o objetivo de redução de gastos públicos, preservação e conservação dos bens naturais, adoção de critérios de compras sustentáveis, formação e sensibilização de trabalhadores para a temática socioambiental;

▪ Protocolo em defesa da qualidade socioambiental da bacia hidrográfica do

Alto Tietê Cabeceiras – Documento elaborado de forma participativa pelo

Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras (SCBH-ATC), pactuado entre as prefeituras dos municípios que compõe esta bacia, sociedade civil e setor privado. Foi adotado como um dos instrumentos regionais de gestão compartilhada dos bens hídricos. O protocolo apresenta em seus eixos temáticos a agricultura, fiscalização ambiental, conservação dos recursos naturais, saneamento ambiental, moradia adequada, ordenamento territorial, educação ambiental e monitoramento e avaliação. Sendo que todos os eixos apresentam metas e prazos para execução, além de seus signatários.

▪ Município Verde – Estratégia de gestão ambiental desenvolvida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente para monitorar e pontuar políticas locais de meio ambiente, vinculando a pontuação alcançada pelos municípios à liberação de recursos advindos dos fundos do governo estadual.

▪ Construção da Política Municipal de Educação Ambiental – Processo deflagrado pela Secretaria de Meio Ambiente e Educação, junto à sociedade civil organizada, comunidade escolar e população, que contou com apoio do colegiado intersetorial da administração municipal.

▪ Mapeamento socioambiental participativo – O objetivo deste mapeamento esteve relacionado ao desenvolvimento de aprendizados coletivos sobre o tema socioambiental, explorando as necessidades, os desafios, e as potencialidades do município. A proposta era de que os integrantes da CISEA descobrissem um potencial de ação para realizar atividades cotidianas junto a cada setor e secretaria e também no contato direto com população local. Para a construção deste mapeamento foram utilizadas oficinas, rodas de conversa, apresentação de vídeos,

produção de questionários junto aos trabalhadores da Prefeitura e estudos do meio durante o processo formativo da CISEA.

A partir da produção do mapeamento socioambiental participativo e da elaboração das ações e intervenções da CISEA, surgiu a necessidade de construir um Projeto Político Pedagógico (PPP). O documento disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente “Projeto Político Pedagógico Aplicado a Centros de Educação Ambiental e Salas Verdes” (2005) balizou o PPP da CISEA, que foi estruturado em três marcos referenciais: marco Conceitual, marco Situacional e marco Operacional. No marco conceitual foram expostas as necessidades formativas do grupo, que queria compreender mais sobre o sentido educador do processo. No marco situacional foi elaborado um texto com a descrição realizada pelo próprio grupo na elaboração do mapa socioambiental da cidade com as suas potencialidades e as dificuldades. No marco operacional foi construído um plano de ação a partir de quatro aspectos: comunicação e informação, formação, agenda ambiental na administração pública e construção da Lei que institui a Política e Sistema de Educação Ambiental do Município.

Com o PPP da CISEA estruturado, as ações ficaram mais perceptíveis e a comissão organizou e realizou as seguintes atividades: oficinas de autoformação; oficinas abertas aos trabalhadores com cerca de 500 funcionários; a publicação de 11 artigos para o jornal “Espaço Aberto”, informativo voltado aos trabalhadores da prefeitura com mais de quatro mil exemplares por mês; a instalação de 15 pontos de coleta seletiva nos prédios da administração pública; a realização do curso “Meio Ambiente e a Prática Profissional” também destinado aos trabalhadores; e uma oficina local da II Jornada Internacional de Educação Ambiental rumo a Rio+20 – Cúpula dos Povos, que discutia as propostas para a conferência na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

Eixo 02: Comissão Interinstitucional Municipal deEducação Ambiental (CIMEA):

A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) indica que a sociedade civil organizada precisa ser incluída na discussão e construção das estratégias de intervenção socioambiental junto à administração pública. Neste sentido foi organizada uma Comissão Interinstitucional Municipal de Educação Ambiental (CIMEA) com representantes da sociedade civil organizada e representantes da administração pública, com o intuito de assumir direitos e responsabilidades frente aos desafios socioambientais da cidade de Suzano. Haja vista o crescimento do terceiro setor na perspectiva ambiental nos últimos anos e a participação de movimentos sociais implicados com a temática na região. Foram realizadas

reuniões com estes representantes e instalado um intenso processo de articulação junto aos movimentos, assumido pela Secretaria de Meio Ambiente, até a realização da primeira reunião oficial da CIMEA que contou com mais de 40 representantes de instituições.

A CIMEA teve início oficial em 18 de abril de 2011, com a abertura do processo de autoformação coordenado pela equipe da Secretaria de Meio Ambiente concretizando um processo de 60 horas, distribuídos entre maio e junho de 2011. O processo se desenvolveu a partir de estudos e leituras sobre o território do município, Políticas Públicas de Educação Ambiental, Legislação Ambiental, textos e artigos que propunham uma reflexão sobre qualidade de vida e atuação dos movimentos sociais, a partir de metodologias participativas e vivenciadas. O grupo foi convidado a realizar um aprendizado movido pela experimentação ao elaborar projetos de ação, estudos do meio com trilhas interpretativas em espaços diversos e a visita nos ambientes que as próprias instituições ofereciam, um momento de troca de saberes e informação sobre o funcionamento das instituições.

Durante o processo formativo o coletivo de instituições foi dividido em quatro grupos de trabalho: GT Comunicação, GT Trocas de Experiência Institucional, GT Instrumentos Legais da CIMEA e GT Projeto Político Pedagógico (PPP). Os grupos tinham algumas tarefas específicas, e a cada encontro faziam reuniões e discutiam ações que eram socializadas na plenária para tomada de decisão final.

Finalizada a etapa de autoformação, foi estruturado o Projeto Político Pedagógico (PPP) da CIMEA a partir do documento “Projeto Político Pedagógico Aplicado a centros e educação ambiental e salas verdes” (Brasil, 2005), que trazia no marco conceitual as grandes Conferências de Meio Ambiente, a Constituição Federal Brasileira, a Política Nacional de Meio Ambiente – PNEA (Brasil, 1999), o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis (1992), o Programa Nacional de Educadores Ambientais - ProFEA (Brasil, 2006) e o Protocolo em defesa e recuperação da qualidade socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras (Prefeitura de Suzano, 2010). No marco situacional as necessidades e potencialidades socioambientais do município, bem como as características e relações ecológicas, sociais, culturais, políticas e econômicas. No marco operacional foi estruturado um plano de ação da CIMEA, dividido em dois campos: a gestão da comissão e o processo de autoformação. A comissão que contava com integrantes da administração pública e sociedade civil organizada se estabeleceu como um órgão gestor deliberativo, a partir de um fórum de diálogos para construção e avaliação da Política e do Sistema Municipal de Educação Ambiental (PMEA e SISMEA).

(anexo 02) que institucionalizou a comissão no dia 28 de junho de 2011. A legislação teve sua minuta construída coletivamente no âmbito da CIMEA e foi sancionada pelo então Prefeito Marcelo de Souza Candido. Este ato marcou o início da CIMEA enquanto um colegiado deliberativo. Um encontro com educadoras e educadores ambientais do município, do Estado e do Brasil marcou este início, uma atividade comemorativa que também proporcionou importantes análises conjunturais sobre o cenário socioambiental no país, com a participação de mais de 400 pessoas e a representação de 30 municípios do estado de São Paulo interessados em desenvolver e aprimorar suas políticas locais de Educação Ambiental.

Além disso, foi o momento de consolidar a importância da CIMEA no contexto do município de Suzano e no contexto do estado de São Paulo, já que esta seria a primeira comissão municipal de educação ambiental de fato instituída no estado. Na ocasião foi encaminhado um abaixo assinado com mais de 400 assinaturas à representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, que estava presente na atividade, pedindo a regulamentação da Lei Estadual de Educação Ambiental do Estado de São Paulo e a criação da CIEA/SP – Comissão Interinstitucional Estadual de Educação Ambiental de São Paulo.

Com a institucionalização da CIMEA, sua continuidade deu-se pela sustentação do Projeto Político Pedagógico, elaborado durante processo de autoformação. Estabeleceu-se um calendário de encontros mensais com 08 horas cada para efetivação das ações previstas no plano de atuação, que se desenvolveram a partir da gestão da CIMEA e da autoformação da CIMEA. Estes dois campos: administrativo e pedagógico estiveram diretamente relacionados. Existia uma preocupação em não perder o sentido educador das atividades desenvolvidas pela comissão, por isso o estudo ganhou centralidade no processo. Abaixo traremos alguns itens especificados no plano de ação da CIMEA:

Plano de Gestão da CIMEA:

▪ Instrumentos formais (regimento interno, Lei da Política Municipal de Educação Ambiental, fortalecimento e implementação da proposta do Plano Diretor e Conselho de Meio Ambiente, Fundo Municipal de Meio Ambiente, e outros instrumentos necessários).

▪ Comunicação (divulgação interna e externa das atividades da CIMEA, diálogos e educomunicação).

▪ Elaboração de memórias, registros, sistematização, convites, arquivos e organização da logística de reuniões.

processos e propostas de encaminhamento. ▪ Reuniões ordinárias e extraordinárias.

▪ Outras atividades e estratégias necessárias durante o caminhar da Comissão.

Plano de Autoformação da CIMEA:

▪ Trocas e socialização de experiências.

▪ Visitas técnicas, trabalhos de campos, formações com temas específicos, oficinas, leituras dirigidas e compartilhadas, rodas de conversa, seminários, dinâmicas, vivências e outros.

▪ Processo de gestão da Comissão na compreensão dos processos participativos. ▪ Outras propostas que possam surgir e a comissão acolher como importantes.

Definiu-se também no coletivo uma metodologia para as reuniões com o intuito de facilitar a dinâmica dos encontros e a compreensão do todo que se construía. Esta metodologia de facilitação das reuniões continha:

▪ Apresentação da memória e pauta do dia;

▪ Formação dos grupos de trabalho: flexíveis de acordo com as demandas: a) instrumentos legais; b) comunicação; c) auto-formação da CIMEA.

▪ Estudos compartilhados; ▪ Vivências e integração; ▪ Informes;

▪ Encaminhamentos.

A principal atividade desenvolvida pela CIMEA esteve relacionada com a elaboração da Lei Municipal de Educação Ambiental, e a realização da Consulta Pública deste documento. Os grupos de trabalho estiveram focados em constituir, desde o texto da Lei, elaborado pelo GT Instrumentos Legais, que sempre passava pela plenária composta pela comissão como um todo e a articulação junto a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Prefeitura Municipal até o processo de comunicação junto às comunidades com a criação de uma marca ilustrativa da CIMEA e cartazes com calendários das plenárias.

Divulgação da Consulta Pública da Lei Municipal de Educação Ambiental, 2012.

Um boletim informativo também foi lançado com periódicos mensais e divulgação via redes sociais. Outra ação importante foi o envolvimento com a Rede Municipal de Ensino, que pôde incluir na minuta da lei um capítulo específico com as propostas do segmento educação formal. Uma destas inserções coloca foco na relação da temática ambiental nos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas, afirmando transversalidade da Educação Ambiental e a integração com a prática educativa em todos os níveis e modalidades de ensino, além de prever tempo para formação no que diz respeito ao conteúdo da Lei e seu sistema como também a educação ambiental ser inserida no currículo de formação das educadoras e educadores da rede municipal de ensino. A Rede Estadual de Ensino esteve presente em algumas reuniões junto a CIMEA, mas não se envolveu diretamente na construção desta proposta.

Todos os grupos de trabalho da CIMEA se uniram para que o processo de consulta pública da lei fosse realizado de maneira descentralizada e participativa. O processo de consulta pública da lei iniciou-se em outubro de 2011, quando foi aprovada primeiramente na comissão da CIMEA a versão preliminar da minuta. A partir deste momento a proposta foi apresentada em alguns espaços para ser aprimorada, e os membros da CIMEA construíram uma articulação política junto a alguns setores. Assim a minuta passou pela Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, pelo colegiado da CISEA, pelo

Colegiado Central da Secretaria Municipal de Educação e em reunião junto a diretores e coordenadores educacionais da Rede Municipal de Ensino.

Após este processo, a CIMEA revisou o texto da minuta da Lei e disponibilizou o texto no site da Prefeitura para amplo conhecimento, críticas e alterações ao texto, no período de dezembro de 2011 a fevereiro de 2012.

Além do procedimento digital, foram realizados quatro encontros de consulta publica da minuta da Lei nas regiões Sul (Palmeiras), Norte (Boa Vista), Centro e Centro-Leste (Casa Branca). As reuniões aconteciam no período da noite entre 18h30 e 21h30, com uma apresentação contextualizada e resumida da minuta da Lei Municipal de Educação Ambiental, exibição de um vídeo de três minutos sobre o contexto socioambiental local e global, e a formação de grupos de trabalho para leitura, diálogos e sugestões de alteração no texto.

O texto foi organizado em oito capítulos.

Figura 11: Os capítulos da Lei, divididos em sessões de I a VIII.

Capítulos da Minuta da Lei, que instituiu a Política e o Sistema Municipal de Educação Ambiental, 2012.

Nesta metodologia de socialização, todos os participantes recebiam o texto da lei integralmente e para facilitar o processo de debate sobre o conteúdo, as pessoas foram orientadas a escolher a temática de seu interesse. Assim os grupos eram divididos e encaminhados a salas separadas para estudar e discutir os artigos a partir de três questões provocadoras, que também tinham a função de desencadear a conversa e facilitar a colheita

das sugestões e alterações no texto da lei:

Qual a sua compreensão sobre esta lei de educação ambiental? Qual a relação desta lei com seu cotidiano?

Quais as sugestões de alteração para o texto desta lei?

Os grupos realizavam um processo de discussão com escolha de um coordenador e um relator, que de volta à plenária tinha a função de socializar o conteúdo da conversa e expor as sugestões para o texto da lei, que era votado e incorporado ao texto naquela plenária.

Este processo aconteceu em quatro regiões diferentes da cidade, cada uma com sua singularidade. A escolha destes bairros e regiões se deu de maneira estratégica pela comissão, já que cada região oferece um campo problemático intensivo e diferenciado para os debates relativos aos temas do socioambiente. A região Sul concentra áreas de preservação importantes para o território local, regional e estadual, extremamente vulnerável com o