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BİÇİMLEŞME OKULU VE ÖRGÜTSEL KONFİGÜRASYONLAR

Belgede 3. Aile İşletmeleri Kongresi (sayfa 106-110)

KRİZ AİLE İŞLETMELERİNİN ÖRGÜTSEL KONFİGÜRASYONLARINI ETKİLER Mİ?

3. BİÇİMLEŞME OKULU VE ÖRGÜTSEL KONFİGÜRASYONLAR

A região começou a ser ocupada na segunda metade do século XVI e desempenhou, no passado, importante papel de articulação com a economia açucareira que florescia no Recôncavo Baiano. Provendo, por quase um século, o Recôncavo e a cidade de Salvador com produtos das mais variadas espécies, estruturou uma economia baseada na pecuária extensiva, no extrativismo vegetal e animal e em torno da agricultura de subsistência ANDRADE (2002). No final do século passado, uma grande extensão de terra foi adquirida por um excêntrico prussiano, naturalizado norte-americano, que, instalando-se na área, deu início a um próspero negócio de exportação de produtos florestais. Data dessa época o início do povoamento do Porto de Sauípe, por onde escoava a produção extrativa. Poucas alterações ocorreram na região até meados do século atual.

26 O CRA é uma autarquia vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH do Estado

da Bahia. O CRA tem como finalidade executar a Política Estadual de Administração dos Recursos Ambientais, promovendo o fortalecimento dos instrumentos de controle ambiental e incorporando novas tecnologias e normas de defesa do meio ambiente, em conformidade com a política de desenvolvimento sustentável definida pelo Governo do Estado e as diretrizes estabelecidas pelo CEPRAM.

A descoberta de petróleo, nos anos 50/60, constituiu o primeiro elemento de dinamização da região, tendo a PETROBRÁS se implantado nos municípios de Pojuca, Mata de São João, Itanagra, Entre Rios e Cardeal da Silva. Tratava-se de uma ruptura em relação ao que existia, uma vez que as atividades ligadas à prospecção e exploração do petróleo aportavam capital, capacidade empresarial e mão-de-obra especializada. A partir de então, houve uma maior presença de segmentos médios de renda na composição da estrutura social da região. Este segmento, associado a população de maior poder aquisitivo de seu entorno, gerou novas demandas para o setor imobiliário, de construção civil e infra-estrutura, o que estimulou o desenvolvimento das incipientes estruturas urbanas existentes. Esse fenômeno gerou um processo de valorização de terras, acentuando a concentração da propriedade e contribuindo para desarticular a estrutura ocupacional tradicional. Na faixa litorânea, grandes propriedades mudaram para as mãos de menor número de proprietários: Barreto de Araújo adquiriu grandes porções de terra em Entre Rios, a CNO comprou a Fazenda Sauípe e Klaus Peters, a Fazenda Praia do Forte. (PRODESU, 2001)

Na década de 1970, dois agentes de mudança são introduzidos na região: o reflorestamento e a atividade turística. A atividade de reflorestamento fez-se presente em praticamente todos os municípios da área, via plantação de pinus e eucaliptos. Essa atividade iniciou-se através da aquisição de grandes e médias propriedades, provocando uma ruptura de vínculos tradicionais que permitiam o acesso à terra e a uma renda monetária para boa parte dos pequenos produtores, promovendo a sua saída das fazendas a que estavam ligados e redefinindo as relações de trabalho. Num segundo momento, a necessidade de aquisição de terras para a ampliação das áreas reflorestadas atinge os minifúndios, passando a substituir espaços até então ocupados pela cultura de subsistência. Desta forma, pequenos proprietários são afastados de suas terras sob pressão das grandes empresas reflorestadoras. O Litoral Norte ganha visibilidade no Estado, mas as mudanças não conseguem incorporar a população ao movimento modernizador, já que negligenciou a pequena e média agricultura e desarticulou a estrutura ocupacional existente. Os pequenos proprietários tornaram-se assalariados das empresas reflorestadoras, mas os empregos criados não absorveram toda a mão-de-obra liberada. Pelo contrário, esta população passou a depender do trabalho sazonal oferecido pelo limitado mercado de trabalho das empresas de reflorestamento e a ocupar as periferias das pequenas cidades existentes na região (COUTO, 2003).

Por outro lado, a atividade turística é iniciada com a instalação de um resort em Praia do Forte. Paralelamente, alguns loteamentos de veraneio são implantados, sobretudo na área costeira dos municípios de Mata de São João e Entre Rios. Esses loteamentos, em especial,

são um reflexo do acelerado crescimento populacional gerado pelo processo de industrialização da Região Metropolitana de Salvador (RMS), com a instalação do Complexo Petroquímico de Camaçari (COPEC). O aquecimento do mercado imobiliário regional leva a melhorias de infra-estrutura, representadas pela implantação do primeiro trecho da rodovia BA-099, a “Estrada do Coco”.

No início dos anos 90, a atividade turística emergiu nessa região, alinhada à política governamental de incentivo ao setor do turismo, como uma alternativa econômica mais adequada e ambientalmente mais limpa. Desta forma, o Litoral Norte da Bahia passou a ser preparado para o desenvolvimento efetivo dessa atividade, através de três importantes intervenções governamentais : a formulação e implementação do PRODETUR-BA, a criação da Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte (APA-LN) e a construção da Linha Verde (prolongamento da rodovia BA-099 até a divisa estadual com Sergipe).

Com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável desta região, induzir a parceria com o setor privado, dotar a região de infra-estrutura básica e de transportes, valorizar a base de recursos naturais e culturais disponíveis, desenvolver centros turísticos integrados e incentivar o surgimento de alternativas econômicas complementares foi concebido o já mencionado PRODETUR-BA. Dentro deste Programa, surge a proposta de um Centro Turístico Forte-Sauípe que envolveria 35 km de praias - a partir da Praia do Forte até Porto Sauípe. Para ocupar esta região foram previstos os Complexos Turísticos Praia do Forte, Complexo Turístico Velho Nambu, o Complexo Turístico Sauípe e os Terminais Turísticos Regionais de Imbassaí, Praia do Forte e Itacimirim (ECOPLAM, 1995).

A APA-LN foi criada em 1992 – e seu Plano de Manejo foi aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (CEPRAM) em 199527 - para ser uma das estratégias de conservação ambiental do PRODETUR-BA, tendo em vista a necessidade de preservar os recursos naturais e culturais ali existentes, pressionados pela construção dos 142 quilômetros da BA-099, conhecida como “Linha Verde”. A APA-LN estende-se do Rio Pojuca ao Rio Real, numa área de aproximadamente 1.400 km2, com 142 km de extensão e 10 km de profundidade, no sentido leste-oeste, abrangendo cinco municípios da região: Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra.

Assim, para OLIVEIRA (2000, em ANDRADE 2002), a criação da APA-LN apareceu como a estratégia “mágica” para controlar os impactos ambientais negativos provenientes da implantação do prolongamento da rodovia BA-099 (Linha Verde) até a divisa com o estado de Sergipe. O processo de licitação para a construção dessa estrada foi iniciado na mesma data da criação da APA-LN. A Linha Verde, concluída em 1993, tornou possível o acesso a uma região, até então, relativamente preservada em seus recursos naturais e paisagísticos, como em suas tradições culturais, sociais e arquitetônicas.

Desta forma, a criação da APA-LN buscava viabilizar o projeto de turismo sustentável proposto pelo PRODETUR-BA, e considerado pelo governo do estado da Bahia como a melhor alternativa para a geração de emprego e renda para a população local.

Belgede 3. Aile İşletmeleri Kongresi (sayfa 106-110)