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AİLE İŞLETMELERİNİN ALGILARIYLA İNOVASYON

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Na Bahia, o planejamento estadual da atividade turística desenvolveu-se nos anos 60 e 70, com a criação da Bahiatursa (1968)23 e do Conselho Estadual de Turismo (1971). Nesse período, a primeira estratégia de desenvolvimento do turismo definiu como focos de ação a promoção da Bahia no mercado turístico nacional e a construção de meios de hospedagem, com base na utilização de incentivos fiscais. Dentro dessa concepção foi criada, em 1973, uma subsidiária da Bahiatursa, a Empreendimentos Turísticos da Bahia S. A. (Emtur)24, que passou a atuar na construção e administração de pousadas e hotéis no Estado (MENDONÇA, 2001 ).

Nos anos 80, assistiu-se a uma mudança na estratégia de intervenção pública para o desenvolvimento do turismo baiano. As ações se voltaram então para a projeção do Estado no mercado internacional, ao mesmo tempo em que, no plano interno, tentou-se uma maior interiorização da atividade turística com o programa “Caminhos da Bahia”, a partir do qual buscou-se o desenvolvimento do turismo em alguns municípios selecionados do Estado. Nos anos 90, passa-se à implementação de um terceiro plano estratégico: o Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR). Essa etapa começou a ser desenvolvida em 1991, com a contratação de consultorias para a identificação dos atrativos turísticos existentes no Estado. Com base neste mapeamento pretendia-se identificar as melhores localizações para a implantação de Centros Turísticos Integrados, que funcionariam como indutores do desenvolvimento do turismo para toda uma região circunvizinha (MENDONÇA, 2001). O mapeamento resultou na definição de sete zonas turísticas no Estado (Quadro 7), nas quais a ação estatal passaria a focar suas ações, provendo-as de infra-estrutura para alavancar o desenvolvimento do turismo.

23 A Bahiatursa – Empresa de Turismo da Bahia S/A. – é o órgão oficial de turismo da Bahia sendo

responsável pela coordenação e execução de políticas de promoção, fomento e desenvolvimento do turismo no Estado, de acordo com as diretrizes governamentais.

Quadro 7 - Zonas Turísticas do Estado da Bahia Zonas Turísticas Municípios

Costa dos Coqueiros Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra (até os limites com o Estado de Sergipe).

Baía de Todos os Santos Salvador, Vera Cruz, Itaparica, Jaguaripe, Salinas da Margarida, Saubara, Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, São Francisco do Conde, Madre de Deus e Maragogipe. Costa do Dendê Valença, Taperoá, Cairu, Nilo Peçanha, Ituberá, Igrapiúna,

Camamu e Maraú.

Costa do Cacau Itacaré, Uruçuca, Ilhéus, Una e Canavieiras. Costa do Descobrimento Santa Cruz de Cabrália, Porto Seguro e Belmonte.

Costa das Baleias Prado, Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri (até o Estado do Espírito Santo).

Chapada Diamantina Lençóis, Andaraí, Mucugê, Palmeiras, Iraquara, Itaetê, Seabra, Rio de Contas, Érico Cardoso, Piatã e Abaíra. Fonte: Secretaria da Cultura e Turismo (www.sct.ba.gov.br/turismo)

O PRODETUR - BA, concluído em 1992 para vigência até o ano de 2005, contemplou assim essa nova geografia turística no Estado, buscando promover uma descentralização da atividade. Também através do PRODETUR- BA redefiniu-se o papel da atuação pública no setor, transferindo-se à iniciativa privada a tarefa de promoção dos meios de hospedagem e de outros empreendimentos ligados aos negócios turísticos (restaurantes, entretenimento etc.), e limitando-se o setor público às ações de infra-estrutura básica (saneamento, construção de estradas e aeroportos), as quais deveriam mostrar-se capazes de viabilizar e atrair os novos empreendimentos privados.

Até o ano de 1994 o PRODETUR-BA contou apenas com a iniciativa do governo do Estado na captação de recursos e no investimento em infra-estrutura turística. A partir de 1995 o PRODETUR-BA ganha uma nova dimensão, pois passa a contar com grande soma de recursos do PRODETUR-NE I. Desse programa federal, a Bahia ficou com a maior parcela dos recursos disponibilizados para o Nordeste pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através do Banco do Nordeste (BN). Contudo, a necessidade de comprovar para os agentes financiadores do PRODETUR-NE I, a viabilidade econômica e financeira dos investimentos, acabou por limitar o objetivo inicial de desconcentração da atividade turística. Segundo o Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável – PDITS (FGV, 2004), 90% dos investimentos realizados com recursos do PRODETUR NE I foram utilizados na ampliação do aeroporto de Salvador. Também merece destaque o direcionamento de recursos para o sistema de esgotamento sanitário de Praia do Forte, conforme demonstrado na tabela:

Tabela 15- Investimentos do PRODETUR NE I em Salvador e Entorno

Investimento (US$) Investimento Setor de Investimento

Previsto Realizado

Recuperação da Igreja do Bonfim – Salvador

Rec. Patrimônio Histórico 850.000 1.181.000

Quarteirão Cultural/Praça das Artes – Salvador

Rec. Patrimônio Histórico 4.885.000 5.323.000

6ª. Etapa do Projeto de

Recuperação do Centro Histórico de Salvador – Praça da Sé

Rec. Patrimônio Histórico 1.461.000 1.461.000

6ª. Etapa do Projeto de

Recuperação do Centro Histórico de Salvador – Sede do IPAC

Rec. Patrimônio Histórico 227.000 227.000

Ampliação do Aeroporto Internacional de Salvador

Sistemas Aeroportuários 95.000.000 109.864.000(1) Sistema de Esgotamento Sanitário

de Praia do Forte – Mata de São João

Saneamento 1.615.000 1.054.000

Total PSE 104.036.000 119.160.000

(1) Valor Parcial em dezembro/2002. Total ainda não contabilizado Fonte: PDITS, 2004

Se na primeira fase do PRODETUR-NE o foco de investimentos foi a infra-estrutura turística da região, a segunda fase - PRODETUR-NE II – apresentou como objetivo consolidar e completar as ações necessárias para tornar o turismo sustentável nos Pólos onde houve investimentos do PRODETUR-NE I. Sendo assim, apesar do Estado ter experimentando profundas mudanças e grandes avanços econômicos, esses não foram suficientes para amenizar a situação de pobreza e falta de dinamismo econômico que caracteriza a maior parte dos municípios. O PDITS menciona que apesar dos municípios terem obtido melhorias nos indicadores de saúde, educação e serviços básicos, a situação ainda é mais desfavorável que a média brasileira.

Segundo o Banco do Nordeste “... depois de avaliar os resultados da primeira etapa, tomou como consenso que o PRODETUR-NE II deverá aplicar as lições aprendidas na implementação e condução do PRODETUR-NE I, especialmente no tocante à necessidade de redução dos passivos ambientais, decorrentes do planejamento municipal inadequado e da execução e supervisão de obras sem a devida atenção para a adoção de medidas que pudessem amenizar esses impactos”. (Banco do Nordeste, 2005) 25 Com esta nova fase, o PRODETUR- NE, teve seu período de desenvolvimento expandido, tendo como limite para conclusão o ano de 2012.

Nos anos 90, ainda se observou uma maior ação do setor público nas questões ligadas ao meio-ambiente. Nesse sentido, foram criadas diversas unidades de conservação da natureza em regiões turísticas (veja ANEXO 11). Dentro dos diversos modelos propostos pela Lei no. 9.985, para as áreas de potencial turístico, o principal modelo de gestão ambiental adotado, tanto no âmbito estadual como no municipal, tem sido o das Áreas de Proteção Ambiental (APAs). O modelo de proteção ambiental da APA preconiza mais a conservação (uso racional e sustentável dos recursos naturais) que a preservação (manter a natureza intocada pelo homem) dos espaços, numa tentativa de conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. A idéia é que, uma vez implantada uma APA numa localidade turística, essa passa a ter sua atividade de exploração comercial monitorada pelo Poder Público que a criou, adotando-se como medida concreta, nesse sentido, a elaboração de um plano de manejo para a região, a ser desenhado de acordo com as características ambientais do lugar. Segundo o Centro de Recursos Ambientais (CRA)26, hoje existem 28 APAs estaduais na Bahia (veja relação ANEXO 12). Dentro deste grupo está a APA Litoral Norte (mapa no ANEXO 13), segunda maior do Estado, situada na zona turística da Costa dos Coqueiros, que compreende as localidades turísticas em que estão instalados o Praia do Forte Ecoresort e o Complexo Costa do Sauípe

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