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Bölgesel Dengesizlikleri Azaltıcı Politikaların Amaçları

5. BÖLGESEL DENGESİZLİK SORUNUN ÇÖZÜMÜ

5.3. Bölgesel Dengesizlikleri Azaltıcı Politikaların Amaçları

Com referência à formação dos gestores, observaram-se três percursos básicos no grupo: a) aqueles que cursaram o antigo magistério em nível de Ensino Médio e a pedagogia; b) os que cursaram uma licenciatura e a pedagogia; c) os que cursaram mais de uma licenciatura e a pedagogia, conforme Tabela 9:

Tabela 9 – Distribuição dos Gestores quanto à Formação

Formação Gestores

Homens Mulheres Total

Nº % Nº % Nº % Magistério e Pedagogia 1 4% 4 16% 5 20% Uma Licenciatura e Pedagogia 2 8% 15 60% 17 68% Duas Licenciaturas e Pedagogia 0 0% 3 12% 3 12% Total 3 12% 22 88% 25 100%

Ao observar que a maioria dos profissionais apresentava duas habilitações, ou seja, além da pedagogia mais uma licenciatura, notou-se a predominância daqueles que iniciaram a docência pelos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e pelo Ensino Médio. Do total dos participantes, 20% cursou apenas o antigo Magistério, além da Pedagogia, denotando que o início da carreira tenha sido nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). É interessante a distinção entre

a proporcionalidade deste fator entre homens e mulheres, ainda que isto não se configure como uma tendência entre os profissionais da educação. Entre os gestores homens, a representação quantitativa de quem cursou apenas o Magistério além da Pedagogia é de 33%; entre as gestoras, esta proporção é de 18%. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o universo docente é predominantemente feminino (BRASIL, 2009).

Com base nos dados acima apontados e a partir de seu cruzamento, apresentava-se a seguinte situação: 92% dos gestores tinham acima de 40 anos; 80% tinham mais de 21 anos de magistério; 12% tinham mais de uma licenciatura além da pedagogia; 24% dos gestores tinham especialização na área pedagógica; 56% do grupo pesquisado iniciou a atuação gestora com mais de 10 anos de docência.

Seria possível que alguns dos gestores tivessem de fato tendência para a docência, mas fatores adversos os tivessem lançado em direção à área mais administrativa, em detrimento da ação estritamente pedagógica? As dúvidas que estes dados quantitativos trouxeram à tona se configuram em mais um motivo para legitimar a análise das trajetórias de uma parcela dos gestores participantes deste estudo, com vistas a melhor compreensão de como os processos de formação pessoal e profissional, marcados por diferentes acontecimentos, podem interferir na atuação gestora. Afinal, verificou-se que em parte dos gestores pesquisados há certa predisposição específica para a docência, tendo em vista que além do tempo decorrido até o ingresso na área, nota-se que 24% do grupo buscou aperfeiçoamento no campo pedagógico, como mostra a figura 6:

Gráfico 6 – Frequência de Cursos Complementares e de Especialização realizados pelos Gestores

No que se refere à formação continuada nota-se que, de uma maneira geral, houve uma participação maior em cursos complementares oferecidos pela própria Secretaria da Educação do que o investimento pessoal dos gestores em cursos de especialização, numa proporção de 96% para 68%. Entre os gestores que investiram em formação por iniciativa própria, 44% o fizeram na área de gestão. O desenvolvimento profissional autônomo é uma modalidade de desenvolvimento profissional mais simples, na qual “os professores decidem aprender por si mesmos

aqueles conhecimentos ou competências que consideram necessários para o seu

desenvolvimento profissional ou pessoal” (MARCELO, 1999, p. 150). Para o autor,

os professores fazem opção por esta modalidade de formação quando percebem a inexistência da oferta de formação continuada ou quando entendem que tais ofertas não respondem às suas necessidades.

Entre as mulheres existe uma participação maior em cursos complementares – de menor duração – do que em cursos de especialização. Entre os homens, essa proporção é mais equilibrada. Igualmente equilibrada é a distribuição dos gestores quanto à área de formação inicial: apresentam formação disposta equanimemente entre o campo das Exatas e Biológicas, havendo um gestor que cursou o Magistério.

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Cursos Complementares Especialização na área Pedagógica Especialização na área de Gestão Gestores Gestoras

A área de formação inicial das gestoras concentrava-se mais na área de Linguagens e Códigos22, como demonstrado no Gráfico 7:

Gráfico 7 – Frequência das Áreas na Formação Inicial dos Gestores

Trata-se de uma tendência de formação nacional, haja vista que dados do MEC23 apontam que no Ensino Fundamental o percentual de professores divide-se da seguinte forma Língua Portuguesa (17,3%), Matemática (15,8%), Ciências (13,2%), História (12,4%), Geografia (12,0%) e Artes/ Educação Artística (9,9%); no Ensino Médio, as áreas de formação com maior número de professores são: Letras/Literatura/Língua Portuguesa (15,4%), Matemática (11,4%), História (8,8%), Pedagogia/Ciências da Educação (8,7%), Letras/Literatura/Língua Estrangeira (7,5%) e Geografia (7,2%).

Chama a atenção o fato das mulheres se concentrarem significativamente na área de Linguagens e do Magistério, enquanto a pequena amostra de homens divide-se nas áreas de Matemática e Biológicas. Porém, esse perfil dos gestores participantes aproximava-se do apresentado em outros estudos brasileiros.

Especificamente tratando dos respondentes do questionário deste estudo, havia a seguinte particularidade: vinte e cinco respondentes do questionário

22 A área do conhecimento denominada Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

englobam as disciplinas de Português, Língua Estrangeira, Arte e Educação Física

23 Dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2007. Disponível em

http://download.inep.gov.br/download/censo/2009/Estudo_Professor_1.pdf 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% Gestores Gestoras

compunham um quadro de gestores essencialmente feminino, com média de idade cronológica de 51 anos, em sua maioria, titulares de cargo, casados e com filhos. O tempo médio de magistério neste grupo era de 26 anos, sendo que nas trajetórias profissionais destacavam-se dois períodos em que se observavam mais deslocamentos de docentes para a área de gestão: aos 5 e aos 17 anos de magistério.

Quanto à formação, a maioria cursou apenas uma licenciatura além da pedagogia, sendo a área de maior concentração a de Códigos e Linguagens, com ênfase para o curso de letras. Em segundo lugar, seguiam aqueles que fizeram opção pelo magistério e posteriormente apenas cursaram pedagogia. A formação continuada era marcada pelos cursos oferecidos pela própria Secretaria da Educação, mas havia um percentual considerável de gestores que buscaram por uma especialização, seja na área pedagógica ou de gestão.

A partir destas características gerais presentes no grupo participante, interessa, essencialmente, analisar os incidentes críticos que permearam suas trajetórias para compreender como estes acontecimentos influenciam a prática gestora.