BÖLÜM 3 : AZERBAYCAN’IN ULUSAL REKABET GÜCÜNÜN
3.2. Azerbaycan’ın Ulusal Rekabet Gücünü Elmas Modeliyle Değerlendirilmesi
3.2.4. Azerbaycan’da Bağlı ve Destek Endüstrilerin Değerlendirilmesi
Segundo CHIAVENATO (1983), a Teoria dos Sistemas, que compreende um ramo da Teoria Geral dos Sistemas, surgiu com os trabalhos do biólogo alemão Ludwig von Bertalanffy, publicados entre 1950 a 1968, que sistematizou as novas idéias científicas da abordagem dos “todos integrados”. De acordo com o autor, a Teoria dos Sistemas afirma que as propriedades dos sistemas não podem ser descritas significativamente em termos de seus elementos separados; a compreensão dos sistemas somente ocorre quando estuda dos sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências dos seus subsistemas. Neste sentido, a Teoria de Sistemas fundamenta-se em três premissas básicas:
a) Os sistemas existem dentro de sistemas; b) Os sistemas são abertos;
c) As funções de um sistema dependem de sua estrutura.
De acordo com UHLMANN (2002), anteriormente a Bertalanffy, Alexander Bogdanov, um pesquisador médico, filósofo e economista russo, desenvolveu uma teoria sistêmica de igual perfil e alcance, a qual, infelizmente, ainda é, desconhecida fora da Rússia. Bogdanov deu á sua teoria o nome de “tectologia”, a partir da palavra grega “tekton” (construtor), que pode ser traduzido como ciência das estruturas. A tectologia foi a primeira tentativa para chegar a uma formulação sistemática dos princípios de organização que operam em sistemas vivos e não vivos, antecipando o arquétipo conceitual da teoria geral dos sistemas de Bertalanffy.
Um sistema, segundo BERTALANFFY (1977), pode ser definido como:
“...um conjunto de elementos em inter-relação entre si e com o ambiente” (p. 62).
CHIAVENATO (1983) define sistema como um conjunto de elementos interdependentes que se interagem formando um todo organizado, cujo resultado é maior do que o resultado que as unidades poderiam ter se funcionassem independentemente.
Na definição de SENGE et al. (1997), um sistema é um todo percebido, cujos elementos mantêm-se juntos porque afetam continuamente uns aos outros ao longo do tempo, e atuam para um propósito comum. O modo como a inter-relação de forças é examinada sob a ótica da Teoria dos Sistemas é conhecida como “pensamento sistêmico”. Segundo o autor, no pensamento sistêmico, devemos manter uma perspectiva bifocal, isto é, nós devemos manter um olho voltado para o padrão mais relevante enquanto que o outro olho deve estar mais atento para os detalhes. Isto faz com que tenhamos uma visão da relação como um todo, uma visão sistêmica.
Do ponto de vista empresarial, podemos dizer que um sistema é um conjunto de funções logicamente estruturadas, com a finalidade de atender a determinados objetivos (CASSARRO, 1988).
Contudo, a definição de um sistema depende do interesse da pessoa que pretende analisá-lo. Uma organização, por exemplo, poderá ser entendida como um sistema, subsistema ou ainda supersistema, dependendo da análise que se queira fazer. É, portanto, uma questão de abordagem.
O termo sistema é geralmente empregado no sentido de sistema total (CHIAVENATO, 1983). O sistema total é aquele representado por todos os componentes e relações necessárias à realização de um objetivo, dado certo número de restrições. O objetivo do sistema total define a finalidade para a qual foram ordenados todos os componentes e relações do sistema, enquanto as restrições do sistema são as limitações introduzidas em sua operação, que definem os limites do sistema e possibilitam explicitar as condições sob as quais ele deve operar.
CASTRO, LIMA & CRISTO (2002) reconhecem que os estudiosos impõem limites aos sistemas com o objetivo de separar um sistema particular de todos os outros que compõe o universo. A idéia de estabelecer limites permite a apreciação de conjuntos menores de componentes interativos, facilitando o entendimento do seu funcionamento. Segundo os autores, do conceito de limite deriva-se um outro muito importante para o estudo dos sistemas, o de hierarquia. O conceito de hierarquia decorre
do fato de existirem na natureza sistemas dentro de sistemas, numa ordem decrescente, onde um determinado sistema passa a ser um subsistema numa escala hierárquica mais alta e contém outro subsistema numa escala mais baixa.
A noção de hierarquia tem aplicação na análise de sistemas. Em geral, a explicação do funcionamento do sistema é encontrada a um ou dois níveis hierárquicos inferiores (ou superiores). A representação de um sistema em qualquer outra forma que não a da própria entidade é denominada de modelo16.
Há uma grande variedade de tipologias que tentam classificar os sistemas de acordo com certas características básicas. Dentre essa ampla gama de tipologias, uma tentativa de classificação foi elaborada por BERTALANFFY (1977), com base na sua constituição e natureza. Quando a constituição, os sistemas podem ser físicos ou abstratos:
a) Sistemas físicos, quando compostos por equipamentos, máquinas ou objetos (tangíveis) que operam juntos para atingir um objetivo;
b) Sistemas abstratos, quando compostos por conceitos, planos e hipóteses. Neste caso os símbolos representam os atributos e objetos.
Quanto à sua natureza, os sistemas podem ser fechados ou abertos:
a) Sistemas fechados são aqueles que apresentam intercâmbio com o meio ambiente. De acordo com CHIAVENATO (1983), os autores têm dado o nome de sistemas fechados àqueles sistemas cujo comportamento é totalmente determinístico.
b) Sistemas abertos são aqueles que apresentam relação de intercâmbio com o ambiente, através de entradas e saídas.
ACCIOLY (2001) faz uma complementação afirmando que a distinção entre sistemas abertos e fechados não é tão radical quanto parece, pois podem existir em diferentes graus de abertura. Um modelo dinâmico fechado funciona sem interferência das variáveis exógenas, produzindo, desta forma, internamente os valores das variáveis através do tempo, mediante interação entre elas. Ademais, os sistemas de retroalimentação são essencialmente fechados, auto-regulados, e suas características mais interessantes surgem principalmente da estrutura interna e da interação entre as
16
variáveis que o compõe. Dessa forma, muitas vezes, para efeito de estudo, é interessante operar um sistema fechado com uma variável de prova, que serve como excitação das respostas internas do sistema. As variáveis de prova são exógenas, ou seja, independentes da resposta do sistema.
Os sistemas se caracterizam também por determinados parâmetros. Esses parâmetros são constantes arbitrarias que caracterizam, por suas propriedades, o valor e a descrição dimensional de um sistema específico ou um componente do sistema.
Os parâmetros dos sistemas são: a) Entrada ou insumo;
b) Processamento ou transformação; c) Saída ou resultado ou produto;
d) Retroação ou retroalimentação (feedback); e) Ambiente.
Para COVER (1996), os sistemas são estruturados por fluxos de realimentação (feedback). Os fluxos de realimentação, em uma definição simples, são o retorno e a transmissão da informação. O entendimento dos processos de feedback de um sistema é extremamente importante para descobrir a estrutura desse sistema – conhecer os elementos que pertencem ao sistema e como eles se interagem.
Neste contexto, segundo SENGE et al. (1997), a estrutura sistêmica é o padrão de inter-relações entre componentes-chave do sistema. Isso poderia incluir a hierarquia e fluxos de processos, mas incluem também opiniões e percepções, a qualidade de produtos, os modos como se tomam decisões, e centenas de outros fatores. Estruturas em sistemas não são necessariamente construídas conscientemente, mas sim a partir das escolhas que as pessoas fazem consciente ou inconscientemente ao longo do tempo.
A estrutura de um sistema é difícil de ser identificada. Um dos principais modelos utilizados para compreender e visualizar a estrutura de um sistema é dos “níveis do pensamento sistêmico” (ANDRADE, 1997), representado pelo diagrama “eventos, padrão e estrutura”, ilustrado na Figura 5.1.
Pode-se observar no primeiro nível (o mais visível) eventos ocorrendo e sendo percebidos pelas pessoas envolvidas. Em geral, é com base nestes eventos que as
pessoas explicam as situações – "quem faz o que a quem". As ações baseadas nesta percepção tendem a tomar aspectos reativos.
Fonte: KARASH, 2003.
FIGURA 5.1 – Diagrama “eventos, padrões e estrutura”.
Os padrões, localizado no segundo nível da pirâmide, explicam as tendências ou mudanças que ocorrem nos eventos ao longo do tempo.
O terceiro nível, mais difícil de ser percebido, invoca a compreensão estrutural da situação em questão. Ele indica o que causa os padrões de comportamento, buscando explicar como os elementos influenciam-se. É a estrutura que explica o funcionamento do sistema. A inter-relação de seus componentes constituintes e sua organização podem ser revelados por meio dos chamados “círculos de casualidade” ou “loops de feedback” (LOURENZANI, 2001).