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Ara ve Uç Sözcüklerinin Anlamı ve Türkçedeki Ara ve Uç Adları

Belgede Error Analysis Of Turkish Learners (sayfa 193-200)

Segundo TOVEY (1989), o designer industrial tem trabalhado em equipes de projeto junto aos engenheiros de diversas áreas, especialistas em marketing, planejadores de produto, entre outros. O papel do designer industrial nas equipes de desenvolvimento de produto, tem principalmente duas áreas de responsabilidade:

- representar o mercado e os requisitos dos usuários, especificando a ergonomia e a aparência do produto;

- integrar requisitos do mercado, dos usuários e da engenharia em uma solução de projeto total.

Estas responsabilidades podem ser caracterizadas como uma preocupação com a interface produto-usuário tanto na área objetiva e mensurável denominada ergonomia quanto na área subjetiva da aparência. Para garantir que estas áreas sejam propriamente consideradas é essencial que o produto seja visto como um todo, e disto decorre sua responsabilidade pela

integração geral da solução de projeto. Para lidar com estas áreas de responsabilidade, o designer industrial tem duas funções (não somente) principais:

- visualizar o conceito do produto;

- representar as alternativas para soluções de projeto.

O design industrial, visto por leigos e por profissionais de outras áreas, é frequentemente visto como uma atividade artística ou ligada simplesmente ao embelezamento do produto. Isto é evidente ao observar artigos acadêmicos, comentários dos empresários, dos gerentes de projeto e das equipes de desenvolvimento, inclusive em empresas de maior porte no Brasil (informação verbal)26

.

Estas visões são equivocadas, embora seja compreensível que aqueles que não compreendem em profundidade tirem estas conclusões, até porque a parte mais perceptível do trabalho dos designers industriais seja a forma, invariavelmente mais "bela" aos olhos das pessoas do que as formas geradas pelos engenheiros, amadores e curiosos em geral.

Não é objetivo deste trabalho esclarecer em profundidade como o designer industrial desenvolve seus projetos. Acredita-se ser o suficiente, para os seus propósitos, afirmar que repousa em princípios provenientes de diversas áreas do conhecimento, mesmo quando na área subjetiva da criação de formas. Deve-se aceitar, por outro lado, que tais disciplinas careçam da mesma robustez matemática, física e quantitativa das disciplinas de ciência básica e aplicada que embasam as engenharias, mesmo porque alguns fenômenos relacionados se prestam a métodos mais qualitativos e menos susceptíveis a construção de modelos matemáticos que os descrevam, dada a sua natureza.

26 Entrevistas realizadas para este trabalho com profissionais, engenheiros e designers, que trabalharam em

grandes empresas indicam uma situação pouco integrada ou deficiente entre os departamentos de design e engenharia. A situação pareceu ser generalizada, a ponto de ser supreendente que poucos estudos sejam dedicados a investigação deste fenômeno no Brasil. Os pontos mais citados são: disputa interna inter- departamental, falta de compreensão do papel do design e o preconceito, velado ou explícito, entre as duas áreas.

O design industrial tem por objetivo configurar a interface entre o produto e o ser humano, considerado na sua variedade de papéis (usuário, consumidor, membro da sociedade, por exemplo) e nos diversos níveis em que interage com os produtos. Para que esta configuração seja eficaz, busca dotar o produto de características que atendam aos diversos níveis em que esta interação ocorre, considerando os diversos papéis em que o ser humano se coloca. Não se trata somente de "fazer um produto bonito", até porque este conceito é extremamente relativo conforme variam as características dos usuários. Beleza, na forma como utilizado no senso comum, é considerado sinônimo de estética, embora este seja um equívoco reducionista. Como comumente aplicado, a beleza por si só não poderia ser utilizada isoladamente para definir um processo eficaz de desenvolvimento de interface produto- usuário. Ainda assim, a estética é uma área cara ao design industrial, e, a despeito da noção leiga ou desinformada, existem estudos, teoria e regras para sua utilização mais científica, como na estética do objeto, teoria da informação, percepção estética, estética do valor, estética empírica, estética aplicada, semiótica27

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BERKOWITZ (1987), por exemplo, conclui que dicas (visuais) de design, como forma, são utilizadas por consumidores para inferir atributos mais importantes, mas menos acessíveis à leitura, como gosto, maciez, conforto e velocidade. O bom design não apenas adiciona apelo de vendas, mas encoraja a compra de produtos similares (não necessariamente mais baratos), oferece uma base para segmentação de mercado e construção de uma linha de produtos maior com o mesmo investimento em engenharia.

JANLERT e STOLTERMAN (1997) colocam que as pessoas têm o hábito de pensar e falar sobre artefatos como se tivessem caráter, como uma forma de entender e lembrar como

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O conceito estético vem do grego aesthesis e significa algo próximo à “percepção sensorial”. Uma definição aceita entre os estudiosos definine estética como: ciência das aparências perceptíveis pelos sentidos, de sua percepção pelos homens e sua importância para os homens como parte de um sistema sócio-cultural. Informações mais aprofundadas podem ser obtidas em LOBACH (2001).

utilizá-los; elas tendem a assumir uma conexão entre a mera aparência do artefato e seu caráter, da mesma forma com que fazem, marcadamente, pressuposições sobre uma pessoa ser generosa ou egoísta, boa ou má, inteligente ou estúpida, etc, meramente com base nas suas características faciais. Um designer explora estas dependências entre aparência e caráter percebido. No campo de semântica do produto, diversas abordagens são embasadas em várias interpretações no pressuposto que certas formas, padrões e símbolos criam certas emoções e associações no usuário. Tal conhecimento é obviamente útil aos designers industriais. Este conhecimento não é limitado apenas ao campo visual, mas também nos outros sentidos.

BONSIEPE (1997) recorre ao termo interface para estabelecer o espectro de atuação do design industrial. A interface é o espaço onde se articulam e se estrutura a interação de três campos heterogêneos: (i) um corpo humano; (ii) um objeto, uma ferramenta ou uma informação (no caso de uma ação comunicativa); (iii) o objetivo da ação.

O produto é um dos componentes considerados pelo design industrial, considerando que seu objetivo é dotar o produto de características que permitam configurar uma interface adequada, isto é, que permita ao ser humano, considerado tanto física quanto psicologicamente, utilizar aquele objeto da forma mais eficiente e eficaz possível para realizar a ação desejada. Em última análise, todo design é design de interface.

“Artefatos são objetos para possibilitar ações efetivas. A interface [...] é o tema central do design. A interface permite explicar a diferença entre engenharia e design. No entanto, ambos são disciplinas projetuais. O design visa os fenômenos de uso e da funcionalidade de uso. No centro do seu interesse se encontra a eficiência sociocultural na vida cotidiana. As categorias da engenharia, porém, não captam os fenômenos de uso, ou seja, a integração dos artefatos à cultura cotidiana. Elas recorrem ao conceito de eficiência física, acessível aos métodos das ciências exatas que não captam os fenômenos de uso.” (BONSIEPE, 1997, p.17).

LOBACH (2001) considera que o design industrial deve considerar três níveis de funções dos produtos (em relação à interação com os usuários) no processo de configuração da interface: (1) funções práticas; (2) funções estéticas; (3) funções simbólicas:

(1) A função prática relaciona-se à adaptação do produto às necessidades fisiológicas dos usuários. As áreas conhecidas como ergonomia, tanto física quanto cognitiva, e usabilidade, são preponderantes para o projeto desta função.

(2) A função estética é relacionada à adaptação do produto às características de percepção dos usuários, tanto em seu âmbito psico-fisiológico inato quanto às de experiência estética influenciadas por fatores do ambiente.

(3) A função simbólica é relacionada à configuração do produto de forma a atender às necessidades cognitivas, sociais e de atribuição de significados aos produtos pelos usuários.

Áreas do conhecimento como a psicologia da percepção, semântica do objeto, estética aplicada, empírica e do valor, entre outras, são utilizadas no projeto destas duas últimas.

Figura 2.4 – Exemplos ilustrativos relacionados à ergonomia cognitiva

Figura 2.5 – Exemplo ilustrativo de um “quadro de estilo de vida” para análise de valores simbólicos

Estas funções não são estanques, dependendo e se influenciando mutuamente, variando de importância de acordo com o tipo de produto, sua aplicação e seu contexto de comercialização e uso, mas nunca se anulando completamente.

A forma final propriamente do produto acaba por concentrar todas as três funções, tanto à primeira vista (visualmente, sonoramente, tactilmente) quanto no processo de uso, pois, em última análise, é a configuração morfológica do produto que permite que o artefato se conecte ao ser humano. Isso não significa que a forma foi determinada sem critérios e objetivando somente a estética, mas que é o resultado de exigências e diretrizes de projeto, ancorados nos diversos níveis de necessidades relacionadas às funções, condensadas numa configuração espacial. Recair neste equívoco – muito comum - é o mesmo que afirmar que um avião foi projetado baseado apenas em estética porque apresenta formas elegantes e agradáveis ao olhar, e não em diretrizes complexas de engenharia provindas das diversas disciplinas necessárias para se projetar as diversas funções que permitem que um artefato mais pesado que o ar levante vôo.

CREUSEN e SCHOORMANS (2005) realizaram amplo estudo quantitativo com objetivo de observar se a forma de um produto realmente influencia o processo de escolha do consumidor e quais seriam estas formas de influência. Segundo o artigo, a aparência do produto influencia o processo de escolha e desempenha seis papéis na avaliação que o consumidor faz do produto: (i) comunicação estética; (ii) simbólica; (iii) funcional; (iv) informação ergonômica; (v) enquadramento da atenção; (vi) categorização. A aparência do produto pode ter valor estético e simbólico para o consumidor, pode comunicar características funcionais e fornecer impressão de qualidade (valor funcional) e pode comunicar facilidade de uso (valor ergonômico). Ainda, pode focalizar a atenção e pode influenciar a facilidade de categorização do produto. Desta forma, recomendam que estes papéis e sua influência sejam utilizados por gerentes de desenvolvimento de produtos para aperfeiçoar o produto para melhor atender às necessidades de mercado.

Na perspectiva deste trabalho, uma vez que é necessário que os produtos alcancem boa performance técnica e de interface para obterem maior chance de sucesso no mercado, é essencial que o design industrial e a engenharia, responsáveis por projetar estes aspectos nos produtos, respectivamente, se relacionem e se integrem adequadamente. A arena onde esta integração acontece é o processo de desenvolvimento de produtos (PDP).

Belgede Error Analysis Of Turkish Learners (sayfa 193-200)