V. DOLAYLI FAİLLİK VE DİĞER İŞTİRAK ŞEKİLLERİ ARASINDAKİ İLİŞKİ
2. ARAÇ KİŞİNİN FİİLİNİN TİPE UYGUN OLMAMASI
A Cultura Artística de Minas Gerais foi criada em 27 de março de 1947, época em que poucos acreditavam no seu futuro, uma vez que não foi fácil para os seus organizadores conseguirem público para os primeiros concertos realizados. Entretanto, cinco anos depois, em 1952, a revista Acaiaca registra quase 1000 sócios nessa sociedade.
Eleito vice-governador do Estado, o Sr. Clóvis Salgado usou do alto prestígio de que desfruta nos meios políticos e administrativos para conseguir a aprovação do convênio entre Estado e a Prefeitura de Belo Horizonte para o amparo às atividades artísticas. Esse convênio abre para a Cultura Artística amplos horizontes.
Antes da aprovação do convênio, a Cultura Artística viveu longos anos sem contar com o auxílio dos poderes públicos. Essa continuidade de ação, porém, só foi possível graças ao valioso e espontâneo apoio que lhe deu o Sr. Carlos Vaz de Carvalho, o mecenas da arte mineira. Apaixonado da música, o Sr. Carlos Vaz de Carvalho se dispôs a cobrir os constantes dificits apresentados pela entidade297.
A Cultura Artística de Minas Gerais promoveu concertos de grande valor, trazendo músicos e grupos reconhecidos no Brasil e também internacionalmente. Entre esses destacam-se: Walter Gieseking, Claudio Arrau, Guiomar Novaes, Gyorgy Sandor, Friedrich Gulda, Andrés Segovia, Isaac Stern, Wilhelm Backhaus e Quarteto Borgerth. Oliveira registra, ainda, que o primeiro concerto da Cultura Artística realizou-se no dia 27 de maio de 1947, no auditório do Instituto de Educação, e teve como solistas o violoncelista Adolfo Odnoposoff e a pianista Berta Huberman. Em sequencia, no mês de julho, a Cultura Artística trouxe a pianista Guiomar Novaes, a qual realizou dois concertos em Belo Horizonte.298
O primeiro presidente da Cultura Artística foi o professor Hely Menegale, do qual temos o registro:
Antes da Cultura Artística, ficávamos por aqui de água na boca, ouvindo comentar os eventos musicais, o virtuosismo dos concertistas famosos, postos ao alcance tão apenas do público do Rio e de São Paulo. Tinha havido, não se pode omitir, a série de esplêndidos recitais da Pró-Arte299, primeira organização deste gênero que a cidade conheceu.300
297 Revista Acaiaca – Revista de Cultura, novembro de 1952, nº44. 298
OLIVEIRA, 2008, p.16.
299
Não conseguimos referências relevantes sobre o trabalho realizado pela Pró-Arte em Belo Horizonte.
300
SMIGAY, Alfred Von. Catálogo comemorativo dos 20 anos da Cultura Artística, 1967, p. 7. In: OLIVEIRA, 2008, p.17.
Apresentamos a seguir o programa de concerto da pianista Laura Virgínia Fonseca301. O nosso interesse por esse concerto concentra-se no fato de sabermos que se trata de uma pianista formada em Belo Horizonte e que tivemos poucas referências sobre a sua atuação.
Paisagem sonora LXVII – concerto (9/10/1947) da pianista Laura Virgínia Fonseca: Fantasia I – Mozart; Sonata Patética – Beethoven; Noturno op. 27 nº 1 –
Chopin; En Autommne – Moszkowski; Caixinha de Música – Liadoff; Valse Impromptu
– Liszt; Le Cathédrale Engloutie - Debussy; Pierrot – H. Oswald; Rêve d’amour –
Liszt; Marcha turca das “Ruínas de Atenas” – Beethoven.
A paisagem sonora LXVII é parte de outra grande paisagem sonora, constituída de 77 concertos produzidos pela Cultura Artística, no período de 1947 a 1952. Desses 77 concertos, 29 são de piano solo302. Outros 31 solistas (cantores, violinistas, violoncelistas) tiveram acompanhamentos de piano. Ao todo, temos 60 concertos em que o piano está no palco como solo ou acompanhamento. Entre os pianistas acompanhadores temos: Pedro de Castro (6), Gertrudes Driesler (9), Maganani (3) entre outros. Entre os solistas: Guiomar Novaes, Madalena Tagliaferro, Walter Gieseking, Noemi Bittencourt, Venício Mancini, Ivy Improta, Piera Brizzi, Oriano de Almeida, Joseph Turczynski, Jorg Demus, Wilheim Backhaus, Marie Thérése Fourneau, Velta Vait Zecchi, Luis Fernando Viegas, Berenice Menegale, Homero de Magalhães, Frederich Gulda e Laura Virgínia Fonseca. Nos concertos apresentados, Chopin foi executado 72 vezes; Bach, 22; Debussy, 21; Beethoven, 17; Schumann, 9; Liszt, 12; Mozart, Brahms e Vila Lobos, 8; Schubert, 6; H. Oswald, 3.
Pró-Música
O grupo Pró-Música se formou com o objetivo de levar os participantes do 1º Seminário de Música de Belo Horizonte (em 1959) que ainda não se identificavam com
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Pianista nascida em Belo Horizonte, formada pelo Conservatório Mineiro de Música e aluna do professor Pedro de Castro. Tivemos referência do seu trabalho como pianista por meio de seu filho, Ricardo Giannette, entrevistado pela presente pesquisa. Segundo Giannette, sua mãe formou-se em piano e nunca se interessou em ensinar, dedicando-se exclusivamente à performance.
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a música a compreendê-la melhor e sentir-lhe a beleza. Sua direção era constituída por Ernest Shurmann, Georg Kuhlmann, Hiram Amarante e Altino Pimenta; e no conselho diretor estavam Olívio Tavares de Araujo (presidente), Rosalie Santos, Elza Franco Rothéia, Antônio Silveira.
Não basta para a cultura musical de uma comunidade, a simples audição de concertos. A prova disso aí está, em pequenos grupos que se reunem, periodicamente, aqui em Belo Horizonte, para trocar idéias, ouvindo a música, como deve ser verddeiramente apreciada. Não como agradável fundo para palestras ou opirtunidade para a exibição do “grand monde”, mas como uma Arte cuja compreensão e cuja apreciação demandam estudos e grande seriedade. A Pró-Música nasceu dessa necessidade: propomo-nos proporcionar a quem se interesse pelo assunto esses estudos e essa seriedade303.
Fez parte da programação desse grupo: curso de música moderna e sua apreciação; audições que abordavam a música para teclado de Bach – compreendendo análise formal, histórica e estética –, sob a direção artística do pianista Hiram Amarante; estudo dirigido sobre a música renascentista, realizado pelo professor Shurmann e com
participação do coral “Ars Antiqua”; e realização de um ciclo de audições abordando o tema “a evolução da sonata para piano”.