V. DOLAYLI FAİLLİK VE DİĞER İŞTİRAK ŞEKİLLERİ ARASINDAKİ İLİŞKİ
5. ARAÇ KİŞİNİN FİİLİNİN HUKUKA UYGUN OLMASI HALİNDE DOLAYL
Segundo Heitor336, a vida musical no Brasil, em 1944, continuava centrada nas cidades – Rio de Janeiro e São Paulo – e o ensino do piano, desde o Segundo Reinado, desenvolve-se em torno de dois grandes nomes: Artur Napoleão337, e Luigi Chiaffarelli.338 Em Belo Horizonte, o cuidado com o ensino de música era preocupação de poucos instrumentistas, desde o começo da construção da cidade. Camarate comenta
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BOURDIEU e CHARTIER. O sociólogo e o historiador. Tradução: Guilherme João de Freitas Teixeira. 2010.
336
HEITOR, 1956.
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Concertista e compositor, chegou ao Rio de Janeiro em 1866, onde dedicou-se ao comércio de instrumentos musicais, partituras e edição de músicas, fundando a Casa Artur Napoleão. Associou-se a Leopoldo Miguez e juntos fundaram a Casa de Piano e Música no Rio de Janeiro. Foi professor de Chiquinha Gonzaga.
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Fundador da educação pianística em São Paulo, estabeleceu os fundamentos de uma escola de piano reconhecida em toda a América do Sul, tendo Guiomar Novaes como maior realização dessa escola. Chiaffarelli veio para o Brasil em 1883, viveu 40 anos em São Paulo e participou da fundação do Conservatório Dramático Musical em 1906.
em suas crônicas como ele acreditava ser o perfil de um bom professor de música para uma escola de professores e afirma que não basta ser um musico, “embora muito habilitado nas transcedencias do contraponto e da fuga; é necessario um artista muito instruido e illustrado; que tenha estudado a musica”. O conteúdo a ser ensinado por esse professor, apresentado a seguir, mostra o que Camarate considerava ser um conhecimento básico de música para uma pessoa comum.
Duas claves, a de sol na segunda linha e a de fa na quarta, bastam para um alumno de escola normal; umas noções geraes de arte. Muito pouco decoradas e muito raciocinadas; o conhecimento dos tetracordes pythagoricos, nome que assusta um pouco os alumnos; mas, que, em duas lições, os põem ao facto das escala diatonicas de todos os tons, da ordem e da collocação dos accidentes e igualmente da causa da sua disposição na armadura do pentagrama. O solfejo resado e nunca cantado no primeiro amno; conhecimentos vagos sobre a contextura da nossa escala temperada, sobre a nomemclatura e corte de peças, sobre a constituição das grandes e pequenas orchestras, sobre a formação das bandas e fanfarras; sobre a historia, estylos e epochas da musica; de maneira que um homem possa ter noções exactas, si bem que limitadas, sobretudo quanto respeita a musica e saiba fallar, ouvir e apreciar um trecho, com o gosso sereno, completo e consciente daquelles que conhecem a matéria de que fallam, a obra artística que apreciam339.
Desde o começo da cidade a leitura musical se mostra definidora de conhecimento musical. O solfejo rezado340 mostra-nos o quanto saber decifrar os signos da escrita musical era importante.
Começamos este capítulo dizendo de músico e professor de música de escola
normal e já vamos entrar com outras “funções”, com as quais se lida no dia a dia da vida
musical com certa naturalidade, mas que será necessário especificá-las melhor e, para tanto, diferenciar professor de piano e pianista. Tanto um professor de música quanto um professor de piano e um pianista são, a princípio, músicos. Alguns, ao se dedicarem especificamente ao estudo do instrumento e à performance musical e, sobretudo, por se apresentarem como pianistas em concertos públicos ou viverem profissionalmente de tocar seu instrumento, são considerados essencialmente pianistas. Percebe-se que o
status de um pianista é bem mais ressaltado do que o de um professor de piano, como
ocorre em outras profissões, haja vista a situação das modalidades de formação universitária – bacharelado e licenciatura. Em geral, é quase impossível viver como pianista, sem ministrar aulas de qualquer assunto referente ao domínio de conhecimento
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RIANCHO, Alfredo. Collaboração/ O ensino da musica nas escolas normaes. Anno II, n.173, 28 de junho de 189, p.3.
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desenvolvido na música, nesse caso temos um pianista e professor. Quanto à performance, o professor obrigatoriamente tem de saber tocar muito bem seu instrumento; Gieseking (1930) afirma que é “necessário que o professor seja ou tenha sido um bom pianista, e que as vantagens dos diferentes toques sejam pessoalmente por
ele experimentadas e dominadas”341
. Na história de D. Clara, ela se refere recorrentemente a essa necessidade de o professor ou a professora saberem realizar o que ensinam. Mas nem sempre foi assim. D. Maura Palhares comenta que começou seus estudos de piano com uma senhora que não podia tocar e mesmo assim acompanhou toda a sua iniciação ao piano. Acreditamos que há um receio em criticar o professor, ao mesmo tempo que há uma grande cobrança no trabalho de performance dos professores
de instrumento. Mignone, em vez de dizer “professor de piano” refere-se à mesma função como “ensinante”342
; criticar um ensinante é menos problemático do que um professor. Atualmente, há duas formações diferentes nas universidades: licenciatura e bacharelado, tornando-se mais fácil reconhecer a formação do professor e do instrumentista, respectivamente. Ao se afirmar que o maestro Magnani foi um grande músico, no entanto, entende-se que seja impossível definir o que caracterizou melhor o seu trabalho musical, dada a vastidão de seu conhecimento e o domínio do fazer musical. Há, ainda, o professor particular de piano – ou de qualquer outro instrumento – , que pode variar do mais alto conceito – se for um pianista reconhecido – ao mais baixo
– caso não seja reconhecido o seu trabalho de pianista e ainda não goze de qualquer
reconhecimento de uma instituição a que possa usar como referência.