3. ÇALIŞANLARA SAĞLANAN FAYDALARLA İLGİLİ MUHASEBE
3.1. TMS 19 Çalışanlara Sağlanan Faydalar Standardı
3.1.3. Çalışanlara Sağlanan Kısa Vadeli Faydalar
3.1.3.2. Ücretli İzinler
Apesar de adotar uma abordagem voltada para o produto final e de seguir os princípios básicos para a classificação das EC de Váradi (1973), de Tarone (1977) e de Faerch e Kasper (1983), a tipologia de EC proposta por Dörnyei e Scott (1995) trouxe uma inovação para os estudos da frente tradicional. Na tentativa de integrar diversas linhas de pesquisa anteriores, Dörnyei e Scott (1995) decidiram estender o escopo das EC, com a finalidade de dar conta de toda tentativa de enfrentar os problemas relacionados à LAL, dos quais o aprendiz tem consciência durante o curso da comunicação. O objetivo da proposta de conceitualização de Dörnyei e Scott (1995) era contemplar todos os tipos de mecanismos de solução de problemas discutidos
38 […] language users may decide to employ non-linguistic strategies such as gesture and mime, more adequately categorised as behavioural strategies; or they may resort to cooperative strategies involving the interlocutor in the problem-solving activity.
39
[…] CSs defined in interactional terms form a subset of what we consider strategies on the basis of the psycholinguistic definition.
anteriormente na literatura de L2. Na opinião dos pesquisadores, as EC eram as unidades-chave para se fazer uma descrição geral do gerenciamento de problemas na comunicação em L2.
A taxonomia proposta por Dörnyei e Scott (1995) inclui três tipos de estratégias: 1) estratégias de evitação ou de redução; 2) estratégias de realização ou compensatórias; 3) estratégias de stalling ou ganho de tempo. O primeiro tipo inclui estratégias de alternação, redução e abandono de mensagem. O segundo tipo envolve planos alternativos para compensar deficiências linguísticas, visando à realização do objetivo comunicativo. O terceiro tipo de estratégias representa uma proposta de expansão da definição de EC e é funcionalmente diferente das outras estratégias. As estratégias de
stalling ou de ganho de tempo não resultam de deficiências no conhecimento
linguístico da LAL e têm como objetivo ganhar tempo para pensar, bem como manter o canal de comunicação aberto. Também denominadas ‘estratégias indiretas’, essas estratégias incluem elementos usados para preencher as pausas, a exemplo dos dispositivos de hesitação. De acordo com Dörnyei e Scott (1997), esses elementos são importantes estratégias já que contribuem para atingir o objetivo comunicativo, possibilitando um entendimento mútuo. Outra contribuição de Dörnyei e Scott (1997) foi a inserção das ‘estratégias indiretas’, referentes a modificações na interação e a ajustes, tais como confirmações, comprovações ou pedido de clarificação, tão frequentes no processo de negociação do significado promovido, segundo Kasper e Kellerman (1997), por meio de uma empresa conjunta entre ambos os falantes, na qual cada um controla quanto do input original deve ser modificado para que seja compreendido.
As estratégias de evitação se subdividem em vários tipos, tais como evitação fonológica, evitação sintática ou lexical e evitação de tópico. As estratégias de realização, também denominadas estratégias compensatórias, se subdividem em onze tipos de estratégias, dentre elas circunlóquio, cunhagem de palavra, padrões pré-fabricados, apelo à ajuda e estratégias de
stalling ou de ganho de tempo (DÖRNYEI, 1995, apud BROWN 2000, p.128).
Em sua taxonomia Dörnyei (1998) faz uso do modelo de produção de fala de Levelt (1989), tomando como base a premissa de que as EC são
utilizadas sempre que os falantes encontram dificuldade em acessar os itens lexicais indispensáveis à elaboração da mensagem pretendida. Ao incorporar aspectos da produção da fala ao modelo de Levelt (1989), Dörnyei (1998) foi capaz de delinear um esquema abrangente dos mecanismos de solução de problemas no uso de L2 que abrangesse as quatro áreas de problema, a saber: déficit de recursos, pressão do tempo de processamento, deficiências no próprio output, deficiências no desempenho do interlocutor.
A primeira área de problema, denominada deficit de recursos, está associada a três processos de solução de problemas no planejamento e na codificação da mensagem pré-verbal. Os mecanismos de solução de
problemas lexicais lidam com a frequente incapacidade de se recuperar o lema
adequado na L2 que corresponda aos conceitos especificados no plano pré- verbal. Os mecanismos de solução de problemas gramaticais lidam com o conhecimento insuficiente da forma gramatical e da estrutura argumentativa do lema, bem como das regras de ordenamento das palavras da L2 (KEMPEN; HOENKAMP, 1987; LEVELT, 1989). Os mecanismos de solução de problemas fonológicos e articulatórios ajudam a superar as dificuldades nas fases de codificação e articulação fonológica oriundos da falta de conhecimento fonológico de uma palavra ou discurso articulado.
A segunda área de problema, denominada pressão do tempo de
processamento, está relacionada ao fato de que o processamento da fala em
L2 requer mais recursos atencionais e tempo de processamento do que o processamento da fala na LM. Para ganhar tempo e dedicar mais atenção ao processamento, os falantes de L2 podem recorrer a diversos mecanismos de
stalling, tanto durante o planejamento da mensagem quanto durante o plano
pré-verbal.
A terceira área de problema, denominada deficiência percebida no
próprio output de linguagem, se situa após a transmissão da mensagem.
Consiste no processo de automonitoramento da fala e tem como resultado a
autocorreção de iniciativa própria ou autoreparação.
A deficiência percebida no desempenho do interlocutor representa a quarta área de problema e envolve os mecanismos de negociação do significado.
A classificação proposta por Dörnyei e Scott (1998) para os dispositivos de solução de problemas tem como base os processos psicolinguísticos subjacentes aos mesmos.
De acordo com Dörnyei e Kormos (1998), ao se adotar uma abordagem psicolinguística, pode-se obter como resultado um conjunto de metáforase uma nova terminologia, bem como um novo esquema analítico que enriquecerá a análise da IL e o estudo das EC. Além do mais, dentro dessa linha de pesquisa, os estudos do gerenciamento de problemas com a L2 podem ter uma importância especial tanto do ponto de vista teórico quanto do ponto de vista prático. Em primeiro lugar, o estudo dos mecanismos de solução de problemas pode trazer informações elucidativas sobre os processos psicolinguísticos subjacentes ao planejamento da mensagem, à transferência, à construção de palavras e ao monitoramento em particular. Em segundo lugar, o estudo do gerenciamento de problemas com a L2 pode ter implicações muito importantes. A compreensão de como os falantes de L2 conseguem lidar com frequentes problemas de comunicação pode ajudar na elaboração de atividades e de materiais de ensino, visando a aumentar de forma efetiva a fluência, as habilidades de enfrentamento e a confiança comunicativa do aprendiz de L2. Além do mais, ter consciência da natureza dos problemas de processamento em L2, bem como dos mecanismos de enfrentamento, pode fazer com que os professores de LE compreendam melhor as dificuldades idiossincráticas de seus alunos, dando a estes a possibilidade de receberem de seus professores uma ajuda mais eficaz em sala de aula.
Em relação às taxonomias anteriores, a principal diferença da proposta de Dörnyei e Kormos (1998) está no fato de oferecer um número bem mais extensivo de EC, com a divisão destas em categorias que têm como base os tipos de problemas que um aprendiz pode enfrentar durante a comunicação. A título de exemplo, tomemos a categoria ‘déficit de recursos’, a qual se subdivide em mecanismos de solução de problemas nos seguintes níveis: lexical, gramatical e fonológico. Por meio de uma taxonomia mais abrangente que as anteriores, os pesquisadores têm a possibilidade de ajustar as categorias de EC aos problemas resultantes da falta de conhecimento do aprendiz na LAL. Além do mais, apesar de esta última tipologia seguir uma
abordagem psicolinguística, ela representa um avanço em relação à taxonomia apresentada anteriormente por Dörnyei e Scott (1995, 1997), dando conta das EC relacionadas aos problemas enfrentados em situações de interação. Daí por que a taxonomia de Dörnyei e Kormos (1998) oferece, de forma mais abrangente, uma classificação dos diferentes mecanismos de solução de problemas empregados pelo aprendiz durante a interação.