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Çeşitli Haberler

Belgede Hazreti Ali (sayfa 56-61)

bugün haramları helal sayma günüdür‛ sözünü duyan Hz Ömer’in Resulullah’a durumu ha-

9. Çeşitli Haberler

As cooperativas de crédito são consideradas pelo Sistema Financeiro Nacional como instituições financeiras, dependendo, portanto, de autorização governamental para funcionarem e estão submetidas às normatizações e regulamentações por parte do BACEN. Porém, apesar de toda essa imposição legal, não se pode confundir as cooperativas de crédito com as instituições bancárias.

Bittencourt (2001), lista várias características que fazem com que as cooperativas de crédito se diferenciem dos bancos, entre elas destacam-se:

13 tamanho (influência no custo operacional, pois quanto menor o tamanho da estrutura e do número de empregado, menor o custo operacional, refletindo, assim, em menores taxas praticadas no mercado), destinação dos rendimentos recebidos com as operações (nos bancos os rendimentos são apropriados pelos donos na forma de lucro, ao passo que, nas cooperativas, quando existem sobras, as mesmas são divididas entre os associados ou retorna para capitalizar a cooperativa). Meinen et al, (2002) complementa essa lista de distinções entre bancos e cooperativas de crédito adicionando outros fatores, a saber: nas cooperativas o voto tem peso igual para todos (uma pessoa, um voto), as decisões são partilhadas, o administrador é do próprio círculo social dos associados, o preço das operações visam à cobertura dos custos, estão comprometidas com a comunidade, além de não discriminarem seus associados. Seguindo a mesma linha de raciocínio, os autores caracterizam os bancos pelo fato de que: o poder é exercido na proporção do maior número de ações, as deliberações são concentradas, a administração é feita de forma profissional e por terceiros, o usuário das operações são meros clientes, não exercendo qualquer influência no preço dos serviços, preferem os grandes poupadores e priorizam os grandes centros, além de não possuírem vínculo com a comunidade. Assim sendo, de acordo com Silva e Bacha (2007), as principais vantagens das cooperativas em relação aos bancos são, principalmente, quanto ao seu sistema de direção, as oportunidades de menores taxas nas operações de empréstimos e a possibilidade dos associados se beneficiarem da distribuição das sobras, caso essas venham ocorrer ao final do ano em exercício.

Contudo, mesmo nesse cenário distinto o qual comportam as instituições bancárias, as cooperativas de crédito não deixam de estarem envoltas em todos os tipos de riscos e incertezas que perfazem e caracterizam as instituições financeiras. Porém, deve-se ter cuidado para não confundir o conceito de risco com o de incerteza. Segundo Gitman (2004), o risco aplica- se a resultados que tenham a probabilidade de serem estimados por meio de dados estatísticos ou pela própria experiência. Para Assaf Neto (2009), o risco

14 está diretamente associado às probabilidades de ocorrência de determinados resultados em relação a um valor médio esperado. É, portanto, um conceito voltado para o futuro, revelando possibilidades de perda. Já a incerteza se faz presente quando um resultado não se torna passível de previsão, mesmo em um sentido probabilístico (GITMAN, 2004).

Para Gonçalves (2005), as instituições financeiras vêm enfrentando um conjunto de riscos cada vez maiores, à medida que os mercados financeiros dos países emergentes tornam-se mais complexos. Sendo assim, segundo Freitas et al (2008), para que as cooperativas de crédito alcancem bons resultados e cumpra com seu papel junto ao seu quadro social, faz-se necessário o pleno conhecimento e administração dos riscos inerentes à sua atividade.

Existem diversos tipos de riscos inerentes a atividade financeira. O

Bank for International Settlements – BIS7 (1997), listou os principais riscos a que estão sujeitas tais instituições, entre os quais destaca-se o risco de liquidez.

Pode-se considerar que a análise do risco de liquidez iniciou-se no fim da década de 1980, juntamente com o cenário de crises no mercado financeiro internacional, crises essas que tiveram suas intensidades e durações agravadas pela falta de liquidez no mercado (VICENTE, 2003).

O BIS (1997) define risco de liquidez como a falta de habilidade de um banco para acomodar reduções em suas obrigações ou para consolidar aumentos em ativos. Ainda ressalta que, em casos extremos, uma liquidez insuficiente pode levar o banco a uma situação de insolvência8. Já o BACEN, por meio da resolução 2.804/00, define risco de liquidez como aquele proveniente da ocorrência de desequilíbrios entre os ativos negociáveis e os passivos exigíveis. Segundo Palia e Poter (2003), o risco de liquidez em uma

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Conforme Assaf Neto (2008), o BIS foi criado em 1930 e é considerado como a mais antiga organização financeira internacional, tendo sua sede atual em Basiléia, na Suíça. Tem como objetivo manter relações de cooperação entre os bancos centrais do mundo, de maneira a incentivar as operações financeiras internacionais, facilitar as transações, entre outras.

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Para Famá e Grava (2000), embora o conceito de insolvência vá além dos problemas de liquidez no curto prazo, a inadimplência configura-se como seu primeiro sintoma.

15 instituição financeira caracteriza-se pela ausência de recursos disponíveis para cumprir com suas obrigações, como, por exemplo, atender as necessidades de saques de seus clientes.

De acordo com Gonçalves (2005), pode-se dividir o risco de liquidez em risco sistemático e não-sistemático. Segundo a autora, por risco sistemático entende-se aquele resultante do sistema político, econômico, social e proveniente das características de mercado, como taxas de juros e câmbio, que acabam impactando de forma indiscriminada todas as instituições financeiras. Por outro lado, o risco não-sistemático relaciona-se, diretamente, com o modelo de gestão da instituição, sendo inerente às decisões tomadas. Assim, para uma instituição financeira, o nível de risco não-sistemático dependerá, entre outros fatores, dos critérios adotados na concessão de empréstimos, do numerário mantido na conta de disponibilidades para assegurar a liquidez e da diversificação da carteira de empréstimos (GONÇALVES; CIRINO; BRAGA, 2008).

Em relação ao risco não-sistemático, pode-se dizer que o duplo papel do associado nas cooperativas de crédito (sócio e cliente) pode contribuir com o surgimento do mesmo, pois, segundo Bangia et al (1998), esse duplo papel pode gerar peculiaridades na gestão interna, levando, muitas vezes, a concessões de empréstimos inviáveis do ponto de vista financeiro por parte das cooperativas. Já para Madura (2010), há alguns motivos que contribuem para que as cooperativas de crédito fiquem mais susceptíveis ao risco não- sistemático, entre eles: (i) muitos membros podem sofrer problemas financeiros, promovendo a retirada de seus depósitos ou podem tornar-se inadimplente com relação aos empréstimos tomados; e (ii) as cooperativas podem enfrentar maiores dificuldades de captação de recursos que os bancos, uma vez que seus recursos são obtidos, em maior parte, mediante depósitos realizados pelos sócios.

Portanto, as cooperativas de crédito, mais que quaisquer outras instituições financeiras, acabam-se tornado, muitas vezes, propensas ao risco de liquidez. Contudo, para que o risco de liquidez possa ser avaliado,

16 gerenciado e controlado, torna-se necessário que sejam conhecidos seus principais determinantes (GONÇALVES, 2005). Nas cooperativas de crédito de economia solidária, mesmo com todas suas peculiaridades que as diferenciam do mercado tradicional de crédito e até das outras vertentes do cooperativismo de crédito existentes, espera-se que essa problemática relacionada ao risco de liquidez não se faça desigual.

Assim, diante da importância das cooperativas de crédito rural com interação solidária do Sistema Cresol na promoção e facilitação no acesso ao crédito nos estados da região sul do país, e à luz de toda a discussão precedente, têm-se a seguinte questão: quais são os principais fatores que contribuem para o aumento da probabilidade das Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária do Sistema Cresol estarem em risco de liquidez? Tal problema se faz importante uma vez que, conforme Freitas et al (2010), a cooperativa de crédito, como organização que movimenta recursos financeiros de agentes econômicos, necessita demonstrar boa condição financeira, aumentando, dessa forma, a confiança dos associados sobre sua capacidade de operação. Os referidos autores ainda afirmam que expor as condições de liquidez da cooperativa, além de um dever aos associados, é também uma condição para que a mesma continue funcionando, pois, qualquer indicativo contrário encontrado pelas auditorias periódicas do BACEN ou até mesmo por sua respectiva central são motivos para intervenção externa. Portanto, a cooperativa de crédito deve a todo tempo mostrar-se viável nessa dimensão.

Existem alguns trabalhos na literatura que estudaram o problema do risco de liquidez em cooperativas de crédito, entre esses trabalhos podem-se citar os de Bressan, Braga e Bressan (2003), Gonçalves (2005), Gonçalves, Cirino e Braga (2008), Freitas, Amaral e Braga (2008), além de Bressan (2009) que utilizou o risco de liquidez como uma de suas proxies para analisar risco moral. No entanto, não foram encontrados trabalhos na literatura que estudassem o problema proposto em específico para as cooperativas de crédito

17 rural com interação solidária, vindo esse trabalho, portanto, preencher essa lacuna existente.

Belgede Hazreti Ali (sayfa 56-61)