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Yayma Borcu

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§ 5 — YAYIM SÖZLEŞMESİNİN TARAFLAR

C) İFANIN ZAMANI I MUACCEL BORÇ

III. YAYIMLAYANIN BORÇLARI a Çoğaltma ve Yayma Borçları

2) Yayma Borcu

A Província Borborema representa um importante conjunto geológico com uma complexa compartimentação tectônica, que ocupa uma área de cerca de 450.000 km² situada no extremo nordeste brasileiro, tendo Cráton São Francisco como limite sul, e se estende até o Cráton São Luiz-Oeste África a norte (Almeida et al., 2000). Ela está en- coberta pelos sedimentos fanerozóicos da Bacia do Parnaíba e a leste pelas bacias cos- teiras e de margem continental com idades mesozoica e cenozoica.

Grandes zonas de cisalhamento recortam a Província Borborema, dividindo-a em diferentes segmentos crustais, que por sua vez representam diferentes partes da evolu- ção tectônica da Província Borborema. Santos et al. (1996) introduziram o modelo de terrenos tectonoestratigráficos relacionados a diferentes segmentos crustais aglutinado até a orogênese Brasiliana. Esses terrenos formam um mosaico que divide-se em três segmentos tectônicos fundamentais, separados pelas zonas de cisalhamento Brasilianas Patos e Pernambuco. São eles as sub-províncias da Zona Setentrional, Zona Transversal e Zona Meridional (Fig. 1), estas por sua vez admitem subdivisões em domínios e terre- nos tectono-estratigráficos.

Zona Setentrional: É a parte ao norte da Zona de Cisalhamento Patos, subdividida nos domínios Médio Coreaú, Ceará Central e Rio Grande do Norte, único deste segmen- to seccionado pela transecta. O Domínio Médio Coreaú encontra-se a NW da Zona de Cisalhamento Sobral-Pedro II, o Domínio Ceará Central está a SE da Zona de Cisalha- mento Sobral-Pedro II e a NW da Zona de Cisalhamento Senador Pompeu .

O Domínio Rio Grande do Norte é limitado a oeste pela Zona de Cisalhamento Senador Pompeu e a sul pelo Lineamento Patos. É composto pelas faixas Orós–

75 Jaguaribe, que apresenta o registro do Rifteamento Estateriano (Fetter, 1999), e Seridó e pelos terrenos paleoproterozóicos Rio Piranhas e Granjeiro, além do terreno arqueano São José do Campestre (Dantas, 2004). Ao norte, há uma cobertura sedimentar da Bacia Potiguar e depósitos costeiros recentes.

A Zona Transversal é um segmento crustal de direção E-W limitado a sul pelo Li- neamento Pernambuco, a norte e oeste pelo Lineamento Patos e a leste por sedimentos costeiros (Brito Neves, 2005). É composta pelos terrenos Alto Pajeú, Alto Moxotó, que possuem rochas paleoproterozóicas relacionadas aos metassedimentos do Complexo Sertânia e aos complexos metaplutônicos Floresta e Cabaceiras, onde podem ser encon- trados ortognaisses TTG’s. Por fim, o Terreno Capibaribe é definido por uma sequência metavulcanossedimentar do Complexo Vertentes, com idade possivelmente paleoprote- rozóica, com uma geração relacionada à Orogênese Cariris-Velhos.

Ao sul do Lineamento Pernambuco encontra-se a Zona Meridional, composta pe- los terrenos mesoproterozóicos Pernambuco- Alagoas, Paulistana- Monte Orebe e Ca- nindé- Marancó, bem como as faixas neoproterozóicas Riacho do Pontal e Sergipana (Jardim de Sá, 1992). É neste domínio onde se encontram as bacias rifte Mesozoicas de Tucano e Jatobá.

A formação de tais domínios crustais está associada à amalgamação do continente Gondwana, e as zonas de cisalhamento são resultantes do evento orogenético Brasilia- no, de forma que para se explicar a sua evolução, é preciso dar destaque para alguns aspectos lito-tectônicos:

O embasamento da Província Borborema é predominantemente gnáissico- migmatítico, e ocorre em todos os seus domínios tectônicos, com a presença de dois pequenos núcleos Arqueanos em meio a faixas Paleoproterozóicas. Um deles é repre- sentado pelo maciço São José do Campestre no Rio Grande do Norte (Dantas et al., 2004), com 3,4 Ga, e o Terreno Granjeiro no Ceará, que possui rochas de 2,5 Ga, porém com zircões clásticos datados em 3,2 Ga (Silva et al., 1997).

O Paleoproterozóico é marcado por eventos acrescionários relacionados à Orogê- nese do ciclo Riaciano (Sá et al., 1995). Neste período, blocos crustais foram anexados e colados formando uma grande massa continental. Mais tarde, esta teria sido fragmen- tada no Rifteamento Estateriano, dando origem a um rifteamento com a formação de grabens, sem rompimento total da crosta, geração de magmatismo e deposição de sedi- mentos na faixa de dobramentos Orós-Jaguaribe, no início do Mesoproterozóico.

76 O registro do evento Cariris-Velhos está amplamente distribuído por toda a parte central da Província Borborema (Brito Neves et al., 1995). Nesta região, podem ser en- contradas litologias típicas de tafrogênese e reconhecidos processos de geração de asso- alho oceânico no Mesoproterozóico, seguido de subducção, e um processo colisional amplo de caráter regional já no final do Mesoproterozóico. Isso caracteriza um ciclo de Wilson completo ao sul do Lineamento Patos.

O Ciclo Brasiliano foi o último evento colisional a moldar a estrutura da Provín- cia Borborema no final do Neoproterozóico (640-540 Ma) (Magini & Hackspacher, 2008). Trata-se de um ciclo orogenético relacionado à amalgamação do Gondwana, tendo seu registro preservado em toda a Província Borborema e sendo caracterizado por extensos cisalhamentos com transcorrência dextral distribuídos por toda a província.

No Mesozoíco, o evento geotectônico de maior influência na PB, foi a separação da América do Sul e a África, que evoluiu em duas ramificações principais, começando com a ramificação sul, no período Neocomiano-Barremiano (144 - 119 Ma), evoluindo de sul para norte, seguida pela ramificação equatorial, que ocorreu de oeste para leste com idade Aptiana - Albiana (Matos, 1992a). Essa abertura resultou em uma reativação das zonas de cisalhamentos Brasilianas, bem como em um estiramento e ruptura crustal na direção NW-SE, culminando na formação de uma série de bacias tipo rifte (Potiguar, Araripe, Iguatu, Rio do Peixe, entre outras), alinhadas segundo o trend NE, designado de "Cariri-Potiguar" por Matos (1992a,b). A evolução do sistema de rifteamento condu- ziu ao contexto geológico de margem continental passiva, com afinamento crustal, que vai de 31 km no interior até cerca de 9,0 km nos limites norte e leste da Província Bor- borema, e transição da crosta continental para a crosta oceânica nas áreas costeiras adja- centes (de Castro et al., 1998).

Em escala global, as estruturas da Província Borborema podem ser correlaciona- das com as faixas móveis africanas Trans-Saara, Nigéria e Oubanguides-África Central, hoje separadas pelo Oceano Atlântico em conseqüência da ruptura continental do Gondwana/Pangea a partir do Cretáceo (Trompette 1994; Arthaud et al., 2008; Van Schmus et al., 2008; Santos et al., 2008; Dada 2008).

Outra importante estrutura, seccionada pela transecta, é o contato da Província Borborema com o Cráton São Francisco. Este está associado ao cráton São Francisco- Congo e nele são encontrados terrenos muito antigos, amalgamados, de alto grau meta- mórfico com gnaisses, migmatitos e granulitos, caracterizando eventos acrescionais sucessivos ao longo de sua formação. Dados geológicos, geoquímicos e isotópicos suge-

77 rem que este bloco seja uma mistura de crosta mesoarqueana e material mais jovem neoarqueano, gerado por um arco magmático continental neoarqueano, estabelecido na margem de um proto-continente mesoarqueano (Trompette et al., 1992). A Transecta Angüera – Macau corta o cráton por cerca de apenas 60 km na extremidade SW do per- fil. Exatamente na região desse contato que ainda não é perfeitamente delimitado, pois se encontra abaixo de sedimentos mais recentes.

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