• Sonuç bulunamadı

6. Literatür Değerlendirmesi ve Araştırmanın Kaynakları

1.3. Vicdana Dair Teorik Çerçeve

1.3.2. Vicdana Dair Sosyal ve Siyasi Teoriler

Para entendermos a imagem de Deus que cada um cultua dentro de si, é necessário verificar como ela é formada pelo indivíduo e quais são os processos que estão implicados nessa elaboração. Comecemos por aludir à apresentação feita pelo Frielingsdorf.

3.2.1. A imagem de Deus se forma nos primeiros anos de vida

Para Frielingsdorf,110 a imagem de Deus se forma nos primeiros anos de vida e é influenciada pelo ambiente sociocultural. Os primeiros mediadores desta formação são os genitores. Até os três/quatro anos, a criança “pensa” por imagem e símbolos. Nas fases sucessivas, até seis/sete anos o seu pensamento é determinado pelas observações que vai fazendo, por isso antes de se formar a idéia de Deus, forma-se a imagem de Deus (representação de Deus, segundo Rizzuto)111. A criança ainda não tem condições de desenvolver um conceito transcendente de Deus. A criança na fase mágico-mítica112 pode fazer afirmações sobre Deus, mas serão ainda imprecisas. Em sua imaginação,

110 Ibid., op. cit., pp. 22-28.

111 RIZZUTO, A.M. O nascimento do Deus vivo. São Paulo: Ed. Sinodal, 2006. 112 FOWLER, J.W. Estágios da fé. São Paulo: Editora Sinodal, 1992, p. 108.

pode “pensar” Deus como um gigante. Certamente que suas afirmações sobre Deus não correspondem às da revelação bíblica que propõe como imagem de Deus o “totalmente outro”. Contudo a imagem de Deus da criança é uma operação criativa da criança ainda que os elementos religiosos das imagens e representações cheguem à criança através de seu ambiente sócio cultural. Esta participação ativa da criança em criar representações encontra-se em seu poder imaginativo, o poder de criar imagens interiores seja pela percepção dos objetos próximos (reais) como aqueles imaginados. Tal capacidade criativa pode ser usada na formação e desenvolvimento das imagens de Deus. Pode haver o perigo de que imagens estereotipadas se instalem muito precocemente, e determinem fixações e uma limitação para a fantasia da criança que bloqueiem suas reformulações posteriores113.

Para Frielingsdorf, é necessário distinguir três aspectos para uma correta mediação da imagem de Deus para a fé cristã. a) Deus é um Deus pessoal, alguém que me ama e é muito importante para mim, b) Deus é também um Deus universal, superior ao mundo e independente deste, não vinculado às leis naturais. Ele está sempre presente para todas as pessoas, c) Deus é o “totalmente outro” um mistério inacessível. A origem da imagem de Deus na criança, como já se acenou, inicia-se na infância e sua primeira representação é formada na relação com a mãe. Ela tem poder sobre a vida e sobre a morte, pode acolhê-lo ou rejeitá-lo. “Ela é aquela em quem ele se apega, e representa sua segurança é seu absoluto”. A mãe é “o primeiro deus” da criança, ou melhor, o primeiro “símbolo de Deus”. “É em base da experiência concreta da criança, a mãe, sendo no início a única presença, é percebida de forma ambivalente: amável ou distante, fonte de segurança ou insegurança, que diz “sim” ou “não”. Tudo isso pode

113 LIDZ, T. A pessoa, seu desenvolvimento durante o ciclo vital. Porto Alegre: Artes Médicas, 1983,

p. 103. Cf. também GUARDINI, R. As idades da Vida, o seu significado ético e pedagógico. São Paulo: Ed. Quadrante, 1990, pp. 9-10; Veja-se também, BISSI, A. Matrurità Umana: Caminno di trascendenza. Casele Monferrato: Ed. PIEMME, 1991, cap. 2.

contribuir para uma primeira relativização da mãe como símbolo de Deus”114. A mãe como figura de referência primária, mais tarde é integrada e substituída por outras figuras, mas a estrutura da relação materna é fundamental.

Funke115 propõe três fases para o desenvolvimento da imagem de Deus. Na primeira a criança procura prolongar a condição paradisíaca da total inseparabilidade, idealizando a mãe e atribuindo-lhe toda perfeição. “A fé aparece como um elo contrário à unidade paradisíaca originária, em que Deus possui todos os atributos de uma mãe que nutre e protege”. Na segunda fase, a criança atribui a si própria as perfeições imaginadas na própria mãe. Com o desenvolvimento de algumas funções importantes, como ficar de pé, caminhar, “cresce o prazer de dominar o mundo”. Nasce aí uma forma de fé em que, através da identificação com o divino, há uma tentativa de salvar as imagens ainda não superadas da onipotência e perfeição. A onipotência narcisista é salva mediante a assimilação da onisciência e da onipotência divina. Como a imagem de si idealizada não resolve a crise narcisista, emerge uma terceira fase em que a criança se volta para o pai que tem o poder de dissolver a situação simbiótica mãe-filho, percebido pela criança como aquele que “proíbe”, se opõe a sua relação exclusiva com a mãe (fase edípica de Freud). É nesta idealização paterna que nasce “a fé em um Deus-Pai onipotente e onisciente, que age, sobretudo na formação do superego como autoridade e responsabilidade na liberdade”. Os genitores certamente têm um papel importante no desenvolvimento da imagem de Deus na criança, contudo não são os únicos. Além de outras pessoas significativas para a criança, o próprio mundo objetivo exerce influência como também a própria cultura116. A interiorização das imagens dos genitores é

114 FRIELINGSDORF, op. cit., p. 24.

115 FUNKE, apud FRIELINGSDORF, op. cit., p. 25.

integrada através do impacto e do confronto com o ambiente circundante117. As raízes psíquicas dos símbolos religiosos e das imagens de Deus se formam na “transição da criança da unidade originária com a mãe para a autonomia de uma existência própria”118. O desenvolvimento ulterior da imagem de Deus na primeira infância é um processo de aprendizagem dinâmico e global119.