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6. Literatür Değerlendirmesi ve Araştırmanın Kaynakları

4.1. Ahlâki Bilincin Yanılan Doğası

4.1.4. Aldanma ve Gaflet

Pour l’ort ographe, m ais cont re la façon dont on l’enseigne ou plut ôt dont on ne l’enseigne pas. Maist re ( 1974: 179)

O present e capít ulo fecha nosso t rabalho, ret om ando seus pont os principais, apont ando lim it ações e fazendo sugestões de pesquisas fut uras e possíveis aplicações pedagógicas dos result ados.

Conform e dit o na I nt rodução, no Brasil, parece- nos que a m aioria dos professores de inglês com o língua est rangeira enfrent a problem as de pronúncia causados pela falt a de form ação na área e pela ortografia inglesa que pode conduzir a pronúncias errôneas.

A pesquisa aqui descrita buscou contribuir para a form ação do professor brasileiro de inglês com o língua est rangeira, estudando a correspondência grafofonêm ica de alguns grafem as que podem causar dificuldades ao serem pronunciadas por falant es de port uguês brasileiro. Buscam os t am bém cont ribuir com inform ação que possa ser ut ilizada por elaboradores de m at erial didát ico na criação de at ividades que envolvam pronúncia.

Para t ant o, nosso t rabalho encont rou suport e t eórico na Lingüíst ica de Corpus, que é um a área que invest iga a linguagem de m odo em pírico e obj et ivo, por m eio de com putadores, os quais analisam grandes am ost ras de linguagem arm azenadas eletronicam ent e cham adas de corpora. Além da Lingüíst ica de Corpus, fundam entam o- nos t am bém nos princípios t eóricos que dão suport e à correspondência grafofonêm ica.

A invest igação aqui relat ada foi nort eada pelas seguint es quest ões de pesquisa:

a) Com base nos grafem as present es no trabalho de Lessa ( 1985) , quais são os vocábulos que exibem um a relação atípica entre a ortografia e a pronúncia e que apresent am freqüência de uso relevant e na língua inglesa?

b) Quais são os grafem as que exibem m aior at ipicidade do pont o de vist a léxico- freqüencial?

A m et odologia em pregada na pesquisa consist iu na a) seleção de grafem as que causam dificuldades a falant es de port uguês brasileiro ao pronunciar palavras em inglês, b) colet a no dicionário elet rônico de pronúncia CMU das palavras que cont êm t ais grafem as, c) colet a no corpus de inglês geral BNC das freqüências de uso de cada um a das palavras coletadas no CMU, d) análise e determ inação dos grafem as m ais at ípicos e e) confecção de um a relação de palavras que apresentam correspondência grafofonêm ica inconsist ent e, porém com freqüência de uso relevant e.

Os resultados geraram com o resposta à pergunta a) o quadro 3.70 e o quadro 3.71 com o respost a à pergunt a b) , am bos expost os no capít ulo 3.

Buscam os apresent ar os result ados de m aneira diret a, ou sej a, confeccionando um a relação de vocábulos que m erecem m aior at enção durant e a form ação do professor. Nossa int enção não foi criar um a list a de palavras para ser m em orizada, m as sim m ostrar quais são os vocábulos de correspondência grafofonêm ica at ípica e de uso freqüent e na língua inglesa. Trat a- se de um a list a gerat iva, ou sej a, os grafem as neles present es part icipam de m ilhares de palavras que os professores encont rarão dent ro e fora de sala de aula.

A relevância dest es achados, discut ida na I nt rodução, refere- se ao fato de buscarm os contribuir para que os professores sej am lingüist icam ent e com pet ent es para ensinar seus alunos a se com unicarem sem causar dist rações a seus ouvint es devido à pronúncia influenciada pela ort ografia. Além disso, este trabalho visou m ostrar aos elaboradores de m aterial didático quais são os grafem as e vocábulos que requerem m aior atenção em suas publicações.

Quisem os t am bém cham ar a atenção para a im portância da inclusão da freqüência de uso nos est udos sobre pronúncia, especialm ent e no m om ent o de decidir o que ensinar. Há vint e anos,

Lessa ( 1985: 66) teve de selecionar os vocábulos que fariam part e de sua pesquisa com base em sua própria experiência. Por isso foram incluídos em seu t rabalho alguns vocábulos que t êm freqüência de uso m uit o baixa, tais com o sandage, furlough, slough, thym e e barley, palavras estas que ficaram abaixo da m argem de erro, m ot ivo pelo qual crem os não ser necessário at ribuir- lhes m uit a im port ância no processo de ensino e aprendizagem da pronúncia do inglês. Hoj e, m ais de vint e anos depois, dispom os de m ét odos em píricos, m ais obj et ivos, falseáveis e replicáveis.

Nossa pesquisa tam bém revelou que nem sem pre a correspondência grafofonêm ica m ais freqüent e no léxico da língua inglesa ou num corpus de inglês geral é t am bém a m ais freqüent e para os não- nat ivos, com o ficou claro em < - age>62. O que o corpus m ostra

deve ser analisado à luz de out ras variáveis.

Os result ados de nossa pesquisa t am bém revelaram que, em m uitos casos, a inconsistência na relação grafofonêm ica é apenas aparent e, bast ando conhecer algum as regras para dirim ir as possíveis dúvidas sobre com o pronunciar a palavra. São exem plos disso os grafem as < gn- > , < kn- > e < - om b> , os quais não apresentaram inconsist ência em nossa pesquisa. Trat a- se m ais de um a quest ão de falt a de t reinam ento do que de falt a de t ransparência na língua- alvo.

Morley ( 1991: 495) t am bém cham a a at enção para a im port ância de conhecer algum as regras de correspondência grafofonêm ica, m ostrando que a ortografia é um a ferram enta- chave para o ensino da pronúncia. Para dom inar a correspondência grafofonêm ica do inglês, faz- se necessário t reinar o olho, e não apenas o ouvido ( Murphy, 1991: 60; O’Connor, 1967: 1; Kiran, Tucht enhagen & Spelm an, 2003: 139) . Falt a ao professor de inglês brasileiro não nat ivo um conhecim ento m aior sobre a relação ent re a escrit a e a pronúncia do inglês, para que ele consiga deduzir, por m eio da ort ografia, a

pronúncia das palavras com as quais ainda não est á fam iliarizado, servindo assim com o um bom m odelo de pronúncia para seus alunos. Neste t rabalho, proporcionam os result ados que aj udam nessa direção.

Ao iniciarm os esta pesquisa, esperávam os que a reform a ortográfica do inglês fosse quase um consenso ent re os envolvidos no ensino e aprendizagem do inglês. Críam os que um sist em a do t ipo um grafem a para represent ar um fonem a fosse a m elhor solução para elim inar a confusão na área grafofonêm ica tant o para falant es não- nat ivos com o quant o para nat ivos. Porém , após nossa invest igação, passam os a concordar com Venezky ( 1970) que um a reform a ort ográfica não pode ocult ar as raízes m orfológicas dos vocábulos na form a escrit a.

O present e t rabalho possui algum as lim itações. Não entram os no m érit o de com o aprim orar o ensino da pronúncia a part ir da form a escrit a no processo de form ação de professores. Porém , Celce- Murcia ( 1996: 283) m ost ra algum as m aneiras de ensinar e aprender a pronúncia do inglês. Algum as m aneiras j á t êm uso há m ais tem po, outras são m ais recentes, a saber:

a) Treinam ent o fonét ico;

b) Gravação da produção oral em áudio ou vídeo; c) Leit ura em voz alt a;

d) Recursos audiovisuais, com o figuras explicat ivas, fot os, DVD, CD- ROM e outros;

e) Ouvir e im itar;

f) Exercícios com pares m ínim os: bit x beat .

I dealm ent e, gost aríam os de analisar todas as seqüências de grafem as presentes em Lessa ( 1985) , porém isso est aria fora do escopo de um a dissert ação de m est rado. Desenvolvendo, porém , ferram ent as m ais poderosas, abrir- se- ão as port as para t rabalhos ainda m ais aprofundados e ainda m ais abrangent es. Ferram ent as que, por

exem plo, t ivessem códigos que represent assem o conj unt o das vogais e das consoantes, ou ainda, que incluíssem a som a das freqüências de uso das form as lem at izadas das palavras em estudo. Por exem plo, não som ando apenas a freqüência de bury, m as sim as de bury, buries, burying e buried. I sso poderá ser incorporado em versões fut uras do buscador do dicionário elet rônico CMU.

Ainda em relação à ferram ent a de busca no CMU, ela poderia t am bém incluir m ais com binações de busca, com o por exem plo duas ou três opções de localização dos grafem as ou fonem as ao m esm o t em po. I sso agilizaria a pesquisa de seqüências m enores de grafem as ou at é m esm o apenas um grafem a ou apenas um fonem a, porque se t ornaria m ais fácil precisar sua posição na palavra.

Out ra sugest ão para t rabalhos fut uros seria a de realizar a pesquisa usando a freqüência de uso fornecida por corpora de inglês geral de diferent es variant es de inglês ( inglês am ericano, inglês brit ânico, inglês canadense, inglês australiano, inglês sul- africano et c) . I sso daria um carát er m ais int ernacional à pesquisa. O problem a certam ente está em ter acesso a esses corpora.

Pode- se t am bém pesquisar com o utilizar no processo de form ação de professores a relação de vocábulos de correspondência ortografia- pronúncia at ípica apresent ada nest a dissert ação.

Não t em os conhecim ent o sobre est udos realizados com aprendizes brasileiros de inglês para m edir a sensibilidade dest es ao cont ext o grafêm ico.

Esperam os que o t rabalho aqui apresentado, envolvendo a Lingüíst ica de Corpus e est udos sobre correspondência grafofonêm ica, possa ser de auxílio para a form ação de professores e elaboração de m at erial didát ico. A pesquisa de m est rado que desenvolvem os nos m ostrou que há ainda vários aspectos que precisam os abordar em relação ao ensino de pronúncia do inglês para brasileiros. Acim a de

t udo, esta pesquisa que desenvolvem os nos ensinou o valor do at o de pesquisar e quant o ainda precisam os saber sobre esse aspect o t ão im portante da form ação do professor de inglês com o língua est rangeira que é à pronúncia e sua relação com a ort ografia.