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6. Literatür Değerlendirmesi ve Araştırmanın Kaynakları

2.4. Havâtır

A análise até aqui feita permite-nos traçar e comparar os perfis caracterizados por P,A e E, e sugerem assim, algumas conclusões iniciais.

1) As respostas analisadas a partir dos critérios P-A-E parecem indicar que os estudantes de teologia das Instituições pesquisadas diferem na maneira como concebem sua religiosidade em relação à sua vida, embora todos almejem o mesmo objetivo, o sacerdócio e/ou vida religiosa. Há diferenças nítidas entre eles, mas essas não são determinadas pelo grau de anos de estudos. Estão mais relacionadas a tipo de experiência existencial feita por eles ao longo dos anos.

2) Não há diferença significativa entre as três instituições. Os sujeitos têm perfil semelhante independentemente da instituição onde estudam e essa parece não influir significativamente sobre suas concepções de Deus. Encontramos nas três instituições quase as mesmas percentagens de incidência em P, A e E.

3) Da mesma forma, os anos de estudos de teologia não determinam um maior ou menor escore em P. Encontrou-se alto P em alunos do primeiro ano e baixo P em alunos do quarto ano, e vice-versa. Esse dado é corroborado por Cait31 “mais anos de estudos não significam experiência mais pessoal de Deus”.

4) Os dados parecem demonstrar que um fator determinante para os escores em cada uma das três categorias está relacionado mais com o grau de consciência que o individuo possui de si mesmo, o que tem a ver com sua história pessoal. Parece haver, nos casos de predominância A e E uma

consciência limitada de si obstaculizada provavelmente por aspectos inconscientes, a serem melhor explicitados no estudo de casos no capitulo III. Este aspecto parece estar de acordo com as pesquisas de Rulla32 e equipe, bem como as de Dolphin33 e Cait34. Nelas são demonstradas que há uma correlação entre o grau de auto consciência e o grau de maturidade influenciados ambos por processos inconscientes do sujeito. Isto parece corresponder ao que McAdams35 chama de mitos criados para nossas vidas. “Nós criamos mitos para que assim, nossas vidas e a vida dos outros tenham sentido. Através dos mitos nós determinamos quem nós somos, quem fomos e quem seremos no futuro”.36

5) As palavras/frases-chave relatadas no questionário sobre Evangelho seguem o perfil da classificação do questionário sobre Deus, mas não correspondem necessariamente aos aspectos mais profundos da vida do sujeito que, no entanto aparecem na entrevista em outras palavras ou frases- chave. Veja-se mais adiante a análise dos casos selecionados.

6) Parece haver uma correlação entre algumas questões do questionário sobre Deus e as dos outros dois questionários usados na pesquisa. Isso ficará demonstrado mais adiante, na análise mais detalhada de 5 sujeitos que, além de responderem aos três questionários, foram também entrevistados pelo pesquisador.

32 AVC-II, p. 100.

33 DOLPHIN, Brenda M. The values of the Gospel. Tese de doutorado defendida na Pontifícia

Universidade Gregoriana de Roma, 1991 – área da psicologia (Não publicada).

34 CAIT, op. cit., p. 188. 35 MCADAMS, op. cit., p. 92. 36 Tradução nossa.

Nossas análises até aqui feitas, serão mais bem ilustradas e complementadas com o estudo de 5 casos selecionados entre os 44 da pesquisa e um caso clínico que serão apresentados no capítulo III a seguir.

TERCEIRA PARTE

CAPITULO III

Introdução

Neste terceiro capítulo, analisaremos, com maior atenção, cinco casos específicos. Os cinco casos foram selecionados entre os respondentes a partir de dois critérios: todos eles responderam de maneira completa aos três questionários usados na pesquisa e, além disto, foram entrevistados diretamente pelo pesquisador1.

A apresentação dos dados e observações relativas aos cinco casos obedece ao seguinte esquema seqüencial que permite uma melhor caracterização e sistematização dos comentários e comparações.

Após (1) breve resumo dos dados biográficos de cada aluno passa-se a apresentar, na seqüência; (2) os resultados obtidos no questionário sobre Deus (3) os relativos ao questionário “Escrever um Evangelho” e (4) os do questionário sobre a Família. Em seguida (5) faz-se uma apresentação e leitura analítica dos desenhos sobre Deus e sobre a Família para, finalmente, (6) se tentar uma análise complexiva do conjunto do material levantado. 2

Para oferecer um quadro mais matizado e completo do processo de amadurecimento – consciente inconsciente – do seminarista em sua evolução psico espiritual, foram aplicados os mesmos questionários a um sujeito que era atendido em

1 Todas as entrevistas foram gravadas em fita cassete e posteriormente transcritas. Quando se fazem

citações de depoimentos mantêm-se sempre as formulações do entrevistado.

2 Na leitura dos casos serão usadas as seguintes legendas: QD = “questionário sobre Deus”; DF =

“Questionário sobre família”; QE “questionário sobre escrever o evangelho”; EP = indica que a observação foi obtida na entrevista pessoal. Quando estas siglas são acompanhadas de um número, quer- se indicar com o número a questão que está sendo considerada. Por exemplo, QD12 corresponde à questão 12 do questionário sobre Deus.

psicoterapia. Partia-se do pressuposto de que um caso assim poderia mostrar melhor alguns aspectos das representações simbólicas que se revelam por meio das palavras- chave, aspectos esses que nos demais sujeitos da pesquisa ficam subtendidos.

Na seleção dos cinco casos em estudo3 mais detalhado levou-se em conta um outro critério diferencial que pode ser de ajuda para se perceber que a amostragem não é homogênea e que é necessário distinguir ao menos: (1) os sujeitos com alto P, dos que têm médio P ou P baixo e, ademais (2) há diferenças também entre as instituições quanto ao número de estudantes que participaram da pesquisa. Assim, na instituição A não houve incidência de P médio, razão pela qual ela não aparece nesta amostragem menor.

3 É quase desnecessário salientar que, para garantir a privacidade dos sujeitos, os nomes que aparecem no