• Sonuç bulunamadı

6. BULGULAR VE TARTIŞMA

6.5 Bireyin Yaratıcılık Düzeyi ile İlişkili Bulgular

6.5.3 TYDT ve Tasarım Problemi Performans Değerlendirme Uygulaması (TPD)

Roksa (2008) atribui a diversificação no modelo americano aos community

colleges. Segundo a autora, o primeiro community college instituído no país data de

1901, na virada do século, em sintonia com o aumento de institutos diversificados no mundo. Já entre 2003-2004 havia mais de 1000 instituições do tipo nos Estados Unidos, denotando um enorme crescimento em um século.

Os Community Colleges começaram com uma proposta de separar os dois primeiros anos do ensino superior, no caso, no nível dos Colleges, para uma formação mais geral, comum a todos os cursos. Assim, o ensino superior ficaria dividido em dois níveis, uma formação inicial que possibilitaria um título que permitiria a atuação no mercado de trabalho em profissões mais técnicas, ou com uma formação mais geral, em que não haveria uma necessidade de um aprofundamento teórico maior, como nos casos dos professores de ensino primário. Essa nova divisão dentro do ensino superior universitário denominou os dois primeiros anos como Junior Colleges (KANE e ROUSE, 1999).

Um dos objetivos seria flexibilizar a estrutura da educação superior americana, possibilitando maior acesso a esse nível educacional, sem que houvesse uma sobrecarga no ensino de quatro anos. Como essa divisão de ensino estava independente do local, isto é, havia uma possibilidade de transitar entre instituições para aqueles que seguissem os dois anos posteriores, foi possível uma grande revolução no sistema terciário do país, como defendeu Clark. A partir desse momento, uma abertura do ensino superior se realizou em regiões que pouco podiam almejar anteriormente nesse sentido. Como esses dois primeiros anos tinham uma formação mais geral, não era oneroso criar pequenas faculdades especializadas em Junior Colleges espalhadas por todos os lugares (CASTRO, 1999).

Segundo Kane e Rouse (1999), originalmente os Junior Colleges cumpriam uma “função de transferência”. Os alunos cumpriam os dois anos desse primeiro nível com uma graduação focada na educação mais geral e ganhavam um título associado (AA) a esses dois primeiros anos. Após a conclusão, aqueles que queriam e que tinham bons

desempenhos, ou nos, termos de então, eram capazes, transferiam-se para um College de quatro anos para completar o ensino superior com maior prestígio, e alcançar o grau de bacharel.

A partir desse momento, os colleges de dois anos incorporaram outros objetivos como programas mais vocacionais, voltados para uma formação rápida para o mercado de trabalho; programas de continuidade da educação de adultos, e programas de desenvolvimento econômico, comunitário e de força de trabalho. Ao mesmo tempo, esses institutos expandiram com outro tipo de tarefa, a de abrir o sistema de ensino superior, como política de inclusão mesmo, de admissão de indivíduos, que anteriormente não teriam a menor possibilidade de ingressar e concluir um nível superior (KANE e ROUSE, 1999).

No início do século XX, a maioria dos junior colleges eram privados, sendo apenas 26 % desse institutos de tipo público. Posteriormente, com o caráter de forte inclusão social, e mesmo a participação maior dos municípios na criação e gestão desses

colleges de dois anos, houve um processo de forte mudança na origem administrativa,

apresentando um aumento da proporcionalidade enorme do setor público. Em 1995, 96% dos 5,5 milhões de indivíduos matriculados nos communitty colleges estavam matriculados em instituições públicas. A evolução do número de estudantes matriculados pela primeira vez em colleges públicos de dois anos é representada no gráfico abaixo. Nota-se que houve um grande aumento do percentual de pessoas nessa condição, passando de cerca de 17% em 1955 para cerca de 44% em 1995.

FIGURA 5 – Proporção entre estudantes matriculados em Colleges públicos de dois anos pela primeira vez – Fonte: KANE, T e ROUSE, C., 1999, p. 65.

Um fator que possibilitou o aumento do número de matrículas, segundo Kane e Rouse (1999), foi a abertura dos community colleges para cursos de período parcial (part-time). Enquanto o crescimento, entre 1970 e 1995, de matrículas em cursos de período integral (full-time) foi aproximadamente de 63%, no mesmo período, nota-se um acréscimo de 222% de matrículas em cursos de período parcial. Atualmente, estes últimos, são responsáveis por cerca de 65% do total de matriculados nos community

colleges.

Portanto, os community colleges, de início, tinham um perfil mais acadêmico, preparando os estudantes para se transferir para as cursos tradicionais de 4 anos. A partir da década de 70, cedendo a pressões políticas, institucionais, os community

colleges se transformaram em institutos com foco mais vocacional, técnico. Hoje a

maioria desses institutos se volta para áreas vocacionais, ganhando grande apelo dos estudantes. Em 2002, por volta de 40% de todos os estudantes do ensino superior estavam matriculados nos community colleges, o número é maior quando se considera apenas estudantes do ensino público americano, contando com 50%. O desenvolvimento desses institutos vem acompanhado de debates acerca de democratização e desvio. Enquanto alguns o vêem como um elemento que permite democratizar, universalizar o ensino superior, dando oportunidades a mais pessoas de cursarem o ensino superior; outros o observam como forma de desviar os indivíduos dos institutos tradicionais de 4 anos, e conferir um grau de bacharelado menor (ROKSA, 2008).

O aumento dos community colleges não aumenta, na mesma proporção, o aumento dos graus de bacharéis. Por outro lado, aumenta o alcance educacional dos indivíduos. Mesmo que com poucas evidências, pode-se dizer que o efeito da democratização é maior que o efeito do desvio (ROUSE, 1998). Cabe dizer, no entanto, que com abertura maior, menor concorrência, menos aulas, padrões de atendimento mais flexíveis, com horários variados que os community colleges são mais atrativos aos estudantes de origem socioeconômica mais baixa (ROKSA, 2008).