O desenvolvimento de aplicativos computacionais, como a interface lógica TRANSCOOT, exige a implementação de procedimentos capazes de prevenir erros previsíveis, ocasionados pelo uso indevido do aplicativo. A construção destes procedimentos é denominada tratamento de exceções. No caso do TRANSCOOT, foram desenvolvidas rotinas computacionais que tratam da:
a) Inicialização do aplicativo: impede que o aplicativo seja usado quando os arquivos geográficos necessários não estão disponíveis na plataforma SIG. Assim, caso o usuário tente usar a interface, o programa envia mensagem de advertência ao usuário;
b) Inserção de parâmetros: impede que o usuário insira parâmetros incompatíveis. Por exemplo, o usuário não pode digitar letras nos
popdown menu destinados a definição de datas. Caso o usuário tente
inserir parâmetros indevidos, uma mensagem de advertência é exibida. Este tratamento de erro está disponível em todos os popdown menu e edit
box de entrada de dados que permitem a digitação de valores;
c) Verificação de parâmetros mínimos: impede que o usuário defina parâmetros insuficientes para o processo de consulta à base de dados do sistema SCOOT. Para tanto, esta rotina habilita os diversos elementos de entrada de dados na medida que os elementos anteriores foram corretamente definidos. Além disto, cada vez que o usuário alterna entre as guias do TRANSCOOT, esta rotina verifica e atualiza os parâmetros definidos. Assim, por exemplo, se o usuário tiver definido o uso de camada geográfica de links na guia Dados Básicos e qualquer variável na guia Variáveis, e depois retornar a guia Dados Básicos, a interface anula a seleção de variáveis feita anteriormente. Isto previne que o usuário selecione variáveis incompatíveis com um dado tipo de objeto viário. Finalizada a discussão que apresenta e exemplifica o uso da interface lógica TRANSCOOT, bem como descreve seus tratamentos de exceções, a seção 4.5 apresenta as considerações finais do Capítulo 4.
4.5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Capítulo 4 tratou da interface lógica desenvolvida para importar e modelar dados dinâmicos do tráfego. Inicialmente, foi apresentada a modelagem espaço- temporal desenvolvida para viabilizar a importação de dados dinâmicos do tráfego do sistema SCOOT, do CTAFOR, para a plataforma SIG TransCAD. Este resultado atende ao primeiro objetivo específico deste trabalho de dissertação de mestrado, descrito na seção 1.2.2.
Em seguida, foi feita a descrição da arquitetura e o funcionamento da interface lógica TRANSCOOT, em conjunto com o sistema padrão de consulta à base de dados do sistema SCOOT, o software ASTRID. Depois, a interface lógica é apresentada, em conjunto com um exemplo prático de consulta à base de dados do sistema SCOOT. Ao final, são descritos os tratamentos de exceções implementados no TRANSCOOT. A apresentação destes resultados atende ao segundo objetivo específico deste trabalho.
Dentre os temas abordados no Capítulo 4, a modelagem espaço-temporal e a arquitetura funcional da interface lógica são aqueles que têm importância fundamental. O primeiro dispõe as bases teóricas e o segundo descreve o modelo funcional da interface lógica, permitindo compreender de forma clara o processo e o produto gerado pela interface lógica. Além disto, os conceitos relativos a estes dois temas fornecem suporte para a execução de melhorias desta interface e/ou desenvolvimento de aplicativos semelhantes, em outros sistemas integrantes do CTAFOR. Em especial, a compreensão do modelo espaço-temporal de agregação e consolidação de dados dinâmicos do tráfego em ambiente SIG é fundamental para o entendimento e uso adequado dos Arquivos de Versões gerados pelo TRANSCOOT.
A seguir, o Capítulo 5 contextualiza, discute e exemplifica a aplicação de dados dinâmicos do tráfego coletados por sistemas CTA para a gestão do tráfego urbano.
CAPÍTULO 5
APLICAÇÕES DE DADOS DINÂMICOS
DE SISTEMAS CTA À GESTÃO DO TRÁFEGO URBANO
5.1. INTRODUÇÃO
Após a apresentação da interface lógica TRANSCOOT no Capítulo 4, o Capítulo 5 contextualiza e exemplifica o uso de dados de sistemas CTA na gestão do tráfego urbano. O objetivo do Capítulo 5 é exemplificar o uso dos dados dinâmicos do tráfego importados e modelados pelo TRANSCOOT para ambiente SIG. Além disto, este capítulo trata de temas que visam subsidiar o desenvolvimento de futuras aplicações da base de dados modeladas pelo sistema SCOOT.
Inicialmente, a seção 5.2 contextualiza o uso de dados de sistemas CTA. É descrito o contexto atual de utilização de dados destes sistemas nos Estados Unidos da América (EUA). Depois, é apresentado um modelo de estrutura de uso de dados de sistemas CTA. Em seguida, são listadas algumas medidas de performance das condições do tráfego urbano, determinadas com base em dados de sistemas CTA. Ao final, são apresentados exemplos práticos relativos à utilização de dados de sistemas CTA.
Em seguida, a seção 5.3 apresenta as potenciais aplicações da base de dados modelada pelo sistema SCOOT, do sistema CTA da cidade de Fortaleza. Antes, porém, é descrita a metodologia de pesquisa social usada para determinar tais aplicações, junto aos técnicos responsáveis pela gestão do tráfego urbano municipal. Na apresentação dos resultados são descritos a definição, o objetivo e as variáveis base de cada aplicação.
Posteriormente, a seção 5.4 apresenta uma aplicação prática da base de dados modelada pelo sistema SCOOT, do CTAFOR. Esta aplicação consiste numa análise de benefícios de diferentes tipos de estratégias de controle semafórico para a cidade Fortaleza. Foram analisadas as reduções nos tempos das viagens individuais no pico da manhã em Fortaleza, comparando duas estratégias de controle semafórico na área do CTAFOR: tempo fixo coordenado e em tempo real.
Encerrando o Capítulo 5, as considerações finais da seção 5.5 apresentam uma revisão sucinta dos temas abordados, com destaque para temas relevantes para futuras aplicações da base de dados do tráfego dinâmica do CTAFOR.