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1.5. Yerle şim Yeri Özellikli Destinasyonlar ve Özellikler
1.5.1. Tatil Turizmi Açısından Kentler
Não podemos deixar de considerar também as hipóteses em que a sentença
de primeiro grau é improcedente, sendo impertinente falar em antecipação da tutela na
ocasião, à evidência. Nestas situações, ressurge a possibilidade de concessão da tutela
antecipada no momento de prolação do acórdão modificador da decisão do juízo a quo, com
conseqüente determinação de implantação do benefício previdenciário almejado.
Ainda que alguns doutrinadores sustentem ser desnecessária a medida
antecipatória em virtude do fato dos recursos especial e extraordinário não possuírem efeito
suspensivo, permitindo a execução do julgado independentemente do trânsito em julgado do
acórdão proferido pelo tribunal, entendemos que a medida antecipatória possui elevada
importância, visto que possibilita a implantação dos benefícios previdenciários concedidos
ou confirmados nos acórdãos em prazo que, geralmente, não supera quarenta e cinco dias,
havendo casos de fixação de prazo de quarenta e oito horas para que o Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) promova o cumprimento da ordem judicial. Se o processo aguardar a
regular tramitação de um recurso especial ou extraordinário para somente depois disso ser
encaminhado ao Juízo de primeiro grau, onde seguirá seu rito normal de processamento,
invariavelmente lento, os benefícios previdenciários concedidos não serão implantados em
prazo inferior a doze meses. Examinando o problema, Vaz
14sustenta que:
[...] o maior atraso na entrega da prestação jurisdicional definitiva reside na
tramitação dos recursos na segunda e superior instâncias. Nossas Cortes
(Tribunais Estaduais e Regionais, STJ e STF) encontram-se assoberbadas
de processos. Suas estruturas, com raras exceções, não são suficientes para
dar vazão à pletora de processos que lhes são submetidos à apreciação. São
poucos juízes para muitos processos. A criação de novas varas e comarcas
e o provimento dos cargos de juízes na primeira instância, aumentando o
número de processos julgados, de par com a nova sistemática de
processamento do recurso de agravo, não tiveram a devida contrapartida na
estrutura dos tribunais. Resultado disso foi o assustador aumento do
número de processos para decisão de quem já não tinha forças para julgar
os então existentes. A tendência é de agravamento deste quadro, não
obstante as tentativas de resolver o problema, como a criação de turmas de
recursos para processos de menor interesse, mutirões e convocações de
monetária pela tabela da Justiça Federal da 3.ª Região e juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, até a data do efetivo pagamento. Os juros incidirão a contar da data da citação (Súmula nº 204 do STJ). Fixo os honorários de sucumbência em 10% (dez por cento) do valor das prestações vencidas até a data da presente sentença (Súmula nº 111 do STJ, nova redação), a ser apurado em regular execução. Custas processuais pelo réu, isento. Sentença não sujeita ao reexame necessário (art. 475, § 2º, do Código de Processo Civil). Oficie-se ao setor de benefícios do INSS para que, no prazo de 10 dias, implante em favor do autor a aposentadoria por tempo de contribuição ora concedida. P. R. I. (grifo nosso)
juízes de primeira instância em regime de auxílio. Diante desta inafastável
e contundente indigência estrutural, em que pesem os esforços despendidos
e envidados, o instituto da antecipação da tutela, na via recursal e nos
processos da competência originária dos tribunais, para solução dos casos
de urgência, de direito evidente, de abuso do direito de defesa e manifesto
propósito protelatório, constitui uma necessidade irretorquível. Destarte,
tudo quanto se disse alhures, para realçar a importância dos provimentos
antecipatórios dos efeitos da sentença de mérito na primeira instância,
reprisa-se no concernente à tutela antecipada (recursal ou não) nos
tribunais. Ainda que esteja o art. 273 a possibilitar, expressamente, a
antecipação da tutela pelo juiz no bojo do processo de conhecimento, como
que a sugerir, pela sua situação no âmbito do Código de Processo Civil,
somente possa ocorrer na primeira instância, tal interpretação, restritiva do
manejo da nova técnica de prestação jurisdicional, não vinga diante da
idêntica necessidade de agilização do procedimento nos tribunais, quiçá
mais do que em outro momento ou fase recursal. Seria o mesmo que
oferecer ao operador jurídico um instrumento incompleto para a luta contra
o tempo no processo. Neste sentido é o escólio de Roberto Armelin: “Tanto
é efetiva essa conclusão que a redação do art. 273 do CPC não impede a
utilização do instituto em segundo grau de jurisdição, pois em nenhum
momento explicita tal restrição, que, ademais, à luz do princípio geral
insculpido na Constituição Federal, geraria uma antinomia cuja dissipação
somente poderia ser obtida mediante a exclusão da norma restritiva do
ordenamento jurídico. Da mesma forma, finalmente, em face da força do
princípio geral de direito espelhado no instituto da antecipação de tutela,
sua posição geográfica não lhe impõe qualquer limite de eficácia. Aliás,
estando previsto no capítulo que disciplina as disposições gerais do
processo e do procedimento, somos autorizados a concluir que inexiste
qualquer restrição de aplicabilidade do instituto exclusivamente ao
processo de conhecimento em primeiro grau de jurisdição”. Não se pode
perder de vista, por fim, que o recurso devolve à segunda instância toda a
matéria objeto da lide.
Acreditarmos ser importante mostrar, assim, a antecipação da tutela proferida
em acórdãos que reconhecem ou confirmam o direito do segurado (autor), mesmo que a
efetividade do processo seja adiantada em poucos dias ou meses, pois estes podem significar a
diferença entre viver ou morrer nas hipóteses de famílias que dependam exclusivamente da
renda do benefício previdenciário para a sobrevivência.
1515 Proposta ação de conhecimento, objetivando a concessão de aposentadoria por invalidez, sobreveio sentença de procedência do pedido, condenando-se a autarquia previdenciária ao pagamento do benefício, a partir do laudo pericial. Ficou convencionado que as parcelas seriam acrescidas de juros de mora de 6% (seis por cento) ao ano, a partir da citação, além de correção monetária nos termos do Provimento 26/01 da Corregedoria-Geral da Justiça Federal da 3ª Região. A autarquia foi condenada ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em 10% (dez por cento) sobre o valor das parcelas em atraso. Não houve condenação em custas. A sentença não foi submetida ao reexame necessário. Inconformada, a autarquia previdenciária interpôs recurso de apelação, requerendo a integral reforma da sentença, para que seja julgado improcedente o pedido, sustentando a falta de requisitos para a concessão do benefício. Subsidiariamente, requer que os honorários advocatícios sejam limitados à data da r. sentença. Com contra-razões, os autos foram remetidos a esta Corte. É o relatório. Decido. Os requisitos para a concessão da aposentadoria por invalidez, de acordo com o artigo 42, caput e § 2º, da Lei nº 8.213/91, são os seguintes: 1 – qualidade de segurado; 2 – cumprimento da carência, quando for o caso; 3 –
incapacidade insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade que garanta a subsistência; 4 – não serem a doença ou a lesão existentes antes da filiação à Previdência Social, salvo se a incapacidade sobrevier por motivo de agravamento daquelas. No que tange à qualidade de segurado do Autor junto à Previdência Social, verifica-se que ele exerceu atividade urbana, com registro em CTPS até 11.09.1998 (fl. 20), data de cessação de seu último contrato de trabalho. Proposta a ação em abril de 1999, não há que se falar na perda da qualidade de segurado (artigo 15, § 2º, da Lei nº 8.213/91). Por outro lado, a carência mínima de 12 contribuições mensais, prevista no inciso I do artigo 25 da Lei nº 8.213/91, também foi cumprida, conforme cópias dos documentos acima mencionados. Para a solução da lide, é de substancial importância a prova técnica produzida. Neste passo, a incapacidade para o exercício de trabalho que garanta a subsistência foi atestada pelo laudo pericial realizado (fls. 63/67). De acordo com referido laudo pericial, o autor, em virtude da patologia diagnosticada, está incapacitado de forma total e permanente para o trabalho. Neste passo, diante do quadro relatado pelo perito judicial e considerando as condições pessoais do autor, na há falar em possibilidade de reabilitação profissional. Assim, preenchidos os requisitos legais, faz jus o autor à aposentadoria por invalidez pleiteada. O termo inicial do benefício é a data do laudo do perito judicial que constatou a incapacidade do autor (fls. 63/65). Precedente do STJ (Resp nº 314913-SP, Relator Ministro Fernando Gonçalves, DJ 18.06.2004, p. 212). Os honorários advocatícios ficam mantidos em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação, nos termos dos §§ 3º e 4º do art. 20 do Código de Processo Civil e de acordo com precedentes da 10ª Turma desta Corte Regional. Contudo, a base de cálculo sobre a qual incidirá mencionado percentual será composta apenas das prestações vencidas entre o termo inicial do benefício e a data da sentença, em consonância com a Súmula 111 do Superior Tribunal de Justiça e de acordo com a orientação jurisprudencial pacificada pela Terceira Seção daquela egrégia Corte, no julgamento dos Embargos de Divergência no Recurso Especial nº 187.766- SP, em 24.06..2000, em que foi relator Ministro Fernando Gonçalves. Independentemente do trânsito em julgado, determino seja expedido ofício ao INSS, instruído com os documentos do segurado Claudinei Marcai, a fim de que se adotem as providências cabíveis à imediata implantação do benefício de aposentadoria por invalidez, com data de início – DIB em 10.19.1999 (data do laudo) e renda mensal inicial – RMI calculada pelo INSS, com observância, inclusive, das disposições do art. 461, §§ 4º e 5º, do CPC. O aludido ofício poderá ser substituído por e-mail, na forma a ser disciplinada por esta Corte. Diante do exposto, nos termos do artigo 557 do Código de Processo Civil, dou parcial provimento à apelação do INSS, nos termos da fundamentação. Transitada em julgado, remetam-se os autos à Vara de origem, observadas as formalidades legais. Publique-se. Intimem-se.
Trata-se de apelação interposta pela Autora, contra sentença prolatada em 21.10.04 (fls. 69/74), que julgou improcedente os pedidos de aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença, tendo em vista a ausência de requisitos legais. Não houve condenação em custas e os honorários advocatícios foram fixados em 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado, nos termos do artigo 3º, da Lei nº 1.060/50. Em razões recursais às fls. 78/84, alega, em síntese, o preenchimento dos requisitos legais para concessão do benefício, entre eles a qualidade de segurado e o agravamento de seus males. Derradeiramente, em caso de não concessão do benefício da aposentadoria por invalidez, pleiteia pela concessão do benefício auxílio-doença. Com contra-razões às fls. 88/91, subiram os autos a este Egrégio Tribunal Regional Federal e, por distribuição, vieram conclusos a este Relator. Cumpre dicidir. De maneira geral, faz jus ao benefício da aposentadoria por invalidez o segurado que se mostre incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, como tal determinado em exame médico- pericial e enquanto permanecer nessa condição, consoante disciplina o § 1º, do artigo 42 da Lei nº 8.213/91, verbis: “Art. 42. A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. § 1º A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação da condição de incapacidade mediante exame médico-pericial a cargo da Previdência Social, podendo o segurado, às suas expensas, fazer-se acompanhar de médico de sua confiança”. Assim sendo, é necessário que o segurado tenha: a) filiação ao RGPS; b) satisfação da carência; c) manutenção da qualidade de segurado; d) existência de doença incapacitante para o exercício de atividade funcional. Nessa linha a jurisprudência desta Corte tem sido unânime em conceder a aposentadoria por invalidez ou o auxílio-doença, desde que o exame médico-pericial seja conclusivo a respeito, e que o segurado haja completado, também, as demais condições legais previstas tanto no predito dispositivo, assim como, naquelas constantes do artigo 59, da chamada Lei de Benefícios [...]. Quanto ao benefício do auxílio-doença é devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos, artigo 59 da Lei nº 8.213/91, compreendendo-se no âmbito das prestações devidas ao segurado, inscrito no RGPS (artigo 18, I, “e”, da Lei nº 8.213/91). Os pressupostos básicos pra concessão do auxílio-doença são os mesmos da