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DEST İNASYON TİPLERİ a Aranan seyahat deneyimler

3.2.2. Destinasyon Çekim Unsuru Olarak Sanat Faaliyetler

A formulação do pedido de antecipação da tutela initio litis deveria indicar,

ao menos num primeiro momento, que a parte autora entende possuir desde o princípio todos

os requisitos legais para o deferimento do pedido. Entretanto, a prática tem demonstrado,

sempre observado o objeto da presente pesquisa, que nas ações em que são postulados

benefícios previdenciários, os requerimentos de antecipação da tutela nesta fase praticamente

antecipam o pedido que deveria ser formulado ao final da instrução processual, na medida em

que, na grande maioria das vezes, não há provas previamente constituídas que sustentem o

bom direito alegado.

Sem provas robustas, a análise do mérito do pedido é rotineiramente

postergado para o fim da instrução do processo, momento no qual eventuais provas

necessárias ou até indispensáveis terão sido certamente produzidas, a pedido da parte ou por

vontade única do juiz, tudo a ensejar uma correta análise da controvérsia.

Raras vezes ocorrem situações nas quais os segurados (autores) interpõem

ações amparadas nas provas necessárias (laudos técnicos, perícias médicas, Carteiras de

Trabalho e Previdência Social (CTPS), comprovantes de recolhimentos de contribuições

previdenciárias), o que gera a análise dos pedidos de antecipação da tutela inaudita altera

parte.

Analisando a possibilidade de antecipação da tutela nesta fase processual,

sustenta o professor Paulo Afonso Brum Vaz

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que:

[...] em relação à concessão da tutela antecipada antes de ouvida a parte

contrária, impende ressaltar que tal possibilidade é negada por parte da

doutrina, podendo-se citar a posição de Calmon de Passo. O certo é que esta

tendência é minoritária, preponderando a corrente que defende a

possibilidade de haver antecipação da tutela inaudita altera parte, sem

violação ao princípio do contraditório, que se estabelece em momento

posterior, consoante também afirma a jurisprudência. Vê-se que a doutrina

detratora da concessão da tutela antecipada inaudita altera parte, de rigor,

adota esta posição com temperança, sem cogitar de vedação de caráter

absoluto e inarredável, como é o caso de Reis Friede, que admite a

antecipação da tutela independentemente da oitiva do réu, na hipótese de

obrigação de fazer e não fazer (art. 461, § 3º, do CPC). Em reforço [...]

impõe-se obtemperar que somente se justifica a mitigação do exercício deste

direito fundamental na medida em que se faça presente a situação de

urgência que demande imediata providência jurisdicional. Sustentar a

vedação com base na inexistência de permissivo legal é analisar a questão

3 VAZ, Paulo Afonso Brum. Manual da tutela antecipada. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002. p. 168-170. (grifo e destaque do autor)

sob ótica restritiva, contrariando a sistemática do próprio Código de

Processo Civil, que sempre optou por expressamente listar os procedimentos

vedados, tal como ocorre com as medidas cautelares, cuja regra geral (art.

804) é de não-concessão inaudita altera parte. Nelson Nery Jr. sustenta que

a liminar inaudita altera parte não constitui violação ao princípio

constitucional, porquanto a parte terá oportunidade de ser ouvida, intervindo

posteriormente no processo, inclusive com direito ao recurso contra a

decisão liminar concedida sem sua participação. Para arrematar, vale a

lembrança de que, no processo cautelar, as liminares inaudita altera parte

são de uso freqüente, não se tendo notícia de argüição e de reconhecimento

de qualquer inconstitucionalidade neste procedimento consagrado pela

doutrina e pela jurisprudência: se presentes os requisitos legais, a liminar

deve ser concedida sem a audiência da parte contrária. Penso que não existe

razão para que este raciocínio mude em relação à tutela antecipada. Afinal,

cuida-se de institutos de matriz constitucional semelhante.

Inequívoca, assim, a possibilidade de requerimento e eventual deferimento

da antecipação da tutela inaudita altera parte, com a conseqüente implantação de benefício

previdenciário logo após a distribuição da ação cujo objeto é a sua concessão.

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4 Trata-se de pedido de antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional relativa à concessão do benefício de assistência social de prestação continuada. Sustenta o autor que é portador de Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida – AIDS, tendo contraído o vírus por volta de agosto do ano de 2.003. Aduz que se encontra em situação financeira bastante precária, não auferindo renda alguma, razão pela qual necessita do benefício de prestação continuada. Juntou documentos. Brevemente relatado, fundamento e decido. Inicialmente cumpre registrar que a decisão proferida dentro de uma estrutura mais célere, sem lesão ao direito das partes, constitui o objetivo de uma Justiça efetiva. Daí os fundamentos que embasam a tutela antecipatória prevista no art. 273, do Código de Processo Civil. Dentro desse quadro, a concessão da antecipação da tutela jurisdicional constitui o acolhimento da pretensão do autor e, portanto, deverá ser concretizada com prudência e cautela atendendo aos requisitos impostos pelo legislador. Assim, ainda que possível a satisfação do autor antes do momento normal, tal deve ocorrer dentro dos limites determinados pela posição do réu. Por estes fundamentos e nos termos do artigo 273, do CPC, a tutela antecipada, total ou parcialmente, do pedido do autor deve obedecer aos seguintes requisitos: I - requerimento da parte; II – prova inequívoca dos fatos elencados e convencimento acerca da verossimilhança do alegado pela(o) requerente; III – existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, ou caracterização de abuso de direito de defesa ou manifesto propósito protelatório do réu; e IV – possibilidade de reversão do resultado em que se antecipara a tutela, se o caso. Ora, na hipótese em exame, a evidência da necessidade de provimento judicial urgente é indiscutível e salta aos olhos a partir de uma brevíssima aferição da prova documental aliada ao laudo sócio-econômico feito pela assistente social (v. fls. 24/27). Assim, passo a verificar o preenchimento dos requisitos para a concessão do benefício requerido antecipadamente. Inicialmente cabe esclarecer que o benefício assistencial não exige nenhuma contribuição, pois que tem como essência uma função protetiva a cargo do Estado aos necessitados, vale dizer, a assistência social caracteriza-se pelo conjunto de atividades destinadas ao atendimento das necessidades vitais básicas dos hipossuficientes, sendo expressamente previsto no artigo 203, da Constituição Federal e na Lei nº 8.742/93. Assim, no tocante a antecipação da tutela jurisdicional pretendida, anoto que, no caso vertente, considerando os requisitos legais previstos é evidente o grau de certeza necessário para o convencimento da verossimilhança da situação apresentada pela parte autora. De fato, restou constatada a situação de total e permanente incapacidade do autor para o trabalho, notadamente acerca de sua frágil saúde, sendo que dos atestados médicos trazidos aos autos, verifica-se que o requerente está acometido pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (SIDA/AIDS) e, portanto, submetido a controle periódico de seu quadro com utilização de medicação diária. Outrossim, acresce ponderar que sua enfermidade lhe coloca em posição de absoluta desigualdade no mercado de trabalho, enfrentando, muitas vezes o preconceito em razão da doença que o acomete. Além de todo o constatado, há ainda a Lei º 7.670, de 08.09.1998, que trata do assunto, confira-se: ´Art. 1º: A Síndrome de Imunodeficiência Adquirida – SIDA/AIDS fica considerada, para os efeitos legais, causa que justifica: I – a concessão de: [...] e) auxílio-doença ou aposentadoria, independentemente do período de carência, para o segurado que, após filiação à Previdência Social, vier a