Bu 53 kişi içinde ağırlığı olan bir bölge yok mu? Yani Türkiye’de Kerkük’lü ağırlığı çok
11. IRAK TÜRKLERİ KÜLTÜR VE YARDIMLAŞMA DERNEğİ ANKARA ŞuBESİ BAŞKAN YARDIMCISI
O facto de Jünger não acentuar apenas que não se sabe se já se passou o “meridiano zero”, mas também que não se sabe a que distância se está dele, pode parecer incompatível com uma tese de Über die Linie que pusemos em destaque um pouco mais acima: a tese de que o “meridiano” já está muito próximo (ou melhor, de que nós já estamos muito próximos do “meridiano zero”). Mas, de facto, essa tese não é aqui objecto de qualquer retratação. O que está em causa é que, mesmo sucedendo (como, segundo Jünger, sucede) que já se está
muito próximo do “meridiano zero”, essa proximidade não impede a subsistência de uma
significativa margem de opacidade ou de névoa a respeito dos passos que ainda falta dar até
98 Ibidem. 99 Ibidem.
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ao “meridiano zero” – e isto tanto no que diz respeito aos processos sectoriais de redução,
quanto no que diz respeito ao processo global que conjuntamente compõem.
Atentemos um pouco melhor no modelo que assim se desenha – a que podemos chamar o modelo de localização próprio de Über die Linie.
Por um lado, é claro que se está próximo do “ponto zero” ou do “meridiano zero” – e, o que é mais, que se está tomado por um movimento que vai justamente nessa direcção100. Mas, por outro lado, não é claro onde se situa o “meridiano zero” (esse “meridiano zero” feito de uma acumulação de “meridianos zero”101, no sentido de Jünger, que está em causa em Über die Linie). Numa palavra, não se sabe bem onde fica a “linha” e em que posição propriamente se está relativamente a ela. A tudo isto acresce que, em terceiro lugar, também não se sabe que passos ainda falta dar até se atingir o “meridiano zero” e quanto tempo levará a dá-los. O que se sabe é que o grau de desmontagem entretanto já atingido raia a desmontagem total. Mas isso não significa saber já o intervalo que medeia até àquilo a que Jünger também chama a culminação do nihilismo102 (até a essa culminação que corresponde a um afundamento total). Estas três componentes formam uma frente de opacidade relativa à localização precisa do “meridiano zero” (ou, como dissemos, à identificação da nossa posição relativamente a ele).
Mas há uma segunda frente que tem ver com o “para lá da linha”, com o “trans lineam” – ou, mais precisamente, com aquilo que se passa uma vez chegados ao “meridiano zero” e passados para lá dele. Essa segunda frente está referida desde o princípio de Über
die Linie e encontra-se no centro do conflito de possibilidades para que Jünger aponta quando fala do “optimismo”, do “pessimismo” e do “derrotismo”103. De facto, além de tudo o mais que não se sabe a respeito do “meridiano zero”, em última análise também não se sabe se há algo para lá dele, no sentido de algo que efectivamente corresponda a uma saída do campo de ruínas ou, como Jünger também diz, a um “contra-movimento” (Gegenbewegung)104. É nesse sentido (e com todas as implicações que isso encerra) que se vai a caminho de uma terra incognita ou de águas ainda por cartografar. Em suma, vai-se a caminho de um em-aberto. É claro que Jünger fala de um para-lá do nihilismo, que a sua perspectiva se demarca tanto do “pessimismo”, quanto do “derrotismo” e que Über die Linie tem como trave mestra a convicção de que há efectivamente algo para lá da “linha” – de tal
modo que esse para-lá-da-“linha” (o “trans lineam”) – é precisamente o seu objecto. Mas
100 O que, por sua vez, significa que a proximidade está sempre a aumentar. 101feito, isto é, de uma acumulação de “meridianos zero” parciais.
102 Cf. secção 18, p. 35. 103 Cf. secção 4. 104 Idem, p. 5
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acontece que, à semelhança do que diz sobre o próprio nihilismo, também o que diz sobre o
para-lá-dele tem o carácter de um discurso mais apofático do que outra coisa.
Isso passa, em primeiro lugar, pelo facto de Über die Linie não chegar a apresentar propriamente nenhum fundamento suficiente para a afirmação de que há um para-lá-da-
“linha” e de que vamos a caminho do para-lá-da-“linha”. Mas, em segundo lugar, também
passa pelo facto de Über die Linie só dar, desse para-lá-da-“linha”, qualquer coisa como
um “retrato-robot”, com traços puramente formais. Com efeito, tudo o que adianta a este respeito acaba por corresponder apenas à identificação de que um para-lá-da-“linha”
(qualquer para-lá-da-“linha”) implicará isso que designa como “eine neue Zuwendung des
Seins”105 (ou seja, um novo volvimento – uma nova doação ou dotação do ser). Se virmos
bem, o que está em causa neste enunciado (ou nos elementos que em Über die Linie são fornecidos para a determinação do seu sentido) não passa de uma fixação puramente formal. A noção de Zuwendung des Seins, tal como se desenha no enunciado de Jünger, significa o
surgimento ou a emergência de algo a opor ao resultado do processo de redução (ou seja, de algo a opor-se eficazmente ao nada); mas, vendo bem, não chega a traduzir-se em qualquer identificação concreta do que poderá corresponder a esta ideia ou desempenhar tais funções. Quer dizer: o conceito de Zuwendung des Seins não exprime mais do que a noção
formal de viragem relativamente à consumação do nihilismo (uma noção formal de
libertação ou emancipação em relação ao poder do “ponto zero” ou do “meridiano zero” –
ou seja, a noção formal do advento e instauração de uma alternativa). Na expressão
Zuwendung des Seins, Sein significa um “não-nada” neste sentido (se assim se pode dizer, o
que quer que seja de outro, diferente do que faz o nihilismo). Mas o que isso possa ser – eis o que é deixado inteiramente por determinar e a respeito do qual em Über die Linie reina o mais completo silêncio.
8. O duelo final no “meridiano zero”: “carácter” versus “Leviatã” total do