TÜRK HUKUKUNDA MADEN RUHSATLARI
C. Ruhsatların mahkeme tarafından iptal edilmesi
V. Ruhsatların iptaline dair idari işlemin iptal edilmesi
A função da universidade sofre questionamentos em razão dos novos marcos sócio-econômicos. As funções básicas de disseminador de conhecimento novo e a oferta de ensino avançado agregam-se à necessidade de repensar a universidade no contexto atual.
Nesse sentido, apontamos duas vertentes de análise: a primeira busca entender a posição da universidade da América Latina perante o bloco dos países ricos; e a segunda, busca entender a função da universidade perante os desafios da nova sociedade globalizada.
Em relação a uma primeira vertente de análise, um dos marcos importantes que sinalizam a profundidade, a diversidade e a complexidade dos fatos que concorrem para a compreensão do sistema de educação superior na atualidade é a tentativa de considerar o ensino superior como um serviço comercial a ser regulamentado pela Organização Mundial de Comércio (OMC).
A polêmica levantada pelo Acordo Geral sobre Comércio e Serviços (AGCES - 1993) coloca em pauta a discussão do alcance da universidade como bem público e a inferência dos países ricos sobre os países em desenvolvimento.
Segundo Dias (2003), poucos países ou instituições perceberam as ameaças que o acordo encerrava ao incluir a educação como um serviço comercial e tarde perceberam a necessidade de discussão sobre os processos de globalização. Só em 2002, no Fórum Social de Porto Alegre, esses
assuntos foram tratados, mas segundo Dias (2003), as posturas, principalmente no debate de 1999, eram alienadas e irrealistas, uma vez que pensavam que nessa reunião poderiam ser resolvidos os rumos da globalização.
De forma a ilustrar a extensão temporal e espacial das conexões estabelecidas em torno da proposta da OMC, apresentamos uma breve retomada cronológica das principais ações relacionadas a essa proposta:
• Em abril de 1994 – Governos de diversos países posicionam-se em relação ao Acordo Geral sobre Comércio e Serviços (AGCES - liberalização do comércio de todo tipo de serviço);
• Em Janeiro de 1995 – Criação da OMC;
• Em 1998, a OMC, por meio de documento restrito (WTO – 1998), defende a seguinte tese: desde que permita a existência de
provedores privados na educação, os governos aceitam o princípio de que a educação, e em particular a educação superior, pode ser tratada como serviço comercial e, em conseqüência, deve ser regulamentada no quadro da OMC;
• Em 1998 acontece a Conferência Mundial sobre Ensino Superior (CMES) promovida pela UNESCO, em Paris;
• Em 1999, o Secretariado da OMC, unilateralmente, define os serviços regulamentados pelo AGCS (incluindo a educação);
• Em setembro 1999, organizações universitárias dos Estados Unidos e da Europa enviam a seus governos nota contrária à proposta da OMC;
• Em 2000, a OMC lança negociações para a liberalização dos serviços educativos. (Articulam-se Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia) O Japão apresenta restrições;
• Em fevereiro de 2002, os participantes do Fórum Social de Porto Alegre adotam resolução propondo um pacto global que assegure a consolidação dos princípios de ação aprovados na Conferência Mundial sobre Ensino Superior (CMES) promovida pela UNESCO, Paris, e exclusão do Ensino Superior do AGCS;
• Em maio de 2002, em Washington, participam OCDE (clube dos países ricos, sediado em Paris), Banco Mundial do Serviço de Comércio e do Departamento de Estado do governo norte-americano e o então Ministro brasileiro de educação Paulo Renato de Souza de uma reunião cujo objetivo era revigorar a interpretação de que, segundo as normas já aprovadas pelos diversos países desde 1994, todos os serviços deveriam submeter-se às regras e aos controles elaborados no quadro da OMC.
Dias (2003) aponta para o perigo que se esconde na idéia de “cooperação” nas políticas da OMC, sinalizando que essa cooperação significa, na verdade, imposição sob o critério dominante do comércio para a definição das políticas educacionais e de outros serviços básicos como saúde e meio ambiente. Adverte para o perigo de extinção da educação como direito público gratuito e do respeito às culturas locais.
Em relação à segunda vertente de análise da situação da educação superior, perante os desafios da globalização, alguns estudiosos, segundo Licha (1994), defendem que as universidades contemporâneas precisam dar sua contribuição, visando ao desenvolvimento de competências profissionais e cívicas, e não ficarem restritas à mera transmissão de conhecimentos,
Produzir conhecimento de “rápida utilidade para todos os setores da sociedade” (LICHA, 1994, p.47-48), constitui outro dos requisitos para a adaptação aos novos tempos. Segundo o autor, na América Latina, o movimento de transformação das Universidades tem como um de seus objetivos tornar-se “socialmente relevante”.
Fanelli (1994), aborda o tema da vinculação das universidades com o setor produtivo e conclui que, independentemente do balanço que possa ser feito sobre os processos e modalidades dessa vinculação, um dos aspectos mais positivos do processo consiste na transformação cultural produzida tanto na organização universitária como na comunidade acadêmica das universidades argentinas. Ambos os setores, aponta a autora, reconhecem hoje, como prioridade das políticas universitárias, a necessidade de produzir conhecimento e formar profissionais em consonância com o desenvolvimento econômico e social do país.
Por outro lado, os críticos ao fenômeno da mudança na ciência acadêmica alertam que:
[...] a ciência será cada vez mais dominada pela tecnologia e pelas forças do mercado, e que essa nova tendência poderá despertar a avidez por essa nova orientação da ciência, ignorando-se a responsabilidade social da empresa científica. (LICHA, 1994, p.49)
Vessuri (1994) na sua crítica a esse fenômeno, alerta que a educação superior e a pesquisa estão sendo incorporadas às atividades econômicas e sociais, uma vez que ela é considerada uma ferramenta muito eficiente para a criação da sociedade de bem-estar do futuro. Licha afirma ainda, que efetivamente existe uma pressão do mercado sobre a atividade acadêmica, o que não deixa de ser uma ameaça à autonomia dos pesquisadores e, ao mesmo tempo, obriga a um repensar sobre as finalidades da universidade, “o contrato social implícito entre ciência e sociedade” (1994, p.51).