BÖLÜM 2. HALKLA İLİŞKİLERDE PROTOKOL VE KAMU İTİBARI
2.4. Bir Halkla İlişkiler Faaliyeti Olarak Protokol’ün Yönetim İlişkisi
2.4.4. Protokol Türleri
Partindo do princípio de que a Língua dominante no contexto escolar é a Língua Oral Portuguesa, e com intuito de distanciar-me de qualquer entrave dialógico no uso de uma segunda língua, a entrevista com o profissional intérprete foi conduzida oralmente, em Língua Portuguesa, Língua de uso corrente.
Seguindo o princípio adotado com os alunos surdos, a entrevista realizada com o profissional Intérprete de Libras da sala de aula pesquisada será apresentada de forma resumida, a fim de facilitar a leitura e a compreensão dos eventos que serão transcritos.
3.4.2.1 Dados dos familiares e de aquisição de língua
O Intérprete da pesquisa nasceu no interior de Minas Gerais, tem pais surdos e dois irmãos ouvintes. Seus pais nunca permitiram que ele assumisse a posição de intérprete na família. O profissional relata que estava com 14 anos quando, pela primeira vez, foi solicitada como intérprete pela família: a tradução a ser feita dizia respeito a um episódio que estava passando na televisão. O Intérprete alega ter tido uma criação muito próxima de seus pais, freqüentando, junto a eles, muitas casas de famílias de surdos. Depois passou a auxiliar o pai e a freqüentar uma entidade de surdos. Aprendeu os sinais com os pais e a Língua Portuguesa com parentes ouvintes.
3.4.2.2 Vida escolar
Foi na escola que o intérprete percebeu que seus pais eram diferentes. Para a escola, os pais da intérprete não precisavam freqüentar as reuniões, e quem o acompanhava era a sua avó. Nas festas escolares, ele sempre ficava na frente de seus
pais sinalizando, e todos os presentes ficavam olhando. Era desta forma que ele sentia a exclusão na escola, segundo alega.
3.4.2.3 Atividade de Intérprete de Libras
Em 1986, deparou com a atividade de intérprete sendo realizada por outro profissional: até aquele momento, diz que desconhecia até o nome da profissão. Segundo ele, houve um estranhamento, por se tratar de uma profissão, pois exercia essa atividade constantemente em entidade de surdos. Diante de tal descoberta, começou a trabalhar como docente em uma escola especial, além de também realizar o trabalho de intérprete em associações, igreja e emissoras de TV. Em 1996, começou o seu trabalho em sala de aula. A turma que o acolheu era composta apenas por alunos surdos (as outras turmas da escola eram compostas somente de alunos ouvintes). Em seu relato, o intérprete conta que se sentiu jogada na sala de aula, afinal, ninguém, naquela época, especialmente, estava preparado para o que ia acontecer.
A organização da sala foi definida por ordem de tamanho, por sugestão dos alunos surdos, assim como se a sua interpretação seria feita de pé ou sentado: definiram que ele de pé facilitaria a visualização de todos os alunos. Palpites quanto ao tom da roupa também eram discutidos entre a profissional e os alunos. Ele considerou os alunos muito bons, pois freqüentavam as entidades de surdos e sempre estavam envolvidos nos eventos de surdos. Para o profissional, quando o aluno surdo tem mais facilidade com o uso de sua Língua, o contato com outra Língua é menos complexo.
3.4.2.4 Educação inclusiva/ professores
O intérprete relata que a sua primeira experiência foi a mais assustadora, pois não sabia o que fazer e não tinha orientação da diretoria da escola, que permanecia em silêncio. Os acontecimentos da sala foram construídos em conjunto
com os professores. Segundo o intérprete, certa vez, um professor de uma dada disciplina ficou dois meses sem entrar na sala de aula, pois estava apavorado. Ao conversar com ele, afirmou que o desespero era de ambos, e que juntos teriam que descobrir uma forma de trabalhar. Alguns professores, segundo o relato feito, sentiam-se incomodados com a presença dele, por questões de autoridade com a sala de aula. Os professores, de acordo com o ILS, reclamavam que os alunos surdos apenas olhavam para o ILS.
Quanto à estrutura de ensino, o ILS relata que, quando há uma sala mista, a aula nunca é preparada pensando nas questões da surdez. Geralmente, os professores justificam-se dizendo que a maioria dos alunos são ouvintes.
Certa vez, segundo o intérprete entrevistado, ao participar de uma reunião pedagógica, pois na PBH o ILS é considerado professor-auxiliar, foi discutida a ótica para se organizar as aulas de acordo com as necessidades de surdos. Ao serem questionados sobre qual seria a melhor postura, os professores silenciaram, e nunca mais se discutiu sobre as dificuldades dos alunos surdos. Assim, e segundo o ILS, as aulas continuaram com uma estrutura para os ouvintes, embora os professores tenham passado a avaliá-los de forma diferente e com menos cobrança.
O intérprete diz se sentir à vontade nas reuniões pedagógicas, pois acompanha os alunos durante a semana toda, o que não acontece a todos os professores, visto terem pouco contato com o aluno. Alguns professores, inclusive, o procuram para discutir a aula e a avaliação. Para ele, o profissional ILS não deve interferir na relação do aluno com o professor, por isso ele apenas interfere nas questões da Língua.
3.4.2.5 Alunos surdos
Quando iniciou com essa turma, há 3 (três) anos, o intérprete sentia muita dificuldade na interpretação das aulas: percebia muita dificuldade da turma com a LS, chegando a pensar que não conseguiria realizar seu trabalho. Ele relata que tempos depois, com a entrada de dois novos alunos surdos, os alunos melhoraram.
Segundo o ILS, os novos alunos conheciam e dominavam mais a LS, e acabavam por provocar em seus colegas um desejo maior de participar das aulas.
Quanto ao distanciamento entre alunos surdos e ouvintes, ele não sabe explicar o motivo que culminou em tal atitude. Confirma que a maioria dos sinais, escolhidos como recurso lingüísticos para a turma, é definido pelo profissional. Relata ainda que às vezes não consegue identificar qual aluno ouvinte que pergunta, pois, pela dinâmica do professor, fica impossível repassar tudo que acontece na sala de aula.
O ILS sente que, como educador, tem uma responsabilidade diferente com os alunos surdos: ele se preocupa e busca sempre incentivá-los. Quanto à discussão dos conceitos professor-intérprete e intérprete educacional, acredita que o ideal seja atuar como intérprete educacional.
3.4.2.6 Alunos ouvintes
O ILS não interage com os alunos ouvintes, pois não consegue lidar com a indisciplina. Em outra escola, no entanto, alega possuir uma relação tranqüila com os alunos ouvintes (alguns alunos chegam a mostrar interesse por sua profissão).
Segundo o ILS, a turma atual, na qual interpreta, é muito ruim com a maioria dos professores, o que o incentiva a não demonstrar interesse com a turma de ouvintes. Como intérprete, não tem liberdade para chamar atenção dos alunos ouvintes. Ele também considera os alunos ouvintes adultos mais complicados do que alunos ouvintes adolescentes.
3.5 A SELEÇÃO DOS EVENTOS E OS CRITÉRIOS DE ANÁLISE ADOTADOS