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BÖLÜM 4. CUMHURİYET DÖNEMİNDE PROTOKOL

4.1. Cumhuriyetin İlanı ve İnkılaplar

4.1.1. Cumhuriyetin İlanı

Co mo subsídi o teóri co da refl exão sobre ação medi ada, recorreu-se a Vi gotski (1931/1995; 1934/1993), parti cul armente quando di scute o papel dos i nstrumentos e dos si gnos para expl i ci tar a rel ação do home m co m a natureza, com os outros homens, co m a cul tura e consi go mes mo.

Vi gotski (1931/1995) anali sa o surgi mento de três funções rudi mentares para expli car como o ho me m, ao cri ar e empregar estímul os arti fi ci ai s, passa a ter um comporta mento di ferenci ado em rel ação aos outros ani mai s e de que forma tal ação transforma o própri o comportamento hu ma no. Duas das referi das funções di al ogam di retame nte com o presente estudo, i ncl usi ve. O pri mei ro foco anali sado trata da tomada de deci são do home m pri mi ti vo quando se vê di ante de determi nada si tuação em que é preci so deci di r entre duas opções semel hantes. El e busca na sorte das cartas ou na vi são em sonhos a saída, a deci são em si , cri ando estímul os arti fi ci ai s que o auxili am a control ar seu comportamento. Vi gotski (1931/1995, p. 74) pontua:

[...] o e stímu lo criad o p e lo p róp rio h o me m é o qu e d e te rmin a su a rea ção . Ca be dize r, p o r co n se gu in te , qu e fo i o p róp rio h ome m qu e m d e te rmin ou sua rea ção co m a juda de um e stímu lo a rtif icia l. (Trad u çã o no ssa )81.

Outro traço específi co do comportamento hu mano, segundo Vi gotski (1934/1993) é a criação de recursos de apoi o à me móri a. Para exempl i fi car, o autor di mensi ona a cri ação e utili zação de mei os artifi ciai s de apoi o à me móri a, os quai s auxi li am o ho me m a control ar o própri o comportamento: a marrar um nó e m u m l enço para se recordar de al go a ser fei to em mo mento posterior ou a execução de marcas na madei ra para se l embrar de um di scurso.

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O autor chama a atenção para a i mportânci a do si gni fi cado atri buído pel o home m a o estímul o arti fi ci al por el e cri ado. Ou seja, o nó do l enço ou os regi stros escri tos são resigni fi cados pel o home m que os cri ou e estabel eceu a rel ação entre tai s estímul os artifi ciai s e o que deve ser me mori zado. O autor rei tera que “é o próprio homem quem introduz o estímulo artific ial na s ituação, o que influ i ativ amente sobre os processos

da memória”. Afirma ainda que “sobre a memória de outra

pessoa se atua do mesmo modo que sobre a própria” (Ibidem, p. 78, tradução nossa)82.

A concepção de Vi gotski sobre medi ação tem por base as teori as de Marx e Engel s que veem na ati vi dade criadora do trabal ho a di sti nção entre o homem e os outros ani mai s. O trabal ho é defi ni do por Marx (1988, p. 202) como:

u m p ro ce sso d e qu e pa rticipa m o ho me m e a n a tu re za , p ro ce sso e m q ue o se r h u man o co m su a p ró p ria a ção , imp u lsio na , re gu la e co n tro la seu in te rcâ mb io ma te ria l co m a n a tu re za .

Marx (Ibidem) ci ta que a aranha pode tecer a mai s perfei ta tei a e a abel ha, construi r a mai s perfei ta col mei a, sem que, contudo, a ati vi dade desses ani mai s possa comparar -se à ati vi dade humana, porque o i ndi viduo:

[...] n ão tra n sfo rma a pe na s o ma te ria l so b re o qua l o pe ra ; e le imp rime ao ma te ria l o p ro je to q ue tin ha co n scie n te men te e m mira , o q ua l constitu i a le i d e te rmin an te d o seu mo do de o pe ra r e a o qu a l te m d e su bo rd in a r su a von tad e.

O autor di z que o que defi ne o processo de trabal ho são “os meios de trabalho, o instrumental de trabalho”, conceituados como:

[...] u ma co isa o u u m co mp le xo de coisa s qu e o tra ba lh ad o r in se re e n tre si me smo e o o b je to d e

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tra ba lh o e lhe se rve p a ra d irig ir sua a tivida de so b re e sse o b jeto (MARX, 1 98 8, p . 2 02 -2 03 ).

O home m apropri a-se das coi sas (que l he servem de mei os de produção) de modo a al cançar os objeti vos traçados anteri ormente. Essa ação cri adora e pl anejada, ali ada à utili zação de i nstrumentos e si gnos, possi bil ita ao home m modi fi car a natureza e a si mes mo. Em decorrênci a do trabal ho, o home m transforma a natureza com o i ntui to de supri r suas necessi dades materiai s e psi col ógi cas. É també m e m função do trabal ho que o home m transforma a si mes mo e desenvol ve funções e habili dades especi fi camente humanas (Pi no, 1991).

Co mpreende -se que o home m, ao exercer a ati vidade medi ada por instrumentos no processo de trabalho, al tera a natureza, garanti ndo sua sobrevi vênci a. E, ao mes mo te mpo , utili za-se de si gnos que l he permi te m modi fi car o próprio comporta mento e m rel ação a si mesmo, às pessoas de seu convívio e à cultura.

Consi derando o control e humano sobre a própri a conduta e a me móri a vol untári a, Vi gotski (1931/1995, p. 81) escl arece:

[...] a e ssên cia co n siste na p a ssa gem, de sde a p e rcep ção imed ia ta da s qu an tida de s e d esde a re a ção ime d ia ta a u m e stímu lo qua lita tivo , à cria çã o de estímu lo s a u xilia re s e a dete rmin a çã o a tiva da p róp ria co nd uta co m a jud a de sse s e stímu lo s. (Trad ução no ssa )83.

Sabe-se que os estímul os arti fi ci ai s cri ados pel o home m não possu em nenhuma rel ação com a si tuação em que estão i nseri dos e são col ocados a serviço da adaptação ati va do home m à natureza. Esses estímul os são o “traço distintivo das formas superiores de comportamento” (Idem, p. 81, tradução nossa)84, dados pel a cri ação e uso de signos que exercem a

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Lí ngua do ori gi nal : espanhol .

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função de medi adores semi óti cos nas rel ações do home m co m o mei o.

Vi gotski (1934/1993, p. 83) defi ne si gnos como “os estímulos artific ia is criados pelo homem na situação psicológica, que cumprem a função de auto estimulação”. Acrescenta a esta defini ção um senti do mai s ampl o: a utili zação dos estímul os para o domíni o do comportamento própri o e alhei o, si nali zando a relevânci a da ori gem e da função do si gno.

O autor aponta a sinalização e todo seu conjunto de

si nai s como a semel ha nça encontrada, i ncl usi ve

fi si ol ogi camente, entre os outros animai s e o ser hu mano. Pi no (1991) traz à luz as di ferenças entre o si stema de si nai s utili zados pel os ani mai s i rraci onai s e pel os homens. Os úl ti mos possuem mecani s mos medi adores das rel ações en tre os indivíduos, denominados ‘sistemas sinaléticos’. O uso de sinais por animais irracionais permite que se orientem nas ‘relações inter e intraespecíficas’, promove a comunicação com os i ndi víduos, vi sando garanti r a própri a sobrevi vênci a.

Pi no (1991) a firma que, ao l ongo da fil ogênese, al guns movi mentos perderam a função pri mi ti va e se transformaram e m um processo de ‘ritualização’ como, por exemplo, os cerimoniais de acasal amento, de tri unfo e de apazi guamento. Na ri tuali zação, os ceri moni ai s passam a ser si mbóli cos e revel am a efi ci ência dos si stemas de si nai s entre os outros ani mai s. No entanto, o autor informa que os sistemas de si nali zação nos ani mai s i rraci onai s são caracteri sti camente l i mi tados em função de seu ‘caráter fixo e unívoco’, ou seja, f alhas na comunicação decorrem da i ncapaci dade do ani mal em di scri mi nar os si nai s ou reconhecer os objeti vos dos si nai s emi ti dos por seus pares.

A grande di ferença entre o home m e os outros ani mai s é, de fato, o si stema de si nai s da li nguagem que permi te a “criação e o emprego dos signos”, denominado significação (VIGOTSKI 1934/1993. p. 84). Em r el ação à criação e uso de si gnos entre os homens, Pi no (1991, p. 33) alerta que “(...) os

processos mediadores multiplicam -se na vida social dos homens,

em razão sobretudo da complexidade das suas relações sociais”.

Al i cerçados nos estudos de Vi gotski , percebe -se que, ao cri ar e util i zar os si gnos, o home m não somente control a seu comporta mento, mas atri bui signi fi cado à ação. Para a adaptação do ser humano, é fundame ntal a:

[...] tran sfo rma ção a tiva d a na tu re za d o ho me m , q ue co n stitu i a b a se d e to da a h istó ria h u ma na e p re ssup õe ta mb é m u ma imp re scin d ível mu da n ça a tiva d a co nd uta d o h o me m (VIGOTSKI, 1 93 1 /1 99 5. p . 8 4 -85 , g rifo s do au to r). (Tra d u ção n o ssa )85.

Em função da signif icação , o home m for ma novas conexões no cérebro e governa seu corpo e seu comportamento. Ou seja, a atri bui ção de si gni ficados para os si gnos é el aborada/forjada nas rel ações soci ai s as quai s o home m i ntegra.

[...] a vida so cia l cria a ne ce ssida d e d e sub o rd in a r a con du ta do ind ivíd uo à s e xig ên cia s so cia is e fo rma , ao me smo te mp o , co mp lexo s siste ma s de sin a liza çã o, me io s d e co ne xão q ue o rie n ta m e re g u la m a f o rma ção de con e xõ e s co nd icio n ad a s n o cé re b ro de ca da ind ivíd u o. A o rgan iza çã o d a a tivida de n e rvo sa sup e rio r cria a p re missa in d ispe n sá ve l, cria a po ssib ilida de de re g u la r a co nd u ta d e f o ra (VIGOTSKI, 19 31 /1 99 5 , p . 86 ). (Tra d u çã o n ossa )86

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A vi da soci al afeta o comporta mento humano e te m a