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III. BÖLÜM

4.1.1. Prens Sabahaddin’in Eğitim GörüĢleri

4.1.1.1. Osmanlı Eğitim Sisteminin Ġçinde Bulunduğu Durum

4.1.1.1.1 Okulların Yapısı ve Eğitimin Yetersizliği

Pesquisas sobre redes inter-organizacionais têm ganhado espaço em diferentes áreas do conhecimento, como a economia, a sociologia, a política e a administração e, mais recentemente, na ciência da informação. As redes têm surgido como alternativa eficaz para a competitividade das empresas por promover um ambiente propício para o compartilhamento de informações, conhecimentos, habilidades e recursos essenciais para o processo de inovação (BALESTRIN & VARGAS, 2004).

O termo rede designa um conjunto de pessoas ou organizações interligadas direta ou indiretamente conforme salientaram MARCON & MOINET (2000) citados por BALESTRIN & VARGAS (2002). Para CASTELLS (1999), a intensidade e a freqüência da interação entre atores sociais são maiores se esses atores se constituírem em verdadeiros “nós” de uma rede, e não necessariamente estarem vinculados à mesma rede. As redes intensificam a interação, promovendo redução de tempo e de espaço nas inter-relações entre os seus atores, fatores altamente estratégicos para a competitividade das organizações do século XXI.

O conceito de rede tem uma dupla aplicação: (1) aplicação estática que explora a estrutura da rede para compreender a sociedade ou grupo social por sua estrutura, seus nós e ramificações; e (2) aplicação dinâmica que explicita a rede sistema no sentido de estudá-las como estratégia de ação no nível pessoal ou grupal para criar instrumentos de mobilização de recursos (DEROY-PINEAU, 1994 apud MARTELETO, 2001).

Neste estudo utiliza-se da aplicação rede sistema, uma vez que as MPME e instituições de apoio atuam em rede para criar instrumentos de mobilização de recursos para a inovação tecnológica e organizacional em um arranjo produtivo local com objetivo de incrementar a competitividade de seus negócios.

LASTRES & CASSIOLATO (2003) ressaltam que configuração em redes vem sendo considerada uma alternativa eficaz para enfrentar o processo acelerado de mudanças do ambiente globalizado.

O conceito de rede de empresas refere-se a arranjos inter-organizacionais baseados em vínculos sistemáticos formal ou informal de empresas autônomas. Essas redes nascem através da consolidação de vínculos sistemáticos entre firmas, os quais assumem diversas formas: aquisição de partes de capital, alianças estratégicas, externalização de funções da empresa, etc. Estas redes podem estar relacionados a diferentes elos de uma determinada cadeia produtiva (conformando redes de fornecedor- produtor-usuário), bem como estarem vinculadas a diferentes dimensões espaciais (a partir das quais conformam-se redes locais, regionais, locais, nacionais ou supranacionais). [...] No caso das redes de fornecedores,

geralmente as pequenas firmas se concentram em torno de grandes empresas para o fornecimento de insumos ou serviços (LASTRES & CASSIOLATO, 2003, p. 22).

Entretanto, não é tarefa fácil ter um entendimento claro do termo rede inter-organizacional em função da grande variedade de tipologias de redes existentes. BALESTRIN & VARGAS (2004) buscam uma melhor compreensão sobre a diversidade de tipologias de redes quando apresentam um modelo adaptado (figura 02) denominado “mapa de orientação conceitual”, o qual indica as principais dimensões sobre as quais as redes são estruturadas.

Figura 02: Mapa de orientação conceitual

Fonte: BALESTRIN & VARGAS (2004), adaptado de MARCON e MOINET (2000)

Observa-se na figura 02 que o eixo vertical representa o elo gerencial estabelecido entre os atores da rede, que poderá ser um elo de hierarquia (rede vertical) ou de cooperação (rede horizontal). Nas redes verticais, o elo estabelecido é do tipo matriz/filial, onde a empresa filial tem pouca autonomia de gestão. Já nas redes horizontais, o elo estabelecido é de cooperação entre empresas, resguardando a independência e autonomia administrativa. Neste caso, as relações são complexas, porque as empresas cooperam em algumas atividades, mas competem em outras. O eixo horizontal representa o grau de formalização

estabelecido nas relações entre os atores. Nas redes formais as relações são mantidas por meio de contratos, como por exemplo, os contratos internacionais estabelecidos pelas empresas em alianças estratégicas, consórcios de exportação e joint-ventures. Já nas redes informais, as interações acontecem por conivência informal entre os atores (relações de amizade, afinidade, parentesco, etc.) que permitem encontros entre empresas, organizações profissionais, instituições, universidades, sindicatos, associações, etc. que agem em conformidade com os interesses mútuos de cooperação, baseados na confiança existente entre os diversos atores (BALESTRIN & VARGAS, 2004).

Baseando-se neste modelo, pode-se afirmar que o APL - arranjo produtivo local – encontra-se no quarto quadrante por se tratar de uma rede horizontal de cooperação, na qual os atores interagem por conivência informal, com base nas relações de confiança estabelecidas e em conformidade com os interesses coletivos do grupo. Infere-se que à medida que cresce a cooperação e aumenta a relação de confiança, as empresas podem se organizar em outros tipos de rede formais (com base contratual) como, por exemplo, consórcios de exportação.

LASTRES & CASSIOLATO (2003) corroboram com o enquandramento dos APL como redes inter-organizacionais de cooperação ao afirmar que:

O conceito e a abordagem metodológica de arranjos e sistemas produtivos e inovativos locais – ASPLs (i) destacam o papel central da inovação e do aprendizado interativos, como fatores de competitividade sustentada; (ii)

englobam empresas e outros agentes, assim como atividades conexas

que caracterizam qualquer sistema de produção (LASTRES & CASSIOLATO, 2003, p. 3). [grifos nossos]

Em relação a este contexto de interações informais e cooperação em APLs, AUN, CARVALHO & KROEFF (2005) afirmam que:

Os arranjos produtivos locais (APL) apresentam-se como lócus privilegiado para o estudo e a análise das diferentes formas de efetivação das interações entre atores locais, principalmente no que diz respeito à criação e o compartilhamento de conhecimento, os quais criam condições para a inovação, entendida, fundamentalmente, não só como resultado de um

processo de aprendizado organizacional, mas também interorganizacional, local e nacional (AUN, CARVALHO & KROEFF, 2005, p.3).

Para maior aprofundamento em relação às interações em redes entre MPME, a RedeSist12 – rede de pesquisa em sistemas produtivos e inovativos locais – apresenta inúmeros resultados de pesquisas realizadas em diferentes regiões do país. Os resultados confirmam que a aglomeração de empresas e o aproveitamento das sinergias geradas por suas interações fortalecem suas chances de sobrevivência e crescimento, constituindo-se em importante e dinâmico mecanismo gerador de vantagens competitivas duradouras.