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1.2.2. Nezaretin Đlk Kuruluşunda Bağlanan Birimler
Os primeiros quatro elementos funcionais (Abastecimento, Manutenção, Transporte, Infraestruturas) constituem a logística do material que se encontra estruturada na Marinha através da Superintendência dos Serviços do Material (SSM)22, com quatro Direções: A Direção de Abastecimento (DA) que realiza o aprovisionamento, armazenagem e promove a distribuição da maioria dos materiais. Contudo, existem algumas exceções de Organismos Abastecedores (OA)23 como se pode verificar na nota da SSM nº 76 de 2 de fevereiro de 2005 (anexo B).
A DA possui uma área de armazenagem coberta com cerca de 23.000m² e mais de 9.000m² de não coberta, acrescentando os depósitos POL NATO de Lisboa e de Ponta Delgada.
22O organograma da SSM encontra-se no anexo C.
23 OA – Organismo Abastecedor, possui funções de aprovisionar, armazenar, distribuir material, e
estabelecer parâmetros de gestão dos artigos cujo abastecimento é responsável de comunicar à SECAMAR, colaborando na melhoria dos dados de catalogação e comunicando aos ODT os dados de que sejam detentores.
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Quanto à distribuição existe uma interligação coordenada entre a Direção de Transportes (DT) e as unidades requisitantes de forma a permitir, tanto quanto possível, uma eficiência nos fluxos dos materiais.
A Direção de Navios (DN) é responsável pela manutenção direta das unidades navais através da contratação dos serviços ao Arsenal do Alfeite, SA ou à indústria privada. Assegura ainda o reabastecimento de munições, armamento portátil, explosivos, artifícios, pirotécnicos e é responsável pelo primeiro armamento dos navios.
A DN deve promover os máximos benefícios através das relações internacionais (NATO e União Europeia (UE)) de forma a rentabilizar as estruturas logísticas existentes. A nível interno deve reforçar os recursos através das centrais de compras nacionais que promovem a aquisição de materiais e serviços de manutenção.
A nível de armazenagem dispõem de dois armazéns na área da Base Naval de Lisboa (BNL) e o depósito de munições NATO de Lisboa.
A Direção de Transportes (DT) é responsável pelo elemento funcional do transporte. Exerce funções de ODT no âmbito de meios de transporte e órgãos de apoio oficinal. Compreende um serviço marítimo, um serviço terrestre e as oficinas a quem compete a gestão operacional e a manutenção intermédia dos meios que lhe estão afetos, com a exceção das viaturas técnicas que equipam as Unidades de Fuzileiros. Quanto às atividades de manutenção de maior envergadura são realizadas por empresas civis (3º escalão) especializadas.
A manutenção é realizada de forma descentralizada nas unidades existindo uma limitada capacidade de resolução dos problemas. A nível do pessoal afeto à atividade oficinal é essencialmente composto por civis. Com a introdução da Resolução do Conselho de Ministros nº26/13 o número de efetivos civis está sujeito a uma redução o que poderá por em causa o funcionamento destas oficinas.
Para o controlo efetivo sobre os artigos, tanto adquiridos como armazenados, é importante a colaboração entre a DT e a DA. Equaciona-se a adoção de novas tecnologias
27 (RFID24, código de barras, GPS25) de forma a se poder controlar com maior rigor o movimento de veículos e artigos. Assim, potencia uma escolha melhor do itinerário para alcançar o destino pretendido, e na hora requerida tendo em consideração a gestão de possíveis imprevistos que possam surgir.
Na área do pessoal a DT tem vindo a registar uma redução significativa, que já provocou algumas alterações nos serviços, isto é, já não garante 24h sobre 24h um condutor para operar a ambulância do Centro de Medicina Naval, como também já não assegura o apoio de condução aos oficiais de ligação a navios de marinhas estrangeiras que escalam em Lisboa.
A Direção de Infraestruturas (DI) tem sob a sua responsabilidade as atividades relacionadas com a edificação e a manutenção de construções em terra, as instalações mecânicas e de fluidos das respetivas construções, sistemas de energia e comunicações, utilizando frequentemente os serviços do mercado civil comercial.
As existências de pessoal com valências técnicas relacionadas com as pequenas intervenções (manutenção de 1º e 2º escalão) estão limitadas e são constituídas por pessoal com idades superiores a 50 anos, ou seja, no futuro próximo deixarão de exercer funções. Uma das formas de colmatar a erosão do pessoal associado a esta área é através da exploração de novos modelos de aquisição externa de bens e serviços associados à manutenção das infraestruturas.
Os restantes dois elementos funcionais (Pessoal e Saúde) encontram-se na tutela da
Superintendência dos Serviços do Pessoal (SSP)26 .
Os elementos funcionais de pessoal encontram-se a cargo da Direção de Serviço do
Pessoal (DSP), da Direção do Serviço de Formação (DSF) e da Direção de Apoio Social.
Estas direções lidam hoje com a grave realidade da supressão de quadros. Em algumas unidades da Marinha já se verificam situações de falta de pessoal, como tal, é necessário
24 RFID - Radio-Frequency Identification, é um método de identificação automática através de sinais de
rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos denominados etiquetas RFID.
25 GPS - Global Positioning System
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estudar com brevidade alterações estruturais e organizacionais tendo em consideração o previsto na diretiva da “Defesa 2020” e adequar nas unidades o efetivo de militares da Marinha dentro do global das FFAA previsto entre 30.000 e 32.000 incluídos os da reserva e de civis que estão já a ser reduzidos para 70% dos atuais até 2015.
Quanto ao elemento funcional de saúde é o Centro de Abastecimento Sanitário (CAS), que está integrado na Direção do Serviço de Saúde (DSS), que promove a aquisição dos materiais para utilização sanitária e dos medicamentos.
Atualmente na saúde militar está em curso uma profunda reorganização através da concentração dos três hospitais militares num só, Hospital das Forças Armadas (HFAR). Razão pela qual toda a logística da saúde se encontra em alteração quanto às suas funções e competências.