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Necmi Sönmez

Belgede Yazından Seçmeler - I (sayfa 75-80)

B

35 No diagrama, relações ensinadas estão representadas pelas setas contínuas AB, BA, AC enquanto que as relações emergentes estão representadas pelas setas tracejadas. Em ouras palavras, ensinadas as relações AB (palavra ditada e imagem) e AC (palavra ditada e palavra escrita) emergem sem treino as relações CA (palavra escrita e palavra ditada), CB (palavra escrita e imagem) e BC (imagem e palavra escrita).

Sidman ensinou o sujeito a identificar desenhos, a apontar o desenho que se lhe indicava e a apontar uma palavra ditada. Surge, portanto, a identificação de palavras, tanto por sua semelhança com o desenho correspondente, como por sua leitura. Aparecem também, as relações inversas às duas descritas. (Silvente 2005, p.1)

O aspecto importante nesse estudo foi que o sujeito também foi capaz de dar uma resposta oral (CD); em outras palavras, foi apresentada a palavra impressa e o mesmo foi capaz de nomeá-la. Sidman considerou que o sujeito aprendeu a ler a palavra (relação CD) e compreendeu o lido (relações CB e BC).

Sidman e Taiby (1982) apoiando-se na matemática; consideraram três propriedades para demonstrar que as relações condicionais entre estímulos são de equivalência: reflexividade, simetria e transitividade.

A reflexividade é a propriedade caracterizada pela relação de igualdade do estímulo modelo e do estímulo de escolha, ou seja, se A então A.

Quando se apresenta um estímulo escrito a uma pessoa (palavra casa) como modelo, a pessoa, diante deste estímulo modelo deverá escolher, entre alternativas, a palavra casa; neste caso,fala-se da reflexividade.

A reflexibilidade implica em que a relação de um estímulo consigo mesma seja verdadeira, ou seja, cada estímulo deve estar relacionado consigo mesmo. A reflexividade pode ser traduzida, em termos comportamentais, numa relação de pareamento de identidade. Assim, a relação igual a é um exemplo de relação reflexiva, ou seja, qualquer elemento é igual a si mesmo. Em termos das relações condicionais, a propriedade da reflexividade é inferida quando o sujeito é capaz de relacionar condicionalmente qualquer estímulo a um estímulo idêntico sem que este desempenho seja explicitamente treinado ou ensinado. Poderíamos assim, afirmar que a propriedade da reflexividade implica na capacidade de se estabelecer relações generalizadas de identidade entre estímulos. ( Lopes e Matos 1995, p.35)

36 A simetria é caracterizada pela reversibilidade entre estímulos diferentes. Por exemplo, se for ensinada a uma pessoa a relação BC (figura-palavra escrita) diz-se que houve simetria se a pessoa responder de maneira adequada se os estímulos forem invertidos, no caso CB (palavra escrita-figura). Em outras palavras, tendo-se os estímulos B e C, se o estímulo B (modelo) controla a resposta de escolha de C, logo C, sendo modelo, deve controlar a resposta de escolha de B.

Para determinarmos se uma relação entre estímulos é simétrica devemos, inicialmente, ensinar (mediante a utilização de reforçamento diferencial uma relação condicional diferencial) uma relação condicional entre um estímulo modelo (A1, por exemplo) e um estímulo de escolha (B1, por exemplo). A simetria é inferida quando o sujeito demonstra ser capaz de fazer um pareamento que descreve a reversibilidade funcional entre modelo e estímulo de escolha. Desse modo, a relação aprendida A1B1 será simétrica se o sujeito é capaz de escolher o estimulo A1 na presença do modelo B1 sem que este pareamento ou desempenho tenha sido explicitamente ensinado ou treinado.( Lopes e Matos 1995, p.35/36)

Para caracterizarmos a transitividade, é preciso pelo menos de três estímulos diferentes (A,B,C) e é preciso, também, o ensino de duas relações com elementos em comum. Por exemplo, ao ensinar as relações AB e BC, deverá emergir sem ensino, a relação AC. Quando emergir a relação AC, após o ensino das relações AB e BC, diz-se que houve transitividade.

Além da relação AC, por simetria deverá ocorrer a relação CA; então pode-se afirmar que aconteceu a simetria da transitividade. Assim, se AB e BC, então AC, ou seja, se A controla a resposta de B e se B controla a resposta de C, então A deve controlar a resposta de C; por outro lado, C deve controlar resposta de A na simetria da transitividade. Portanto, ao serem ensinadas algumas relações, outras emergem como evidenciaram os estudos de Sidman. Se forem ensinadas as relações AB e BC emergirão as relações BA, CB, AC e CA.

A propriedade da transitividade, diferentemente da simetria e da reflexividade, requer a inclusão de uma segunda relação condicional. Considere uma situação na qual um sujeito aprende duas relações condicionais: escolher B1 diante de A1 como modelo (relação A1B1) e escolher C1 diante de B1 como modelo (relação B1C1), onde,

37 portanto, o estimulo de comparação correto na primeira relação é o estímulo modelo na segunda. Dizemos que as relações ensinadas são transitivas, se o sujeito, sem qualquer treino prévio, estabelece o pareamento do modelo da primeira relação condicional (A1) com o estimulo de escolha correto da segunda relação condicional (C1), pela mediação do estimulo B1. O teste global de equivalência consiste em verificar se esta relação transitiva (A1C1) é simétrica, ou seja, em verificar se o sujeito estabelece o pareamento entre o agora modelo C1e o agora estimulo de escolha, A1. (Lopes e Matos 1995, p. 36)

Quando se demonstrar nas relações condicionais a ocorrência das propriedades de reflexividade, simetria e transitividade (incluindo a simetria da transitividade), diz-se que há equivalência entre os estímulos. Neste caso, uma pessoa responde de maneira equivalente aos diferentes estímulos (palavra ditada, figura e palavra escrita).

Sidman (1986) afirma que quando as relações condicionais apresentam estas três propriedades definidoras de uma relação de equivalência, os estímulos relacionados acabam se tornando membros equivalentes de uma classe. (Lopes e Matos 1995, p. 36)

Em suma, quando se trabalha com as relações condicionais entre classes de estímulos, os elementos das classes se relacionam entre si e adquirem a mesma função, podendo-se observar a formação de equivalência entre classes de estímulos.

Segundo Green & Sanders (1998), através do ensino de discriminações condicionais podemos instalar repertórios de leitura e escrita nas pessoas. Um procedimento utilizado para instalação de discriminação condicional é o procedimento de “escolha de acordo com o modelo” ou MTS (matching-to-sample). Segundo Lopes e Matos (1995),

Nesse procedimento, um estímulo modelo e um ou mais estímulos de escolha são apresentados ao sujeito, simultânea ou sucessivamente, sendo que o reforço será contingente à indicação (apontar ou tocar) de um determinado estímulo de escolha definido como correto. O estímulo de comparação – cuja escolha tem como conseqüência a apresentação de um estímulo reforçador- pode ser alterado, estando a mudança condicionada à presença e às propriedades ou características do estímulo modelo. As relações existentes entre o estímulo modelo e o estímulo de escolha podem ser de identidade física (igualdade) e funcional (arbitrária), e apenas de identidade funcional. (Lopes e Matos 1995, p.34)

38 Silvente (2005) afirma que o estímulo modelo exerce o controle sobre a escolha dos estímulos de comparação, ou seja, é apresentada a palavra impressa tijolo como estímulo modelo juntamente com outros estímulos de comparação; diante desta situação, espera-se que o aluno dê uma resposta que corresponda ao estímulo modelo; se isso acontecer o aluno será reforçado.

Uma variação deste procedimento é o MTS por exclusão, que segundo De Rose, Souza, Rossito e De Rose (1989) consiste em um método que ajuda o indivíduo a não cometer erros. Neste tipo de procedimento, é sempre colocado para o aprendiz um único estímulo desconhecido junto com outros discriminados. Por exemplo: é ensinada a palavra “banana” emparelhando a palavra escrita com a imagem da fruta banana; quando a palavra banana passa a ser discriminativa, em outra situação de MTS, tendo a palavra laranja por modelo, são apresentadas a figura da banana juntamente com a imagem de uma laranja. A escolha da figura correta será a do estímulo desconhecido, no caso a figura da laranja. Isto é feito por exclusão, já que o indivíduo conhecedor da palavra banana, identifica o estímulo correto.

De Rose, Souza, Rossito e De Rose (1989) enfatizam que:

Este desempenho de exclusão já foi documentado com sujeitos humanos de todas as faixas de capacidade intelectual, desde adultos normais a indivíduos profundamente retardados; conclui-se que a exclusão poderia ser usada como um procedimento para produzir aquisição extremamente rápida e sem erros de discriminações condicionais (p.329).

Tendo-sepor referência alunos com história de fracasso escolar, como é o caso de parte dos alunos da EJA, pode-se dizer que esse procedimento é de suma importância para promover a aprendizagem, por parte dessas pessoas, pois a elaboração de uma programação pautada neste procedimento (MTS por exclusão) possibilitará o acerto durante atividades.

Outro procedimento usado nos estudos de equivalência de estímulos que está conjugado ao MTS e que foi desenvolvido por Dube, McDonald, Mclvane and Mackay (1991) é o de escolha de acordo com o modelo com a resposta construída (CRMTS). Este procedimento consiste na resposta de escolha, por parte do aprendiz, de letras (apresentadas como estímulo de comparação), diante da apresentação de uma palavra como modelo. Este procedimento pode possibilitara cópia, escrita de palavras ditadas,

39 ou a escrita com compreensão. A cópia acontecerá quando, diante de uma palavra impressa como estímulo-modelo, o aprendiz reproduzir a mesma palavra escolhendo as letras que a compõem. Já a compreensão pode ser avaliada quando o estímulo-modelo é a imagem, e a partir das letras disponíveis o aprendiz escreve a palavra que a nomeia. A escrita de palavras ditadas ocorre quando o modelo é uma palavra ditada e o aprendiz a escreve, a partir das letras que a compõem.

Stromer, Mackay e Stoddard (1992), estudando os conceitos e métodos da equivalência de estímulos, propuseram sua aplicação em sala de aula, defendendo a idéia de que a partir deste modelo havia uma alternativa para atuar nas dificuldades de aprendizagem. Afirmam que o professor já utiliza a rede de equivalência de estímulos em sala de aula em diferentes atividades, tais como ditado, nomeação de palavras e figuras, construção de palavras, dentre outras. Segundo esses autores, o desafio do professor é organizar esses conjuntos de modo que fique sob controle do desempenho do aluno, propondo atividades que contribuam para aprendizagem do aluno com um tempo menor, através da emergência de novos comportamentos.

Com base no modelo de equivalência de estímulos, Stromer, Mackay and Stoddard (1992) na Figura 2 apresenta-se um diagrama que esquematiza as relações envolvidas no processo de ensino de Leitura e Escrita.

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Figura 2 – Rede de equivalência de estímulos Fonte: Stromer, Mackay and Stoddard (1992)

A Figura 2 ilustra as relações ensinadas ou emergentes na rede de equivalência de estímulos. As setas representam 12 desempenhos e ligam os estímulos-modelo aos estímulos de comparação com respostas orais e escritas. Os estímulos são conjuntos de nomes ditados (A), suas figuras correspondentes (B) e palavras impressas (C). Respostas orais envolvem nomear as palavras inteiras (D) ou nomear as letras que compõem aquelas palavras (G). Respostas escritas envolvem construção de palavras com letras móveis (E) ou escrita à mão (F).

Baseando-se no diagrama de Stromer, Mackay and Stoddard (1992) podemos descrever as relações conforme exposto abaixo.

Na relação AB (palavra ditada e figura), o estímulo-modelo apresentado é oral (palavra ditada) e o estímulo de escolha é uma figura (desenho).

A

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