III. Kaynak Değerlendirmesi
3. MUHKEM VE MÜTEŞÂBİHE YAKLAŞIMI
1.5. MEÂD
A TABELA 5.19 apresenta a concentração mínima de cloro residual exigida pelas legislações dos países sul-americanos e dos guias e normas tomadas como referência.
TABELA 5.19 – Exigências de cloro residual m ínimo no sistema de distribuição em legislações de países da América e nos Guias da OMS.
CHI COL
ARG BOL BRA A P A P EQU PAR
0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,3 0,3 -
PER
A P URU VEN EUA CAN 1ª GDWQ 2ª GDWQ 3ª GDWQ
- 0,5 - 0,3 - - 0,2 0,5 0,5
Fonte: Adaptado de ARGENTINA (1994); BOLÍVIA (2005b); BRASIL (2004); CHILE (1984a); COLÔMBIA (1998, 2006); ECHEVERRÌA (2003); EQUADOR (2004?); PERU (1946, 2005); URUGUAI (1994); HEALTH CANADA (2006); USEPA (2003); VENEZUELA (1998); WHO (1984, 1995, 2004).
Notas: A: legislação atual; P: proposta de revisão.
As concentrações mínimas de cloro residual são expressas em mg L-1.
a) Argentina
A legislação argent ina determina uma concentração mínima de cloro residual de 0,2 mg L-1 e a legislação da província de Santa Fé recomenda valores entre 0,2 e 0,5 mg L-1, mas nenhuma das duas legislações faz referência aos demais parâmetros de controle da desinfecção.
b) Bolívia
O Regulamento da NB 512 determina que “quando a concentração de cloro residual seja menor que 0,2 mg L-1 em um ponto terminal de rede, se procederá a tomada de uma amostra de água para análise bacteriológica de coliformes termotolerantes” (BOLÍVIA, 2005b, p.17),
porém não é feita qualquer recomendação quanto aos cuidados necessários ao processo de desinfecção.
c) Brasil
A legislação brasileira determina que após a desinfecção a água deve conter residual mínimo de cloro livre de 0,5 mg L-1, sendo obrigatória a manutenção de no mínimo 0,2 mg L-1 em qualquer ponto da rede de distribuição; recomenda-se ainda que a cloração seja realizada em pH inferior a 8,0 e tempo de contato mínimo de 30 minutos (BRASIL, 2005, p. 7).
É admitida a utilização de outro agente desinfetante ou outra condição de operação do processo de desinfecção, desde que a inativação microbiológica seja equivalente a obtida por meio das recomendações relativas à cloração.
d) Chile
A norma chilena exige que a água potável distribuída por redes seja submetida a processo de desinfecção, devendo existir uma concentração residual de desinfetante na rede permanentemente; porém não faz recomendações relativas às condições em que deve ocorrer o processo de desinfecção.
No caso da utilização de cloro ou compostos clorados como desinfetante, a concentração residual mínima de cloro livre deve ser de 0,2 mg L-1 em qualquer ponto da rede. O uso de outro desinfetante deve ser autorizado pelo Ministério da Saúde, o qual deve estabelecer a concentração mínima de desinfetante residual ativo na rede.
De acordo com a NCh 409/1, de todas as amostras analisadas mensalmente em um serviço de água potável, um número menor ou igual a 20% pode apresentar uma concentração residual de desinfetante ativo inferior ao mínimo estabelecido, porém somente 5% destas podem apresentar concentração residual nula.
Já a proposta de revisão da norma chilena, apesar de manter a mesma exigência de concentração mínima, passa a admitir que no máximo 10% de todas as amostras analisadas mensalmente possam apresentar concentração residual de desinfetante ativo inferior ao mínimo estabelecido; com relação a aceitação de concentração de desinfetante nula, passa a aceitar no máximo três amostras em sistemas que analisem mais de 100 amostras mensais e uma amostra quando são analisadas menos de 100 amostras mensais (ECHEVERRIA, 2003).
e) Colômbia
A norma colombiana em vigor determina que a concentração de cloro residual em qualquer ponto da rede esteja entre 0,2 e 1,0 mg L-1; porém a proposta de revisão se limita a exigir uma concentração mínima de 0,3 mg L-1. Ambos documentos possibilitam a utilização de desinfetantes diferentes do cloro, desde que o Ministério da Saúde aprove as concentrações residuais correspondentes.
Quanto aos parâmetros de controle da desinfecção, a legislação em vigor omite o tema, porém a proposta de revisão determina que o tempo de contato com o desinfetante respeite o determinado pelo Artigo 115 da Resolução nº1.096 de 2000 do Ministério do Desenvolvimento Econômico, disponível na seguinte página da internet: <http://www.mincomercio.gov.co/VBeContent/documentos/mipymes/Normatividad/Resoluci on/resolucion%201096%20de%202000.htm>.
f) Equador
A versão da norma equatoriana utilizada neste trabalho se limita a determinar que a concentração de cloro residual livre deva estar entre 0,3 e 1,5 mg L-1, quando se utiliza cloro como desinfetante e após um tempo de contato mínimo de 30 minutos, não especificando o pH adequado à desinfecção.
g) Paraguai
A legislação paraguaia faz as mesmas especificações para concessionários e permissionários, recomendando concentrações entre 0,2 e 0,5 mg L-1. Em nota a legislação ressalta que a concentração está sujeita à necessidade de qualidade bacteriológica no ponto de abastecimento ao usuário, porém é importante ressaltar que se admite distribuição de água sem tratamento. Também em nota a legislação direcionada a concessionários alerta que para a desinfecção com cloro é preferível pH inferior a oito e tempo de contato de trinta minutos.
h) Peru
A Resolução peruana de 1946 e a Norma Técnica Nacional de 1987 não fazem qualquer menção à desinfecção. Entretanto, a proposta de revisão da legislação peruana de 2005 determina que a água seja desinfetada para “eliminar todo microrganismo e deixar um residual a fim de proteger a água de possível contaminação microbiológica na distribuição” (PERU, 2005, p.19), porém não detalha os procedimentos de controle da desinfecção.
No caso de se utilizar cloro como desinfetante, 90 % das amostras mensais tomadas no sistema de distribuição deve m possuir no mínimo 0,5 mg L-1de cloro residual e nas 10% restantes não se deve ter concentração menor que 0,3 mg L-1.
i) Uruguai
As duas legislações uruguaias admitem distribuição de água sem tratamento, porém a legislação nacional sequer determina uma concentração mínima de cloro residual; a legislação da OSE apresenta as seguintes disposições:
Um tratamento eficiente, que culmine na desinfecção deve produzir água sem bactérias coliforme, sem importar o quão contaminada haja estado a água natural original. Quando se desinfeta a água, deve medir-se com regularidade a concentração do desinfetante residual. Para que esta desinfecção seja eficaz é importante que a turbidez seja a mais baixa possível, o pH inferior a 8,0 e o tempo de contato quando se utiliza a cloração, deve ultrapassar os 30 minutos para mais tarde obter uma concentração de cloro residual livre de 0,2 a 0,5 mg/L. São convenientes concentrações mais elevadas de cloro residual livre quando se trata de águas provenientes de fontes de abastecimento não protegidas. Quando a água provem de fontes protegidas que se distribui sem desinfecção, deve ser de qualidade similar à da água potável desinfetada (URUGUAI, 1986, p.4).
j) Venezuela
A norma venezuelana determina que em qualquer ponto da rede de distribuição a concentração de cloro residual deve estar entre 0,3 e 0,5 mg L-1, porém não faz qualquer menção aos parâmetros de controle da desinfecção.
k) EUA e Canadá
A USEPA e o Health Canada não determinam uma concentração mínima de residual de cloro ou outro desinfetante. Entretanto, as legislações de ambos os países estabelecem controle operacionais dos processos de filtração e desinfecção para que, em conjunto, alcancem remoção / inativação de 2 a 3 log10 de protozoários e 4 log10 de vírus. A legislação dos EUA é mais explícita no estabelecimento de protocolos de verificação do alcance desta metas com base no cômputo da turbidez da água filtrada e dos parâmetros de controle da desinfecção (temperatura, pH e CT) (USEPA, 2000a; HEALTH CANADA, 2006).
l) As três edições dos Guias da OMS
Desde a primeira edição dos Guias da OMS já se alertava que para obter uma desinfecção efetiva é importante que a turbidez seja a mais baixa possível e preferencialmente menor que 1 uT. Adicionalmente, quando a cloração é praticada, é conveniente que o pH seja menor que oito, o tempo de contato maior que trinta minutos e que resulte uma concentração residual de
cloro livre de 0,2 a 0,5 mg L-1, ou mais quando o manancial não for protegido. Já a segunda e a terceira edição do GDWQ recomendam que a concentração de cloro residual seja maior que 0,5 mg L-1.
A maioria das legislações sul-americanas estabelece uma concentração mínima de cloro residual de 0,2 mg L-1, em geral a ser mantida no sistema de distribuição. Algumas normas chegam a aceitar amostras com concentração de cloro nula (Chile) e outras admitem distribuição de água não tratada (Paraguai, Peru e Uruguai). No caso das duas primeiras, tal fato pode se justificar pela antiguidade das mesmas, respectivamente de 1946 e de 1986; entretanto é de se espantar que a legislação paraguaia de 2000 também admita tal ocorrência.
Com relação aos parâmetros de controle da desinfecção, percebe-se que a maioria das legislações sul-americanas estudadas não aborda a questão. As legislações paraguaias para concessionários, a uruguaia estabelecida pela OSE e a versão da norma equatoriana utilizada neste trabalho, contemplam o tema, porém de forma superficial e sem manifestarem uma exigência imperativa, como faz a legislação brasileira.