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III. Kaynak Değerlendirmesi

3. MUHKEM VE MÜTEŞÂBİHE YAKLAŞIMI

1.4. İMAMET

1.4.5. Hz Peygamber’in Nesebi ve Ebû Tâlib’in İmanı Meselesi

A TABELA 5.18 apresenta, de acordo com a interpretação da autora, as exigências relativas ao padrão de turbidez da água para consumo humano nas normas avaliadas. Admitiu-se como padrão de potabilidade os limites pós-filtração / pré-desinfecção explicitados nas legislações como de caráter sanitário. Por sua vez, denominou-se como padrão de aceitação para consumo os limites explicitados ou depreendidos como de caráter estético / organoléptico, inclusive no sistema de distribuição.

TABELA 5.18 – Padrão de turbidez da água para consumo humano em legislações de países da América e nos Guias da OMS.

CHI COL

Padrão (uT) ARG BOL BRA

A P A P EQU PAR Potabilidade 1 1 Aceitação para consumo 3 5 5 5 2 5 2 5 5 PER Padrão

A P URU VEN EUA CAN

1ª GDWQ GDWQ 2ª GDWQ 3ª Potabilidade 1 0,3 0,3 1 1 0,1 Aceitação para consumo 10 5 5 5 1 1 5 5 5

Fonte: Adaptado de ARGENTINA (1994); BOLÍVIA (2005); BRASIL (2004); CHILE (1984); COLÔMBIA (1998, 2006); ECHEVERRÌA (2003); EQUADOR (2004?); PERU (1946, 2005); URUGUAI (1994); HEALTH CANADA (2006); USEPA (2003); VENEZUELA (1998); WHO (1984, 1995, 2004).

Legenda: ARG - Argentina; BOL – Bolívia, BRA – Brasil, CHI – Chile, COL – Colômbia, EQU – Equador, PAR – Paraguai, PER – Peru e URU – Uruguai, VEN – Venezuela, EUA – Estados Unidos da América, CAN- Canadá.

A: legislação atual; P: proposta de revisão.

Notas: Potabilidade: quando se explicita o caráter sanitário do padrão ou limites pós-filtração/pré -desinfecção. Aceitação para consumo: quando se explicita, ou se depreende o caráter estético / organoléptico do padrão a ser verificado, inclusive no sistema e distribuição.

a) Argentina

A legislação argentina determina um VMP para a turbidez de 3 uT, porém a legislação da Província de Santa Fé estabelece um VMP de 2 uT e um VMD de 0,5 uT; em nenhum caso a a turbidez é explicitada como um parâmetro auxiliar de controle microbiológico.

b) Bolívia

Apesar do Regulamento da NB 512 explicitar a necessidade de análises da turbidez na entrada do sistema de distribuição, é completamente ignorado seu caráter sanitário.

c) Brasil

A legislação brasileira estabelece um VMP para turbidez pós-filtração rápida ou pré- desinfecção de 1 uT e pós-filtração lenta de 2 uT, em 95 % das amostras mensais; dentre os 5% dos valores permitidos de turbidez superiores ao VMP, o limite máximo para qualquer amostra pontual deve ser 5,0 uT. Acrescentam-se as seguintes recomendações:

Com vistas a assegurar a adequada eficiência de remoção de enterovírus, cistos de Giardia spp. e oocistos de Cryptosporidium sp. recomenda-se, enfaticamente, que, para a filtração rápida, se estabeleça como meta a obtenção de efluente filtrado com valores de turbidez inferiores a 0,5 UT em 95% dos dados mensais e nunca superiores a 5,0 UT (BRASIL, 2004, p.7).

O atendimento ao percentual de aceitação do limite de turbidez, deve ser verificado, mensalmente, com base em amostras no mínimo diárias para desinfecção ou filtração lenta e a cada quatro horas para filtração rápida, preferivelmente, em qualquer caso, no efluente individual de cada unidade de filtração (BRASIL, 2004, p. 7).

d) Chile

A norma chilena em vigor determina um VMP para a turbidez de 5 uT, enquanto a proposta de revisão estabelece que a média aritmética mensal seja de 2 uT, sendo que amostras com turbidez superior a 4 uT são admitidas em 5 % das amostras mensais quando se analisam dez ou mais amostras por mês, e em uma amostra quando se analisam menos de dez amostras por mês. A proposta de revisão admite ainda turbidez entre 10 e 20 uT desde que não isto não ocorra em dias consecutivos, e em nenhuma amostra mensal é admitida turbidez maior que 20 uT.

e) Colômbia

A legislação colombiana em vigor aborda a turbidez apenas sob a perspectiva estética / organoléptica. Uma versão da proposta de revisão da legislação colombiana de 2004 chegou a recomendar turbidez menor que 1 uT em 95 % das amostras na saída da estação e

turbidez menor que 2 uT em qualquer ponto da rede, porém a última versão, divulgada em 2006, se limitou a determinar um VMP de 2 uT

f) Equador

A versão da Norma Equatoriana utilizada neste trabalho apenas aborda a turbidez como um parâmetro de qualidade estética / organoléptica da água.

g) Paraguai

Segundo a interpretação da autora, a legislação paraguaia, tanto a direcionada a concessionários quanto a permissionários, determina que a turbidez máxima seja de 5 uT em 95% do tempo, recomendando que preferencialmente se obtenha turbidez menor que 1 uT, porém não determina um valor máximo admissível relativa aos 5% de amostras que podem exceder o VMP de 5 uT.

h) Peru

A Resolução peruana de 1946 determina que a turbidez não exceda 10 uT, já a Norma Técnica Peruana de 1987 determina que a água tratada por processo da filtração deve apresentar turbidez máxima de 5 uT, sendo recomendado 3 uT; porém águas não filtradas podem apresentar turbidez até 15 uT.

A proposta de revisão da norma peruana mantém a turbidez sob o enfoque de aceitação para consumo humano, determinando um VMP de 5 uT.

i) Uruguai

A legislação estabelecida pela OSE admite que uma vez que não se conta com um indicador simples e confiável da presença ou ausência de protozoários patogênicos, torna-se necessário, na medida do possível, utilizar fontes de água isentas de contaminação fecal e assegurar o correto funcionamento das distintas etapas de tratamento da água (URUGUAI, 1986). Entretanto, as duas legislações uruguaias, tanto essa quanto a legislação nacional se limitam a especificar um VMP de 5 uT.

j) Venezuela

A legislação venezuelana se limita a determinar um VMP e um VMD de, respectivamente, 5 e 1 uT, aceitando 10 uT em casos excepcionais e justificados à autoridade sanitária. Na

TABELA 5.18 admitiu-se que o VMD de 1 uT, implícitamente, acena para o adoção da turbidez como parâmetro de caráter sanitário.

k) EUA

Na legislação dos EUA a turbidez é assumida explicitamente como um parâmetro indicador da remoção de protozoários por meio da filtração e do pré-condicionamento da água para uma adequada desinfecção.

Como já referido no item 3.2.2.2, os critérios norte-americanos preconizam: (i) turbidez = 0,3 uT em 95 % do tempo e nunca superior a 1 uT para sistemas que empregam a filtração rápida (ciclo completo e filtração direta); (ii) = 1 uT em 95 % do tempo e nunca superior a 5 uT para sistemas que empregam a filtração lenta; (iii) = 5 uT para sistemas que empregam apenas a desinfecção (USEPA, 2003).

l) Canadá

A legislação canadense, assim como a legislação dos EUA e a brasileira, aborda explicitamente a turbidez como um parâmetro de controle microbiológico, recomendando que os sistemas de filtração operem para reduzir a turbidez ao nível mais baixo possível e sinalizando uma meta de 0,1 uT para a água tratada durante todo o tempo. Porém, onde esta meta não for possível de ser alcançada, o efluente de cada filtro deve respeitar as seguintes condições:

(i) filtração quimicamente assistida: turbidez = 0,3 uT em 95% das amostras ou em 95% do tempo em cada mês e não deve exceder 1,0 uT em nenhum momento;

(i) filtração lenta: turbidez = 1,0 uT em 95% das amostras ou em 95% do tempo em cada mês e não deve exceder 3,0 uT em nenhum momento;

(i) filtração em membrana: a turbidez = 0,1 uT em 99% das amostras ou em 99% do tempo em cada mês e não deve exceder 0,3 uT em nenhum momento.

m) As três edições dos Guias da OMS

A primeira edição dos Guias da OMS sugeria turbidez máxima de 5 uT, recomendando-se uma turbidez menor que 1 uT para melhor eficiência da desinfecção. A segunda edição recomenda que antes da desinfecção a turbidez média seja de 1 uT, e que nenhuma amostra isolada supere 5 uT. Já terceira edição do GDWQ não recomenda nenhum valor baseado na

saúde, porém orienta que para uma desinfecção efetiva a média da turbidez deve ser menor que 0,1 uT.

À exceção da legislação brasileira, nas demais legislações sul-americanas não são explicitamente adotados critérios de turbidez da água filtrada; além disso, a turbidez não é em geral assumida como um indicador de natureza sanitária e componente do padrão microbiológico.

Na maioria das legislações analisadas o padrão de turbidez permanece relativamente elevado, levando-se em consideração apenas as características estéticas / organolépticas da água. Merece destaque a proposta de revisão da norma chilena, que admite amostra com turbidez de até 20 uT, enquanto as legislações dos EUA, Canadá e os Guias recomendam valores em torno de 0,1 a 0,3 uT.