4.1. Mardin’de Ailenin Sosyo-Ekonomik Durumu
4.1.1. Mardin’de Sakin Müslim ve Zimmi Gruplar
No Brasil, a ideia de mestrado profissional teve início com a Resolução n.º 01/95 da CAPES, pois a qualificação dos profissionais no âmbito acadêmico-científico já não era mais suficiente para dar conta da formação de profissionais altamente qualificados para a atuação nos laboratórios industriais e nos institutos tecnológicos, visto o alto crescimento de produção técnico-industrial que se desenvolvia na época. Então, com a ideia de flexibilizar o modelo de pós-graduação stricto sensu, em nível de mestrado, no ano de 1995, abriu-se a possibilidade de desenvolvimento de cursos que formassem mestres, não para o desempenho de atividades em nível acadêmico, mas para o mercado de trabalho industrial e empresarial, com no aprofundamento do saber prático.
Nesse sentido, a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior propõe o Mestrado Profissional (MP), como uma modalidade de Pós-Graduação stricto sensu voltada para a capacitação de profissionais, nas diversas áreas do conhecimento, mediante o estudo de técnicas, processos, ou temáticas que atendam a alguma demanda do mercado de trabalho dispondo, dentre os principais objetivos (BRASIL, 2009, Art. 4º):
Capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de procedimentos, visando atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho;
Transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local;
Promover a articulação integrada da formação profissional com entidades demandantes de naturezas diversas, visando melhorar a eficácia e a eficiência das organizações públicas e privadas por meio da solução de problemas e geração e aplicação de processos de inovação apropriados;
Visando atingir os objetivos descritos acima, de maneira concreta, as propostas de cursos que seguem tal modalidade devem apresentar uma estrutura curricular que enfatize a articulação entre conhecimento atualizado, domínio da metodologia pertinente e aplicação orientada para o campo de atuação profissional específico e, nesse aspecto, os produtos finais que devem ser realizados nesse âmbito podem ser apresentados em diferentes formatos, desde que contribuam de alguma maneira para o desenvolvimento profissional voltado ao mercado de trabalho. Os trabalhos podem ser apresentados sob a forma de:
Dissertação, revisão sistemática e aprofundada da literatura, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos técnicos, publicações tecnológicas; desenvolvimento de aplicativos, de materiais didáticos e instrucionais e de produtos, processos e técnicas; produção de programas de mídia, editoria, composições, concertos, relatórios finais de pesquisa, softwares, estudos de caso, relatório técnico com regras de sigilo, manual de operação técnica, protocolo experimental ou de aplicação em serviços, proposta de intervenção em procedimentos clínicos ou de serviço pertinente, projeto de aplicação ou adequação tecnológica, protótipos para desenvolvimento ou produção de instrumentos, equipamentos e kits, projetos de inovação tecnológica, produção artística; sem prejuízo de outros formatos, de acordo com a natureza da área e a finalidade do curso, desde que previamente propostos e aprovados pela CAPES, (BRASIL, 2009, art 7, parágrafo 3º).
Para o campo dos mestrados profissionais em ensino, Moreira (2004) levanta a discussão de que os mestrados acadêmicos atuais não atendem às necessidades emergentes da prática docente e, nesse sentido, defende a ideia da criação dos mestrados profissionais em ensino, visto que esse tipo de mestrado será proporcionado a professores em exercício, com um currículo que contemple sua área específica de conhecimento e sua formação didático- pedagógica. O referido autor aponta, também, as características que esses mestrados devem apresentar para que, efetivamente, contribuam para o desenvolvimento profissional do professor quanto a, (MOREIRA, 2004):
População alvo: os participantes devem ser professores em exercício na Educação Básica (Ensino Fundamental e médio) ou do ensino superior que atuam nas licenciaturas ou em disciplinas básicas de outros cursos de graduação;
Natureza: deve ter caráter de preparação profissional na área docente, focalizando o ensino, a aprendizagem, o currículo, a avaliação e o sistema escolar. Deverá, também, estar sempre voltado explicitamente para a evolução do sistema de ensino, seja pela ação direta em sala de aula, seja pela contribuição na solução de problemas dos sistemas educativos;
Especificidade e identidade: deverá ser específico para cada área de conhecimento. Além disso, deverá ter identidade própria enquanto curso, podendo compor um programa de pós-graduação em ensino de determinada disciplina;
Currículo: deverá contemplar, necessariamente, (i) formação (de 30% a 50% da carga horária total do curso) na área específica por meio de disciplinas, com ementas próprias, direcionadas ao ensino, enfatizando a conceituação, a fenomenologia e a transposição didática; (ii) formação didático-pedagógica relevante à especificidade da área, destacando visões contemporâneas de ensino, aprendizagem, currículo e avaliação, e uso de novas tecnologias; (iii) prática docente supervisionada, mesmo tendo-se em conta que o programa destina-se a docentes já em atuação na sala de aula; (iv) elaboração de um trabalho final de pesquisa profissional aplicada, descrevendo o desenvolvimento de processos ou produtos de natureza educacional, visando à melhoria do ensino na área específica, sugerindo-se fortemente que, em forma e conteúdo, este trabalho se constitua em material que possa ser utilizado por outros profissionais. Este trabalho será avaliado por uma banca examinadora na qual se recomenda a participação de um membro externo, (MOREIRA, 2004, p. 134);
Corpo docente e localização: o corpo docente deverá ser constituído de doutores em ensino da área específica, doutores na área específica ou afins e doutores em Educação ou Psicologia da Educação ou áreas afins e profissionais de notórios saberes na área; Duração e peculiaridades: no mínimo dois anos (máximo três anos),
preferencialmente, mantendo o docente na sala de aula. Para isso, podem-se oferecer disciplinas e atividades em horários vespertinos ou noturnos, concentradas em um ou dois dias semanais ou períodos intensivos em julho, janeiro e fevereiro, desde que não exclusivamente. Fica aberta a possibilidade de ensino à distância, desde que não exclusivamente, ou seja, essa possibilidade deverá, obrigatoriamente, contemplar períodos presenciais que correspondam a uma porção significativa da carga horária total do curso, (MOREIRA, 2004, p.135);
Condições gerais: os professores mestrandos deverão ter alguma forma de apoio (redução de carga horária e/ ou bolsa, por exemplo) que viabilize sua participação. Em se tratando de bolsas, visto que o docente deverá permanecer em serviço, as mesmas deverão ter o caráter de ajuda de custo e equivaler a uma fração – um terço, por exemplo – do valor das bolsas de mestrado acadêmico que supõem dedicação exclusiva.
Nessa esteira, para um professor realizar um mestrado profissional em ensino, ele deve, preferencialmente, estar atuando em sala de aula, de modo que possa refletir sobre sua prática. Além disso, em um segundo momento, o professor, ao cursar este tipo de curso, tem a oportunidade a associar o conhecimento do conteúdo da sua disciplina com o conhecimento
didático. Essa associação deve ser materializada na elaboração de um “produto final” que sirva como material de apoio para a melhoria do ensino na Educação Básica.
Para Garcia (2008), os cursos de mestrado profissional em Ensino de Ciências e Matemática apresentam a característica de serem terminais, isto é, o trabalho tem início, meio e fim; visam à qualificação docente e são oferecidos a professores em exercício da profissão. Entretanto, a autora questiona: qual é a produção esperada pelo professor que frequenta o mestrado profissional?
O trabalho de conclusão de curso, segundo Moreira e Nardi (2009), constitui-se em um relato de uma experiência e intervenção com uso de estratégias/metodologia de ensino ou produtos de natureza educacional, preferencialmente apresentando os resultados. Já o produto da dissertação pode ser, por exemplo: objetos de aprendizagem (Software, simulações, hipermídias, etc.); texto didático para alunos; texto de apoio aos professores; vídeos; equipamentos educacionais; unidades de ensino; experimentos de bancada; entre outros. O produto é a principal diferença entre os mestrados profissionais (MPs) e os Mestrados Acadêmicos (RIBEIRO, 2005; OSTERMANN e REZENDE, 2009). Segundo Moreira e Nardi (2009), o produto é produção técnica indispensável para a conclusão do mestrado profissional em ensino e deve ser um processo ou ferramenta de natureza educacional que possa ser disseminado, analisado e utilizado por outros professores.
Nesta seção, buscamos mostrar algumas normas que regem o mestrado profissional no Brasil, adentrando, de modo mais específico, nas características que devem apresentar os mestrados profissionais em ensino, especialmente as características implicadas para a realização do trabalho final de curso. Maiores detalhamentos sobre os mestrados profissionais em ensino podem ser consultados em Schäfer (2013). Na sequência, detalharemos aspectos relacionados ao Mestrado Profissional em Rede Nacional (PROFMAT), mostrando suas características, funcionamento e, além disso, avaliações e atuais investigações que estão sendo realizadas.