1. BATI DÜNYASININ AİLE TECRÜBESİ: AİLENİN TEMELİ
1.3. BATI’NIN BİRİNCİ EVRE KÜRESELLEŞTİRME ÇALIŞMALARI (1453-
1.3.3.2. Kral VIII Henri ve Hristiyan Aile Hükümlerinin Eleştirilmesi
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A maior parte das pesquisas atuais sobre comportamento do vento no NEB consultadas é realizada através de bases de dados pouco abrangentes. Especialmente as torres anemométricas, em alguns casos, são de empresas privadas e são instaladas para prospecção de potencial eólico para fins comerciais. Alguns desses dados são sigilosos e não podem ser repassados para pesquisas. Por outro lado, o monitoramento via estações meteorológicas convencionais apresenta uma série de falhas. Esses fatos dificultaram em parte o desenvolvimento deste estudo e houve um trabalho inicial de busca, organização e avaliação da base de dados a ser usada na avaliação das simulações com os modelos.
Com isso, a base observacional foi composta de dois conjuntos de dados: i) Estações meteorológicas do INMET, onde foi necessário utilizar a técnica estatística MICE para preencher dados ausentes, tendo assim o comportamento do vento com presença de uma série temporal longa, sem prejudicar as análises de tendências e agrupamento); ii) Rede de estações anemométricas do projeto SONDA e da SEINFRA com séries temporais curtas, mas com alta resolução temporal, a cada 10 minutos uma informação, podendo assim ser usadas para melhor qualificar as simulações do modelo WRF-ARW nos dois domínios utilizados.
As técnicas usadas, na parte estatística, foram: Mann Kendall, para análises das tendências positivas e negativas do comportamento do vento no NEB e RMSE, MAE e d na validação das simulações numéricas do WRF-ARW, por mês, e assimilação de dados (relaxamento newtoniano e filtro de Kalman) na parte dinâmica do estudo para melhor ajuste com as observações das condições iniciais e contorno e erros sistemáticos, apresentados na simulação após algum tempo.
No capítulo III a variabilidade, sazonalidade e a tendência linear da velocidade do vento em regiões homogêneas foram estudadas. Observou-se 5 grupos homogêneos, com maior velocidade do vento, em média, a 10 m da superfície, de 4,11 m/s no grupo G2, enquanto que a menor foi de 1,35 m/s no grupo G3. Quanto à variabilidade sazonal observou- se que as maiores velocidades foram nas estações inverno e primavera. Os grupos que apresentaram valores menores da velocidade do vento foram G3 e G4, enquanto os G1, G2 e G5 apresentaram valores maiores. Foi verificado na variabilidade interanual a influência dos fenômenos El Niño e La Niña, contribuindo para aumento e diminuição da intensidade da
velocidade do vento, respectivamente. As análises das tendências mostraram valores negativos para os grupos G3, G4 e G5 com níveis de significâncias nos valores P < 0,001, < 0,01 e < 0,05 para condições anual e sazonal. Por outro lado, não houve tendência linear significativa nos grupos G1 e G2. Assim, concluímos que as regiões dos grupos G1 e G2 são as mais propicias para investimentos na área eólica.
Diante dos resultados das simulações da velocidade do vento com opção nudging no modelo WRF-ARW para validação com as torres anemométricas, verificou-se que os menores valores de velocidade média horária do vento nas localidades Paracuru-CE, São João do Cariri-PB e Triunfo-PE ocorreram no primeiro semestre, exceto para Triunfo-PE. As maiores velocidades foram constatadas entre o inverno e a primavera, segundo semestre, em especial na primavera para a qual se obtiveram os valores mais elevados.
As simulações com o modelo WRF-ARW apresentaram desempenho satisfatório, baseado nos valores do métodos estatísticos d, RMSE e MAE, com menor erro para região Paracuru-CE, com exceção para Triunfo. Na região de Triunfo-PE, que tem topografia elevada, o modelo apresentou maior erro, principalmente no primeiro semestre do ano. O desempenho do modelo foi melhor para o local mais próximo do litoral do NEB.
Foi possível constatar que erros apresentados em um modelo dinâmico de mesoescala, baseado em outros estudos, na simulação da velocidade do vento podem ser devido aos seguintes fatores: (i) topografia e vegetação de baixa resolução inseridas no modelo; (ii) fenômenos como brisas marítimas e vale-montanha, ventos alísios; (iii) dados de condição inicial e de contorno; (iv) parametrização da camada limite atmosférica. Os diagramas de Taylor, com dados médios horários da velocidade do vento, identificaram que o modelo possui melhor desempenho nas estações do verão e outono e pior desempenho para inverno e primavera, exceto para Triunfo-PE que apresentou melhor desempenho para inverno e primavera e pior desempenho para verão e outono. Ambos os domínios simulados pelo modelo WRF-ARW apresentaram valores similares, com melhoria para o domínio WRF- ARW-d02 em área com alta topografia, como foi o caso de Triunfo-PE.
Os erros apresentados nas simulações foram amenizados após a aplicação do filtro de Kalman na velocidade do vento pós-processada pelo modelo WRF, aproximando-se assim da variabilidade diária das séries temporais observadas nas torres anemométricas, principalmente para Triunfo-PE.
Com auxílio do modelo de microescala WAsP foi possível mapear o recurso eólico por meio dos campos de densidade de potência e potencial eólico anual, próximas às torres anemométricas TA-PAR e TA-TRF. Os dados utilizados nas condições iniciais para
simulação do modelo WAsP foram torres anemométricas e modelo WRF-AWR-d02. Ambas as simulações apresentaram desempenhos diferentes, devido à complexidade apresentada na topografia de Triunfo-PE. Os resultados mostraram que houve subestimação das distribuições de Weibull da velocidade média do vento simuladas (WRF-ARW) quando comparada às observações. O erro foi maior na TA-TRF, consequentemente, afetando os valores de AEP e densidade de potência, simuladas pelo WAsP. Observou-se que o método de acoplamento do modelo de mesoescala inserido diretamente os dados simulados para o modelo microescala apresentou um mapa de densidade de potência mais similar com dado observado para região de Paracuru. A análise da densidade de potência na localidade Triunfo deve ser usada com cautela, uma vez que uma das estimativas foi com uso de simulação por meio de modelo numérico de mesoescala, que tem erros embutidos, principalmente com topografia complexa, portanto, têm um grau de incerteza. As regiões são apropriadas para geração de energia eólica, pois ambas apresentaram valores de densidade de potência acima de 400 W/m2, com os dados por meio das medições e estimados pelo modelo WRF-ARW para os resultados do modelo WAsP.
Apensar da Tese ser bastante ampla com técnicas estatísticas e dinâmicas para tentar explicar o comportamento da velocidade do vento na região NEB, consideramos ainda que existem lacunas deixadas pela pesquisa, que podem servir como sugestões para trabalhos futuros, sugere-se:
Realização de simulações com modelos numéricos de tempo mesoescala em conjunto (ensemble) valendo-se de outras opções de parametrizações, por exemplo: da camada limite planetária, microfísica de nuvens e convecção profunda;
Simulações com maior resolução e testes com maior número de grades aninhadas para casos de interesse, principalmente em áreas com topografia complexa;
Utilizar modelos estatísticos para estimativa da velocidade do vento, como por exemplo, redes neurais, métodos multivariados e séries temporais.
Testes com modelos estatísticos/determinísticos para velocidade do vento, por exemplo, o Model Output Statistics (MOS);
Utilizar o vento geostrófico e arquivos de topografia e rugosidade de alta resolução inseridos no modelo WRF para um melhor acoplamento com modelo WAsP;
Utilizar dados de condição de contorno e inicial de diferentes fontes, por exemplo, as do projeto Era Interim/ECMWF e MERRA/NASA.
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