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Islahatlar ve Ulemanın Tasfiyesi: Medrese-Mektep Ayrımı

2. BATI AİLE TECRÜBESİNİN MÜSLÜMAN AİLESİNE AKTARILMAS

2.1. İKİNCİ EVRE KÜRESELLEŞTİRME: BATI SEKÜLER AHLAKININ

2.1.1.2. Islahatlar ve Ulemanın Tasfiyesi: Medrese-Mektep Ayrımı

O uso da manipueira para a variável massa das indesejáveis resultou em resposta linear negativa diminuindo a quantidade com o aumento das doses do resíduo de 0,0 para 120 m³/ha (Figura 10). Isto é explicado com base na ação herbicida da manipueira que pode se potencializar dependendo da espécie vegetal exposta ao contato com esse resíduo, visto que existem plantas mais e outras menos tolerantes a tal ação, conforme Ponte (2006).

A massa de indesejáveis encontrada quando se utilizou adubação mineral foi equivalente as obtidas nos tratamentos T1 (testemunha) e T2 (15 m³/ha), sendo superior aosoutros tratamentos utilizados (Tabela 5), este resultado possivelmente pode ser característica do efeito herbicida da manipueira.

41 y = -0,902x + 120,4 R² = 0,884 0 20 40 60 80 100 120 140 0 15 30 45 60 75 90 105 120 M a ss a de i nd e se v e is (k g / ha )

Dose de Manipueira (m³/ha)

Figura 10 - Massa de plantas indesejáveis nas parcelas de Brachiaria brizantha cv. Marandu em função das doses de manipueira aplicadas ao solo, considerando o final do terceiro corte.

O efeito drástico da manipueira sobre as plantas indesejáveis pode ser devido a maior susceptibilidade das espécies encontradas na área do presente estudo, além do resíduo ter tido pouco tempo para estabilização antes da primeira aplicação e ser utilizado sem qualquer diluição em grande quantidade, principalmente na dose máxima que potencializou o efeito herbicida. A melhoria no estado nutricional das plantas e seu maior crescimento atuaram indiretamente no aparecimento de espécies indesejáveis diminuindo assim a matocompetição.

3.10. Clorofila Total

Para os três cortes a clorofila total (CT) obteve efeito linear em resposta as doses de manipueira, consequentemente as plantas localizadas nas parcelas que receberam a maior quantidade deste resíduo (120 m³/ha) apresentaram os maiores valores deste parâmetro. Constatou-se aumento de 52,6; 32,8 e 11,45 % nos níveis de clorofila das folhas do capim- marandu, para o primeiro, segundo e terceiro corte respectivamente, quando se compara o T5 (120m³/ha) com o T1 (0,0m³/ha) (Figura 11).

O valor de clorofila total observado no tratamento com AM (T6) foi maior que o T4 (60 m³/ha) e menor que o T5 (120 m³/ha) ambos no primeiro corte (Tabela 5). No segundo corte a CT com adubação mineral foi superior aos valores encontrados nos demais

42 tratamentos. Para o terceiro corte não houve diferença para os valores de CT entre os tratamentos.

Figura 2 - Clorofila total em folhas de Brachiaria brizantha cv. Marandu em função das doses de manipueira aplicadas ao solo, considerando três cortes.

Barbieri Júnior et al. (2012), estimando os teores de clorofila em folhas do capim Tifton 85 com o auxílio do clorofilômetro verificaram que a medida que se aumentava os teores de clorofila total havia uma correlação positiva com os parâmetros correspondentes na leitura do ClorofiLOG (ICF).

A clorofila total tem correlação satisfatória com os teores de nitrogênio presentes no tecido foliar da planta, por consequência tal correlação também se aplica aos teores de proteína bruta, neste caso do capim-marandu. Costa et al. (2009), concluiram que a utilização do clorofilômetro de marca ClorofiLOG® modelo CFL 1030 - FALKER, constitui um procedimento apropriado para estimar teores de N foliar, de forma rápida e não destrutiva, pois relacionando as leituras do clorofilômetro com os teores de N foliar do capim tifton 85 encontraram precisão de 94,1 % de correlação para essas características. Esses autores concluíram que esse tipo de relação linear é adequado para propósitos de diagnose nutricional, uma vez que produz informações sobre teores de N (e, portanto, de proteína bruta) em função da leitura do clorofilômetro, aos 16 dias do período de rebrota. Rigon et al. (2012), correlacionando os resultados do clorofiLOG1030® nas folhas de gergelim ao teor de clorofila em µmol m², obtido em laboratório, observou que houve alta relação entre as leituras, com coeficiente de determinação de 0,98, identificando assim ótima precisão para valores de pigmentos fotossintéticos. Premazzi & Monteiro (2002), assim

43 como Argenta et al. (2001) utilizando o clorofilômetro de modelo SPAD-502 para a cultura do capim tifton 85 e do milho, respectivamente, também observaram uma correlação positiva entre o valor SPAD e a concentração de nitrogênio na lâmina foliar.

Portanto, é possível inferir que o uso da manipueira como fertilizante orgânico influenciou de forma positiva os níveis de clorofila no tecido foliar do capim e, consequentemente, os teores de proteína bruta, favorecendo desta forma melhorias no valor nutritivo do pasto.

O adequado estado nutricional do pasto, principalmente quanto ao nitrogênio, além de promover um melhor valor nutricional para o animal, também propicia a manutenção do estande de plantas por área que significa longevidade do pasto, já que, a planta forrageira permanecendo bem nutrida, terá consequentemente maior vigor de rebrota, após um estresse promovido por uma desfolhação, por exemplo, voltando com maior rapidez a emitir folhas que por sua vez retornarão mais rápido a realizar fotossíntese, ajudando a planta a acumular reservas. Dentro deste contexto Cecato et al. (2004), observaram que o vigor de rebrota do capim-marandu apresentou efeito linear positivo em resposta aos níveis crescentes de nitrogênio. Entre o abastecimento de nitrogênio e o aumento da biomassa há uma estreita relação. A energia e a estrutura molecular para a incorporação do nitrogênio são supridas pelo metabolismo dos carboidratos, o qual, por sua vez depende da fotossíntese; fechando um ciclo de interdependência metabólica, a fotossíntese depende de compostos contendo nitrogênio, por exemplo: clorofila (Larcher, 2000). Diante do exposto a utilização da manipueira influencia positivamente a manutenção e longevidade do pasto.

44

4. CONCLUSÕES

A manipueira pode ser utilizada como fertilizante orgânico em pastos de Brachiaria

brizantha cv. Marandu visando melhorias nas características produtivas, pois propiciou

maior ganho em altura, índice de área foliar, interceptação de luz, e consequentemente maior produção de matéria seca, principalmente quando foi utilizada a dose de 120 m³/ha.

A produção de matéria seca acumulada nos três cortes com adubação mineral não diferiu significativamente da produção encontrada na dose de 120 m³/ha de manipueira, comprovando o potencial desse resíduo como fertilizante orgânico.

Este resíduo deve permanecer por um período maior que 15 dias em descanso para que ocorra a estabilização de componentes tóxicos, com intuito de mitigar os efeitos negativos sobre o pasto. Esta forma de utilização pode ser uma alternativa para o descarte orientado da manipueira, trazendo benefícios tanto para o aumento da produtividade do pasto quanto para minimizar os impactos ambientais gerados por esse resíduo quando descartado de forma inadequada no solo e nos cursos d’águas.

45 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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53 ANEXO

54 2,0 m 2,0 m 1,0 m 1,0 m 1,0 m 2,0 m 2,0 m 3, 4, 14 m 52 m