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Apesar do crescimento na venda de música digital, pesquisas apontam que 95% dos downloads musicais não pagam direitos autorais. As tecnologias de download e compartilhamento são geralmente apontadas como responsáveis pelo fenômeno cha- mado de pirataria pela indústria fonográfi ca, colocando na mesma categoria pessoas físicas e jurídicas, vendedores e usuários. A indústria classifi ca download como crime, um comportamento desviante do ideal social e econômico. Este trabalho busca dar voz ao consumidor, ao tentar compreender suas percepções e estratégias de neutralização de tal comportamento desviante. Para tanto, foram realizados quatro grupos de foco com jovens “downloaders” com o objetivo de verifi car a relação desses consumidores com a música, a identifi cação de comportamentos desviantes e a descrição das Técnicas de Neutralização utilizadas. Os dados foram analisados segundo a Análise de Discurso e os resultados mostraram oito maneiras dos consumidores justifi carem “maus comporta- mentos”, representando a ampliação de duas das categorias apresentadas pela literatura. SAUERBRONN, J. F. R.; BARROS, D. F.; STREHLAU, Suzane; COSTA, A. M. Pirataria e download como com- portamento desviante e as técnicas de neutralização usa- das pelos consumidores. In: Gestão e sociedade (UFMG), v.4, p.513-538, 2010.
3.12 JOÃO FELIPE RAMMELT SAUERBRONN
SAUERBRONN, J. F. R.; TONINI, K. A. D.; LODI, M. D. F. Um estudo sobre os signifi cados de consumo associados ao corpo feminino em peças publicitárias de su- plementos alimentares. In: REAd. Revista Eletrônica de Administração (Porto Alegre. Online), v.18, p.1 — 25, 2011.
O presente artigo buscou analisar os significados atribuídos aos corpos femi- ninos e transferidos através de propagandas de suplementos alimentares. O corpo se transformou em objeto de pesquisa de pesquisadores interessados em explorar a construção de significados de consumo de diversas áreas. Sua expressão como mercadoria já foi apontada por pesquisadores como Malysse, que propôs a objeti- ficação do corpo e Goldenberg, que construiu o conceito de corpo como capital. Segundo MacCracken, a publicidade atua na transferência de significados, desde o mundo culturalmente constituído até os indivíduos. As nove peças publicitárias coletadas foram analisadas com base no método de análise do discurso publicitário proposto por Pinto. As funções de mostração/construção do universo do discurso, de interação/estabelecimento de vínculos socioculturais e de sedução/distribuição de afetos positivos e negativos serviram como direção para que os pesquisadores buscassem compreender as formas de transferência de significado do corpo femini- no através das peças publicitárias de suplementos alimentares. Alguns componentes do discurso publicitário foram comuns a todas as peças coletadas e evidenciaram o corpo como um objeto que pode ser modificado, ter suas medidas alteradas a partir do que é transmitido como desejável um corpo sem gordura, magro e firme. En- tretanto, puderam ser diferenciadas quatro categorias de discurso de transferência de significado do corpo. A primeira categoria de peças publicitárias coloca o corpo como objeto de poder e o supervaloriza como objeto. Nessa categoria, a interação com os indivíduos é baseada no status que o corpo pode oferecer ao sujeito e as emoções envolvidas tratam de elevar a autoestima do indivíduo. A segunda cate- goria congrega peças publicitárias que apresentam o corpo como local da ação do produto. A interação, nesse caso, é baseada em técnica e as emoções envolvidas des- tacam a sensualidade e a feminilidade. As peças que compõem a terceira categoria tratam o corpo como confirmador da ação do produto. A interação é baseada em gestual reproduzido em imagens e as emoções estão associadas a prazer e pratici-
FGV DIREITO RIO 145
O foco deste ensaio está localizado na análise do crescimento da fi rma a partir da es- tratégia de diversifi cação promovida pela utilização do sistema de franquias. Os autores buscam refl etir sobre a redução das restrições ao crescimento à luz das teorias de Downie (1958) e Penrose (1959). O desafi o desta refl exão recai sobre a abordagem destes dois teóricos, uma vez que tratam as restrições ao crescimento da fi rma de maneira mais afeita à área da organização industrial e próxima àquela adotada pelas ciências de gestão. As abordagens mostradas focalizam o ambiente interno às organizações, dedicando-se a apontar as restrições internas ao crescimento das empresas. A análise utilizada neste artigo pode servir como indicação para tomadas de decisão estratégicas que façam com que fi rmas atinjam o crescimento pretendido, uma vez que aponta saídas para alguns problemas de crescimento a partir da utilização estratégica do sistema de franquias como forma de diversifi cação.
SAUERBRONN, J. F. R., SAUERBRONN, F. F., HA- SENCLEVER, L. Contribuições da economia industrial para o estudo de estratégias de crescimento a partir do sistema de franquia. In: E & G. Economia e Gestão (Ces- sou em 2008. Cont. ISSN 1984-6606 Revista Economia & Gestão), v.11, p.10-26, 2011.
Os autores apresentam um argumento favorável ao desenvolvimento de pesquisas fundamentadas no diálogo entre diferentes perspectivas epistemológicas objetivando uma compreensão mais adequada das estratégias de responsabilidade social empresarial (RSE) e seus impactos sobre a esfera pública. A justifi cativa para tal argumentação está associada ao crescimento das ações de RSE no Brasil desde o fi nal da década de 1990, como um refl exo do avanço da globalização e o aumento do poder das grandes empresas ante o Estado e a sociedade civil. O artigo destaca a limitação de grande parte da litera- tura de RSE em reconhecer estratégias voltadas para stakeholders como um fenômeno equivocadamente centrado na empresa, desconhecendo relevantes questões mais amplas associadas a dimensões políticas e sociais.
SAUERBRONN, F. F., SAUERBRONN, J. F. R. Res- ponsabilidade social corporativa e esfera pública: Um debate sobre Stakeholders e dimensões sociopolíticas de estratégias empresariais. In: Revista de Administração Pú- blica (Impresso), v.45, p.435-458, 2011.
FGV DIREITO RIO 147
3.12 JOÃO FELIPE RAMMELT SAUERBRONN
PESTANA, F. N., SAUERBRONN, J. F. R., MORAIS, F. Reforma administrativa do Estado e trabalho emocional: Um estudo a respeito da gestão das emoções realizada por servidores do INSS. RBSE. In: Revista Brasileira de Sociologia da Emoção (Online), v.10, p.532-565, 2011.
O presente estudo está focado no servidor público e na atividade de atendimento ao usuário do INSS. De maneira muito grave, a mudança paradigmática da administração pública brasileira iniciada a partir do Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado promoveu intensa modifi cação nos parâmetros de atuação do servidor do Poder Executi- vo Federal. Tal mudança, iniciada durante a administração Fernando Henrique Cardoso e mantida ao longo da administração de Luis Inácio Lula da Silva, foi especialmente intensa no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que implantou o seu Novo Modelo de Gestão (NMG) e foi transformado em operação-modelo do serviço público, com ampla promoção de suas novas qualidades (atendimento rápido e de qualidade, com base na propagada “aposentadoria em 30 minutos”). A ênfase em resultados trouxe uma nova forma de pressão sobre o servidor do INSS, que se viu tendo que se adaptar rapidamen- te a novas exigências gerenciais. Além de alterar a estrutura organizacional do INSS, a reforma administrativa do Estado brasileiro promoveu o cidadão segurado ao status de cliente. Frente à nova estrutura de relacionamento imposta pela administração pública e frente às demandas dos usuários, que envolvem aspectos de grande complexidade e importância para os cidadãos, o servidor se encontrou pressionado e tendo que lidar de forma bastante direta com seus sentimentos no ambiente de trabalho. Este trabalho pro- curou se aproximar, entender e interpretar a forma com que os servidores gerenciam suas emoções no ambiente de serviços. Como abordagem teórica, foi utilizada a perspectiva da sociologia das emoções que entende as emoções como resultantes de um processo no qual as pessoas interagem em sociedade e constroem um padrão de sentimento adequado. Para Hochschild, o mesmo processo de gestão das emoções ocorre no ambiente de tra- balho, principalmente no caso de prestação de serviços. Os autores procuraram analisar, através de um estudo exploratório de caráter qualitativo, o papel das emoções ao longo das etapas do processo de atendimento ao público nas agências da previdência social e lançar um enfoque sobre os padrões de comportamento (display rules), das regras de sen- timentos (feeling rules), das regras de expressão (expression rules) adotadas pelos servidores públicos federais do INSS, com base no trabalho de Hochschild sobre as profi ssões do setor de prestação de serviços. Foram realizadas entrevistas em profundidade com onze servidores do INSS que mantêm contato direto com o público. Os dados foram anali- sados seguindo-se a metodologia de análise de conteúdo (Bardin) e foram reveladas as manifestações de quatro técnicas usadas no gerenciamento das emoções propostas por Hochschild (1983): Trabalho Corporal; Mudança Externa; Mudança Interna e Trabalho Cognitivo. Com base nos resultados, é sugerido que processos afetivos podem interferir na motivação, no comportamento, no processamento de informações, nas escolhas e no atendimento dos servidores face ao alto envolvimento e absorção da carga emocional.
3.13 JOAQUIM DE ARRUDA FALCÃO NETO
FALCÃO, Joaquim. Novo índice do Estado de direito. In: Conjuntura Econômica. V.65, n.08, agosto, 2011.
FALCÃO, Joaquim; CERDEIRA, Pablo. A infl ação de recursos do Executivo no Supre- mo. In: Conjuntura Econômica, v.65, n.04, abril, 2011.
FALCÃO, Joaquim; OLIVEIRA, Luci. O Supremo e a opinião pública. In: Conjuntura Econômica, v.65, n.2, fevereiro, 2011.
FALCAO NETO, J. A.; RANGEL, Tania Abrão. A elaboração legislativa e a interpreta- ção judicial da lei da fi cha limpa. In: Interesse Nacional, v.3, p.24-29, 2011.
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3.13 JOAQUIM DE ARRUDA FALCÃO NETO
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. É possível governo e oposição juntos. In: Blog Noblat, oglobo.g lobo.com/pais/noblat, 27 dez. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Mais uma vez a PEC dos cartórios. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 13 dez. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A mídia explicadora. In: Blog Noblat, oglobo. globo.com/pais/noblat, 29 nov. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Fifa versus Dilma. In: Blog Noblat, oglobo.glo- bo.com/pais/noblat, 15 nov. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Os juízes querem votar. In: Blog Noblat, oglobo. globo.com/pais/noblat, 01 nov. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. O direito de defesa do CNJ. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 04 out. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Polícia Federal, Embratur e renovação de passa- porte. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 18 out. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. As prioridades no avião. In: Blog Noblat, oglo- bo.globo.com/pais/noblat, 20 set. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Em jogo o exercício da democracia. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 23 ago. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A OAB e barrigas de aluguel. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 09 ago. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Os conselhos profi ssionais e o poder judiciário. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 26 jul. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A politização do consumo. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 28 jun. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Contra o abuso dos recursos. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 14 jun. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A maconha e a inusitada comemoração dos 80 anos de FHC. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 01 jun. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Pimenta Neves e a PEC do Peluso. In: Blog No- blat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 25 maio 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Diplomacia judicial. In: Blog Noblat, oglobo. globo.com/pais/noblat, 15 maio 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A última peça do quebra-cabeça. In: Blog No- blat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 03 maio 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A judicialização do trem bala. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 19 abr. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A greve dos juizes federais. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 05 abr. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A proposta do Ministro Peluso. In: Blog Noblat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 22 mar. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A televisão entra forte na política. In: Blog No- blat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 08 mar. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A justiça vai à televisão. In: Blog Noblat, oglobo. globo.com/pais/noblat, 22 fev. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A extinção de dezessete tribunais. In: Blog No- blat, oglobo.globo.com/pais/noblat, 08 fev. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. A união pela catástrofe. In: Blog Noblat, oglobo. globo.com/pais/noblat, 25 jan. 2011.
FGV DIREITO RIO 151
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Escolha de artigo da Constituição defi ne voto dos ministros. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 24 mar. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Estados Unidos versus Wikileaks. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 25 abr. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Estatística é vital para uma gestão efi ciente. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 30 mar. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Há um espaço para mudar a aplicação da Consti- tuição sem ter de emendar seu texto. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 06 maio 2011. FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Itália deve avaliar risco político antes de pedir extradição em Haia. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 11 jun. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Método traz a realidade para dentro do gabinete do juiz. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 09 abr. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. O compromisso com a moralidade do magistra- do. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 19 mar. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Paralisia é o fantasma dos ministros do Supremo no julgamento do mensalão. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 18 jan. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Recursos são necessários mas será que não há abusos? In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 26 maio 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Senado aprovou o ministro do Supremo antes de interrogá-lo. In: Folha de S.Paulo, São Paulo, SP, 11 fev. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. As diárias da polícia federal. In: Correio Brazi- liense, Brasília, DF, 22 jul. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Capes e o Comitê de Área de Direito. In: Cor- reio Braziliense, Brasília, DF, 02 jul. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. Novo produto do poder judiciário. In: Correio Braziliense, Brasília, DF, 17 fev. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. O Itamaraty e os imigrantes. In: Correio Brazi- liense, Brasília, DF, 19 maio 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda.O Ministro do Supremo, o desembargador e o juiz. In: Correio Braziliense, Brasília, DF, 01 set. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda.O Supremo e o plebiscito. In: Correio Brazilien- se, Brasília, DF, 20 out. 2011.
FALCÃO NETO, Joaquim de Arruda. As portas se fecham mas fi cam abertas. In: Cor- reio Braziliense, Brasília, DF, 24 nov. 2011.
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