• Sonuç bulunamadı

GİRİŞ Çalışmanın Konusu

XVII. Yüzyıl ve Klasik Türk Edebiyatı

7. Hadis-i Erba‘in Tercüme ve Tefsiri: Kaynaklarda böyle bir eserin varlığından

1.9. Cehennem ve İlgili Mefhumlar

1.10.21 Kader ve Kazâ

“O homem que diz que sabe, não sabe o que é o saber” (desconhecido)

A partir do contexto atual, no qual a ciência tem um caráter de descontinuidade e de mutabilidade inserida em um mundo de rápidas transformações, dentro de uma sociedade globalizada, cuja informação se transmite com velocidade espantosa, a necessidade e a importância do ensino de Ciências parecem ser evidentes, na medida em que se pretende preparar e formar cidadãos conscientes do mundo que os rodeia.

Analisando o ensino de Ciências para as séries iniciais, Zancul (2004) assinala que a importância e a necessidade de se ensinar Ciências no período inicial de escolarização são assuntos que vêm sendo discutidos, há algumas décadas, por diversos pesquisadores. Ela cita, por exemplo, que Fumagalli (1998) defende a importância de se ensinar ciências nessas séries a partir de três linhas que considera básicas: o direito das crianças de aprender ciências; o

dever social da escola de distribuir conhecimentos científicos à população; o valor social do conhecimento científico. Elege-as mesmo reconhecendo inúmeras outras que permitiriam a argumentação a favor da importância desse ensino no nível fundamental. Dentro de suas considerações, essa pesquisadora pontua que as crianças, enquanto indivíduos constituintes do corpo social, são detentoras do direito de apropriação de sua própria cultura e do uso da mesma para a transformação do meio em que se inserem. O conhecimento científico há de ser, neste sentido, entendido como pleno de valor social, pois possibilita que o indivíduo exerça uma participação ativa, dotada de senso crítico, em sua comunidade:

Parece que é esquecido que as crianças não são somente “o futuro” e sim que são “hoje” sujeitos integrantes do corpo social e que, portanto, tem o mesmo direito que os adultos de apropriar-se da cultura elaborada pelo conjunto da sociedade para utilizá-la na explicação e na transformação do mundo que as cerca (FUMAGALLI, 1998, p. 15).

Por isto que “não ensinar ciências nas primeiras idades invocando uma suposta incapacidade intelectual das crianças é uma forma de discriminá-las como sujeitos sociais” (FUMAGALLI, 1998).

Carvalho et al. (1998), ao desenvolver um trabalho sobre o ensino e a aprendizagem do conhecimento físico nas primeiras séries do ensino fundamental, identificou estes períodos de aprendizagem, nos quais as crianças pela primeira vez têm contato com este tipo de conhecimento, como fundamentais para a determinação e o sucesso da aprendizagem subseqüente em ciências.

Se esse primeiro contato for agradável, se fizer sentido para as crianças, elas gostarão de Ciências e a probabilidade de serem bons alunos nos anos posteriores será maior. Do contrário, se esse ensino exigir a memorização de conceitos além da adequada a essa faixa etária e for descompromissado com a realidade do aluno, será muito difícil eliminar a aversão que eles terão pelas Ciências (CARVALHO et al, 1998, p. 6).

Bizzo (1998), em sua discussão sobre o papel do ensino de ciências, pontua diferenças primordiais entre esse ensino e a ciência, sendo esta muito mais uma postura, uma forma de planejar e coordenar pensamento e ação diante do desconhecido. E segundo o mesmo:

Deve-se reconhecer que a ciência é diferente da disciplina escolar ciências. A ciência realizada no laboratório requer um conjunto de normas e posturas. Seu objetivo é encontrar resultados inéditos, que possam explicar o desconhecido. No entanto, quando é ministrada em sala de aula, requer outro conjunto de procedimentos, cujo objetivo é alcançar resultados

esperados, aliás planejados, para que o estudante possa entender o que é conhecido. (BIZZO, 1998, p.14).

Para tanto, afirma Zancul (2004) que o ensino de ciências, nas séries iniciais, pode e deve propiciar um contato primário, agradável e motivador com certos temas científicos, desenvolvendo conteúdos que tenham sentido para os estudantes, de modo que o interesse e a curiosidade, demonstrados por quase todas as crianças pequenas, sejam conservados e incitados. A escola, por isto, há de conferir condições para que a criança continue sempre a perguntar e a questionar, dando-lhe oportunidades para a manifestação de suas dúvidas e de suas idéias. A autora explicita que, para que isso se torne viável, o estudante, ao chegar à escola, deve ter a oportunidade de entrar em contato, em situações de ensino, com o conhecimento científico. Porque esse conhecimento tem características especificas que fazem dele uma ferramenta importante para o indivíduo viver na sociedade moderna, viabilizando uma mudança na qualidade da interação entre o ser humano e o mundo em que vive.

Reforçando o que foi dito, dentro de um rol de justificativas para que se ensine ciências nas primeiras séries, a autora enfatiza que, os conteúdos da área de Ciências, como parte da cultura elaborada, devem ser ensinados pela escola em todos os níveis, sendo de fundamental importância para o conhecimento do mundo. Assinala que todos os que trabalham com crianças podem observar que elas demonstram uma genuína curiosidade a respeito de tudo aquilo que está relacionado a Ciências. Essa curiosidade fica evidente pelo número de perguntas que elas, desde pequenas, formulam sobre os mais diferentes temas, pelo interesse que elas demonstram em relação a como as coisas funcionam.

Inúmeros temas científicos fascinam as crianças e os jovens e provocam questionamentos, tais como as teorias sobre a origem do Universo, a probabilidade de vida fora da Terra, o corpo humano e suas funções, a reprodução humana e vários outros. As notícias de caráter científico, divulgadas na TV, também alimentam a imaginação e incitam a formulação de perguntas que acabam sendo expostas na escola. (ZANCUL, 2004)

Thomaz (1999) em artigo sobre formação de professores de ciências faz uma importante ressalva quando afirma que as conseqüências desse aprendizado não terão apenas uma ação na vida profissional dos estudantes, e não necessariamente formará seres humanos com elevada competência tecnológica. Mas formará cidadãos ativos em sua sociedade, de forma crítica, aberta, criativa, racional, consciente, introduzindo de forma eficaz na comunidade, um desenvolvimento esclarecido, destituindo manifestações de crendice e magia.

Conforme apresentado no tópico anterior vemos que a legislação em vigor no Brasil estabelece que os conteúdos da área de ciências devem ser trabalhados desde as séries iniciais e as propostas e os programas para o ensino de ciências apresentam justificativas que esclarecem os objetivos desse ensino. Os estudos de especialistas e as proposições curriculares oficiais mais recentes têm defendido e ressaltado a relevância de se ensinar Ciências desde os primeiros anos escolares. Apesar disso, nas séries iniciais do ensino fundamental, a preocupação da escola parece ser, essencialmente, ensinar a língua materna e os conteúdos matemáticos. Informações a respeito do trabalho com os diferentes componentes curriculares indicam que os professores das séries iniciais costumam dar maior ênfase ao ensino de Língua Portuguesa e de Matemática do que ao ensino das demais disciplinas do currículo. Resultados de pesquisas revelam que os conteúdos de Ciências são pouco ou quase nada trabalhados nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, algumas vezes apenas quando “sobra um tempo” entre as atividades consideradas mais importantes. (ZANCUL, 1994)

Os Parâmetros Curriculares Nacionais para Ciências Naturais, apresentam a seguinte meta para o ensino da área na escola fundamental:

Mostrar a Ciência como um conhecimento que colabora para a compreensão do mundo e suas transformações, para reconhecer o homem como parte do universo e como indivíduo, [....] (BRASIL, 1997, p. 23).

No documento, a justificativa para se ensinar Ciências no ensino fundamental traz argumentos que revelam a preocupação com o desenvolvimento pleno da cidadania. Como, na sociedade atual, há a supervalorização do conhecimento científico e situações em que a intervenção da tecnologia está presente no dia-a-dia, não se pode pensar na formação de um cidadão crítico à margem do saber científico.

O texto assinala, ainda, que a apropriação dos conceitos e procedimentos da Ciência:

Podem contribuir para o questionamento do que se vê e ouve, para a ampliação das explicações acerca dos fenômenos da natureza, para a compreensão e valoração dos modos de intervir na natureza e de utilizar seus recursos, para a compreensão dos recursos tecnológicos que realizam essas mediações, para a reflexão sobre questões éticas implícitas nas relações entre Ciência, Sociedade e Tecnologia (BRASIL, 1997, p. 24).

Nos últimos anos, no Brasil, as recomendações oficiais incorporaram uma visão que amplia o conceito de conteúdo, incluindo, em cada disciplina, além de fatos, conceitos e teorias, procedimentos e valores a ela relacionados.

Uma vez reconhecida a importância e a necessidade de se ensinar Ciências nas séries iniciais, a motivação direciona-se para a investigação de como os professores do ensino Fundamental, que, como peças principais deste processo, pensam e atuam no ensino de ciências.

De acordo com essas considerações, os professores se tornam elementos essenciais no direcionamento desta pesquisa para se obter o que foi proposto. Nessa perspectiva, espera-se que o professor possa construir uma identidade profissional que lhe garanta uma ação docente eficaz, mais coerente com as exigências atuais em torno do ensino de ciências. Essa identidade profissional se constrói a partir do significado que cada professor, enquanto ator e autor, confere à atividade docente no seu cotidiano a partir de seus valores, de sua visão de mundo, de sua história de vida, etc.

2. O CONHECIMENTO