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Input-Output Tablolarının Pratik Sorunları ve Türkiye'deki Çalışmalar

Belgede Doç. Dr. ERDEN ÖNEY (sayfa 163-171)

SEKTÖR ANALİZLERİ

I. INPUT-OUTPUT ANALİZİ

7. Input-Output Tablolarının Pratik Sorunları ve Türkiye'deki Çalışmalar

parte de grupos culturais e lingüísticos marginalizados. Por exemplo, regimes de

impostos diferenciados, difusão livre em TV aberta, obrigar os operadores de

rede a aceitar os canais (must-carry) etc.

BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL

Não há garantia nenhuma na legislação brasi- leira de acesso plural da população a mídias rele- vantes.

A única lei que contém elementos nesse senti- do é a 8.977/95 (cabodifusão), que estabeleceu a obrigatoriedade das operadoras de TV a cabo de, na sua área de prestação de serviço, reservarem seis canais básicos de utilização gratuita: 1) canal comunitário aberto para utilização livre por enti- dades governamentais e sem fins lucrativos; 2) Senado; 3) Câmara Federal; 4) canal do Legislativo municipal/estadual (para ser compartilhado entre as duas assembléias); 5) canal universitário; e 6) canal educativo-cultural, para ser utilizado pelos órgãos do governo que tratam de educação e cul- tura em âmbito municipal, estadual e federal. Pos- teriormente, foi acrescentado o canal da Justiça. IMPLEMENT

IMPLEMENT IMPLEMENT IMPLEMENT IMPLEMENTAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃO

Em relação aos canais de caráter público que cada distribuidora de serviços de TV a cabo deve veicular, há ainda muitos espaços ociosos em to- dos eles. No entanto, não existem estudos ou pes- quisas que apresentem um quadro nacional das emissoras e que avaliem o aproveitamento destes canais, já que as operadoras colocam obstáculos ou se recusam a transmiti-los. Destes canais, os dois ligados ao parlamento (TV Câmara e TV Senado) vêm desempenhando papel importante de socialização do processo legislativo para a população. As sessões em plenário são filmadas e transmitidas ao vivo, bem como reunião de comissões temáticas das duas casas. Além disso, os canais realizam um trabalho de desmistificação do legislativo para a população, explicando a legislação e seus impactos. Todavia, é importante lembrar que estes canais ficam restritos apenas à audiência das operadoras de TV a cabo, sem falar no problema da bitributação, já analisado anteriormente.

O P O PO P O P

O PAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES ATORESAPEL DOS DIFERENTES ATORESTORESTORESTORES

As TVs Câmara e Senado foram criadas a partir da aprovação da Lei da Cabodifusão e desde en- tão estão em atividade. No plano nacional, elas têm conseguido desenvolver relativa independên- cia das influências políticas do parlamento, e construído uma linha editorial mais próxima da reflexão e da problematização das pautas do parlamento.

Como já dito, o Ministério da Cultura tem as- sumido papel importante na disputa interna do governo federal sobre as políticas de comunica- ção. Com um olhar voltado para a compreensão da comunicação e da cultura como direitos, ele tem desenvolvido ações e proposto normas (como os Pontos de Cultura e a Lei do Audiovisual) com- prometidas com a efetivação desses conceitos. A iniciativa da criação da Agência Nacional do Ci- nema e do Audiovisual (Ancinav) era muito im- portante, mesmo com as concessões que o Mi- nistério vinha fazendo para os empresários du- rante a formatação da proposta que iria ao Con- gresso Nacional (antes da decisão do governo de transformá-la em simples agência de fomento). TENDÊNCIAS A

TENDÊNCIAS ATENDÊNCIAS A TENDÊNCIAS A

TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURAS

Em relação ao governo federal, há hoje dois projetos que trabalham com a lógica da necessi- dade de garantir à população de baixa renda e/ou marginalizada acesso a mídias relevantes. Um deles é uma proposta do Ministério da Integração Nacional, em parceria com a Radiobrás, de insta- lação de sete rádios na região do Alto Solimões (na Amazônia), onde a ocorrência de meios de comunicação é extremamente baixa. A iniciativa não trabalha somente com a idéia de acesso à in- formação, mas também à produção dela. Ela pre- vê a gestão e a elaboração do conteúdo destas rádios com participação da comunidade por meio do sistema de conselhos e tem como objetivo cons- tituir uma real rede de rádios públicas na região. Outro projeto é chamado Pontos de Cultura. A iniciativa do Ministério da Cultura visa instalar

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centros de produção de conteúdo em todo o país por meio do fornecimento de estruturas e equipa- mentos como computadores, câmeras, gravado- res e editores. Inicialmente, 65 pontos estão em processo de implantação através de parcerias com entidades da sociedade civil (podem chegar a 100). Dentro do governo federal, estuda-se um projeto que amplia o Ponto de Cultura e os telecentros23 que estão em implantação em projetos de diver- sos órgãos do Estado24 e cria Casas Brasil. Estes espaços congregariam um telecentro, um Ponto de Cultura, pontos de bancarização e de presença do governo federal. Este projeto será melhor ex- plicado e analisado no Pilar D.

As políticas e medidas de promoção do aces-

so aos meios de comunicação e informação pos- suem hoje foco mais centrado nas Tecnologias da Informação e da Comunicação (que serão abor- dadas no pilar D) e não nas mídias escritas e que recebem radiodifusão de sons e imagens. No en- tanto, o projeto Casa Brasil, se concretizado e consolidado dentro do governo federal, pode apontar para a criação de centrais comunitárias de comunicação, com produção de conteúdo para ser veiculado por estruturas de telecomunicações, radiodifusão, imprensa e exibição direta. Ainda assim, ele corre o risco de esbarrar no tratamen- to dado às rádios comunitárias já descrito e ana- lisado no item A5.4.

23. 23. 23. 23.

23. Espaços públicos de acesso comunitário à internet 24.

24. 24. 24.

24. Hoje no governo, como será abordado no Pilar D, existe uma série de iniciativas de instalação de telecentros em projetos que vão desde empresas estatais (como a Petrobrás e o Banco do Brasil) até os próprios ministérios.

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A Lei 7.716/89, em seu artigo 20º, estipula pena de um a três anos para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90) define em seu artigo 247 como in- fração administrativa, passível de pena de três a vinte salários, o ato de “divulgar, total ou parcial- mente, sem autorização devida, por qualquer meio de comunicação, nome, ato ou documento de procedi- mento policial, administrativo ou judicial relativo à criança ou adolescente a que se atribua ato infracional”. Da mesma forma, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) define, em seu artigo 105, como crime “exibir ou veicular, por qualquer meio de comunicação, informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso”, podendo o condenado pegar até três anos de pena.

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Durante a pesquisa, foi notada a escassez de material sobre a efetividade dessas leis. A maioria dos instrumentos legais que visam ao combate ou à diminuição da representação distorcida de grupos marginalizados tem apresentado poucos resultados práticos. Além disso, nestes poucos instrumentos, não há uma preocupação explícita com a contribuição dos meios de comunicação para a discriminação dos grupos sociais protegidos por cada instrumento.

O maior movimento de denúncia e combate aos preconceitos e violações dos direitos de seg- mentos marginalizados da sociedade dissemina- dos pela mídia é a já citada campanha “Quem fi- nancia a baixaria é contra a baixaria”. Diversas ações civis têm acionado a Justiça brasileira com relação a casos de disseminação de preconceitos e discriminação de etnia, cor, gênero, religião e outros tipos.

Um exemplo é a condenação por parte do Mi- nistério Público do Rio Grande do Norte, no pri- meiro semestre de 2003, da concessionária Via Costeira e da agência de publicidade Lúmina por utilizarem a banalização da violência contra a mu- lher para vender serviços oferecidos pela empresa automotiva. O anúncio, publicado no jornal Tri-

buna do Norte no dia 29 de abril, apresenta o rosto de uma mulher espancada com a chamada “Mecâ- nica, funilaria e pintura Via Costeira. Tá na cara que precisa”.

No dia 14 de junho de 2003, o Ministério Pú- blico do Rio Grande do Norte emitiu um termo de ajustamento de conduta que obrigou a con- cessionária Via Costeira e a agência Lúmina a pro- moverem um evento sobre a violência contra a mulher, cabendo à concessionária cobrir a parte financeira, particularmente a locação do auditó- rio e o pagamento do material de divulgação, produzido pela Lúmina. Além disso, o procura- dor de Justiça Eduardo Cavalcanti, que elaborou o termo, determinou que este fosse publicado em um espaço correspondente a um quarto de página do jornal que veiculou a mensagem pu- blicitária, sob responsabilidade da Via Costeira, e no Diário Oficial do Estado. A repercussão na- cional e internacional do caso foi tão grande que motivou um cidadão da Alemanha a escrever uma carta à matriz da Volkswagen pedindo um pro- nunciamento sobre o comportamento da sua con- cessionária em Natal.

Há outros exemplos como esse de sentenças oriundas de denúncias feitas por movimentos so- ciais que trabalham contra a discriminação de gê- nero, raça ou identidade sexual. Recentemente, a Justiça concedeu direito de resposta coletivo aos praticantes de religiões afro-brasileiras, vítimas de preconceito em programas da TV Record e Rede Mulher. A ação civil pública que originou a condenação havia sido interposta pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo em novembro de 2004.

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O PAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES ATORESAPEL DOS DIFERENTES ATORESTORESTORESTORES

Os principais atores contra a representação ina- dequada têm sido os movimentos sociais ligados a estas categorias, como o Instituto Patrícia Galvão, a Marcha Mundial de Mulheres, o Movimento Ne- gro Unificado e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros. Suas denún- cias têm colocado na pauta a discussão sobre a forma discriminatória como a mídia, principalmen- te os programas de entretenimento e as peças publicitárias, vem tratando os marginalizados. Em 2003, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem

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