SEKTÖR ANALİZLERİ
II. DOĞRUSAL PROGRAMLAMA
1. Doğrusal Programlama Problemi
BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL
A Lei Geral das Telecomunicações (9.472/97) prevê como parte da estrutura da Agência Nacio- nal de Telecomunicações (Anatel) uma ouvidoria que tem como função dar mais transparência ao órgão e aproximar a agência da sociedade. A mesma norma estipula que o ouvidor será indicado pelo Presidente da República para um mandato de dois anos.
Ele tem acesso a todos os assuntos e conta com o apoio administrativo que lhe for necessário, “competindo-lhe produzir, semestralmente ou quando oportuno, apreciações críticas sobre a atu- ação da Agência, encaminhando-as ao Conselho Diretor, ao Conselho Consultivo, ao Ministério das Comunicações, a outros órgãos do Poder Executi- vo e ao Congresso Nacional, fazendo publicá-las para conhecimento geral” . A norma garante tam- bém ao ouvidor independência e estabilidade no cargo, não o submetendo hierarquicamente a ne- nhuma das instâncias da agência.
A resolução 107/99 da ANATEL cria o Comitê de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomu- nicações, uma instância da agência que visa re- presentar os interesses dos usuários, especialmen- te nas modalidades Serviço de Telefone Fixo Comutado (STFC) e Serviço Móvel Pessoal (SMP), e tem como finalidade “assessorar e subsidiar o Con- selho Diretor da Anatel no exercício de suas com- petências legais em matéria de controle, prevenção e repressão das infrações dos direitos dos usuári- os de Serviços de Telecomunicações”.
É papel do comitê apresentar ao Conselho Di- retor diretrizes para a avaliação, controle e acom- panhamento dos serviços por parte dos usuários, além de medidas e métodos de resoluções de pro- blemas, insatisfações e denúncias. Ele é compos- to de membros da Anatel e de representantes de usuários dos serviços fiscalizados pela agência. IMPLEMENT
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A Ouvidoria da Anatel, ainda que seja restrita ao âmbito das telecomunicações, tem se mostra- do bastante atuante. Apresenta relatórios regula-
res, normalmente semestrais, com grande densi- dade; participa de debates públicos; sugere pro- cedimentos e cobra medidas do Conselho Diretor para que os objetivos da Agência sejam atingidos. A Anatel possui ainda um serviço de atendimento por telefone gratuito que se coloca como canal de acesso da população à agência. Só em 2004 começou a ter efeito a fiscalização da Anatel, que apertou o cerco contra as operadoras móveis. A Agência tem publicado um ranking das operadoras com mais reclamações e daquelas que mais dão encaminhamento às reclamações recebidas. Em 2005, a Anatel anunciou a intenção de praticar o mesmo rigor em relação às operadoras de telefonia fixa. Contudo, este direito do usuário muitas vezes serve para legitimar a política da Anatel, como o número 0800 33 2001, pelo qual o cidadão pode denunciar rádios não legalizadas (apontadas como “clandestinas”)32.
O Comitê de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomunicações ainda não se consolidou de fato. A última reunião ocorreu em dezembro de 2000. Depois disso, ficou cerca de dois anos es- quecido pela direção da Anatel e somente após cobrança do ouvidor foi colocado em processo de reativação, estado em que se encontra até hoje. Existe ainda um projeto de lei (PL 110/95), de au- toria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pro- põe a criação de um serviço de ouvidoria (deno- minado “serviço de atendimento ao público”) nas emissoras de rádio e TV do país. Entretanto, o PL foi arquivado em 1999. Atualmente, a Folha de S.Paulo é um dos poucos veículos que conta com um ombudsman, com mandato fixo, estabilidade no emprego e independência em relação à linha editorial do jornal.
O P O PO P O P
O PAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES AAPEL DOS DIFERENTES ATORESAPEL DOS DIFERENTES ATORESTORESTORESTORES
Nos últimos anos, houve um enfraquecimento da atuação da sociedade civil na área de telecomunicações, que após a privatização ficou principalmente a cargo do movimento sindical, no caso a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel). É relativa a análise sobre um possível abrandamento da atuação da 31. 31. 31. 31. 31. Lei 9.472/97, artigo 45 32. 32. 32. 32.
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Fittel em relação ao governo federal, mas é possí- vel dizer que suas relações com o Executivo ga- nharam força na gestão de Luiz Inácio Lula da Sil- va, quando a federação indicou o primeiro Secre- tário-Executivo do Ministério das Comunicações, José Guimarães Palácios, e o presidente da Anatel naquele exercício, Pedro Jaime Ziller, além do pró- prio ouvidor da agência, Aristóteles dos Santos. TENDÊNCIAS A
TENDÊNCIAS A TENDÊNCIAS A TENDÊNCIAS A
TENDÊNCIAS ATUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURASTUAIS E FUTURAS
Todas as iniciativas que vão no sentido de efe- tivar as reivindicações dos movimentos sociais, sejam da área de comunicação ou não, já foram relatadas em outros atributos e indicadores. Eles passam pela campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”, pela reivindicação de um Conselho de Comunicação Social (CCS) com poder de definição de políticas e pelos processos decisórios da área de comunicação.
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BASE CONSTITUCIONAL E LEGALBASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL
A Constituição Federal, em seu artigo 224, pre- vê que o Congresso Nacional instituirá, “como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Soci- al”. Sua regulamentação aconteceu por meio da Lei 8.389/91, que definiu como suas atribuições a realização de estudos, pareceres, recomendações solicitadas pelo Congresso Nacional a respeito de temas como: “a) liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informa- ção; (...) d) produção e programação das emissoras de rádio e televisão; e) monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social; (...) g) promoção da cultura nacional e regional, e estímulo à produção indepen- dente e à regionalização da produção cultural, artística e jornalística; (...) j) propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens”, entre outros. Ele é composto de repre- sentantes dos trabalhadores, empresários e de membros da sociedade civil, que têm mandatos de dois anos, com direito à recondução.
Existem também experiências de conselhos de abrangência não nacional no Brasil, cada um de- les com atribuições diferentes. Há conselhos em atividade no Estado de Alagoas e em alguns municípios, como Porto Alegre (RS), Goiânia (GO) e São Gonçalo (RJ).
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Apesar de ter sido incluído na Constituição Fe- deral de 1988, a materialização efetiva do Conse- lho de Comunicação Social só ocorreu catorze anos depois, em junho de 2002, quando foram nomea- dos e empossados os conselheiros titulares e su- plentes para a primeira gestão. É importante res- saltar que o CCS só foi instalado como fruto de barganha política33. No final de 2001, após passar mais de cinco anos parada no Congresso Nacio- nal, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permitia a entrada de capital estrangeiro na
mídia nacional foi rapidamente colocada como pri- oridade na pauta do parlamento, por conta da cri- se financeira que assolou as empresas de comuni- cação de capital nacional. Em poucos meses, foi aprovada na Câmara e no Senado.
A instalação do CCS foi uma contrapartida exigida pelos partidos de oposição para que estes aceitassem a aprovação da PEC. Esta negociação também incluiu a composição do Conselho. Ao fi- nal, sua formatação foi muito ruim para os inte- resses da sociedade civil organizada, com a eleição de um ex-advogado do jornal O Estado de S. Paulo, o empresário da RBS Jayme Sirotsky e notáveis que não representavam ninguém senão eles mesmos nas vagas da sociedade civil. No final de 2004, foram indicados os nomes para a segunda gestão do CCS. A composição ficou ainda pior para a sociedade civil, com as vagas desse campo sendo ocupadas por empresários da comunicação, setores ligados à Igreja Católica, um advogado de militância reconhecidamente conservadora e um ex-jornalista com ligações históricas com grupos de mídia privada.
Hoje, decorridos dois anos de sua existência, o Conselho de Comunicação Social sofre inúmeros questionamentos, inclusive internos, por parte de alguns conselheiros. As principais críticas se diri- gem às limitações regimentais do órgão. Sendo meramente uma instância consultiva, nada garante que as posições do Conselho sejam acatadas pelo parlamento. Além disso, a composição do órgão é restrita (4 representantes do empresariado, 4 re- presentantes dos trabalhadores e 5 da sociedade civil), ficando longe de representar minimamente a diversidade cultural e política dos segmentos da sociedade brasileira e até mesmo do campo da comunicação.
O único benefício percebido pela maioria dos atores políticos que analisam o CCS é a inserção dos debates da área na esfera do Estado. O Conse- lho opera através de reuniões presenciais ordiná- rias, sessões extras, audiências públicas e congêneres. A regra geral das reuniões é a polari-