2. ERGENLİK DÖNEMİNDE DİNİ GELİŞİM VE DİNDARLIK
2.2. Ergenlik Dönemi Dinî Gelişim Karakteristikleri
uma enorme atenção recentemente devido à sua ampla gama de aplicações tecnológicas e várias propriedades físicas interessantes. Nanotubos de carbono por exemplo têm sido considerado um material promissor devido suas excelentes propriedades térmicas, elétricas, ópticas e mecânicas.
Figura 3.4: Fulereno e nanotubo girantes respectivamente. A velocidade angular ~ω é conside- rada na direção z em ambos os casos. Fonte: [51, 52]
Nanotubos de carbono tem uma grande flexibilidade e não quebram facilmente sob a ação de forcas mecânicas. Imagina-se um nanotubo de carbono como uma folha de grafeno enrolada. O primeiro nanotubo de carbono foi obtido em 1991, por Ijima [50].
Motivados pela possibilidade de realização experimental, juntamente com Márcio Cunha, Jonas Lima e Fernando Moraes, estudamos os estados eletrônicos de baixa energia de um na- notubo de carbono girante, utilizando uma abordagem de modelo contínuo. Assim, escrevemos uma equação de Dirac efetiva em um referencial girante e obtivemos soluções analíticas exatas para as autofunções, bem como o espectro de energia. Uma separação tipo Zeeman resultou do acoplamento do momento angular total com a rotação. Os resultados desse trabalho foram con- feridos com resultados para casos estáticos já encontrados na literatura. Detalhes desse trabalho podem ser encontrados na referência [51].
No mesmo período, motivados pela evidência experimental de moléculas de C60 de rápida rotação em fullerite, estudamos os estados eletrônicos com baixa energia de fulereno girante utilizando também uma abordagem de modelo contínuo. Nesse modelo, o espectro de energia é obtido através da equação de Dirac incluindo campos de gauge não-abelianos que simulam os anéis em forma de pentágonos da molécula. A rotação é incorporada dentro do modelo resolvendo-se a equação de Dirac em um referencial girante. A solução analítica exata para as autofunções e os espectro de energia é obtid e ao fazer o limite sem rotação obtemos os
resultados para o caso estático já apresentado na literatura. Devido ao acoplamento entre rotação e momentum angular total, que aparece naturalmente no referencial girante, os modos zero do C60 estático são deslocados e também sofrem uma separação de Zeeman sem a presença de um campo magnético. Detalhes desse trabalho podem ser encontrados na referência [52].
No capítulo anterior, discutimos alguns efeitos clássicos e quânticos baseados em intera- ções eletromagnéticas, dentre eles os níveis de Landau e o efeito Hall quântico. Nesse capítulo, abordamos efeitos análogos aos do capítulo anterior, que utilizam rotação ao invés de campo magnético. Comentou-se ainda sobre o efeito da rotação no fulereno e no nanotubo de car- bono. No capítulo seguinte, estudaremos o que são defeitos topológicos e como a presença dos mesmos pode interferir nos níveis de Landau e na condutividade Hall.
Defeitos topológicos
Diversos sólidos têm estrutura cristalina, que muitas vezes é descrita como um perfeito arranjo formado por repetição infinita e periódica de grupos idênticos de átomos [53]. Esta estrutura pode obedecer a operações de simetria como, por exemplo, de rotação ou translação. Estas consistem em mover um corpo de tal forma que a sua posição final, após o movimento, seja indistinguível da inicial, ou seja, a configuração geométrica é equivalente àquela anterior à aplicação de tal operação [54].
Todavia, sólidos com estrutura perfeita são chamados de ideais e não são encontrados na natureza. Cristais reais não são perfeitos, eles sempre apresentam falhas em sua estrutura [62]. Tais imperfeições são responsáveis por propriedades físicas e químicas, além de influenciarem também em processos de transição de fase [55].
Os defeitos de um meio podem representar uma quebra de simetria, porém tal defeito pode ser retirado e o meio volta a ser simétrico. Contudo, se for impossível remover esse de- feito, sem alterar as propriedades e características do sistema em questão, então este defeito é denominado topológico. O termo topológico provém da mudança nas propriedades topológicas do meio. Que, por sua vez, é qualquer propriedade de uma figura geométrica que seja válida em qualquer outra que ela possa se tranformar mediante uma transformação topológica1. Um exemplo clássico seria como transformar uma xícara em uma rosquinha, ambas contem um furo, porém transformar uma xícara em uma bola não seria uma transformação topológica, pois a bola não teria o furo.
Não existe uma teoria fundamental que descreva os defeitos, porém Katanaev e Volovich publicaram um artigo em 1992, que relaciona a teoria geométrica de defeitos em sólidos com a gravitação tridimensional [24]. Dessa forma, a geometria de Riemann-Cartan, é utilizada e a existência de torção nesse meio é permitida. A teoria geométrica pode ser aplicada a distri- buições contínuas ou discretas de defeitos. Um outro tratamento para os defeitos topológicos é dado pela teoria clássica da elasticidade, entretanto, com a teoria geométrica a abordagem torna-se mais simples.
As desclinações e as deslocações são os defeitos lineares mais importantes, eles estão re- lacionados à curvatura e torção de um meio, respectivamente. Existe um terceiro defeito que é
1Uma transformação topológica pode ser definida por qualquer correspondência entre pontos de uma figura A
e de uma figura B, na qual A foi transformada, de tal forma que a correspondência seja bijetora e contínua em ambas as direções
a despiração, este por sua vez representa a combinação dos outros dois [62]. Dessa forma, está ligado a curvatura e torção ao mesmo tempo.
Existe um mecanismo de construção de defeitos lineares, conhecido como processo de Volterra, que ilustra como o meio é deformado para ter um defeito desse tipo. Esse processo é muito importante, pois através dele é mais fácil observar caracteristicas da geometria como a torção e a curvatura.
4.1 Processo de Volterra
Os defeitos lineares podem ser conceitualmente gerados por um processo de “cortar e colar” conhecido na literatura por processo de Volterra [55, 56]. Para tal processo, considera-se um toróide e faz-se um corte separando duas faces do objeto, em seguida, a depender de qual defeito se queira formar, pode-se inserir ou retirar material do objeto, ou apenas transladar ou rotacionar uma das faces com relação a algum eixo como pode ser visto na Fig.(4.1).
Figura 4.1: Formação de uma desclinação em cunha através do processo de Volterra. (a) Tem-se de início um toróide, onde faz-se um corte, (b) as duas faces do corte são separadas e (c) em seguida insere-se um cunha de material. Fonte: [24].