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6.  NAKİL DAVALARINDA KARŞILAŞILAN ÖZEL DURUMLAR

6.1.  EŞİTLİK İLKESİ

A criação dos institutos federais teve como marco inicial o anúncio, em 2005, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, com a construção de 65 novas unidades de ensino. Em 2007 foi editado o Decreto nº 6.095, que dispunha sobre o estabelecimento de diretrizes para o processo de integração de instituições federais de educação tecnológica para fins de constituição dos institutos federais no âmbito da rede federal. De acordo com Pacheco et al. (2010), após a edição do decreto, intensos debates se instalaram no interior da Rede. De um lado, pelo fato de que antes desse ato normativo as discussões pairavam sobre a transformação dos CEFETs, ou de alguns deles, em universidades tecnológicas, de outro porque não se sabia ao certo o que seria um instituto federal.

Como resultado de um amplo diálogo entre as autoridades e a rede federal, em 2008, estabeleceu-se a figura dos institutos federais, tendo sido editada a lei 11.892, que transformou os CEFETs, ETFs, EAFs e escolas técnicas vinculadas às universidades federais em institutos federais.

Até o ano de 2002 haviam sido construídas 140 escolas técnicas no país. Com a colocação em prática do plano de expansão esse número chegou a 354 unidades até o final de 2010. Já entre 2011 e 2014 houve um investimento pelo MEC de mais de 3 bilhões de reais, sendo que todas as 208 novas unidades previstas para esse período já estão em funcionamento, totalizando 562 escolas em atividade. O gráfico seguinte demonstra a evolução dos números e a situação atual:

Gráfico 1 - Expansão da Rede Federal

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Ao todo são 38 institutos federais espalhados pelo território nacional, oferecendo cursos de qualificação, ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. O quadro abaixo apresenta as unidades distribuídas pelos estados.

Quadro 5 - Institutos distribuídos pelos estados

ESTADO UNIDADE

Acre Instituto Federal do Acre

Alagoas Instituto Federal de Alagoas

Amapá Instituto Federal do Amapá

Amazonas Instituto Federal do Amazonas Bahia Instituto Federal da Bahia Instituto Federal Baiano

Ceará Instituto Federal do Ceará

Distrito Federal Instituto Federal de Brasília Espírito Santo Instituto Federal do Espírito Santo

Goiás Instituto Federal de Goiás Instituto Federal Goiano Maranhão Instituto Federal do Maranhão Mato Grosso Instituto Federal do Mato Grosso Mato Grosso do Sul Instituto Federal do Mato Grosso do Sul

Minas Gerais

Instituto Federal do Norte de Minas Gerais Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais

Instituto Federal de Minas Gerais Instituto Federal do Sul de Minas Gerais

Instituto Federal do Triângulo Mineiro

Pará Instituto Federal do Pará

Paraíba Instituto Federal da Paraíba

Paraná Instituto Federal do Paraná

Pernambuco Instituto Federal do Sertão Pernambucano Instituto Federal de Pernambuco

Piauí Instituto Federal do Piauí

Rio de Janeiro Instituto Federal do Rio de Janeiro Instituto Federal Fluminense Rio Grande do Norte Instituto Federal do Rio Grande do Norte

Rio Grande do Sul

Instituto Federal Sul-Rio-Grandense Instituto Federal Farroupilha Instituto Federal do Rio Grande do Sul Rondônia Instituto Federal de Rondônia

Roraima Instituto Federal de Roraima

Santa Catarina Instituto Federal de Santa Catarina Instituto Federal Catarinense São Paulo Instituto Federal de São Paulo

Sergipe Instituto Federal de Sergipe

Tocantins Instituto Federal de Tocantins

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A rede técnica de ensino é formada também por instituições que não aderiram ao modelo estabelecido para os institutos federais, mas que também ofertam educação profissional em todos os níveis. São dois CEFETs, 25 escolas vinculadas a universidades e uma universidade tecnológica.

A figura a seguir ilustra a extensão e presença da rede federal nos diversos pontos do país, fato esse que busca aproximar as instituições do maior número de cidadãos possível – segundo o discurso oficial -.

Figura 2 - Rede Federal no Brasil

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De acordo com o constante no artigo 2º da lei 11.892/08, os IFs são instituições de ensino superior, básico e profissional, pluricurriculares e multicampi, cuja especialidade é a oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas.

Com base na lei acima mencionada, Pacheco et al. (2011, p.50) sustenta que, na criação de seus projetos pedagógicos, os institutos federais deverão adotar as seguintes diretrizes:

 a necessidade de atuar no ensino, na pesquisa e na extensão, compreendendo as especificidades dessas dimensões e as inter-relações que caracterizam sua indissociabilidade;

 a compreensão da pesquisa ancorada no princípio científico – que se consolida na construção da ciência e desenvolvimento da tecnologia – e no princípio educativo – referente à atitude de questionamento diante da realidade –, entendendo-a como essencial para a construção da autonomia intelectual e, portanto, potencializadora de uma educação que possibilita ao indivíduo o desenvolvimento de sua capacidade de gerar conhecimentos a partir de uma prática interativa com a realidade;

 a concepção das atividades de extensão como forma de diálogo permanente e mais amplo com a sociedade;

 a compreensão de que o conhecimento deve ser tratado em sua completude, nas diferentes dimensões da vida humana, integrando ciência, tecnologia, cultura e conhecimentos específicos – inclusive nas propostas pedagógicas dos cursos de graduação (licenciaturas, engenharias e superiores de tecnologia) e pós-graduação – na perspectiva de ultrapassar o rígido limite traçado pelas disciplinas convencionais;

 o reconhecimento da precedência da formação humana e cidadã, sem a qual a qualificação para o exercício profissional não promove transformações significativas para o trabalhador e para o desenvolvimento social;

 a necessidade de assegurar aos sujeitos as condições de interpretar a sociedade e exercer sua cidadania, na perspectiva de um país fundado na justiça, na equidade e na solidariedade;

 a organização de itinerários formativos que permitam o diálogo entre os diferentes cursos da educação profissional e tecnológica (formação inicial e continuada, técnica de nível médio e de graduação e pós-graduação tecnológica), ampliando as possibilidades de formação vertical (elevação de escolaridade) e horizontal (formação continuada);

 a sintonia dos currículos com as demandas sociais, econômicas e culturais locais, permeando-os das questões de diversidade cultural e de preservação ambiental, pautada na ética da responsabilidade e do cuidado;  o reconhecimento do trabalho como experiência humana primeira, organizadora do processo.

De acordo com Pacheco et al. (2011), a proposta dos institutos compreende a educação como instrumento transformador e capaz de enriquecer o conhecimento, tornando possível a modificação do ambiente social. Nesse sentido, os institutos devem propiciar aos trabalhadores a formação continuada ao longo da vida,

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conjugando competências e saberes profissionais adquiridos informalmente no seu dia a dia com aqueles presentes nos currículos formais.

Quanto à estrutura organizacional e gestão dos institutos, é preciso entender que a consolidação da identidade institucional necessita de uma gestão superior unificada que decorra de uma ação educativa verticalizada, além da vinculação da pesquisa e das atividades de extensão a todas as modalidades de ensino.

Outra questão a ser destacada diz respeito ao fato de a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão implicar o nivelamento hierárquico dessas dimensões. Segundo Pacheco et al. (2011, p. 53),

a gestão de cada instituto e da rede que eles formam assume um caráter sistêmico que exige o reconhecimento da autonomia de cada unidade, bem como a necessidade de trabalho permanente em prol do equilíbrio estrutural entre os câmpus de um mesmo instituto e entre os institutos. Isso implica um novo modelo de gestão baseado, em essência, no respeito, no diálogo e na construção de consensos possíveis, tendo sempre como horizonte o bem da comunidade e não o ensimesmamento das instituições.

Os institutos representam uma nova institucionalidade, uma forma híbrida, que em parte possui características próprias de universidade e em outra assemelha-se com o CEFET. Pacheco et al. (2010, p. 79) narram que os institutos

são instituições de educação superior, mas também de educação básica, e, principalmente, profissional, pluricurriculares e multicampi; terão na formação profissional, nas práticas científicas e tecnológicas e na inserção territorial os principais aspectos definidores de sua existência. Traços que as aproximam e, ao mesmo tempo, as distanciam das universidades.

Os autores ainda relatam que um aspecto importante a ser destacado na execução do plano de expansão foi a priorização de critérios técnicos para fins de definição das áreas geográficas e municípios onde deveriam ser instaladas as novas unidades. Nesse sentido, a metodologia utilizada pautou-se em análises e dados estatísticos de instituições como o IBGE, INEP, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), entre outras, que pudessem contribuir para a identificação das mesorregiões e cidades-polo necessárias à concretização do projeto. Assim, para atingir o objetivo de combate às desigualdades regionais e contribuir para a construção e uma sociedade mais igualitária, a função precípua dos institutos, segundo o que dispõe o discurso

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oficial, deve ser o estabelecimento de uma estreita relação com o território onde se situam.