III. İNSAN PSİKOLOJİSİ AÇISINDAN HASAN ALİ TOPTA^ ROMAN KİMİLERİ
2. Roman Kişilerinin Kişilik Tipleri
2.2. Dışa Dönük Tipler
presença de adjuvantes, logo nos três primeiros dias após aplicação, apresentaram elevada toxicidade sobre O. insidiosus. O inseticida imidacloprido demonstrou, novamente, ser tóxico ao inimigo natural estudado logo aos cinco dias após sua aplicação, independente da tecnologia de aplicação empregada, comprometendo a sua capacidade de predação (Tabela 15). Esses comportamentos são comprovados estatisticamente pelas análises apresentadas na Tabela 16.
Esses resultados confirmam os que foram obtidos por outros pesquisadores com outras espécies de Orius. Delbeke et al. (1997) verificaram, em condições de laboratório, que ninfas do 5o instar de Orius laevigatus (Fieber, 1860) (Hemiptera: Anthocoridae), em contato com resíduos do inseticida imidacloprido (0,04 mg i.a/L-1), apresentaram 50% de mortalidade. A alta nocividade de inseticidas também foi observada por Morais et al. (2003), ao constatarem que abamectina, fenpropatrina e imidacloprido não permitiram a sobrevivência de adultos de O. insidiosus. Por outro lado, cartap e ciromazina não afetaram significativamente a sobrevivência. Embora tais produtos tenham sido enquadrados na classe 4 (nocivos), pode-se observar que abamectina causou efeito mais tardio, em comparação aos inseticidas fenpropatrina e imidacloprido. Enquanto o primeiro matou 36,7% da população avaliada até os 30 dias após tratamento, os outros dois causaram, no mesmo período, 100% de mortalidade.
Resultados semelhantes foram obtidos por Lee et al. (1997) com fenpropatrina, os quais pulverizaram esse inseticida sobre adultos de Orius sauteri (Poppius, 1909) (Hemiptera: Anthocoridae) e não observaram sobreviventes. Os efeitos nocivos de imidacloprido também foram semelhantes àqueles constatados por Shipp et al. (1992), que confinaram adultos de O. insidiosus em gaiolas contendo folhas de pepino previamente tratadas e não constataram sobreviventes.
Os resultados encontrados com imidacloprido aproximaram-se dos de Elzen (2001) que, ao oferecer ovos do noctuídeo Helicoverpa zea (Boddie, 1850) (Lepidoptera: Noctuidae) tratados com esse produto a machos e fêmeas de O. insidiosus, observou uma redução na sobrevivência desse predador, com médias de 52,2% e 37,3%, respectivamente. Nemoto (1995), em condições de campo, visando ao controle de pragas da berinjela, verificou que, ao longo de cinco pulverizações de imidacloprido, ocorreu uma redução significativa da densidade populacional de O. sauteri e Orius minutus (L., 1758) (Hemiptera: Anthocoridae).
Albernaz et al. (2009) observaram que, um dia após a aplicação dos produtos, lufenurom foi inócuo ao predador, com média de 3,1% de mortalidade; mancozebe e clorotalonil causaram baixa mortalidade, com médias de 18,7% e 12,5%, respectivamente; dicofol apresentou toxicidade intermediária, com média de 37,5%; bifentrina, triazofós, metomil e o neonicotinoide acetamiprido foram os mais prejudiciais aos adultos de O. insidiosus, causando mortalidade de 100%, 100%, 93,7% e 100%, respectivamente, impossibilitando a realização de avaliações da fertilidade e viabilidade de ovos. Os resultados obtidos para acetamiprido assemelham-se aos relatados por Naranjo, Akey (2004) que, avaliando a sua eficiência no controle da mosca-branca Bemisia tabaci (Gennadius, 1889) (Hemiptera: Aleyrodidae), em condições de campo, constataram que esse produto reduziu significativamente a população de Orius tristicolor (White, 1879) (Hemiptera: Anthocoridae) e, também, aos de Kilpatrick et al. (2005) que, ao estudarem a toxicidade dos inseticidas acetamiprido, tiametoxam e imidacloprido, constataram que todos causaram reduções nas populações de O. insidiosus.
Foi observado, novamente, que os tratamentos com adjuvante promoveram maior velocidade de toxicidade ao inimigo natural em estudo. Segundo Cunha, Alves (2010), os adjuvantes, quando bem utilizados, podem melhorar a interação do inseticida com a água e
corrigir algumas de suas características, com impactos positivos sobre a eficiência de controle de insetos alvos e não alvos. O adjuvante 2 apresenta, em sua composição, óleo essencial D-limoneno, substância terpenoide monocíclico que apresenta atividade contra insetos, ácaros e microrganismos (HOLLINGSWORTH, 2005). O interesse no uso de monoterpenos no controle de insetos e pragas está baseado na necessidade de inseticidas que sejam menos prejudiciais ao ambiente e que não apresentem impactos negativos à saúde, quando comparados aos tratamentos químicos convencionais. Com baixa toxicidade ao homem, tem apelo comercial importante e tem sido apontado como uma alternativa aos inseticidas sintéticos (IBRAHIM, et al., 2001).
Tabela 15. Toxicidade dos tratamentos sobre Orius insidiosus aos três, cinco, sete e dez dias após a aplicação em folhas e espigas de trigo nos campos 1 e 2, utilizando diferentes tecnologias de aplicação, safra 2015/16, Araguari, MG.
Porcentagem de toxicidade - (T%)1
Trat. 03 DAA 05 DAA 07 DAA 10DAA * 2
Classe2 Cp.1 Cp.2 Cp.1 Cp.2 Cp.1 Cp.2 Cp.1 Cp.2 T.1 50,0 40,00 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 4 T.2 66,7 40,00 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 4 T.3 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 4 T.4 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 4 T.5 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 4 T.6 50,0 70,00 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 4 T.7 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,00 4 1Baixa eficácia = menor que 80%; boa eficácia = de 80% a 90% e alta eficácia = maior que 90%.
2Classe de toxicidade a partir do quinto dia após aplicação dos tratamentos: classe 1 =
inócuo (T<30%), classe 2 = levemente nocivo (30%<T<80%), classe 3 = moderadamente nocivo (80%<T<99%) e classe 4 = nocivo (T>99%) (Veire et al., 2002)
T.1 = ponta AS7030, taxa de aplicação de 75 L ha-1 e sem adjuvante; T.2 = ponta MGA 015, taxa de aplicação de 75 L ha-1 e sem adjuvante; T.3 = ponta MGA 015, taxa de aplicação de 75 L ha-1 com adjuvante 01; T.4 = ponta AS7030, taxa de aplicação de 75 L ha-1 com adjuvante 01; T.5 = ponta AS7030, taxa de aplicação de 75 L ha-1 com adjuvante 02; T.6 = ponta MGA 03, taxa de aplicação de 150 L ha-1 e sem adjuvante; T.7 = ponta MGA 03, taxa de aplicação de 150 L ha-1 com adjuvante 01.
Tabela 16. Efeito das diferentes tecnologia de aplicação sobre a densidade populacional de Orius insidiosus aos três, cinco, sete e dez dias após a aplicação em folhas e espigas de trigo nos campos 1 e 2, safra 2015/16, Araguari, MG.
Número médio de indivíduos adultos1
Trat. Prévia 03 DAA 05 DAA 07 DAA 10 DAA
Cp.1 Cp.2 Cp.1 Cp.2 Cp.1 Cp.2 Cp.1 Cp.2 Cp.1 Cp.2 Controle 0,20a 0,60a 0,40a 1,00a 1,20a 1,20a 1,60a 1,60a 1,20a 1,40a T.l 0,20a 0,20a 0,20b 0,20a 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b T.2 0,60a 0,20a 0,40a 0,20a 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b T.3 0,20a 0,20a 0,00c 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b T.4 0,20a 0,20a 0,20b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b T.5 0,00a 0,00b 0,00c 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b T.6 0,20a 0,20a 0,20b 0,40a 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b T.7 0,00a 0,20a 0,00c 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 0,00b 1 Médias seguidas por letras distintas, na coluna, diferem entre si, pelo teste T de Student, a 0,05 de significância T.1 = ponta AS7030, taxa de aplicação de 75 L ha-1 e sem adjuvante; T.2 = ponta MGA 015, taxa de aplicação de 75 L ha-1 e sem adjuvante; T.3 = ponta MGA 015, taxa de aplicação de 75 L ha-1 com adjuvante 01; T.4 = ponta AS7030, taxa de aplicação de 75 L ha-1 com adjuvante 01; T.5 = ponta AS7030, taxa de aplicação de 75 L ha-1 com adjuvante 02; T.6 = ponta MGA 03, taxa de aplicação de 150 L ha-1 e sem adjuvante; T.7 = ponta MGA 03, taxa de aplicação de 150 L ha-1 com adjuvante 01.
Imidacloprido constitui exemplo de produto da nova geração de inseticidas, pertencendo ao grupo químico dos neonicotinoides. São compostos que atuam como agonistas dos receptores nicotínicos da acetilcolina (WARE & Whitacre, 2004) e
apresentam toxicidade elevada para os insetos e seletividade ao homem. No presente estudo, este efeito foi evidente em todos os tratamentos, demonstrando efeito prejudicial aos predadores C. externa e O. Insidiosus, em condições de campo.