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BT’nin Üretim ve Tedarik Zincirine Etkiler

ULUSAL SORUMLULUKLAR

ÖNGÖRÜ TEKNİKLERİ ÖNGÖRÜ YÖNTEMLERİ

3. Bölüm : Yazılım Teknolojis

3.1 Yazılım Teknolojisinin Bağlı olduğu Bilişim Teknolojisi ve Ekonomik Gelişmeye Etkis

3.1.1 BT’nin Üretim ve Tedarik Zincirine Etkiler

O primeiro eixo em destaque é o da liturgia. A eficácia de uma ação transformadora no contexto urbano deve contemplar a relevância do culto, o qual representa “a fonte e o ápice da missão” no entendimento do Colégio dos Bispos da Igreja Metodista. A Carta Pastoral do Colégio Episcopal sobre o Culto da Igreja em Missão declara que “não há igreja se não houver adoração e serviço”. Sua importância é inquestionável e vital na medida em que “passa por ele tudo de importante que, de uma forma ou de outra, o povo de Deus faz”. A Carta descreve que:

O culto tem um caráter tão amplo quanto a própria vida da comunidade de fé. Sua expressão está longe de ser simplista. No

culto, a Igreja adora a Deus, ora, lê, medita e ouve a pregação da Palavra, rende graças pelos frutos de seu trabalho, celebra o nascimento, o crescimento e a união de seus filhos e filhas, participa da comunhão eucarística, intercede pelos que sofrem, chora os seus mortos e também se prepara para a missão. Assim, no culto, a igreja se expressa por meio de orações, afirmações de fé, antífonas, litanias e responsos, e também por hinos e música instrumental, por meio do silêncio e da contemplação, e, ainda, por meio de atos e gestos simbólicos e sacramentais. Enfim, as maneiras e formas de expressão são tão variadas quanto é diversa e rica a experiência de fé do povo de Deus (COLÉGIO EPISCOPAL, 2006, p. 7).

Portanto, devido ao caráter amplo do culto, é possível analisar a dinâmica vivencial da igreja (suas ênfases doutrinárias, a valorização que confere aos dons e ministérios de seus membros, sua visão de futuro, sua vitalidade missionária, etc.). A celebração é o reflexo direto da vida e missão da Igreja.

A pastoral litúrgica, na concepção de Floristan, focaliza a participação do povo e é parte da ação pastoral da Igreja. Essa participação acontece de forma plena, consciente e ativa. Seu objetivo é a edificação do corpo de Cristo por meio de ações da comunidade na realização do culto, conectada com a realidade das pessoas (1998, p. 484-487).

Portanto, a liturgia é um serviço comunitário prestado por todos e para todos e deve comtemplar a vida das pessoas. Ramos destaca esse caráter de serviço comunal da seguinte maneira:

A liturgia é um serviço comunitário, celebrado pelo povo de Deus por meio da adoração à Trindade e da solidariedade aos da família da fé e a toda comunidade humana. É um diálogo interativo entre Deus e os seres humanos, e destes entre si, no contexto celebrativo da fé. É, portanto, um serviço comunal – comunitário e comunicacional –, porque é prestado por todos e para todos (2004, p. 16).

Como parte da ação pastoral transformadora, a liturgia precisa de uma renovação para que seja contextual na vida urbana de Belo Horizonte. Essa renovação passa pela necessidade de desenvolver suas liturgias de modo tal que elas expressem a vivência da realidade urbana. É necessário que a Igreja no contexto urbano reveja a sua caminhada e reoriente seu rumo litúrgico. Ela deve refletir sobre o sentido de sua prática e pensar sobre o significado de sua ação litúrgica. Portanto, a ação pastoral da Igreja na realidade urbana deve levar em conta, no desenvolvimento de

sua liturgia, a criatividade da ação de Deus e as necessidades das pessoas. Não deve, por isso, ser engessada, sem possibilidade de avaliações e mudanças.

A liturgia deve ser um instrumento motivador e inspirador para a missão na cidade. A ação do povo de Deus durante o culto, ao proporcionar fortalecimento espiritual por meio da comunhão com Deus, o faz com o propósito de preparar a todos(as) para servir a Deus e as pessoas nas diversas dimensões da vida humana. Portanto, o culto, ao mesmo tempo em que desafia a todos(as) à comunhão com Deus e com seu povo, é um chamado ao envio para o serviço no mundo.

Nesse sentido, é mister rever tradições e formas, objetivando uma maior participação das pessoas no culto e um compromisso contextual na missão. Sobre esse desafio, Barro declara:

Muitas igrejas fazem questão de deixar claro que quanto mais antigas são as liturgias, tanto mais fieis permanecem às suas tradições denominacionais e históricas. Não se trata aqui de mundanizar a igreja ou de quebrar qualquer tradição. Trata-se, sim, de sermos relevantes e contextuais. A liturgia nunca deve ser um fim em si mesma, mas uma ponte, um meio muito eficaz que facilita a relação entre Deus e o ser humano. Liturgia também não deve ser um instrumento de preservação da tradição, mas um instrumento da missão. Não estou discutindo aqui quais elementos, quais símbolos, quais tradições devem estar contidas em nossas liturgias. O desafio que proponho é que nossas liturgias não se tornem barreiras e empecilhos, fazendo com que as pessoas da cidade não experimentem o Deus vivo por causa do tradicionalismo (2000, p. 77- 78).

Ao repensar em seus estudos sobre a eclesiologia à luz do Novo Testamento, Horrell afirma que a igreja primitiva era marcada por seu amor criativo perante Deus. Assim ele relata:

Ser criativo quer dizer ser inovador e, ao mesmo tempo, autêntico no que somos na igreja. Muitas vezes, as nossas igrejas evangélicas ficam por demais embrulhadas em questões periféricas, como o tipo de música, bater palmas, levantar as mãos e copiar outros. Há muito mais que pode ser feito. Podemos criar novas formas de adoração que expressem as profundezas do que nós somos como corpo local (1994, p. 20).

Portanto, a liturgia deve ser desenvolvida de forma criativa e contextual na cidade.

A renovação da vida litúrgica passa também por celebrações que evidenciam o conteúdo bíblico sem, contudo, negar o aspecto da emoção. A palavra de Deus deve dar espírito ao culto e a participação deve se dar de forma plena, ou seja, contemplando toda a pessoa, em todas as suas dimensões, como atesta Floristan (1998, p. 484-485). Entretanto, o que se observa na vida litúrgica de algumas igrejas metodistas em Belo Horizonte, especialmente neste tempo de transformações socioculturais, é a diminuição do conteúdo e o aumento da emoção. Essa é a preocupação expressa por Zabatiero. Ele afirma:

Precisamos de uma renovação de nossa vida litúrgica, que está cedendo ao irracionalismo pós-moderno. Como consequência do irracionalismo, na vida da igreja, nossos cultos têm cada vez menos conteúdo e cada vez mais emoção. Cada vez menos Palavra de Deus, e cada vez mais desejos e sonhos humanos. Cada vez procuramos menos agradar a Deus, e mais a nós mesmos – afinal, “o culto não é para a gente se sentir bem?” Liturgias irracionais não ajudam a Igreja a enfrentar a pós-modernidade. A rejeição da razão não é a solução para os males da racionalidade moderna, voltada inteiramente para a técnica e a eficácia. Ao invés de vivermos levados pelos sentimentos, precisamos de uma racionalidade ampla, humana, plena. Precisamos de uma “razão comunicativa”, que, ao invés de se centrar na técnica e eficácia, tenha seu eixo na relação pessoal e social com o “outro” (próximo, na linguagem bíblica). Como cristãos, em particular, precisamos de uma inteligência crítica, que nos torne capazes de “dar a razão da nossa esperança a quem nos perguntar – I Pedro 3,15 – (2006, p. 4).

A preocupação pelo estético e pelo sentir-se bem tem predominado na maioria das liturgias das igrejas evangélicas, em detrimento de outros elementos litúrgicos, como a confissão e a leitura da Palavra de Deus. É o que Barbosa declara:

No culto da maioria das igrejas evangélicas, a liturgia tem sido comprometida pelo individualismo antropocêntrico e uma forte tendência narcisista. A preocupação pelo estético (a forma é mais importante que o conteúdo), o sentir-se bem (a centralização do homem e suas emoções), tem substituído sistematicamente elementos litúrgicos, como confissão, ou mesmo a leitura da Palavra de Deus. Não podemos ter uma liturgia que só aponta para as coisas positivas, como ações de graças, testemunhos de vitórias e cânticos triunfalistas. Alguns Salmos não iniciam com expressões de gratidão ou vitórias, mas com lamentos e confissão. Louvor e gratidão muitas vezes só aparecem depois de termos apresentado toda a verdade em confissão perante Deus. (...) As liturgias modernas, como o mundo moderno, optaram pela estética do culto como forma de provocar os estímulos necessários à presença e participação do

povo nas celebrações cristãs. Nossos cultos vão se transformando em verdadeiros espetáculos pirotécnicos (1994, p.79-80).

A liturgia no contexto urbano deve refletir a realidade da cidade, seus dilemas e esperanças, suas dificuldades e possibilidades. Portanto, não pode ser uma liturgia alienada da realidade. Deve sinalizar sempre a esperança de transformação e ser instrumento de motivação para a vivência da fé na cidade, sem, contudo, cair na armadilha do espetáculo e da superficialidade.