1.4 Türkiye’de Bilim ve Teknoloji Politikaları
1.4.6 Avrupa Birliği 6 Çerçeve Programı’na Katılım
A verdadeira autonomia dessa nova Igreja Metodista se torna evidente na elaboração dos novos Planos Quadrienais, a partir de 1970 (Planos Quadrienais de 1974 e 1978), fruto de pensadores brasileiros comprometidos com a missão da Igreja Metodista no Brasil e na América Latina.
No quadro abaixo temos uma visão geral do desenvolvimento da Igreja Metodista em termos de planos e ações programáticas. Esse panorama amplo nos facilita entender o processo histórico e as ações que a Igreja Metodista construiu ao longo de sua caminhada. Eis o quadro geral:
Visão dos Planos Quadrienais e Quinquenais da Igreja Metodista
1930 1º Concílio Geral Não teve Plano
1934 2º Concílio Geral Não teve Plano
1938 3º Concílio Geral Não teve Plano
1942 4º Concílio Geral Não teve Plano
1946 5º Concílio Geral Plano Quadrienal
“Avante por Cristo”
1950 6º Concílio Geral Plano Quadrienal
“Avante por Cristo”
1955 7º Concílio Geral Plano Quadrienal
“Avante por Cristo”
1960 8º Concílio Geral Plano Quadrienal
Igreja Local: missão, Cultura religiosa, família e
comunidade
1965 9º Concílio Geral Plano Quinquenal
“O metodismo, sua mensagem e missão para o Brasil e para o
1970 10º Concílio Geral Plano Quinquenal
“Missão e Ministério”
1974 11º Concílio Geral Plano Quadrienal
“Missão e Ministério”
1978 12º Concílio Geral Quadrienal
“Unidos Metodistas Evangelizam”
1982 13º Concílio Geral Plano Vida e Missão
1987 14º Concílio Geral Plano Vida e Missão
1992 15º Concílio Geral Dons e Ministérios
Comunidade Missionária a Serviço do Povo 1997 16º Concílio Geral Dons e Ministérios
Comunidade Missionária a Serviço do Povo Fonte: (GARCIA, 2000, p. 106 e 107)
Pode-se perceber no quadro acima a existência de alternâncias entre os planos e os períodos deles decorrentes, com uma média entre quatro ou cinco anos. As exceções são os extraordinários e o XV Concílio Geral, o qual estabeleceu um período de seis anos para o próximo Concílio Geral.
Desde a década de 40 até a de 60, a Igreja Metodista se orientou por meio dos Planos Quadrienais e suas propostas e desafios programáticos eram construídos para cada ano, sempre estabelecidos pelo Concílio Geral.
A partir de 1965 e 1970, a Igreja passou a utilizar os Planos Quinquenais, com temas propostos para cada ano. Em 1974 e 1978, retornam os planos quinquenais até o surgimento do Plano Para a Vida e Missão da Igreja, em 1982.
O movimento “Avante por Cristo”, cuja ênfase especial estava na evangelização e doutrina, estendeu-se durante o quinquênio de 1955 a 1960. O que se propunha era alistar o maior número de obreiros leigos e voluntários para o exercício do trabalho na Igreja Metodista. O crescimento numérico foi expressivo. Chegaram-se aos
seguintes números: 1946 – 29.578 e 1950 – 34.888 (EXPOSITOR CRISTÃO, 1999, p.14). Entretanto, apesar da euforia das “Cruzadas” e do “Avante por Cristo” das décadas de 40 e 50, a Igreja Metodista ainda estava distante dos seus alvos – para 1955, a Igreja almejava 45.000 membros e atingiu apenas 40.500 (EXPOSITOR CRISTÃO, 1999, p.11). A temática para o quinquênio era:
1961 - A igreja local e sua missão
1962 - A igreja local e sua cultura religiosa 1963 - A igreja local e a família
1964 - A igreja local e a comunidade.
No período de 1960 a 1965, todas as ênfases do Concílio Geral encontram- -se voltadas para a igreja local, fruto de todo o quadro e das mudanças conjunturais na vida da igreja brasileira. É um período marcado por tensões políticas, econômicas, financeiras e sociais, as quais se refletiram na vida e missão da Igreja.
O tema do IX Concílio Geral reflete esse contexto: “O metodismo: sua mensagem e missão para o Brasil e para o mundo”. Suas principais ênfases foram:
1966 - A mensagem evangelística, social e educacional 1967 - Ano do avanço missionário
1968 - A mensagem para a infância e adolescência 1969 - A mensagem para a mocidade e maturidade.
O projeto era despertar a juventude para um maior engajamento na construção de um país melhor e mais justo. Fica bem claro o propósito de não se perder de vista os desafios evangelísticos, sociais e educacionais.
Em julho de 1974, reunida em Concílio Geral na cidade do Rio de Janeiro, a Igreja Metodista aprovou um Plano Quadrienal. Tal documento tinha o propósito de estabelecer as principais orientações e diretrizes para a vida e a missão da Igreja
Metodista, visando ao quadriênio 1975-1978. Esse documento era fruto da preocupação do Conselho Geral da Igreja Metodista com a Missão da Igreja.
Para Oliveira (1982), o Plano Quadrienal aprovado em 1974 marcava um novo tempo na vida da Igreja Metodista. Embora o Concílio Geral de 1970 tenha aprovado mudanças estruturais significativas na organização e administração da Igreja Metodista, faltava, na visão de Oliveira, um plano que pudesse aprofundar o processo na busca de uma igreja mais brasileira. Assim ele relata:
Desencadeado o processo, com as modificações estruturais, logo mais a nova filosofia subjacente busca sua expressão, o que vai acontecer em 1974, com a elaboração do Primeiro Plano Quadrienal, realmente brasileiro, e que representa uma nova visão missionária, clamando por mais renovadas formas institucionais. A missão é a fonte, o Reino de Deus é o ponto de chegada, a libertação e o ministério de todos são a dinâmica, o Brasil e a cultura são o lugar e a forma da missão libertadora do Evangelho do Cristo (1982, p. 44).
No Plano Quadrienal de 1974-1978, encontram-se divididas as seguintes áreas: I - Área do ministério cristão
Ministério geral da igreja Ministério diaconal Ministério pastoral
II - Área de missões e evangelização O agente missionário
Conscientização Campos missionários
Relação entre culto e evangelização Métodos e meios para a ação missionária
III - Área de ação social Conceito
Aplicação dos princípios da doutrina social da Igreja Metodista
IV - Área de Educação Educação social Educação cristã
V - Área da unidade cristã
VI - Área de patrimônio e finanças
VII - Área da comunicação – Departamento Geral de Comunicação.
O Plano Quadrienal propõe continuar o esforço em trabalhar a caminhada da Igreja dentro de uma dinâmica de unidade nas esferas geral, regional e local. Outrossim, reflete a necessidade de se estabelecer o crescimento e desenvolvimento missionário da Igreja Metodista dentro das dimensões sociais, educacionais e evangelísticas.
O Plano Quadrienal 1979-1982, aprovado no XII Concílio Geral da Igreja Metodista, em 1978, é construído tendo como referência a estrutura e reflexão do Plano anterior, sem, contudo, trazer nenhuma novidade quanto ao seu conteúdo programático. Apenas reforça alguns elementos bíblicos, teológicos e pastorais. Ou seja, as propostas são similares e os objetivos são o de alcançar novos patamares de desenvolvimento numérico e transformadores na sociedade.
Encontra-se no Plano Quadrienal, aprovado em 1978, para os anos de 1979 a 1982, cujo tema fora “Unidos pelo Espírito metodistas evangelizam”, o propósito de se alcançar o número de 100 mil membros. O número aparece na capa do documento e depois na sua contracapa. Na pastoral dos bispos, editada no Expositor Cristão em 1971, cujo tema fora “Fazei discípulos”, o desafio já se direcionava ao crescimento da Igreja, com a temática: “Cada metodista ganhar mais um metodista”. Somente 20 anos depois essa meta foi definitivamente alcançada.
O Plano Quadrienal pretende reafirmar a visão da missão da Igreja Metodista já expressa no plano anterior. A ênfase é a missão, pois a Igreja está em missão. A missão se constitui de forma dinâmica por meio dos desafios educacionais, sociais e evangelísticos. Entendendo que a Missão é algo dinâmico, e que há uma interdependência entre as diversas áreas da vida e da missão da Igreja, o PQ de 1978, assim como o de 1974, dividia, para efeitos pedagógico-administrativos, a missão da Igreja em sete áreas de ação, como fundamentais para o planejamento. As áreas de trabalho da Igreja encontram- se assim configuradas:
A. Ação social B. Comunicação cristã C. Educação D. Ministério cristão E. Missões e evangelização F. Patrimônio e finanças G. Unidade cristã.
Estas áreas de ação não esgotam todas as dimensões da obra missionária. Dentro da perspectiva dos Dons e Ministérios, pode-se classificá-las como ministérios dinâmicos desenvolvidos pela Igreja.
3. 3. O PLANO PARA VIDA E MISSÃO DA IGREJA
O Plano Para Vida e Missão da Igreja (PVMI) foi adotado no XIII Concílio Geral da Igreja Metodista, realizado em julho de 1982, em Belo Horizonte, e declarou ser a continuação dos Planos Quadrienais de 1974 e 1978 e consequência direta da Consulta Nacional Vida e Missão. Apesar de dar sequência aos Planos Quadrienais, é um documento com características particulares. A duração do PVMI, de acordo com Castro (2001), diferentemente dos planos anteriores, não estava prevista para apenas um quadriênio, portanto, ele não poderia ser considerado um plano quadrienal, pois constituía-se num projeto que marcaria toda a vida e a missão da