VARIABLES, PHYSICAL EDUCATION, GAME AND SPORT PARTICIPATION
1.1. Problem Durumu
1.1.1. Beden Eğitimi
1.1.1.6. Beden Eğitimi ve Bedensel Gelişim
Após o processo de aquisição de medicamentos, há que recepcioná-los devidamente segundo algumas normas estipuladas. Nesta etapa, deve-se:
Conferir todos os produtos recebidos, contá-los e verificar se estão conforme o solicitado. Esta verificação também se estende às guias enviadas pelos fornecedores;
Assinar o comprovativo de entrega dado pelo fornecedor; Dar entrada dos medicamentos solicitados;
Após a entrada, transportar os medicamentos para serem armazenados correctamente sob as regras específicas de armazenagem;
Quando se trata de medicamentos hemoderivados, há ainda a verificação de documentos de aprovação elaborados pelo INFARMED. Após esta verificação, os documentos são anexados à factura e guardados (Brou et al., 2005);
Quando se recepcionam medicamentos citotóxicos, deve-se ter uma precaução adicional. Quem está responsável por esta tarefa deve estar consciente dos perigos que os citotóxicos acarretam para a saúde humana e por isso, está indicado o uso de luvas no contacto com estes produtos. Deve proceder-se a uma inspecção visual das embalagens que contêm citotóxicos para existir uma certificação de que não ocorreu nenhum incidente e que a integridade das embalagens permanece intacta. Em caso de derrame ou quebra, deve ser utilizado o kit previamente preparado e que entra na constituição da estrutura dos SFH (Gouveia et al., 2013).
O espaço onde decorre a recepção de encomendas também tem de apresentar algumas características:
Esta área deve ser independente ao armazém mas o acesso entre estes dois espaços deve ser facilitado;
Desenvolvimento
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Ter uma área de entrada suficientemente larga no caso de ser necessário receber grandes encomendas de medicamentos;
A área considerada mínima para recepcionar os medicamentos deve ser de 40m2, devidamente distribuídos em 20m2 para a recepção e outros 20m2 para um espaço administrativo;
Apresentar materiais e equipamentos como por exemplo computadores, secretárias, balcões e cadeiras;
Estar protegido contra agentes externos que possam comprometer a integridade e qualidade dos medicamentos, nomeadamente os agentes de natureza climatérica (Brou et al., 2005).
2.8. Armazenamento de medicamentos
Após a recepção dos medicamentos adquiridos, deve proceder-se à sua armazenagem adequada de modo a não comprometer a eficácia e a qualidade máxima desejada.
É importante salientar que existem dois tipos de armazenagem a nível hospitalar que obedecem a normas diferentes: a armazenagem comum e a especial, relativamente aos medicamentos citotóxicos e estupefacientes, substâncias inflamáveis e fármacos que necessitam de refrigeração ou congelação.
Quanto ao armazenamento de medicamentos que não sejam especiais como os casos referidos anteriormente, devem seguir-se alguns procedimentos como o controlo constante das condições de temperatura e humidade e o seu devido registo. Em relação ao processo de rotulagem, os medicamentos devem estar rotulados devidamente em espaços próprios para este efeito como prateleiras ou até gavetas e arrumados segundo a estrutura do Formulário Hospitalar Nacional de Medicamentos (FHNM) ou por ordem do alfabeto. Quanto às datas de validade dos medicamentos, estas devem ser examinadas regularmente e para evitar incidentes ou utilizações de produtos fora de prazo, os medicamentos devem ser guardados de acordo com a data de validade (Brou
et al., 2005).
O espaço destinado ao armazenamento também tem de cumprir requisitos mínimos: Área mínima de 150m2;
48 maior dimensão;
Espaço de limpeza fácil;
No caso de haver janelas, que estas tenham características que possam proteger o armazém de intrusos;
Condições específicas de protecção contra agentes externos, como estar a uma temperatura apropriada e com um baixo teor de humidade;
Possuir equipamento básico como armários, alarmes e kits de primeiros socorros, todos estes equipamentos devem estar bem destacados e devidamente indicados (Brou et al., 2005).
Em relação às substâncias que requerem condições de armazenamento especiais, as de natureza inflamável têm de ser armazenadas num sítio isolado do restante com paredes que sejam seguras em caso de incêndio e o chão tem de apresentar características impermeáveis e com uma ligeira inclinação. Já os medicamentos estupefacientes têm de ser armazenados num local seguro, com uma fechadura que salvaguarde estas substâncias. Os medicamentos que necessitam de ser conservados no frio são armazenados numa câmara fria (se não existir esta câmara, os medicamentos podem ser guardados em frigoríficos), com sistema de alarme e de temperatura ajustável (Brou et
al., 2005).
Por último mas não menos importante, os produtos citotóxicos devem ainda obedecer a algumas condições de armazenamento adicionais:
Estes medicamentos deverão ser armazenados em locais como prateleiras ou caixas de plástico com características específicas de modo a evitar possíveis rupturas nas embalagens;
O kit usado em situações em que há compromisso da embalagem de citotóxicos e ocorre um derrame deve estar presente também no armazém;
Deve estar indicado nas áreas destinadas a armazenar produtos citotóxicos que estes são para manejar com cuidado;
Os materiais e equipamentos utilizados devem ser calibrados e todos os procedimentos de controlo devem estar certificados e validados (Gouveia et al., 2013).
Desenvolvimento
49
2.9. Controlo de Qualidade
Esta é uma área da farmácia hospitalar que pretende garantir a máxima segurança e eficácia na utilização de medicamentos, por isso, deve existir uma actualização ao longo do tempo dos programas e procedimentos que a constituem para, de certo modo, prestar uma melhor assistência aos doentes.
Deve ser efectuado um CQ tanto dos medicamentos elaborados no hospital como das matérias-primas adquiridas pelo mesmo que posteriormente serão utilizadas pelo serviço de farmacotecnia para a preparação de medicamentos (Brou et al., 2005).
Os pacientes ao terem acesso aos medicamentos devem estar seguros relativamente à sua utilização e cabe aos farmacêuticos hospitalares garantir que os fármacos dispensados estão de acordo com as normas tais como a identificação e rotulagem devidas ou estarem acondicionados apropriadamente, de modo a não comprometer a sua acção terapêutica (American Society of Health-System Pharmacists, 2000).
Para proceder ao CQ de medicamentos, devem estar reunidas condições relativamente ao espaço destinado para este fim, assim como todo o equipamento necessário, equipa técnica e normas que devem ser respeitadas:
2.9.1. Área destinada ao CQ
Em relação ao espaço físico:
O laboratório deve possuir uma área no mínimo de 10m2; Deve existir uma chaminé;
As paredes devem ser de superfície lisa;
Área destinada especialmente à lavagem e limpeza de material utilizado (Brou et
al., 2005).
2.9.2. Equipamento e material
É importante referir que para a obtenção de melhores resultados, o equipamento deve ser sempre limpo após a sua utilização. A calibração do mesmo deve ser feita regularmente. O equipamento necessário para o controlo analítico da qualidade dos medicamentos é:
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Material específico para a determinação dos pontos de fusão e ebulição das substâncias;
Balança analítica e electrónica; Espectrofotómetro;
Refractómetro;
Hotte com capacidade de extrair os gases; Agitador mecânico; Mufla; Microscópio óptico; Viscosímetro; Condutivímetro; Osmómetro; Estufas de secagem;
Bancadas de apoio (Brou et al., 2005).
2.9.3. Equipa técnica
A equipa técnica para o CQ deve ser constituída, no mínimo, por: 1 Farmacêutico;
1 TDT;
1 AAM (Brou et al., 2005).
2.9.4. Normas a respeitar
Devem existir normas para proceder à calibração dos equipamentos; Após as calibrações, os registos devem ser guardados apropriadamente;
A Farmacopeia Portuguesa deve ser o documento adoptado para efectuar o controlo analítico das substâncias, seguindo os seus requisitos e monografias; Todos os protocolos e procedimentos realizados devem ser registados e
armazenados;
As pessoas que têm acesso ao espaço destinado para o CQ, incluindo os funcionários de limpeza, devem ter uma formação apropriada (Brou et al., 2005).
Desenvolvimento
51
Se o hospital não tiver uma área própria para efectuar os testes de CQ, entra em prática um método que possa garantir esta mesma qualidade. O método passa por adquirir as matérias-primas com qualidade reconhecida e com certificados de análise das substâncias, que são exigidos a quem os fornece, de modo a poder comprovar a sua qualidade (Brou et al., 2005).
Conclusão
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III. Conclusão
Com a constante evolução e modernização da medicina e da farmácia ao longo do tempo, nomeadamente com o aparecimento de cada vez mais fármacos, a área de produção de medicamentos nos próprios hospitais sofreu um decréscimo, perdendo espaço para a IF que apresenta condições para suportar uma produção de fármacos numa escala maior. Muitas das preparações necessárias antigamente encontram-se já disponíveis para aquisição directa, justificando assim o impacto referido anteriormente. Contudo, há certas situações em que a IF não consegue responder às carências dos doentes, como por exemplo disponibilizar no mercado certas doses e formas farmacêuticas de medicamentos que são fundamentais na terapêutica do doente. É nestas ocasiões que o farmacêutico hospitalar e o serviço de farmacotecnia do hospital oferecem a possibilidade e a capacidade de personalizar os fármacos conforme a necessidade, através da manipulação dos próprios medicamentos, sempre com as atenções focadas no doente, a fim de lhe proporcionar todos os cuidados necessários. Apesar de não ser necessário produzir medicamentos com tanta variedade e quantidade, a farmacotecnia continua a ser um sector indispensável para responder às necessidades terapêuticas de cada pessoa. Assim, os SFH tiveram o dever de se actualizar para acompanhar a evolução que se observou neste sector. Cada hospital teve se seguir todas as regras estipuladas nos vários procedimentos descritos relativamente às condições e requisitos mínimos de cada área incluída no sector de farmacotecnia para que se pudesse assegurar os medicamentos necessários a uma qualidade, segurança e eficácia máximas.
Em relação ao farmacêutico hospitalar, também este teve de acompanhar as evoluções através de uma formação contínua de modo a poder colocar em prática todos os seus conhecimentos nesta área da farmácia hospitalar, que exige um nível de conhecimento avançado e muito rigor na produção de medicamentos propriamente dita, para evitar colocar em risco a sua saúde ou a dos doentes.
Desta forma, o farmacêutico deve zelar não só pelas necessidades correspondentes a cada doente como por exemplo proporcionar e personalizar se necessário a medicação a cada indivíduo como também pelos interesses do próprio hospital, através de medidas
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como promover uma gestão racional dos medicamentos e possuir um carácter opinativo nos processos de aquisição dos fármacos e matérias-primas.
Neste contexto, a produção de medicamentos nos hospitais é um sector fundamental de entre os vários que constituem a farmácia hospitalar, pois tem a capacidade de assegurar os fármacos necessários e em condições de excelência, respondendo assim ao seu principal objectivo: atender às necessidades individuais de cada doente.
Referências Bibliográficas
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IV. Referências Bibliográficas
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