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BNK565 Bankalarda Operasyonel Yönetim (Operational Management in Banking) (3 credits) The course aims to introduce students overview of general evolution and general information about

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3 ND SEMESTER COURSE PLAN

E- BNK565 Bankalarda Operasyonel Yönetim (Operational Management in Banking) (3 credits) The course aims to introduce students overview of general evolution and general information about

Pretende-se aqui identificar e compreender de onde surge a necessidade de partilha de informações e quais os mecanismos de partilha entre os Estados Membros. Antes de mais, torna-se importante nesta sede referir que a partilha de informações aqui prevista designa a cedência de informações produzidas pelo ciclo de informações de um Estado a outro Estado, ou à UE, e vice-versa. Também, as relações privilegiadas são importantes nesta matéria pela relevância que o critério de confidencialidade e confiança apresenta no domínio das informações no âmbito das relações entre serviços que trabalham informações.

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Como especificado anteriormente existem alterações fulcrais no quadro securitário actual. Os Estados eram considerados como único actor que providenciava segurança e que ameaçava a paz, existindo uma clara separação de segurança interna e segurança externa. Com a proliferação de actores nas relações internacionais deu-se uma permeabilidade de fronteiras e, também, o esbatimento da separação interna e externa das ameaças pela ascensão de actores não estatais e novas formas de ameaças à segurança, aqui se inserindo o terrorismo. Assim, no “âmbito da União Europeia reforçar a segurança tem sido uma condição sine qua non do aprofundamento da liberdade. Essa circunstância permitiu já a adopção de medidas que se destinaram ao fortalecimento da cooperação policial e das agências de informações dos Estados-membros” (Feiteira, 2014, p. 157), no pressuposto de que os Estados-membros se devem preocupar com a segurança de toda a UE e não apenas com a sua.

A estratégia europeia de segurança reconhece que “uma análise comum das ameaças é a melhor base para uma actuação comum, o que exige uma melhor partilha de informações entre Estados-Membros e com os nossos parceiros” (Concelho da União Europeia, 2003, p. 12). É assim reconhecida a necessidade de partilha de informações e é no contexto dos actuais desafios securitários e suas características “que a partilha de informações estratégica e de segurança tem assumido um crescente protagonismo, em domínios como a prevenção e combate à ameaça terrorista, de origem islâmica, nacionalista, ou outra, ao crime organizado e às ciberameaças” (Feiteira, 2014, p. 159).

Apesar do anterior, o Tratado da União Europeia no seu artigo 24.º refere que “A política externa e de segurança comum está sujeita a regras e procedimentos específicos. É definida e executada pelo Conselho Europeu e pelo Conselho, que deliberam por unanimidade, salvo disposição em contrário dos Tratados”. Mantém-se assim o método

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intergovernamental na tomada de decisão, frisando desta forma o primado do Estado perante a União Europeia. Contudo, o Tratado da União Europeia prevê a possibilidade de, no domínio da segurança comum e no seio da União Europeia, serem realizados acordos multilaterais de cooperação que permitam a continuação de um trabalho de integração na justa medida em que seja difícil alcançar o consenso entre todos os Estado-membros.

Para a prossecução dos objectivos da UE no âmbito securitário e de condução da política externa é criado um Comité Permanente de Segurança Interna sob a alçada do Conselho na sua formação de Justiça e Assuntos Internos (Conselho JAI), conforme artigo 71.º do Tratado Sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), e o Serviço Europeu de Acção Externa (SEAE) na directa dependência do cargo de Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança (ARUNEPS), de acordo com artigo 27.º do Tratado da União Europeia. O Comité Permanente de Segurança Interna tem como principais funções “facilitar, promover e reforçar a coordenação da acção operacional dos Estados-Membros no domínio da segurança interna. Esta função de coordenação será exercida, nomeadamente, nas áreas da cooperação policial e aduaneira, da protecção das fronteiras externas e da cooperação judiciária em matéria penal relevantes para a cooperação operacional no domínio da segurança interna“ (Secretariado- Geral do Conselho da UE, 2009, p. 3). Já “nos termos do Tratado da União Europeia a partilha de informações estratégicas, no sentido de intelligence, é mediada pelo Serviço Europeu de Acção Externa (SEAE) organismo que assiste a Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança” (Feiteira, 2014, p. 159), sendo que a abrangência das funções deste organismo coincidem em boa medida com a abrangência das funções do ARUNEPS pois, de acordo com o n.º 3 do artigo 27.º do TUE, “no desempenho das suas funções, o

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Alto Representante é apoiado por um serviço europeu para a ação externa”.

No entanto quanto à partilha de informações, como refere Alice Feiteira, “observa-se que a eficiência e eficácia das agências de informações se baseiam, em larga medida, no recurso à cooperação com outras entidades” (Feiteira, 2014, p. 162). Apesar do primado do Estado neste âmbito, as entidades pertencentes aos Estados-membros responsáveis pela segurança reconhecem o interesse e necessidade de colaboração, sendo referido pela mesma autora a existência no seio da União Europeia de um contexto de “inteligência cooperativa”, onde se desenvolve a cooperação entre serviços de informações no sentido de compreender os desafios à segurança dos Estados. (Feiteira, 2014).

Apesar da existência de mecanismos de partilha de informações, a operacionalização da cooperação entre estes serviços está bastante dependente da verificação dos princípios da confiança e voluntariedade. É o carácter de interesse estratégico nacional, que envolve a produção de informações, que justifica a possibilidade de o Estado-membro não querer disponibilizar as informações a outros. Assim, os Estados- Membros são completamente autónomos quanto à disponibilização de informações e “é pois no quadro de parâmetros de voluntariedade, reciprocidade e cooperação que se verifica o exercício de partilha de intelligence no âmbito da União Europeia” (Feiteira, 2014, p. 161) sendo que não estão sujeitos a qualquer penalização formal se não partilharem.

Face ao anterior importa referir que se está a operar num domínio complexo da soberania dos Estados. Existe assim a necessidade de equilibrar os interesses estratégicos nacionais e os interesses estratégicos da UE, tal como o contexto e evolução das ameaças a que Europa está exposta no sentido de aferir até que ponto se pretende partilhar informações com a comunidade, ou se se pretende cooperar ao nível bilateral e multilateral.

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No entanto há a considerar que, ainda que não referindo a projecção externa dos interesses da UE e tendo apenas em vista as características das ameaças à União Europeia, é reconhecido que as estratégias de combate devem ser conceptualizadas e conduzidas de forma sinérgica.

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