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1. BÖLÜM

3.3. ÇALIġMA ALANLARI

São bastantes. Antes de tudo no tempo da Indonésia estudei a Língua Indonésia e sabia falar bem o „bahasa indonésio‟. Depois aprendi a Língua Portuguesa mas sem frequentar qualquer

67 curso de longa duração que me permitisse um bom conhecimento do português. Frequentei alguns cursos possíveis, temporários e por isso tenho apenas um conhecimento que considero mínimo.

a). Vocabulário: é muito elementar e por isso encontro uma grande dificuldade na compreensão das diferentes disciplinas. Este facto veio a causar uma grande barreira na minha vida académica. Na nossa língua Tétum que é considerada como língua nacional mas tem poucos vocabulários.

b). Verbos: A língua indonésia que aprendi não tem muitos verbos e os verbos não têm tanta flexão como na Língua Portuguesa. Deste modo torna-se muito fácil a construção das frases. Mas a Língua Portuguesa é muito rica, e os verbos têm muita flexão em tempo, modo, género e número. Não havendo muitos conhecimentos mais difícil se torna a apreensão dos conceitos e a construção das frases. O tétum tem muitas palavras de origem portuguesa ou mesmo portuguesas, mas os verbos em tétum são ainda mais fáceis que em inglês. Esta disparidade aumenta, a priori, a dificuldade.

c). Regras gramaticais: o mesmo que acontece com os verbos, e por isso é muito difícil conhecer e compreender. Além disso há pouco paralelismo entre as duas línguas e o mesmo acontece entre o português e o tétum, que tem muito poucas regras e nem sempre fixas. Há muitas regras gramaticais na Língua portuguesa, por isso é muito difícil para mim.

d) A nível da Língua escrita e da Língua oral: Por não ter muito conhecimento da Língua Portuguesa, das suas regras gramaticais, expressões idiomáticas, formas populares, verbos, e mesmo do vocabulário, os conhecimentos adquiridos no Ensino Superior têm-me ajudado bastante. Porém verifico muita insuficiência no meu conhecimento quer a nível escrito quer a nível oral. Não posso comparar-me a uma pessoa que possui a Língua desde a sua infância, que lhe está no sangue, ou seja com alguém que a tem como língua materna. Pessoalmente posso afirmar que se precisa muito tempo para aprender a escrever bem esta Língua Portuguesa, dada a sua dificuldade para nós, como acima já tentei dizer.

68 5. Como se pode fazer para que um maior número de pessoas possa aprender a Língua Portuguesa

Antes de tudo, o Governo timorense deve investir muito na formação dos professores da Língua Portuguesa para que por sua vez possam formar os alunos no conhecimento e expansão desta língua. Sem o conhecimento dos professores não podem haver maior número dos falantes, porque na educação é que pode ter a possibilidade de educar e formar as crianças no seu conhecimento.

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1. Quando começou a estudar português?

Eu nasci no tempo da ocupação da Indonésia, depois da Independência de Timor-Leste. Em 2002 é que comecei a estudar a língua frequentando o Curso da Língua Portuguesa orientado por professores portugueses.

2. Na sua família alguém fala português?

Os meus pais falavam português porque no tempo dos portugueses frequentavam a escola dos Padres em Soibada: por isso sabiam falar bem o português. Acho que os estudos que faziam os meus pais no tempo português lhes ajudavam bastante, para compreender e actuar na situação de hoje.

3. Porque escolheu estudar em Portugal?

Escolhi estudar cá em Portugal por duas razões, a meu ver fundamentais. Primeiro: o nosso Governo escolheu a Língua Portuguesa como língua oficial a par do tétum, para ambas serem utilizadas nas escolas, nos serviços públicos etc. Segundo: se quisermos manter viva a nossa relação histórica com Portugal temos que aprender, conhecer a fundo e compreender a Língua portuguesa e depois aplicá-la no dia-a-dia em qualquer lugar onde trabalharmos. Concretamente, sou Professora numa Escola Secundária em Balide. Acho que é muito importante aprender bem o português e desta maneira podê-lo ensinar aos meus alunos e a todos os que necessitarem conhecer esta Língua. Também para conhecer a cultura muito rica de um outro país, a fim de enriquecer o próprio conhecimento, para o bem comum.

69 4. Quais são as dificuldades que sente em relação à Língua Portuguesa?

São bastantes. Antes de tudo no tempo da Indonésia estudei a Língua Indonésia e sabia falar bem o „bahasa indonésio‟. Depois aprendi a Língua Portuguesa mas sem frequentar qualquer curso de longa duração que me permitisse um bom conhecimento do português. Frequentei alguns cursos possíveis, temporários e por isso tenho apenas um conhecimento que considero mínimo.

a). Vocabulário: é muito elementar e por isso encontro uma grande dificuldade na compreensão das diferentes disciplinas. Este facto veio a causar uma grande barreira na minha vida académica. A língua Tétum

b). Verbos: A língua indonésia que aprendi não tem muitos verbos e os verbos não têm tanta flexão como na língua portuguesa. Deste modo torna-se muito fácil a construção das frases. Mas a Língua portuguesa é muito rica, e os verbos têm muita flexão em tempo, modo, género e número. Não havendo muitos conhecimentos mais difícil se torna a apreensão dos conceitos e a construção das frases. O tétum tem muitas palavras de origem portuguesa ou mesmo portuguesas, mas os verbos em tétum são ainda mais fáceis que em inglês. Esta disparidade aumenta, a priori, a dificuldade.

c). Regras gramaticais: o mesmo que acontece com os verbos, e por isso é muito difícil conhecer e compreender. Além disso há pouco paralelismo entre as duas línguas e o mesmo acontece entre o português e o tétum, que tem muito poucas regras e nem sempre fixas. Há muitas regras gramaticais na Língua portuguesa, por isso é muito difícil para mim.

d) A nível da Língua escrita e da Língua oral: Por não ter muito conhecimento da Língua Portuguesa, das suas regras gramaticais, expressões idiomáticas, formas populares, verbos, e mesmo do vocabulário, os conhecimentos adquiridos no Ensino Superior têm-me ajudado bastante. Porém verifico muita insuficiência no meu conhecimento quer a nível escrito quer a nível oral. Não posso comparar-me a uma pessoa que possui a Língua desde a sua infância, que lhe está no sangue, ou seja com alguém que a tem como língua materna. Ainda não consigo conjugar o primeiro enunciado com o segundo ou terceiro. Pessoalmente posso afirmar que se precisa muito tempo para aprender a escrever bem esta Língua, dada a sua dificuldade para nós, como acima já tentei dizer.

70 5.Como se pode fazer para que um maior número de pessoas possa aprender a Língua Portuguesa

Penso que o governo timorense deve investir mais na área de formação dos professores, envia mais os jovens timorenses para Portugal e Brasil, no sentido de facilitar a consolidação do português no território do jovem Nação Timor-Leste. Cada cidadão deve sentir-se responsável no desenvolvimento do próprio país, em particular, esforçar em aprender a língua Portuguesa em qualquer oportunidade oferece a fim de praticar na vida quotidiana, em qualquer lugar onde for ou esteja. Se a Língua Portuguesa faz parte da identidade do povo timorense, devemos procurar ter este amor a nossa pátria.

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