D. KOMİSYON ÇALIŞMALARI SÜRECİ
D.2. Çalışma Ziyaretleri, Yerinde İncelemeler ve Diğer Faaliyetler
De acordo com RENCTAS (2008), desde os tempos coloniais, os governos brasileiros cogitavam proteger as florestas e outros recursos naturais, mas as medidas de proteção, sempre renovadas ao longo dos anos, jamais produziram efeitos práticos. Em 1921, foi criado o Serviço Florestal do Brasil, através do Decreto 4.421 de 28 de dezembro daquele ano, sendo o Presidente da República Epitácio Pessoa, e o ministro da Agricultura Simões Lopes. O Serviço Florestal começou a cuidar do assunto, com mais objetividade, com o Primeiro Código Florestal, datando de 1934.
Após três décadas, em 1967, no âmbito do Ministério da Agricultura, foi criado o IBDF, que cuidava da gestão das florestas. Outros órgãos, como a Superintendência da Pesca – SUDEPE, também subordinada ao Ministério da Agricultura, e a Superintendência da Borracha - SUDHEVEA, vinculada ao Ministério da Indústria e Comércio, se ocupavam de questões relativas aos recursos naturais, mas sem uma integração entre si. Além disto, esses órgãos exerciam funções primordialmente de incentivos fiscais e de promoção do desenvolvimento
econômico. Com a Lei nº. 7735, de 22 de fevereiro de 1989, foi instituído o IBAMA. O órgão é resultante da fusão das entidades que trabalhavam na área ambiental: SUDHEVEA, SUDEPE e o IBDF, juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente - SEMA, Esta fusão se deu como resposta às demandas estabelecidas na Conferência de Estocolmo em 197213, na qual o Brasil assumiu o compromisso de estabelecer uma gestão ambiental integrada, a partir de uma instância central. Posteriormente, o IBAMA passou a ser vinculado ao Ministério do Meio Ambiente - MMA, criado em 1992 (IBAMA, 2009).
É interessante observar que o surgimento do Ministério do Meio Ambiente se deu no mesmo ano em que ocorreu a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Rio 92. E além disso, a passagem do IBAMA ao organograma desse Ministério vem ao encontro da citada proposição brasileira de delimitar a gestão ambiental como pertinente a um órgão unificador.
O IBAMA nasce como uma autarquia federal, dotada de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e financeira, tendo sede em Brasília e jurisdição em todo o território nacional. É administrado por um presidente e por cinco diretores. Sua estrutura organizacional compõe-se de: Presidência; Diretoria de Planejamento, Administração e Logística; Diretoria de Qualidade Ambiental; Diretoria de Licenciamento Ambiental; Diretoria de Proteção Ambiental; Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas; Auditoria; Corregedoria; Procuradoria Federal Especializada; Superintendências; Gerências Executivas; Escritórios Regionais; e Centros Especializados (IBAMA, 2009).
O órgão tem como principais atribuições: exercer o poder de polícia ambiental; executar ações das políticas nacionais de meio ambiente, referentes às atribuições federais de licenciamento ambiental, à fiscalização, monitoramento e controle ambiental; a execução de programas de educação ambiental; a elaboração do sistema de informação e o estabelecimento de critérios para a gestão do uso dos recursos faunísticos, pesqueiros e florestais, e executar as ações supletivas de competência da União, em conformidade com a legislação ambiental vigente (IBAMA, 2009).
13 A Conferência de Estocolmo foi a Primeira Conferência Mundial de Meio Ambiente Humano, realizada em 1972
pela Organização das Nações Unidas – ONU, em Estocolmo, na Suécia. O tema central em discussão durante a Conferência foi a poluição, principalmente aquela oriunda das indústrias. Como conseqüência importante desse evento, surge a resolução de que se deve educar o cidadão para a solução dos problemas ambientais, o que se convencionou chamar de educação ambiental (REIGOTA, 2004).
Em relação ao tráfico de animais silvestres, a instituição fiscaliza, busca e apreende mediante denúncias, daí a importância da participação popular, no sentido de informar ao órgão a ocorrência da atividade criminosa. O principal destino que o IBAMA atribui à fauna apreendida é a soltura. No entanto, este procedimento deve ser vinculado a programas específicos de manejo das espécies, e estes aprovados pelo Departamento de Vida Silvestre do IBAMA. Em auxílio à atividade de fiscalização e apreensão, há os Centros de Triagem (CETAS) do IBAMA, que têm o objetivo de acolher os animais apreendidos, resgatados ou doados, prestar-lhes cuidados necessários e definir sua adequada destinação. Existem atualmente 50 Centros de Triagem no Brasil (IBAMA, 2009).
Os CETAS enfrentam dificuldades financeiras e técnicas, funcionando superlotados e
animal e a marcação adequada de cada indivíduo, verificar a capacidade de suporte da área na ecológicas do lugar, e monitorar a evolução e a adaptação pós-soltura. Os animais oriundos do tráfico também são encaminhados a outras instituições, tais como: zoológicos, instituições de pesquisa, criadouros científicos, criadouros conservacionistas, criadouros comerciais, ou pessoas físicas com termo de guarda voluntário (RENCTAS, 2008).
O trabalho do IBAMA no controle do tráfico enfrenta uma série de dificuldades, como materiais adequados, grande dimensão territorial do país (8.514.876 quilômetros quadrados),
animais, necessidade de conhecimento científico mais aprofundado para realizar a soltura, além por parte das autoridades jurídicas (RENCTAS, 2008).
Apesar dessas limitações, o IBAMA tem colhido resultados dos trabalhos iniciados pelos órgãos que lhe antecederam e constituíram. Protege fauna e flora, ampliou o número de unidades de conservação, deu força à proteção ambiental, criou sistemas de monitoramento e de acompanhamento, instituiu centros de pesquisa, melhorou o processo de concessão de licenças ambientais, tendo contribuído para que muitas das espécies ameaçadas de extinção ainda
sobrevivam. Para que esse trabalho prossiga com resultados mais amplos, a instituição necessita da participação popular, no sentido de prestar denúncias quando houver o testemunho de que existe, em alguma residência ou outros contextos, a presença de animais silvestres de forma ilegal. Estas denúncias podem ser feitas diretamente ao órgão ou à Polícia Militar local, que, juntamente com as demais polícias, também atua no combate ao mencionado tráfico (IBAMA, 2009).