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YEMEN: Türk Halk Müziği ezgilerinde sıkça duyulan ve gidenlerin geri gelmediğ

DÖRDÜNCÜ BÖLÜM

M. S 46'da Mark'ın Mısır'a gelmesi ile Hıristiyanlığa geçen ve Mısır'ın Hıristiyanları olarak bilinen Kıptiler (Yunanca bir kelime olan Aigyptos'tan gelmiştir Aigytos ta esk

5.14. YEMEN: Türk Halk Müziği ezgilerinde sıkça duyulan ve gidenlerin geri gelmediğ

Os primeiros relatos da peste suína clássica no Brasil são de 1896 em São Paulo. Desde então, a doença vem provocando surtos epizoóticos. Entre 1931-1937, foi relatado um surto da doença em São Paulo. Porém, em 1946, ocorreram surtos graves, especialmente no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Por ocasião da propagação da doença no Vale do Paranapanema, teve início um programa oficial de controle, conforme Peste... [198-]. Segundo Hipólito et al. (1965), ocorreu importante surto da doença em Bambuí, Minas Gerais, enquanto Sugai (1978), em 1950, citou que as criações do Rio Grande do Sul foram reduzidas em mais de 50%, afetando 300 mil propriedades.

Considerando-se que a maioria das criações de suínos era explorada em sistema tradicional, exceto nos Estados do Sul do país, observava-se a ausência do Estado em relação a essa atividade, pois os surtos de doenças, evitáveis por vacinação, multiplicavam-se, bem como o surgimento de novos problemas sanitários, provavelmente relacionados com o processo de importação de animais, em razão da dependência genética do país. O melhor indicador dessa situação caótica em que vivia a suinocultura nacional era a baixa cobertura vacinal contra a PSC, facilmente controlada por uma vacina, cuja técnica de fabricação foi modificada por médicos veterinários brasileiros e que durante muitas décadas foi utilizada em todo o mundo. Por decisão da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo foi feita na divisa com o Estado do Rio de Janeiro uma campanha de vacinação contra a PSC, oportunidade que permitiu conhecer com mais exatidão a real situação sanitária do rebanho suíno paulista. Em razão dessa campanha Martins (1978), elaborou um relatório sobre o resultado da investigação epidemiológica da PSA, entre março e julho de 1978. Assim, dos 29 rebanhos identificados como infectados pela PSA nesse Estado, verificou-se que o nível de cobertura vacinal contra a PSC era de 48,7%, com a ressalva de que apenas 28,6% dos rebanhos eram vacinados semestralmente, conforme a recomendação técnica. Esses dados demonstraram que o nível de cobertura da vacina favorecia a endemicidade da doença e a morte ocasional ou maciça de animais, dependendo do nível de proteção vacinal do rebanho e do tipo de amostra de vírus presente.

Considerando-se que não havia um sistema de vigilância suficiente para cobrir todo o país e tendo em vista, que com o surgimento da PSA, o governo federal determinara, por decreto, que todo cidadão deveria informar sobre mortes de suínos, era esperado um aumento de casos em todo o país.

O representante do frigorífico Seara, empresário Jandir Paludo, em entrevista

concedida à Revista Agricultura de Hoje, declarou que: “há uma certa dúvida sobre a extensão da PSA, e muita gente acha que é a PSC. Até onde vai a verdade da informação? No Brasil temos um rebanho de 40 milhões de suínos, houve uma produção e um consumo de vacinas contra a PSC, em 1977, em torno de 8 milhões. Se isso ocorreu, muitos suínos não foram vacinados contra a PSC e as pessoas podem estar confundindo-a com a PSA”, em Por Que... (1978). Esse é um raciocínio lógico em qualquer procedimento de natureza epidemiológica, mas não aparece de forma clara nos documentos oficiais.

A inexistência de um programa de saúde específico para suínos não motivava o setor privado para a produção da vacina cristal violeta para atender a todo o mercado. Considerando-se a produção de apenas oito milhões de doses anuais da vacina contra a PSC e admitindo-se que toda a produção seria consumida, a cobertura vacinal atingiria 20% do rebanho suíno nacional em 1977. Considerando-se a necessidade de aplicação de duas doses anuais por animal, essa cobertura cairia à metade desse valor.

No ano de 1978 houve uma redução de 35,5% na produção de vacinas, o que tornaria a situação ainda mais crítica. Portanto, a baixa cobertura vacinal contra a PSC seria o principal fator explicativo para a endemicidade da doença em nosso meio, criando uma grande dificuldade para a notificação e vigilância epidemiológica das doenças de suínos, desde que, clinicamente, algumas patologias se apresentam de forma muito semelhante nessa espécie.

Segundo informações oficiais, o maior número de casos concentrou-se nas regiões Sul e Sudeste. A disponibilidade de vacina contra a PSC no Brasil, entre 1975 e 1984, está registrada na tabela 1. A partir de 1980, com a implantação do programa de combate à peste suína e com a obrigatoriedade da vacinação contra a PSC, verificou-se maior consumo de vacinas, especialmente nos Estados do Sul e do Sudeste do país. Paralelamente observou-se o aumento de casos e focos da PSC a partir de 1976, que se reduziram após a implantação do programa citado, conforme tabelas 1 e 2. Tabela 1. Disponibilidade de vacinas produzidas no Brasil e importadas contra a Peste Suína Clássica (PSC), no período de 1975-84.

Ano Vacina brasileira (nº de doses) Vacina importada (nº de doses) Total (nº de doses) 1975 5.523.816 - 5.523.816 1976 8.670.324 - 8.670.324 1977 7.680.699 - 7.680.699 1978 4.955.105 - 4.955.105 1979 4.693.650 3.875.000 8.568.650 1980 10.579.565 1.000.000 11.579.565 1981 6.931.685 - 6.931.685 1982 11.645.670 - 11.645.670 1983 6.027.145 - 6.027.145 1984 6.041.606 - 6.041.606 Total 72.749.265 4.875000 77.624.265 Fonte: Bol...(1975-1984)

Tabela 2. Distribuição relativa de número de focos e de casos de Peste Suína Clássica no Brasil, no período 1975 - 84.

Ano Foco % Casos % Freqüência

acumulada 1975 154 4,7 2.402 4,3 4,3 1976 607 18,6 11.428 20,3 24,6 1977 640 19,6 12.717 22,6 47,2 1978 287 8,8 3.094 5,5 52,7 1979 222 6,8 8.313 14,7 67,4 1980 307 9,4 7.774 13,8 81,2 1981 343 10,6 3.547 6,3 87,5 1982 434 13,3 4.666 8,3 95,8 1983 140 4,3 943 1,6 97,4 1984 128 3,9 1.448 2,6 100,0 Total 3262 100 56.332 100 - Fonte: Boletim... (1975-1984)

O Ministério da Agricultura, até 1974, limitava-se a registrar o número de focos da doença, o que não permitia estabelecer indicadores epidemiológicos adequados. Considerando-se o período entre 1975 e 1984, o Ministério da Agricultura contabilizou a ocorrência de 3.262 focos de PSC, com 56.332 mortes, sendo que, entre 1975 e 1979, ocorreu o maior número de notificações da doença, com 67,4%. Merece ser ainda destacado que, em apenas dois anos consecutivos (1976 e 1977), a freqüência relativa a número de casos foi de 42,9% do total do período.

A disponibilidade de vacinas contra a PSC para o período de 1975 a 1984 era de 77.624.265 unidades, com uma oferta muito irregular, sendo que, entre 1975 e 1978, quando ocorreu maior número de casos da doença (52,7%), a disponibilidade de vacinas era de apenas 26,8 milhões de doses ou 6,7 milhões/ano, enquanto entre 1979 e 1982 a quantidade de vacina disponível era significativamente maior, com 36,1 milhões de doses ou 9,02 milhões/ano. Considerando-se que a PSC representava a principal preocupação dentre as doenças da espécie suína, esses dados demonstram a grande vulnerabilidade do rebanho nacional em relação a uma doença que era considerada uma das mais importantes prioridades em todos os países do mundo. Todos as cinco pessoas-chave que criavam animais puros não os vacinavam contra a

peste suína clássica, embora afirmassem que contavam com assistência técnica ocasional de natureza privada ou pública. O depoimento de técnicos e criadores foram respaldados também por várias pessoas- chave, que consideram que a PSC se caracterizava, no Brasil, por apresentar caráter crônico, episódios epidêmicos cíclicos, em decorrência da baixa cobertura vacinal, especialmente nos períodos em que a doença apresentava-se com baixa incidência. A ocorrência desses períodos de relativo silêncio em relação à ocorrência da PSC provavelmente explicaria a pouca procura pela vacina, visto que a maioria do efetivo suíno nacional era procedente de pequenas criações caseiras, conforme já descrito anteriormente. Com isso estabelecia-se um círculo vicioso, em que a indústria não era estimulada a produzir porque a demanda era baixa e os produtores não vacinavam porque a oferta da vacina era muito restrita.

Esses dados, embora publicados anualmente pelo Ministério da Agricultura, não eram sistematizados para propiciar seu aproveitamento, sob a forma de informação, nem para desencadear uma campanha contra a PSC. Conforme se evidenciou quando os dados foram sistematizados sob a forma de tabelas, não se tornou necessário fazer tratamento estatístico para verificação de hipóteses, para afirmar que,

dois anos antes da entrada da PSA no Brasil, estávamos frente a uma epidemia de PSC de grande significado, relacionada provavelmente à baixa cobertura vacinal. Se o controle da doença fosse efetivado a partir de 1976, deveríamos atingir, em 1978, uma cobertura vacinal adequada para controlar a epidemia e facilitar a vigilância contra a PSA. Dessa forma, ganhava consistência a hipótese formulada por representantes dos vários segmentos relacionados com a suinocultura, da ocorrência da PSC e não da PSA em praticamente todo o país. Provavelmente, antes de 1978 havia subnotificação pelo fato de ser uma tarefa restrita à vigilância sanitária de responsabilidade do Estado. No entanto, com a entrada da PSA no país, o governo federal, ao determinar, por decreto, que qualquer cidadão deveria informar às autoridades sanitárias a ocorrência de mortes ou doenças em suínos, produziu um extraordinário fluxo de dados, a ponto de muitas autoridades reclamarem do excesso de notificação sem significado sanitário. O aumento da cobertura vacinal a partir de 1979 promoveu forte declínio da PSC no país, sendo que entre 1981 e 1984 a freqüência acumulada de registros da doença foi de apenas 18,8%. Essa constatação reforça a hipótese anterior, ou seja, à medida que o Ministério promoveu um grande e louvável esforço para atingir níveis elevados de cobertura vacinal contra a PSC, a doença sofreu um imediato declínio e a PSA deixou também de ser identificada no país.

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Benzer Belgeler