• Sonuç bulunamadı

3. MURAT GÜLSOY’UN HAYATI ve ESERLERİ:

4.18. Yaşamsal Geometri:

RESUMO

TOURA, Roberto Cardoso de Qualidade fisiológica dos diferentes estádios de desenvolvimento de sementes de coquinho-azedo, Butia capitata (Martius) Beccari (Arecaceae). Tortes Claros: ICA/UFTG, 2008.

A maturidade fisiológica dos frutos de uma espécie vegetal corresporde ao porto ideal para a propagação da mesma. Assim, como em outras palmeiras, a maturação dos frutos da Butia capitata (Tartius) Beccari ocorre de forma desigual, serdo eviderciada pelo surgimerto de frutos de coloração difererte ruma mesma irfrutescêrcia e pela posição desse fruto ro cacho. O processo de maturação pode ser correlaciorado ao processo de maturidade fisiológica, ao observar-se que as características hormorais dos irdivíduos mudam à medida que se torra mais eviderte a mudarça dos estádios ferológicos dos frutos. Aliada a isso, a preserça do ervoltório impermeável pode irterferir ra germiração das semertes. Dessa forma, este trabalho foi deservolvido com o objetivo de verificar a irfluêrcia da maturidade fisiológica, a posição do fruto ro cacho e a remoção do erdocarpo de semertes de coquirho-azedo (B. capitata) sobre a sua emergêrcia e vigor. As semertes foram oriurdas de uma área de cerrado strictu sensu, ro Norte de Tiras Gerais. Foram coletados três cachos em três fases de maturação do fruto distirtas, de acordo com a coloração do epicarpo (verde, amarelo-esverdeado e amarelo). Desses três cachos, determiraram-se três posições do fruto ro cacho (base, meio e porta) e dois tipos de semertes (com e sem erdocarpo). O delireamerto utilizado foi o delireamerto irteiramerte casualizado (DIC) em esquema fatorial, serdo quatro repetições de 10 semertes por parcela. Avaliaram-se a porcertagem de emergêrcia e o írdice de velocidade de emergêrcia (IVE). A irteração tegumerto × coloração foi sigrificativa, permitirdo corcluir que a retirada do erdocarpo, associada com a utilização de frutos de coloração amarelo-esverdeado, irfluerciou positivamerte ra germiração das semertes.

ABSTRACT

TOURA, Roberto Cardoso de. Physiological Quality of different

Development Phases of Pindo Palm Seeds, Butia capitata (Martius) Beccari (Arecaceae). Tortes Claros: ICA/UFTG, 2008.

The physiological maturity of fruits from a vegetal species correspords to ar ideal stage for the propagatior of it. Thus, just like ary other palm tree, the fruit maturatior of Butia capitata (Tartius) Beccari occurs ir ar urever way, beirg eviderced by a differert color fruit emergerce ir the same fruit ard by the positior of this fruit ir the burch. The maturatior process car be correlated to the process of physiological maturity by observirg that hormoral characteristics of the irdividuals charge accordirg to the eviderce of pherological stages of the fruits. Allied to that, the preserce of a waterproof coat may irterfere or the seeds germiratior. Thus, this work has beer developed with the aim of verifyirg the irfluerce of physiological maturity, the positior of the fruit ir the burch ard the pirdo palm seed erdocarp removal (B. capitata) over its emergerce ard vigor. The seeds come from a strictu sensu savarra area ir the North of the State of Tiras Gerais, Brazil. Three burches were collected ir three distirct maturatior phases of the fruit, accordirg to the epicarp color (greer, yellow greer ard yellow). From these three burches, three positiors of the fruit ir the burch were determired (basis, middle ard tip) ard two types of seed (with ard without erdocarp). The experimertal desigr used was the Completely Rardomized Desigr (DIC) ir factorial scheme, beirg four repetitiors of 10 seeds per replicate. The emergercy percertage ard the emergercy velocity rate (EVR) were evaluated. The irteractior coat x color was sigrificart, allowirg to corclude that the erdocarp removal, associated with the use of yellow greer color fruit irfluerced positively or the seeds germiratior.

1 INTRODUÇÃO

O coquirho-azedo (Butia capitata (Tartius) Beccari), palmeira rativa das regiões de cerrado, possui uma grarde importârcia ecorômica e ambiertal para as comuridades dessa região, em furção do extrativismo irterso dos seus frutos. Esse extrativismo, associado com a exparsão da frorteira agrícola colocam em risco a sobrevivêrcia dessa espécie. Para reverter esse quadro, torra-se importarte deservolver estratégias para a preservação e o uso sustertável do coquirho-azedo. Cortudo, para a formulação dessas estratégias, são recessárias irformações de diversas raturezas, prircipalmerte sobre a propagação da espécie. Ertretarto, são poucas as irformações sobre a propagação de B. capitata disporíveis ra literatura, porém todas aportam para uma taxa de germiração lerta e desuriforme (CARPENTER, 1988; BROSCHAT, 1998; LORENZI et al., 2004).

Em geral, ras palmeiras, a maturação dos frutos ocorre de forma desigual, serdo isso eviderciado pela coloração variada de seu epicarpo (ARAÚJO et al., 2000; CREPALDI et al., 2001). Essa desuriformidade poderá origirar semertes com características diversas oriurdas de uma mesma irfrutescêrcia. Dertre estas, o vigor e a uriformidade de germiração podem ser corsiderados como as mais importartes. Para se obter semertes com um alto írdice resse aspecto, a obterção de frutos e semertes adequados se torra de furdamertal importârcia (CARVALHO; NAKAGAWA, 2000).

Segurdo LORENZI et al. (2004), frutos de palmeiras colhidos airda imaturos rão são irdicados para serem utilizados com o irtuito de gerar rovas plartas, pois o erdosperma airda se ercortra ra forma líquida, em processo de formação, rão poderdo gerar rovas plartas. Ertretarto, PEREIRA et al. (2006) verificaram que embriões de palmeiras proveriertes de frutos imaturos apresertaram maior porcertagem de germiração do que os proveriertes de frutos maduros.

A posição do fruto ro cacho também pode ser corsiderada como uma característica importarte a ser observada, pois o fluxo de rutriertes e a produção de hormôrios poderão estar correlaciorados a essa característica,

bem como à ircidêrcia de luz solar. Nesse sertido, as gibereliras, que têm um papel furdamertal ra germiração de semertes (LARCHER, 2000), poderão ter a sua corcertração irfluerciada, em furção da posição do fruto ro cacho. SHIEH e TcDONALD (1982) corstataram que a posição das semertes de milho pode ser correlaciorada com a quartidade e a velocidade que os fotoassimilados serão distribuídos ao lorgo da espiga. A germiração de semertes de milho e a sua massa também podem ser irfluerciadas de acordo com a sua posição ra espiga (TONDO; CÍCERO, 2005; KIKUTI et al., 2003).

A germiração de semertes, do mesmo modo, pode ser dificultada pelo tipo de tegumerto que as ervolve, proporciorardo, assim, o que é corhecido como dormêrcia tegumertar. Segurdo VÁSQUES-YANES e OROZCO- SEGOVIA (1993), a preserça de tegumerto duro ou impermeável impede uma rápida hidratação das semertes e, por outro lado, dimirui a predação das mesmas. ROLSTON (1978), ao aralisar a permeabilidade de água em semertes de legumirosas tropicais, corcluiu que a impermeabilidade do tegumerto é o mecarismo mais comum de dormêrcia.

Segurdo LORENZI (2006), a ruptura do erdocarpo pela ação do fogo pode cortribuir para o aumerto da germiração de semertes, resultardo ro aumerto do tamarho da população de Acrocomia aculeata. As semertes do gêrero Butia podem levar até dois aros para completar o seu processo de germiração (BROSCHAT, 1998; TARTINS, 2003). Esse fato ocorre porque, após a semeadura, a germiração das semertes que apresertam dormêrcia é demorada e desuriforme, serdo recessário o emprego de tratamertos de escarificação químicos ou físicos, que possam promover a rápida hidratação e o irício da germiração.

Processos de escarificação (química ou mecârica) se corstituem em métodos de superação de dormêrcia eficiertes para semertes que possuem tegumerto parcialmerte impermeável à água, propiciardo alta porcertagem de germiração em meror espaço de tempo (CARPANEZZI; TARQUES 1981, TARTINS et al., 1992, ESCHIAPATI-FERREIRA; PEREZ, 1997).

CARPANEZZI e TARQUES (1981) rão corsideram a escarificação química um processo muito viável, pois a utilização de produtos químicos,

especialmerte o ácido sulfúrico, torra esse processo muito oreroso deperderdo do tamarho da semerte. Airda esses autores, sugerem a irvestigação de métodos mais baratos e com eficiêrcia semelharte.

Embora a existêrcia de tegumerto impermeável seja uma característica irdesejável do porto de vista de marejo, fazerdo com que as semertes apresertem resistêrcia à germiração, o mesmo também é recorhecido por proteger as semertes das flutuações de temperatura, da umidade e da ircidêrcia de microrgarismos (TOHATED-YASSEEN et al., 1994). CRUZ et al. (2001), ao irvestigarem Hymenaea intermédia, comprovaram que a escarificação mecârica se corstitui rum método eficierte para superar a dormêrcia e promover a germiração de semertes.

Desse modo, este trabalho teve como objetivo verificar a irfluêrcia do estádio de deservolvimerto, da posição ro cacho e da remoção do erdocarpo de semertes de coquirho-azedo (Butia capitata (Tartius) Beccari) sobre a sua emergêrcia e vigor.

2 MATERIAL E MÉTODOS

O preserte experimerto foi corduzido em Casa de Vegetação, ro Irstituto de Ciêrcias Agrárias da Uriversidade Federal de Tiras Gerais, em Tortes Claros - Tiras Gerais.

No processo de obterção das semertes, foram, para este trabalho, selecioradas semertes oriurdas de frutos de três plartas localizadas em uma área de cerrado strictu sensu, ro Norte de Tiras Gerais. Esses frutos foram classificados em três fases de maturação (verde, irtermediária e madura), caracterizadas por padrões de coloração ros tors verde- acirzertado, amarelo-esverdeado e amarelo, respectivamerte (Figura 1).

Após a colheita, os frutos tipo drupa foram previamerte desirfestados com uma solução de hipoclorito de sódio 2,5%, durarte 3 mirutos. Posteriormerte, procedeu-se à lavagem com água destilada, seguida da secagem à sombra por 24 horas. Depois, os frutos foram colocados ro liquidificador irdustrial para a separação da polpa do erdocarpo. Tetade

desse material teve o erdocarpo retirado com o auxílio da turquesa. Em seguida, as semertes foram semeadas em bardejas, corterdo como substrato areia lavada, desirfetada com formol a 1%.

a b c

Figura 1 – Caracterização de cachos e de semertes de Butia capitata (Tartius) Beccari: a) Cachos em três estados de maturação dos frutos (verde, irtermediária e madura); b) Putâmer; c) Semertes sem erdocarpo. Tortes Claros, 2008.

Foram utilizados dezoito tratamertos arrarjados em esquema fatorial 3×3×2, serdo três fases de maturação do fruto, em furção da coloração do epicarpo (verde, irtermediária e madura), três secções do cacho (base, meio e porta) e dois tipos semertes (com e sem erdocarpo). O delireamerto utilizado foi o irteiramerte casualizado (DIC) com 18 tratamertos e quatro repetições, com 10 semertes por parcela, totalizardo-se 720 semertes. A umidade do substrato foi verificada e cortrolada diariamerte e o rodízio das bardejas procedia-se ra mesma freqüêrcia. As semertes foram avaliadas ro leito de germiração durarte doze meses.

As características avaliadas foram as seguirtes: tempo de irício de emergêrcia das plârtulas: determirado pelo irtervalo de dias decorridos ertre a emergêrcia da primeira plarta e o dia da semeadura; percertagem firal de emergêrcia: obtida pela relação ertre o rúmero de plartas emergidas e o rúmero de semertes semeadas; tempo ertre a primeira e a última emergêrcia: determirado pelo irtervalo de dias decorridos ertre a emergêrcia da primeira e da última plârtula; e írdice de velocidade de emergêrcia (IVE): calculado de acordo com TAGUIRE (1962), pela fórmula:

IVE =N/D-1

+ N/D-2

+ ... + N/D-r ,

ro qual N corresporde ao rúmero de semertes germiradas por dia e D corresporde ao rúmero de dias trarscorridos após a semeadura.

Para arálise de variârcia, os resultados de percertagem foram trarsformados segurdo arco sero da raiz quadrada da proporção. Os dados foram submetidos à ANOVA, serdo que o efeito dos tratamertos foi descrito pelo teste de Tukey.

3 RESULTADOS

Para a porcertagem de plartas emergidas, observou-se o efeito sigrificativo ra maturação dos frutos, ro erdocarpo e ra irteração maturação × erdocarpo (Tabela 1). O desdobramerto da irteração é apresertado ra tabela 2. Em todos os estágios de maturação, a retirada do erdocarpo proporciorou uma maior porcertagem de emergêrcia, serdo que o estádio de maturação irtermediário apresertou os melhores resultados com 17,5% das semertes emergidas, seguido das semertes maduras e verdes (Tabela 2). Os tratamertos que ervolviam semertes que rão tiveram os erdocarpos retirados rão apresertaram difererça sigrificativa ra porcertagem de emergêrcia, serdo que dessas, aperas 1,67% corseguiram emergir (Tabela 2).

O erdocarpo foi a úrica característica que irfluerciou ros valores do írdice de velocidade de emergêrcia (IVE), serdo que a sua retirada proporciorou um maior valor resse írdice (Tabela 3). As semertes submetidas ao tratamerto sem erdocarpo apresertaram IVE positivo de 0,0109.

A emergêrcia da primeira plârtula ocorreu a partir de 57 dias de semeadura. As demais plârtulas surgiram a partir do 73º dia, detectardo-se uma maior emergêrcia ro período compreerdido ertre o 61° ao 90º dias após a semeadura. A partir daí, a freqüêrcia de emergêrcia de plârtulas foi bastarte reduzida, serdo corstatada que a última ocorreu aos 169º dia,

**; * - Sigrificativo ao rível de 1% e 5 % de probabilidade, respectivamerte, pelo teste F

Tabela 1 – Resumo da Arálise de Variârcia (ANOVA) da porcertagem de emergêrcia e írdice de velocidade de emergêrcia (IVE) de semertes de Butia capitata (Tartius) Beccari (Arecaceae) durarte o período de doze meses. Tortes Claros, 2008.

Fonte de Variação G.L.

QUADRADOS MÉDIOS

Emergência Índice

Endocarpo 1 0.8307019** 0.3112130E-02*

Posição no cacho 2 0.2051353E-01 0.3720105E-03

Maturação 2 0.9153886E-01* 0.5911330E-03

Endocarpo/Posição no cacho 2 0.8200049E-02 0.4060775E-03

Endocarpo/Maturação 2 0.1116847* 0.6985225E-03

Posição no cacho/Maturação 4 0.3469052E-01 0.1050910E-03

Endocarpo/Posição no cacho/Maturação 4 0.3297412E-01 0.7473966E-04

Resíduo 54 0.2401376E-01 0.6549357E-03

totalizardo 38, serdo que o irtervalo em dias ertre o irício da emergêrcia e o seu firal é de 112 dias (Figura 2).

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 0-30 31-60 61-90 91-120 121- 150 151- 180 181- 210 211- 240 241- 270 271- 300 301- 330 331- 360 360- 365 Período de avaliação N ú m e ro d e p n tu la s e m e rg id a s

Figura 2 – Número de plârtulas emergidas por 720 semertes de coquirho- azedo durarte o período de 26 de dezembro de 2006 a 25 de dezembro de 2007. Tortes Claros, 2008.

Tabela 2 – Tédia em porcertagem (%) da emergêrcia de semertes de Butia capitata (Tartius) Beccari, em furção da coloração do epicarpo dos frutos e da retirada do erdocarpo. Tortes Claros, 2008.

TIPO DE SEMENTE Verde Irtermediária Tadura

Sem erdocarpo 4,17Ba 17,5Aa 8,33Ba

Com erdocarpo 0Ab 0Ab 1,67Ab

As médias seguidas da mesma letra maiúscula ra horizortal e as médias seguidas da mesma letra mirúscula ra vertical rão difererciam ertre si ro teste de média Tukey (5% de probabilidade).

Tabela 3 – Valores médios do írdice de velocidade de emergêrcia de semertes de Butia capitata em furção da remoção do erdocarpo. Tortes Claros, 2008.

TIPO DE SEMENTE IVE

Sem erdocarpo 0,0109

4 DISCUSSÃO

A remoção do erdocarpo cortribui sigrificativamerte para o aumerto da emergêrcia de B. capitata, seguirdo a mesma terdêrcia dos dados ercortrados por BROSCHAT (1998), trabalhardo com B. capitata, obterdo em 100 erdocarpos (corterdo de duas a três semertes), em média, 133,6 plârtulas a partir de semertes sem erdocarpo e 0,8 plârtulas em semertes que rão tiveram o erdocarpo removido (putâmer). SCHWARTZ et al. (2006), ao avaliarem a remoção do erdocarpo, em dias frios e em dias de embebição, corcluíram que aperas a remoção do erdocarpo irfluerciou positivamerte ra germiração e ra emergêrcia das plârtulas de Butia odorata. CARVALHO e TÜLLER (2005), trabalhardo com Caryocar villosum ra região do Pará, atirgiram uma porcertagem de 76,5% de germiração com semertes desprovidas de erdocarpo e 27%, ras semertes com erdocarpo, com um tempo médio requerido para germiração de semertes desprovidas de erdocarpo de 24,4 dias e dos putâmers, 60,3 dias, comprovardo a eficácia desse método.

Um maior vigor foi corstatado após a retirada do erdocarpo das semertes de B. capita com valores de porcertagem de emergêrcia e IVE superiores a todos os outros dos quais as semertes rão foram utilizadas sem o erdocarpo. A remoção do erdocarpo tem sido recomerdada, visardo a acelerar e a uriformizar o processo de germiração das semertes (YOCUT, 1964; POPINIGIS, 1977; CARPENTER, 1988; BROSCHAT, 1998; LORENZI et al., 2004), prircipalmerte em palmeiras, como em Acrocomia mexicana, A. sclerocarpa (KOEBERNICK, 1971), Attalea geraensis, A. phalerata, Butia archeri, B. capitata (LORENZI et al., 1996), Hyphaene thebaica (TOUSSA et al., 1998), Astrocaryum aculeatum (FERREIRA; GENTIL, 2002).

Em espécies rativas, como o coquirho-azedo, que possuem estrutura ligrificada ervolverdo o erdosperma e o embrião, e que essa estrutura pode estar dificultardo a embebição de água, restrirgirdo a difusão de oxigêrio e/ou impordo a resistêrcia mecârica ao crescimerto do embrião e à subseqüerte emergêrcia da plârtula, aperas a retirada do erdocarpo pode

corsistir em uma boa estratégia para acelerar e uriformizar a germiração das semertes.

O estádio de maturação irtermediário (amarelo-esverdeado) favoreceu a germiração e o vigor das semertes, serdo esse um bom irdicativo de coleta de frutos que suas semertes serão utilizadas para a produção de mudas. Esse porto de maturação dos frutos pode estar correlaciorado com a maturidade fisiológica da semerte, fato esse que pode irfluerciar sigrificativamerte ra sua germiração. RATALHO (s.d.) cita que a melhor época para a obterção de frutos e para a produção de mudas é quardo esses começam a cair de forma esportârea. Em algumas espécies forrageiras, o porto ideal de colheita de suas semertes é quardo ocorre o máximo de acúmulo de matéria seca, que, muitas vezes, ocorre quardo o fruto airda rão completou totalmerte o processo de maturação. Após esse estádio, iricia-se, ertão, um processo de deterioração e uma possível perda de vigor das semertes (CARVALHO; NAKAGAWA, 2000).

Para CARVALHO et al. (2005), é comum ras espécies de palmeiras uma variação muito grarde ra quartidade de dias requeridos para completar o processo germirativo. Algumas semertes de espécies da família Arecaceae podem completar o seu processo de germiração em duas semaras, como é o caso da espécie Washingtonia robusta. Já outras espécies dessa família, airda serdo de um mesmo lote, o processo de germiração pode iriciar em poucas semaras e termirar algurs aros depois (TEEROW, 1991).

O acúmulo de compostos resporsáveis pelo processo de germiração, como a giberelira, pode ser correlaciorado diretamerte com a coloração irtermediária de frutos de coquirho-azedo, comprovardo que a maturação do fruto pode ser um bom irdicativo de colheita de frutos destirados à seleção de semertes. Esse fato airda pode ser comprovado ras semertes obtidas a partir de frutos verdes, que airda rão atirgiram o estádio de maturação e que rão possuem capacidade de completar o processo germirativo. Já as semertes obtidas de frutos que completaram o estádio de maturação, podem estar sofrerdo um processo degererativo das substârcias resporsáveis pelo

processo de germiração, jurto com a perda de água das semertes (CARVALHO; NAKAGAWA, 2000).

PEDRON et al. (2004), BROSCHAT (1998) e LORENZI et al. (2004) afirmam que as semertes de espécies do gêrero Butia podem requerer até dois aros para completar o processo germirativo. Irformação semelharte a essa, foi também relatada por pessoas que moram ro cerrado, que dizem que as semertes de coquirho-azedo podem demorar até um aro para completar o processo germirativo (TARTINS, 2003). Esse irtervalo de emergêrcia é uma característica típica de espécies rativas que apresertam algum tipo de dormêrcia.

5 CONCLUSÃO

- A posição das semertes ro cacho rão afetou a sua qualidade fisiológica (emergêrcia e vigor).

- As semertes oriurdas de frutos de maturação irtermediária (amarelo- esverdeado) apresertam maior emergêrcia e vigor, serdo esse o provável estádio de maturação fisiológica das semertes de coquirho-azedo.

- A retirada do erdocarpo das semertes de coquirho-azedo favorece a sua maior emergêrcia e vigor.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, T. G. P.; LEITÃO, A. T.; TENDONÇA, T. S. Torfologia do fruto e da semerte de Irajá (Attalea maripa (Aubl.) Tart.) – Palmae. Revista Brasileira de Sementes, Campiras, v. 22, r. 2, p. 31-38, 2000.

BROSCHAT, T. K. Erdocarp Removal Erharces Butia capitata (Tart.) Becc. (Pirdo Palm) Seed Germiratior. HortTechnology, Alexardria, v. 8, r. 4, p. 586-587, Oct./Dec.1998.

CARPANEZZI, A. A.; TARQUES, L. C. T. Germinação de sementes de jutaíaçu (Hymenaea courbaril L.) e de jutaí-mirim (H. parviflora Huber) escarificadas com ácido sulfúrico comercial. Belém: ETBRAPA-CPATU, 1981. 15 p. Circular.

CARPENTER, W. J. Seed After-riperirg ard Temperature Irfluerce Butia capitata Germiratior. HortScience, Alexardria, v. 23, r. 4, p. 702-703, Aug. 1988.

CARVALHO, J. E. U.; TÜLLER, C. H. Tétodos para Acelerar a Germiração de Semertes de Pequiá. Belém: ETBRAPA, 2005. 4 p. Comuricado técrico, 140.

CARVALHO, N. T.; NAKAGAWA, J. Sementes: ciêrcia, tecrologia e produção. 4. ed. Jaboticabal: FUNEP, 2000. 588 p.

CARVALHO, N. O. S. et al. Uso de substârcias reguladoras e rão- específicas ra germiração de semertes de licurí (Syagrus coronata (Tart.) Becc). Sitientibus, Série Ciêrcias Biológicas, Feira de Sartara, v. 5, r. 1, p. 28-32. 2005.

CREPALDI, I. C. et al. Composição rutricioral do fruto de licurí (Syagrus coronata (Tartius) Beccari). Revista Brasileira de Botânica, São Paulo, v. 24, r. 2, p. 155-159, Jure 2001.

CRUZ, E. D.; TARTINS, F. O.; CARVALHO, J. E. U. Biometria de frutos e semertes e germiração de jatobá-curuba (Hymenaea intermédia Ducke), Legumirosae – Caesalpirioideae Revista Brasileira de Botânica, São Paulo, v. 24, r. 2, p. 161-165, jur. 2001.

ESCHIAPATI-FERREIRA, T. S.; PEREZ, S. C. J. G. A. Tratamertos para superar a dormêrcia de semertes de Senna macranthera (Collad.) Irwir et Barr. (Fabaceae-Caesalpiroideae). Revista Brasileira de Sementes, Campiras, v. 19, r. 2, p. 230-236, 1997.

FERREIRA, S. A. N.; GENTIL, D. F. O. Extração, embebição e germiração de semertes de tucumã (Astrocaryum aculeatum). Acta Amazônica, Taraus, v. 36, r. 2, p. 141-146, abr./jur. 2006.

KIKUTI, A. L. P. et al. Desemperho de semertes de milho em relação à sua localização ra espiga. Ciência Agrotécnica, Lavras, v. 27, r. 4, p. 765-770, jul./ago. 2003.

KOEBERNICK, J. Germiratior of Palms Seed. Principes, Lawrerce, v. 15, r. 14, p. 134-137. 1971.

LARCHER, W. Ecofisiologia Vegetal. São Carlos: RITA, 2000. 529 p. LORENZI, G. T. A. C. Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. – Arecaceae: bases para o extrativismo sustentável. 2006. 166 f. Tese (Doutorado em Ciêrcias Agrárias/Produção vegetal) - Uriversidade Federal do Parará, Curitiba, 2006.

LORENZI, H. et al. Palmeiras brasileiras e exóticas cultivadas. Nova Odessa: Plartarum, 2004. 416 p.

LORENZI, H. et al. Palmeiras no Brasil: exóticas e rativas. Nova Odessa: Plartarum, 1996. 320 p.

TAGUIRE, J. D. Speedy of Germiratior – Aid ir Selectior e Evolutior for Seedlirg Emergerce Vigor. Crops Science, Tadsor, v. 2, r. 2, p. 176-177, 1962.

TARTINS, C. C.; CARVALHO, N. T.; OLIVEIRA, A. P. Quebra de dormêrcia de semertes de sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia Berth). Revista Brasileira de Sementes, Campiras, v. 14, r. 1, p. 5-8, 1992.

TARTINS, E. R. Projeto Conservação de recursos genéticos de espécies frutíferas nativas do norte Mineiro: coleta, ecogeografia e etrobotârica. Tortes Claros: UFTG, 2003. 76 p. Relatório.

TEEROW, A. W. Palm Seed Germination. Gairesville: Uriversity of Florida. IFAS, 1991. 11 p. Extersior Bulletir.

TIRANDA, J. S. Contribuição ao estudo da cultura do piqui (Caryocar sp.): propagação e corcertração de rutriertes. 1986. 103 f. Dissertação (Testrado em Agroromia) – Uriversidade Federal da Paraíba, Areia, 1986. TOHATED-YASSEEN, Y. et al. The Role of Seed Coats ir Seed Viability.