3.3. İletişim Yönetimi Sürecinde Yeni İletişim Teknolojileri
3.3.2. Web Teknolojisinin KOBİ’lerde İletişim Yönetimi Faaliyetlerinde
Quarta função da medicina (depois da promoção, prevenção e do tratamento médico propriamente dito), a reabilitação nasce da necessidade do trabalho integral voltado para o paciente. No Brasil as instituições de reabilitação datam de períodos históricos diferentes e adotam modelos assistenciais conforme a cultura, que envolve os agentes de sua constituição, e o tipo de deficiência a que se destina reabilitar (SOUZA; MANCUSSI; FARO, 2011).
Um centro de reabilitação é um tipo de EAS onde atuam profissionais especializados em diversas áreas, a citar: fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, pediatra, ortopedista, neurologista, fonoaudiólogo, dentista, assistente social, dentre outros. A diversidade e a complexidade das atividades de gerenciamento (administrativas), saúde (médicas e de outros profissionais), conforto (de pacientes, cuidadores e funcionários) e manutenção (realizada por funcionários) levam a reflexão acerca da possibilidade de aprimoramento desses edifícios, por meio de pesquisas sobre os diversos elementos arquitetônicos que compõem os ambientes de saúde.
A dinâmica de usos de Centros de Reabilitação, geralmente fragmentada e diversa, necessita de constantes avaliações de sua funcionalidade, que associa atividades de atenção à saúde (clínicas, laboratoriais e sociais), com atividades administrativas e serviços de manutenção, levando em consideração a qualidade de vida e o bem estar de seus usuários. Essa diversidade de usos e usuários que tornam essa tipologia complexa evidencia a importância de se pensar em todo o ciclo de vida da edificação (produção, construção, funcionamento, evacuação e recuperação).
No Brasil, a Rede SARAH se destaca como símbolo de boa arquitetura. Diversos autores (LATORRACA, 2000; LUKIANTCHUKI; CARAM, 2001; EKERMAN, 2005; PÉREN, 2006; TOLEDO, 2007; WESTPHAL, 2007; GUIMARÃES, 2010) evidenciam as soluções bem sucedidas adotadas pelo arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé) ao concretizar uma arquitetura mais humana, preenchida por luz e ventilação natural, além de racionalizada e economicamente viável. Em relação aos aspectos construtivos, Ekerman (2005) ressalta sua preocupação com o clima e soluções que viabilizem a pré-fabricação.
Alguns conceitos arquitetônicos adotados na Rede SARAH, objetivando a eficiência energética, estão relacionados à orientação solar, aproveitamento da ventilação e iluminação natural, dimensionamento de aberturas (portas e janelas), de proteções solares,
51 escolha de materiais, formas, cores e proporções dos espaços exteriores e interiores, que devem ser pensados desde o começo do processo de desenho, para proporcionar uma sensação de conforto ambiental nos usuários.
Dando ênfase aos centros de reabilitação projetados por Lelé, Toledo (2007, p.441) afirma que as unidades hospitalares da Rede SARAH podem ser consideradas como “[...] as mais espetaculares que já tivemos o prazer de visitar.”
No tratamento deste tipo de clientela, a edificação hospitalar tem uma grande importância, podendo estimular a reabilitação motora do paciente, como ocorre nos hospitais projetados por Lelé, ou, pelo contrário, inibi-la, como é comum acontecer em edificações repletas de barreiras arquitetônicas.
2.3.2.1. Ginásios de reabilitação
Um ginásio de reabilitação é um equipamento arquitetônico que deve contar com áreas comuns e específicas para atendimento ambulatorial de pessoas com deficiência física, motora e mental. Para tanto, conta com ambientes terapêuticos e de apoio. Em suas instalações, normalmente atuam profissionais especializados nas áreas de fisioterapia e terapia ocupacional. Embora esses profissionais compartilhem o mesmo espaço terapêutico, suas atividades necessitam de cuidados distintos quanto ao ambiente físico.
Enquanto os fisioterapeutas realizam atendimentos voltados para a reabilitação músculo-respiratório, terapeutas ocupacionais atuam na autonomia de pessoas com problemas físicos, sensoriais, psicológicos, mentais e sociais, por meio de intervenções na saúde, na educação e na esfera social (COSTA, 2006).
De acordo com as recomendações de Ayres (1995), Moore e Cosco (2005), o ambiente construído de um ginásio de reabilitação não deve contemplar apenas espaços de atendimento em ambiente interno. A utilização de equipamentos, que desenvolvam a integração sensorial, é facilmente adaptável à ambientes externos. Dentre eles, podemos destacar: cama elástica, balanço, piscina de bolas, pisos táteis e jardins terapêuticos. Dessa forma, incorporam atividades lúdicas ao tratamento terapêutico ao ar livre.
2.3.2.2. Centros Especializados em Reabilitação
Um Centro Especializado em Reabilitação (CER), de acordo com o Ministério da Saúde, é um ponto de atenção ambulatorial especializado em reabilitação que realiza diagnóstico, avaliação, orientação, estimulação precoce e atendimento especializado em reabilitação, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva. Nomenclatura
52 instituída para os componentes da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde pela Portaria nº 793/2012, garante o acesso, em todo território nacional, da pessoa com deficiência aos pontos de atenção da Rede. Para tanto, conta inclusive com transporte sanitário.
Os CER são serviços de qualidade assistencial em reabilitação que atendem pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual, conforme o número de modalidades habilitadas. Um CER possui as seguintes categorias: CER II – composto por duas modalidades de reabilitação; CER III – composto por três modalidades de reabilitação; e CER IV – composto por quatro modalidades de reabilitação.
Atualmente, as unidades de reabilitação da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência do SUS recebem recursos do Ministério da Saúde por produção. Além disso, essas unidades não ofertam serviços de reabilitação integrados, geralmente abarcam apenas uma modalidade. Com a nova política, os CER, serão custeados pelo Ministério da Saúde mensalmente, o que dará sustentabilidade para os serviços, que também deverão ser ofertados integrando todas as modalidades.
Em um CER, todos os atendimentos devem ser realizados de forma articulada com os demais pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde (SUS), através de Projeto Terapêutico Singular, que envolva equipe, usuário e família. Pode ainda, em parceria com instituições de ensino e pesquisa, contribuir com o avanço e a produção de conhecimento e inovação tecnológica em reabilitação, bem como ser pólo de qualificação profissional. Com a implantação dos CERs, as pessoas com deficiência passam a ter acesso a novos serviços e equipamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ministério da Saúde anunciou em maio de 2013 uma série de ações com aporte de R$ 205,2 milhões que pretende beneficiar 944 mil pessoas por ano, por meio de vinte e nove Centros Especializados de Reabilitação (CER), sendo um no Rio Grande do Norte. O Centro de Reabilitação Infantil (CRI) localizado em Natal é referência no Rio Grande do Norte. Classificado como CER III, desde 2013, atende pessoas com deficiência física, intelectual e auditiva.
2.3.2.3. Legislação brasileira para Centros Especializados em Reabilitação (CER)
A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, por meio da Portaria nº 1060 de 5 de junho de 2002, define como propósito proteger a saúde da pessoa com
53 deficiência na sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a inclusão em todas as esferas da vida social e prevenindo agravos que determinem o aparecimento de deficiências. Assim, tem como objetivo principal propiciar atenção integral à saúde da pessoa com deficiência desde a atenção primária até a sua reabilitação, incluindo a concessão de órteses e próteses e meios auxiliares de locomoção, quando se fizerem necessários. As diretrizes da política são: promoção da qualidade de vida, prevenção de deficiências, atenção integral a saúde, melhoria dos mecanismos de informação e a organização e funcionamento dos serviços (BRASIL, 2002).
A arquitetura para pessoas com deficiência pode promover a qualidade de vida por meio de espaços saudáveis. Espaços saudáveis são aqueles que proporcionam qualidade ambiental, ou seja, espaços confortáveis, com ambiência. Assim, a arquitetura influencia o bem estar ao criar espaços que promovem restauração e que não geram estresse ambiental.