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Thomas Hobbes’un Toplum Sözleşmesi Kuramı ve Egemenlik Anlayışı

Belgede Sosyal ve Beşeri Bilimler (sayfa 120-123)

DEĞERLENDİRME

1. Thomas Hobbes’un Toplum Sözleşmesi Kuramı ve Egemenlik Anlayışı

Como o uso da bandinha era bem presente em sala de aula e, em alguns momentos, articulado com o canto, as professoras Candinha e Nilza elaboraram um livro contendo arranjos para bandinha rítmica e voz, com acompanhamento de piano. Como mencionado, o livro se chama 12 Partituras de Banda Rítmica, prefaciado pela diretora da Escola de Música da época, não constando a indicação da editora do livro.

Figura 11: Capa do livro 12

Partituras de Banda Rítmica.

O fato deste livro ter sido prefaciado pela direção da Escola de Música mostra certa credibilidade nas práticas pedagógicas musicais desenvolvidas pelas professoras atuantes no Curso, dessa forma, agregando valor às práticas de ensino dessas professoras.

O livro traz, além de arranjos de músicas do folclore brasileiro, arranjos de músicas africanas, russas, americanas, entre outras. Os arranjos, em sua maioria, foram feitos para quatro instrumentos de percussão, voz e acompanhamento harmônico. A seguir, destaco a música O Cuco e o Burro, fazendo uma breve análise:

Figura 12: O Cuco e o Burro. 12 Partituras de Banda Rítmica.

O Cuco e o Burro é a quarta música do livro, proveniente do folclore alemão. No arranjo acima, tem-se o acompanhamento de piano e quatro instrumentos de percussão. No acompanhamento, há predominância de saltos de terça e de graus conjuntos. O compasso é binário simples, com a rítmica variando entre colcheias e semicolcheias, chegando a ser usado o ponto de aumento. Na mão esquerda, para a parte do piano, há uma repetição quase que contínua de saltos de quinta e alguns graus conjuntos reforçando as cadências, com o uso repetido das colcheias como desenho rítmico. Entre as possibilidade instrumentais da bandinha rítmica, foi sugerido o uso do triângulo, chocalho, tambor e prato, como indicado no início da pauta. Há predominância das figuras de colcheias e semicolcheias, também sendo utilizadas as pausas de semínima e colcheia. Nas onze músicas restantes deste livro, podem-se notar algumas semelhanças com esse arranjo descrito.

A professora Nilza ainda comenta que, quando a execução da bandinha era lida, as professoras ampliavam a partitura utilizando um papel cartão 20x26cm colorido, para facilitar a leitura pelo tamanho e para que as crianças não se perdessem na hora de uma apresentação

organizando o papel cartão pela cor. Como ela lembra: “A gente fazia a partitura nuns cartões grandes de cartolina, para que eles pudessem se guiar” (Nilza, E1, p. 5).

De uma ideia entre as professoras Fátima e Candinha surge uma série de composições relacionadas às cores. Olga e Nilza integram-se a esse projeto, passando essas quatro professoras a compor músicas com a referida temática. Estas reuniram essas composições em um livro chamado Cores em Canções – que não foi publicado – e pediram a um artista plástico para que fizesse a capa. Candinha narra a feitura de um outro livro manuscrito: “Fizemos um pequeno livro das músicas que chama Cores em Canções, então, era uma fase muito criativa...31” (Candinha, E1, p. 4). Cabe ressaltar que as propostas de educação musical da época valorizavam a criatividade nas atividades desenvolvidas. A professora Candinha continua:

Cada cor é uma cantiga. Então tem o verde que é... eu me lembro que eu estava em João Pessoa, eu e Fátima, deitada em uma grama, esperando a hora da aula começar [estavam participando de um congresso32], aí ela

cantou „azul e amarelo pra que te quero‟ aí eu respondi „para formar o verde do mar‟ então era uma coisa assim, que... uma começava e a outra completava, tem parcerias da gente com Nilza, com Olguinha, cada uma tem seu pedacinho. (Candinha, E1, p. 10).

Fátima complementa: “Assim a gente fez as cores primárias e as cores secundárias. Tem um livrinho assim [...] manuscrito, eu acho que cada uma tem...” (Fátima, E1, p. 8).

As onze músicas compostas e inseridas no livro têm arranjos para piano e indicações por escrito de como pode ser executada e que recursos podem ser usados. As professoras comentaram que essas músicas, antes mesmo da organização desse material didático em forma de livro manuscrito, eram utilizadas em sala de aula, oportunizando às crianças aprender sobre as cores, ao mesmo tempo em que, com isto, se trabalha o canto, entre outros aspectos musicais.

Ao executarem essas canções com os alunos, as professoras recorriam a diversas ideias musicais e recursos para dinamizar a atividade. No livro, há sugestões de como executar essas canções, como por exemplo “executar partindo do falar sussurrado até chegar progressivamente ao forte seco” (Canção Preto). Também há a sugestão para o uso da bandinha rítmica; acompanhamento de piano; experimentações sonoras com instrumentos musicais.

À guisa de ilustração, segue em destaque a música Amarelo:

31 Segundo fontes documentais consultadas, as professoras organizaram esse livro em julho de 1975. 32 Segundo fontes documentais consultadas, trata-se de um congresso realizado em 1973.

Figura 13: Partitura da música Amarelo. Cores em canções.

Mesmo não tendo sido impresso, o livro Cores em Canções deixa registradas as composições de professoras que usavam o canto como atividades correntes na aula de música. Esse livro, pelo detalhamento e teor, revela em parte o modo pelo qual as aulas eram direcionadas e aconteciam.

Os relatos revelam ademais que, durante a atuação dessas quatro professoras que primeiro atuaram no CIART, havia a prática de confeccionar materiais que seriam utilizados em sala de aula. E o que não dava para ser construído, relataram que faziam pedidos à direção da Escola, como foi o caso da escadinha musical (ver figura 14). Esta foi construída em madeira, com oito degraus, tendo as distâncias reduzidas pela metade entre o terceiro e quarto degraus e entre o sétimo e o oitavo, assemelhando-se às distâncias de tom e semitom de uma escala maior. Nela, as crianças poderiam subir e descer, sendo explorada como recurso didático. Ao usá-la, as professoras trabalhavam as relações intervalares, vivenciada através do movimento corporal e vocal.

Figura 14: Escadinha Musical.

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Embora a foto mostre as crianças em uma situação estática, as atividades desenvolvidas na Escadinha Musical, segundo relatos, eram bem dinâmicas. As crianças eram convidadas a andar por sobre ela, por vezes entoando os intervalos e/ou músicas propostas para o momento. Sobre o modo em que foi construída a Escadinha, a professora Fátima relata:

Então essa escada, adaptamos para que as crianças pudessem subir e descer sem medo. A escadinha, que era de Dó(3) a Dó(4), [se referiu aos exemplos sonoros utilizados, utilizando a escada], ficava muito alta [tamanho] para as crianças, e elas às vezes tinham medo, e eu também tinha medo, e então a gente botava escoradinha perto da parede e quando sentia que a criança tinha medo eu ia e dava o dedo, então ela pegava aqui no meu dedo, e pronto, ia subindo ou descendo. (Fátima, E1, p. 10-11).

Os instrumentos de bandinha rítmica aos poucos foram sendo adquiridos, assim como um armário de parede e um piano para a sala de aula. A professora Olga lembra: “Porque a gente pedia uma bandinha rítmica, vinha... uma coisa muito simples, muito barata, entende? E também porque a gente improvisava muito” (Olga, E1, p. 6).

A professora Candinha relata que o material para se trabalhar com as artes plásticas era pedido aos pais no ato da matrícula:

As crianças quando vinham se matricular a gente pedia um material para o curso [...] então, „a gente vai precisar de cartolina “tal”, lápis “isso”, tinta, e não sei o quê‟ [falando como se estivesse se dirigindo aos pais], cada um trazia seu kit. E esse kit era comum, então as crianças usavam tudo de todos, e na hora da confecção de um cenário eles utilizavam esse material também para isso. (Candinha, E1, p. 9).

Assim como na época de atuação das quatro primeiras professoras do Curso, a prática de confeccionar materiais didáticos foi percebida através dos relatos de Cristiane, como apostilas e cadernos de exercícios para os alunos, criados por colegas de Curso contemporâneas a ela. Sobre encontrar esses materiais já desenvolvidos para as crianças, Cristiane enfatiza: “Já havia uma diretriz bem certa no que avançar” (Cristiane, E1, p. 10). E, mesmo quando as professoras que desenvolveram o material se ausentam do Curso, a professora Cristiane comenta que continuou a utilizar o material didático criado, inclusive as apostilas. Sobre isto, recorda:

Os alunos já tinham adquirido o material, era algo que passava de irmão para irmão, era uma condução coerente e toda cuidada. O material - de repertório e atividades, era mais para segundo e terceiro ano. Lourdinha sempre colocou nas apostilas um repertório diferenciado, com peças eruditas, folclóricas ou de música popular... ela sempre modificou um pouco os materiais dela ao longo dos anos, observando os perfis das turmas e... então eu acho que o material da Lourdinha dava uma complementação muito boa

para o livro de flauta - depois adotado, de uma forma original, de uma forma cuidada. Me lembro que ela colocava a foto do compositor, resumo da biografia, informações sobre o gênero da peça, as posições na flauta... é um material bacana, não tinha por que a gente não usar. (Cristiane, E1, p. 10).

Quanto aos instrumentos musicais e demais materiais encontrados no CIART, a professora Cristiane comenta: “Todos os instrumentos estavam na Sala 16; era a sala de concentração de todo o material: chocalhos, guinzos, cocos, triângulo, cadeiras, aparelho de som, lousa, todas as coisas se concentravam... e os aparatos nas outras salas” (Cristiane, E1, p. 13).

Belgede Sosyal ve Beşeri Bilimler (sayfa 120-123)