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Duvar İnşası Fikrinin Tarihsel Arka Planı

Belgede Sosyal ve Beşeri Bilimler (sayfa 90-93)

HUKUKİ STATÜSÜ VE FİLİSTİN HALKI ÜZERİNDEKİ ETKİLERİ

M. Kürşad Özekin 1 & Selin Bingül 2

2. Ayrım Duvarının İnşası

2.1. Duvar İnşası Fikrinin Tarihsel Arka Planı

Na primeira metade do século XX, foi criado na cidade de Natal o Instituto de Música, que, conforme relatos, era uma escola de caráter público estadual, criado por Waldemar de Almeida10. Ofertava aulas de teoria da música, harmonia, violino, piano e canto, voltado para a formação do instrumentista. Seu objetivo era: “dar o conhecimento da técnica e do toque do piano, se eu olho com os olhos de hoje, né? [...] e o professor José Galvão que trabalhava com violino... então acredito que o propósito era esse” (Fátima, E2, p. 1-2)11. Como será visto logo adiante, quatro colaboradoras desta pesquisa estudaram nesse Instituto.

10 Pianista e compositor norte-rio-grandense, com visibilidade no cenário pianístico nacional e internacional. 11 Ao longo do trabalho as falas das depoentes estão identificadas da seguinte forma: nome; a letra E

significando a palavra Entrevista, seguida do número da mesma; e a página do Caderno de Entrevista na qual o fragmento citado foi retirado.

Outro espaço de formação musical relatado pelas depoentes era o das aulas particulares, principalmente as de piano, que movimentavam a cidade. Nos depoimentos, há menções de que vários professores eram conhecidos nessa modalidade de ensino e alguns organizavam inclusive recitais e saraus com certa freqüência e sistemática. Nesse contexto do ensino particular, houve menções à professora Magnólia Pereira12, como organizadora de uma sociedade musical local, cuja dinâmica propiciava cursos e atividades de compartilhas musicais:

Magnólia promovia muitos encontros, festivais, trazia gente de teatro, gente de música, gente de artes plásticas, de cultura popular. Então ela também oportunizou a gente a vivenciar esses outros tipos de arte, e daí a gente começou, e aí como eu tinha uma tendência para o desenho, sempre gostei de desenhar, e inclusive eu e Nilza fizemos curso com Newton Navarro de aquarela; e levei para as crianças e elas faziam. (Candinha, E1, p. 2).

Era comum professores atuarem nesses dois espaços – escola especializada e aula particular –, não sendo estes excludentes, muito pelo contrário; estas duas vertentes de ensino demonstraram ser o núcleo de formação musical das quatro colaboradoras cujas formações musicais se realizaram nas décadas de 1950 e 1960 do século passado, como ilustram os relatos abaixo:

O piano eu comecei com 11 anos, 11 para 12 anos, quando eu fui para o Instituto de Música. No Instituto fui aluna de Riva, antes eu fiz aula em casa com o professor que dava aulas particulares, chamava Pedro Duarte, que a gente chamava de seu Pedrinho. (Fátima, E1, p. 7).

Minha iniciação foi em casa com uma professora chamada Maria Augusta, quando aprendi as notinhas no piano, foi quando criaram o Instituto de Música e aí fui para lá. E lá estudei com a professora Iracema de Oliveira, que hoje mora no Rio de Janeiro. Eu estudei com ela um tempo pequeno, não lembro quantos anos foram. A primeira vez que eu me apresentei no teatro foi pelo Instituto, no teatro que se chamava na época “Carlos Gomes”. Fátima estudava lá também... O pessoal de música... Nilda Cunha Lima, todo esse pessoal, quase todos passaram por lá. (Candinha, Entrevista Coletiva, p. 1).

Foi possível notar que, entre essas quatro professoras cujas formações em música se deram em meados do século passado, os espaços de aprendizado foram similares – o Instituto de Música e as aulas particulares de piano. Ademais, seus relatos mostram que o estudo do piano era uma prática social/musical comum na época:

Eu comecei a estudar piano [...] pequenininha com professora particular,

com D. Nitinha... o nome dela eu não lembro, depois fui ser aluna de Nara. Também estudei com Riva Mandel, e com Gerardo Parente, ambos excelentes professores. (Nilza, E1, p. 1).

Eu comecei a estudar música com sete anos de idade, no antigo Instituto e em seguida passei a estudar o piano com a professora particular D. Magnólia Monteiro, depois na Escola de Música da UFRN com a professora Nilda Cunha Lima e em seguida com o professor Gerardo Parente. (Olga, E1, p. 1).

Sem pretender me adentrar em questões de gênero e classe, a formação inicial destas quatro colaboradoras refletiu o pensamento da sociedade na qual estavam inseridas, conforme o diálogo entre Candinha e Nilza na entrevista coletiva:

Candinha: Sim.. veja só... Antigamente toda moça... não é do meu tempo... mas do tempo da minha vó...

Nilza: Tinha que saber piano... era chique...

Candinha: Tinha que saber piano, tinha que saber bordado, tinha que saber costurar, era uma coisa da cultura local, inclusive eu acho que a Escola Doméstica13, que foi uma escola criada para formar mulheres bem

informadas, educadas, donas de casa que sabiam receber, tal e tal... a própria escola tinha professoras, algumas vezes suíças que vinham dar aulas de música; eu acho que algumas pessoas aprendiam música lá... agora, isso não é do meu tempo... é do tempo da minha vó... (risos). (Entrevista Coletiva, p. 2).

Enquanto essas colaboradoras tiveram sua iniciação musical ligadas ao estudo de piano no âmbito do ensino particular e escola específica, Cristiane, nos anos de 1980, veio a ter seus primeiros estudos musicais em família, como ela enfatiza: “Eu comecei a estudar flauta doce com minha tia, em casa. Tive todo um aparato familiar, foi bem bacana, e importantíssimo para minha escolha. Isso aconteceu quando eu tinha uns seis para sete anos de idade, e depois eu frequentei escolas de música em Bauru (Cristiane, E1, p.1) e em outras escolas do Estado de São Paulo”:

Morando em Bauru, comecei a estudar em outras cidades, em Piracicaba (SP), depois estudei em Tatuí (SP) [...] Notei que meu histórico familiar, minha tia toca violão, minha mãe também, meu tio... algo da família já me chamava para música.... e, origami, esta questão oriental, dobraduras, né? Essas coisas todas com arte manual também. [...] Mas, acho que, resumindo assim... a minha trajetória passa por muitas coisas principalmente a flauta. E eu toquei em grupos de choros, banda sinfônica, com cantoras e vejo que hoje eu consigo compreender algumas práticas, como elas se relacionam, a visão do instrumentista, a visão do educador. (Cristiane, E1, p. 1).

13 A Escola Doméstica foi instituída em 1914 em Natal, sendo uma escola direcionada para o público feminino.

Seu objetivo central tem sido “a educação para o lar”, embora no tempo presente essa formação primordialmente “doméstica” tenha sido redimensionada.

Belgede Sosyal ve Beşeri Bilimler (sayfa 90-93)